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Q3105196 Português
Leia o texto a seguir:


Natal: época de plena felicidade?



         Apesar de essa época ser, para alguns, a mais bonita e feliz do ano, o que se pode comemorar com a chegada do natal, que simbolicamente lembra o nascimento do menino Jesus, se ainda se vive num mundo de misérias?

      Quer seja na Europa, Ásia, África e nas Américas, o que se vê, ultimamente, são lutas armadas, catástrofes, egoísmos, orgulhos, ambições, enfim, vícios que são reproduzidos para todo o planeta, gerando desequilíbrio ambiental, pessoas desabrigadas, sem comida, água, emprego, expectativas.

     Além disso, outro ponto importante e que também tem contribuído para a miséria social, é a disseminação das drogas, em especial, o “crack”, que é uma droga que causa destruição dos neurônios e degeneração dos músculos do corpo, levando o indivíduo a uma aparência esquelética. Essa droga, que causa dependência de forma bastante rápida, move os usuários em busca do dinheiro para comprá-la. Na falta da moeda, o dependente furta, rouba e até mata, pois, o consumo dessa droga gera agressividade, levando o drogado a praticar violências e crimes, em busca de saciar sua vontade.

     Em contrapartida, alguns mais abastados, frutos de uma péssima distribuição de rendas, usufruem do bom e do melhor, sem, muitas vezes, importarem-se com o que veem nas ruas. Ao desfilarem nas vias públicas, em seus carros importados e com vidros fumês, parecem não enxergar pessoas sentadas nas calçadas, sem teto para morar, passando fome, sem futuro, sem sonhos. Até mesmo alguns políticos, pessoas que recebem altos salários no país, que deveriam criar políticas públicas de combate à pobreza e à fome, são os primeiros a furtar os recursos, que poderiam ser utilizados para diminuir o sofrimento dessas pessoas.

     Sendo assim, apoiando-se no que aqui foi explanado e ainda na máxima do livro de Eclesiastes, onde se diz que “a felicidade não é deste mundo”, entendendo a felicidade como ausência de todo mal e vivência plena do bem, como alguém poderia abrir a boca hoje e dizer que é feliz? Na verdade, o que poucos vivem são momentos de felicidade, ou, até mesmo, instantes de alegria interna, resultado de consequências de dever cumprido, pois dizer que é feliz, observando toda essa conjuntura de desgraça e de desordem, que assola o planeta inteiro, é se auto definir como uma pessoa egoísta, fria, insensível.


(Pacífico, André Fabiano. Coletânea da Academia Camarajibense de Letras. Babbeco. Olinda, 2011)
Qual a principal crítica do autor ao conceito de Natal como um período de plena felicidade?
Alternativas

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Interpretação da Questão:

A questão aborda a crítica do autor ao conceito de Natal como um período de plena felicidade. Para responder corretamente, é essencial analisar o texto com atenção, destacando a argumentação apresentada e as palavras-chave que indicam a posição do autor.

Alternativa Correta:

A alternativa A - A hipocrisia de celebrar o Natal em um mundo marcado por desigualdades - é a resposta correta. O autor critica a celebração do Natal em contraste com as realidades de miséria e desigualdade que permeiam o mundo. Ele destaca que a felicidade proclamada por alguns é inconsistente diante do sofrimento e das injustiças sociais, indicando uma visão crítica sobre a hipocrisia das comemorações natalinas.

Justificativa das Alternativas Incorretas:

A alternativa B - A influência do consumismo excessivo na época natalina - apesar de ser uma crítica válida, não é o foco principal do texto. O autor enfatiza mais a desigualdade social do que o consumismo.

A alternativa C - A falta de espiritualidade nas celebrações natalinas - também não é abordada diretamente. O texto se concentra nas consequências sociais e nas injustiças, ao invés de criticar a espiritualidade das celebrações.

A alternativa D - Aos momentos de alegria vivenciados nessa época - ignora a crítica central do autor, que é sobre a superficialidade da felicidade em meio ao sofrimento. O autor não valoriza apenas os momentos de alegria, mas questiona a real felicidade diante da miséria.

Por fim, a alternativa E - A frieza nas celebrações do Natal - não é a principal crítica apresentada. Embora a frieza possa ser um aspecto, o autor foca mais na hipocrisia de ignorar as desigualdades enquanto se celebra.

Conclusão:

A análise do texto revela que a crítica mais contundente do autor é a hipocrisia presente nas celebrações do Natal, que oculta as desigualdades e o sofrimento de muitos. Ao ler questões de interpretação, procure sempre identificar os elementos centrais da argumentação e como eles se conectam com as alternativas apresentadas.

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Comentários

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Gab: A

Sendo assim, apoiando-se no que aqui foi explanado e ainda na máxima do livro de Eclesiastes, onde se diz que “a felicidade não é deste mundo”, entendendo a felicidade como ausência de todo mal e vivência plena do bem, como alguém poderia abrir a boca hoje e dizer que é feliz? Na verdade, o que poucos vivem são momentos de felicidade, ou, até mesmo, instantes de alegria interna, resultado de consequências de dever cumprido, pois dizer que é feliz, observando toda essa conjuntura de desgraça e de desordem, que assola o planeta inteiro, é se auto definir como uma pessoa egoísta, fria, insensível.

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