Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q4375839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano

A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) relatório que reúne 37 soluções para que o Brasil possa reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é considerado um dos mais potentes poluidores causadores das mudanças climáticas.

Apesar de durar apenas de 10 a 20 anos na atmosfera, o metano tem um potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). O Brasil é o quinto país que mais emite esse poluidor, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia.

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera, em 2024, 21 milhões de toneladas de metano.

Para o coordenador do sistema, David Tsai, reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global e trazer o planeta à normalidade climática. "Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala", diz.

As soluções trazidas no relatório são direcionadas a quatro setores de atividades: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. Para cada área são sugeridas ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.

No setor da agropecuária, por exemplo, são 15 propostas que exigem envolvimento dos diversos setores, incluindo os setores produtivos, governos, instituições financeiras e academia. "Entre as ações estão mudanças no manejo de animais e dos resíduos, o planejamento territorial e a intensificação de assistência técnica e acesso ao crédito."

O setor da agropecuária é um dos principais emissores de metano e foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano, em 2024, o que corresponde a 75,8% do total das emissões brasileiras no mesmo ano.

Para Gabriel Quintana, coordenador da área de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) — responsável pelas propostas para o setor —, as mudanças necessárias são oportunidades para incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos.

"Essa edição do SEEG Soluções expande as estratégias já existentes, trazendo opções que podem ser implementadas por produtores, municípios e regiões do país", diz.

O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para eliminar a emissão de metano no setor de resíduos. Para auxiliar, a rede global Iclei — Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas no relatório.

São medidas para inspirar cidades brasileiras a reduzir a geração e o desperdício de resíduos, como a ampliação de coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais, afirma Iris Coluna, assessora do Iclei — Governos Locais pela Sustentabilidade.

Para o setor de Mudança no Uso da Terra (MUT) e Florestas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões no relatório. As ações sugerem melhorias no monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa.

As últimas cinco sugestões do relatório apontam soluções para reduzir a emissão de metano nas cadeias de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. São ações com foco no vazamento e desperdício nos processos produtivos.

As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor.

"Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade", conclui a pesquisadora do Iema, Ingrid Graces.


SINIMBÚ, Fabíola. Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano [adaptado]. Agência Brasil, Brasília, 18 ago. 2026. Meio Ambiente. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/relatori o-traz-solucoes-para-reduzir-emissoes-de-metano-no-pais. Acesso em: 22 ago. 2026.
"O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para não eliminar a emissão de metano no setor de resíduos."

Analise a frase retirada do texto, adaptada para essa questão, quanto à colocação pronominal e em seguida avalie as asserções:

I.Considerando a colocação pronominal de acordo com a norma-padrão, se a expressão 'a emissão de metano no setor de resíduos' for substituída por um pronome oblíquo átono, este poderá ser empregado antes ou depois do verbo.
PORQUE
II. Quando o pronome oblíquo está associado a um verbo no infinitivo, admitem-se, nesse contexto, tanto a próclise quanto a ênclise, mesmo diante da palavra atrativa 'não'.

A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4375755 Português
As frases a seguir mostram um termo sublinhado que se refere a um termo anterior, estabelecendo coesão na frase.

Assinale a opção em que a identificação do antecedente do termo sublinhado está correta. 
Alternativas
Q4375753 Português
Os que trabalham em espaços profissionais em que inserem textos devem preocupar-se com a correção gramatical.

Entre as frases a seguir, assinale a que se mostra integralmente correta. 
Alternativas
Q4375751 Português
No texto a seguir, os pronomes demonstrativos sublinhados estão bem empregados.

Se os navios geralmente vão melhor do que os Estados, isso ocorre pela única razão de que naqueles cada um aceita a parte que lhe compete, enquanto nestes, na maioria das vezes, quanto menos se sabe, mais se tem o desejo de comandar.

Assinale a opção que mostra a frase em que o demonstrativo está erradamente empregado. 
Alternativas
Q4375750 Português
Leia com atenção o trecho a seguir.

“Se os navios geralmente vão melhor do que os Estados, isso ocorre pela única razão de que naqueles cada um aceita a parte que lhe compete, enquanto nestes, na maioria das vezes, quanto menos se sabe, mais se tem o desejo de comandar.”

Sobre esse trecho, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4375078 Português

Leia, a seguir, um trecho do texto de apresentação do “Plano estadual de segurança pública e defesa social do Paraná 2024- 2034”:



Vivemos em um cenário nacional em que a Segurança Pública desempenha um papel fundamental na construção de uma sociedade justa e equitativa. Não é novidade o fato de que a criminalidade, em suas mais diversas formas, representa um obstáculo significativo para o desenvolvimento social e econômico de nosso país. Nesse contexto, é imperativo que atuemos de maneira proativa, implementando medidas eficazes para combater com rigor a criminalidade e elevar a sensação de segurança entre os cidadãos.


Nesse ínterim, é com grande satisfação e senso de responsabilidade que esta Secretaria de Estado da Segurança Pública institui o Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Paraná, consciente da magnitude do desafio que enfrentamos e da necessidade premente de fortalecermos as estratégias para promover a segurança e o bem-estar da população paranaense.


PARANÁ. Secretaria de Estado da Segurança Pública. Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social 2024–2034. Curitiba: Secretaria de Estado da Segurança Pública, 2024. p. 8. Disponível em: https://www.seguranca.pr.gov.br/sites/default/ arquivos_restritos/ files/documento/2025-07/pespds_2024-2034_-_final.pdf. Acesso em 15.8.26



O emprego reiterado de formas verbais na primeira pessoa do plural - “vivemos”, “atuemos”, “enfrentamos” e “fortalecermos” - contribui para 

Alternativas
Q4374359 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'.

O mundo entrou em uma “zona de perigo de eventos climáticos extremos” à medida que os efeitos do El Niño começam a ser sentidos globalmente, alertou António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, divulgou os dados mais recentes sobre o fenômeno natural indicando que este El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027.

O El Niño altera os padrões climáticos em diferentes partes do mundo, provocando secas em algumas regiões e tufões mais intensos e enchentes em outras. São esperadas, por exemplo, chuvas acima da média em partes do leste da África, do sul do Brasil e do sul dos Estados Unidos, aumentando o risco de enchentes.

Meteorologistas também afirmam que o El Niño elevará as temperaturas em alguns lugares, somando-se ao aumento da temperatura global provocado pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

“O El Niño está ganhando proporções gigantescas diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão ficando mais quentes”, disse Guterres, da ONU.

A BBC conversou com governos e cientistas sobre as medidas adotadas em diferentes partes do mundo para reduzir o risco de mortes, deslocamentos de populações e danos ambientais. Sistemas de alerta precoce foram reforçados, assim como o envio preventivo de assistência médica, mas a intensidade deste episódio preocupa especialmente devido aos riscos para grupos mais vulneráveis.

A OMM, agência da ONU, afirmou ter realizado uma “grande mobilização” para fazer com que suas previsões sobre possíveis eventos climáticos extremos associados ao El Niño cheguem ao maior número possível de comunidades.

“O El Niño tem potencial para causar um enorme impacto em comunidades e economias de todo o mundo”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM. O El Niño é um fenômeno natural que se desenvolve no oceano Pacífico e está associado a uma mudança nos padrões dos ventos. Essa alteração permite que águas quentes avancem para leste e liberem calor na atmosfera.

A temperatura do mar nas regiões central e leste do Pacífico tropical subiu acentuadamente nos últimos meses — um sinal claro de que o El Niño está se intensificando.

Na principal região do Pacífico usada para acompanhar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar ficou mais de 2°C acima da média nas últimas semanas, nível que já colocaria este episódio na categoria de “muito forte”.

E a expectativa é que ultrapasse até mesmo esse patamar. As previsões indicam que, na média mensal, a temperatura da superfície do mar pode chegar perto de 4°C acima da média.

Isso faria deste o El Niño mais forte desde pelo menos 1950 — e possivelmente com grande folga em relação aos anteriores.

Abaixo da superfície do Pacífico, as temperaturas são ainda mais excepcionais: em alguns locais, estão mais de 8°C acima da média.

Temperaturas do mar acima do normal também são esperadas em outras partes do mundo, entre elas o oceano Índico, o Atlântico tropical e regiões próximas à costa da Austrália.

Por causa da rica vida marinha da Austrália, as alterações na temperatura dos oceanos são motivo de especial preocupação no país.

Nos últimos anos, a Austrália tem sido atingida por ondas de calor marinhas, impulsionadas pelas mudanças climáticas.

O El Niño é um fenômeno natural, mas tende a provocar o tipo de calor extremo que também contribui para esses desastres, disse à BBC Alistair Hobday, pesquisador-chefe da agência científica da Austrália.

Neste ano, as previsões de ondas de calor marinhas indicam que a Grande Barreira de Corais será poupada das condições mais severas, dando aos corais mais tempo para se recuperar.

"[Mas] o sul da Austrália vem sofrendo impactos severos”, disse Hobday.

Na última vez em que uma onda de calor marinha atingiu o sul da Austrália e a Tasmânia, pinguins ficaram sem alimento, houve mortandade de peixes, proliferação de algas que reduziu os níveis de oxigênio na água e aumento na presença de águas-vivas.

A Austrália adotou recentemente sistemas de alerta antecipado para eventos extremos no mar. Com isso, é possível, por exemplo, organizar apoio financeiro ao setor pesqueiro, transferir espécies essenciais para áreas mais seguras e reforçar o monitoramento dos corais.

Mas este episódio caminha para ser sem precedentes — e Hobday admite estar bastante preocupado.

STALLARD, Esme; POYNTING, Mark; DALE, Becky. 'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para o fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'. BBC News Brasil, 3 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2q5nl0pg3o. Acesso em: 17 set. 2026.

O El Niño está ganhando proporções gigantescas diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão ficando mais quentes", disse Guterres [...]. O El Niño é um fenômeno natural que se desenvolve no oceano Pacífico e está associado a uma mudança nos padrões dos ventos. Essa alteração permite que águas quentes avancem para leste e liberem calor na atmosfera. [...] Isso faria deste o El Niño mais forte desde pelo menos 1950 [...]. O El Niño é um fenômeno natural, mas tende a provocar o tipo de calor extremo que também contribui para esses desastres, disse à BBC Alistair Hobday [...]."


Considerando os mecanismos de coesão e os fatores de coerência presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4374357 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'.

O mundo entrou em uma “zona de perigo de eventos climáticos extremos” à medida que os efeitos do El Niño começam a ser sentidos globalmente, alertou António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, divulgou os dados mais recentes sobre o fenômeno natural indicando que este El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027.

O El Niño altera os padrões climáticos em diferentes partes do mundo, provocando secas em algumas regiões e tufões mais intensos e enchentes em outras. São esperadas, por exemplo, chuvas acima da média em partes do leste da África, do sul do Brasil e do sul dos Estados Unidos, aumentando o risco de enchentes.

Meteorologistas também afirmam que o El Niño elevará as temperaturas em alguns lugares, somando-se ao aumento da temperatura global provocado pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

“O El Niño está ganhando proporções gigantescas diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão ficando mais quentes”, disse Guterres, da ONU.

A BBC conversou com governos e cientistas sobre as medidas adotadas em diferentes partes do mundo para reduzir o risco de mortes, deslocamentos de populações e danos ambientais. Sistemas de alerta precoce foram reforçados, assim como o envio preventivo de assistência médica, mas a intensidade deste episódio preocupa especialmente devido aos riscos para grupos mais vulneráveis.

A OMM, agência da ONU, afirmou ter realizado uma “grande mobilização” para fazer com que suas previsões sobre possíveis eventos climáticos extremos associados ao El Niño cheguem ao maior número possível de comunidades.

“O El Niño tem potencial para causar um enorme impacto em comunidades e economias de todo o mundo”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM. O El Niño é um fenômeno natural que se desenvolve no oceano Pacífico e está associado a uma mudança nos padrões dos ventos. Essa alteração permite que águas quentes avancem para leste e liberem calor na atmosfera.

A temperatura do mar nas regiões central e leste do Pacífico tropical subiu acentuadamente nos últimos meses — um sinal claro de que o El Niño está se intensificando.

Na principal região do Pacífico usada para acompanhar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar ficou mais de 2°C acima da média nas últimas semanas, nível que já colocaria este episódio na categoria de “muito forte”.

E a expectativa é que ultrapasse até mesmo esse patamar. As previsões indicam que, na média mensal, a temperatura da superfície do mar pode chegar perto de 4°C acima da média.

Isso faria deste o El Niño mais forte desde pelo menos 1950 — e possivelmente com grande folga em relação aos anteriores.

Abaixo da superfície do Pacífico, as temperaturas são ainda mais excepcionais: em alguns locais, estão mais de 8°C acima da média.

Temperaturas do mar acima do normal também são esperadas em outras partes do mundo, entre elas o oceano Índico, o Atlântico tropical e regiões próximas à costa da Austrália.

Por causa da rica vida marinha da Austrália, as alterações na temperatura dos oceanos são motivo de especial preocupação no país.

Nos últimos anos, a Austrália tem sido atingida por ondas de calor marinhas, impulsionadas pelas mudanças climáticas.

O El Niño é um fenômeno natural, mas tende a provocar o tipo de calor extremo que também contribui para esses desastres, disse à BBC Alistair Hobday, pesquisador-chefe da agência científica da Austrália.

Neste ano, as previsões de ondas de calor marinhas indicam que a Grande Barreira de Corais será poupada das condições mais severas, dando aos corais mais tempo para se recuperar.

"[Mas] o sul da Austrália vem sofrendo impactos severos”, disse Hobday.

Na última vez em que uma onda de calor marinha atingiu o sul da Austrália e a Tasmânia, pinguins ficaram sem alimento, houve mortandade de peixes, proliferação de algas que reduziu os níveis de oxigênio na água e aumento na presença de águas-vivas.

A Austrália adotou recentemente sistemas de alerta antecipado para eventos extremos no mar. Com isso, é possível, por exemplo, organizar apoio financeiro ao setor pesqueiro, transferir espécies essenciais para áreas mais seguras e reforçar o monitoramento dos corais.

Mas este episódio caminha para ser sem precedentes — e Hobday admite estar bastante preocupado.

STALLARD, Esme; POYNTING, Mark; DALE, Becky. 'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para o fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'. BBC News Brasil, 3 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2q5nl0pg3o. Acesso em: 17 set. 2026.

"A Austrália adotou recentemente sistemas de alerta antecipado para eventos extremos no mar. Com isso, é possível, por exemplo, organizar apoio financeiro ao setor pesqueiro, transferir espécies essenciais para áreas mais seguras e reforçar o monitoramento dos corais."


Com base nas regras de colocação pronominal, analise as asserções a seguir.



I. Caso o complemento verbal de 'reforçar' fosse substituído por um pronome oblíquo átono, a ênclise seria permitida na forma 'reforçá-lo'; porém, com a presença do advérbio de negação 'não' antes do verbo, a próclise seria obrigatória, na forma 'não o reforçar'.


PORQUE


II. A ênclise é permitida quando o verbo estiver no infinitivo, porém a presença de palavra de sentido negativo, como 'não', exige a próclise.



A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4373357 Português
Texto: AÇÚCAR ENCONTRADO NO ESPAÇO? O QUE ESSA DESCOBERTA PODE NOS ENSINAR SOBRE A ORIGEM DA VIDA


Bibi Bailas


Você já imaginou que um tipo de açúcar pudesse existir entre as estrelas? Foi exatamente isso que um grupo de cientistas descobriu.

Usando radiotelescópios capazes de detectar moléculas muito distantes da Terra, eles identificaram um açúcar chamado eritrulose em uma enorme nuvem de gás e poeira da nossa galáxia.

Mas calma! Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.

O espaço entre as estrelas não é completamente vazio. Ali existem gases, poeira e diversas moléculas. Quando essas partículas ficam sobre pequenos grãos de poeira cósmica, podem acontecer reações químicas, mesmo em temperaturas extremamente baixas, próximas de −250°C.

Essas reações conseguem formar moléculas cada vez mais complexas. A eritrulose é uma delas. Ela pertence ao grupo dos açúcares, compostos feitos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Mas por que isso é importante? Porque os açúcares são essenciais para a vida como conhecemos. Eles participam da produção de energia nas células e fazem parte da estrutura de moléculas importantes. Além disso, outros açúcares, como a ribose, compõem o RNA, uma molécula fundamental para todos os seres vivos.

Os cientistas acreditam que, há cerca de 4 bilhões de anos, cometas e asteroides bombardearam a Terra primitiva. Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.

Isso quer dizer que a vida veio do espaço? Ainda não sabemos. A descoberta não prova essa hipótese. Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos usados pela vida podem se formar naturalmente fora da Terra, sem a participação de nenhum organismo. Essa diferença é muito importante.

Uma molécula orgânica não é um ser vivo. Assim como tijolos não formam uma casa sozinhos, os ingredientes da vida precisam passar por muitas outras etapas até que surja uma célula.

Nos últimos anos, os astrônomos já encontraram álcool, amônia, aminoácidos e dezenas de outras moléculas orgânicas no Universo. Agora, a lista ganhou mais um integrante.

Cada nova descoberta ajuda os cientistas a responder uma das maiores perguntas da humanidade: como a vida começou?

Talvez a resposta não esteja apenas na Terra. Pode ser que parte dessa história tenha começado muito antes, em pequenas partículas de poeira viajando entre as estrelas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibibailas/2026/07/acucar-encontrado-no-espaco-o-queessa-descoberta-pode-nos-ensinar-sobre-a-origem-davida.shtml. Acesso em 24/07/2026  
Em “Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos [...]” (8º parágrafo), o pronome sublinhado retoma: 
Alternativas
Q4371401 Português
Considerando o emprego das classes gramaticais na frase "Aqueles estudantes apresentaram excelente desempenho durante a avaliação", assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4370277 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


O texto caracteriza-se como narrativo e, nele, o uso do pronome possessivo na expressão “meu avô” (segundo parágrafo) é indicativo de que o narrador é personagem da narrativa.

Alternativas
Q4370274 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


Em “Sentar-se-ia” (segundo parágrafo), a mesóclise justifica-se pelo emprego do pronome “se” com verbo flexionado no futuro do pretérito do indicativo em início de período.

Alternativas
Q4370265 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


No período “Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada.” (terceiro parágrafo), o pronome “elas” retoma coesivamente “conexões cerebrais”, expressão empregada no período anterior.

Alternativas
Q4364975 Português
Leia o texto abaixo.

O pastor e seus carneiros
    Um pastor levou seus carneiros para uma floresta de carvalhos. Sob uma enorme árvore cheia de frutos, ele estendeu seu casaco. Depois subiu para sacudi-la e assim os frutos cairiam. Mas os carneiros comeram indistintamente as bolotas e o casaco. Quando desceu, vendo o que tinha acontecido, o pastor exclamou:
     Suas bestas, aos outros vocês dão sua lã para abriga-los, a mim que lhes dou o sustento, vocês destroem até o casaco!
     Muita gente, sem se dar conta, serve a desconhecidos e faz mal aos que lhes são próximos.

Fonte; ESOPO 550 a.C. Fabulas de Esopo.Trad. Antonio Carlos Vianna. Porto Alegre: L&PM, 1997. p.157.)

Nesse texto, no trecho “Depois subiu para sacudi-la e assim os frutos cairiam” ( 2), o termo destacado refere-se:
Alternativas
Q4361970 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, foi usado em posição proclítica obrigatória.
II- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, funciona como objeto indireto do verbo “dão”.
III- A locução conjuntiva “desde que” foi usada para expressar ideia de condição.
IV- A conjunção “porque” constrói o recurso denominado paralelismo sintático.
V- O pronome “me”, nos dois usos, encontra-se em posição enclítica obrigatória.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361701 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

Analise: “Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas...”. Os vocábulos “Esse” e “repassadas” classificam-se, respectivamente, como
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Q4359893 Português

        O trânsito é uma disputa pelo espaço físico que reflete

uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos. É uma negociação permanente, coletiva e conflituosa do espaço, pois, no trânsito, surgem conflitos de interesse de um grupo social contra outro. Sob o ponto de vista ideológico, a posição que as pessoas se atribuem e ocupam na sociedade vai condicionar sua disputa pelo espaço através da eleição e do uso de determinados meios de transporte. Essa disputa pelo espaço gera conflito físico, acarretando a negociação desse espaço, pautada pelo poder real ou imaginário de cada ator social envolvido. Esse poder imaginário estaria relacionado ao valor simbólico de potência atribuído aos veículos, segundo o qual quanto maior e mais rápido o veículo, maior sua supremacia numa disputa e maior o status simbólico inerente.

        Leis, normas e regras são forçosamente criadas para garantir o respeito e a convivência e para atenuar os conflitos. Não há sociedade humana que não possua forma de controle para o comportamento social, do mesmo modo que não há nenhuma atividade humana importante destituída de regras para exercê-la. É pelo ambiente normativo, que às vezes nos sufoca, que procuramos segurança e bem-estar.

        Para que o trânsito possa realizar sua função eminentemente social, faz-se necessário o atendimento às demandas dos seus participantes. Entre essas demandas está a garantia de mobilidade. Esse conceito pode ser interpretado como a capacidade dos indivíduos de se moverem de um lugar para outro.


M. R. M. de Araújo et al. Transporte público coletivo: discutindo acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida. In: Psicologia & Sociedade, v. 23, n. 3, p. 574–582, set. 2011 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, em relação ao texto apresentado.


No período “É pelo ambiente normativo, que às vezes nos sufoca, que procuramos segurança e bem-estar.”, a próclise em “nos sufoca” justifica-se por dois motivos: a oração em que o verbo e o pronome são empregados classifica-se como subordinada e o referido verbo é diretamente modificado por expressão adverbial.

Alternativas
Q4359889 Português

        O trânsito é uma disputa pelo espaço físico que reflete

uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos. É uma negociação permanente, coletiva e conflituosa do espaço, pois, no trânsito, surgem conflitos de interesse de um grupo social contra outro. Sob o ponto de vista ideológico, a posição que as pessoas se atribuem e ocupam na sociedade vai condicionar sua disputa pelo espaço através da eleição e do uso de determinados meios de transporte. Essa disputa pelo espaço gera conflito físico, acarretando a negociação desse espaço, pautada pelo poder real ou imaginário de cada ator social envolvido. Esse poder imaginário estaria relacionado ao valor simbólico de potência atribuído aos veículos, segundo o qual quanto maior e mais rápido o veículo, maior sua supremacia numa disputa e maior o status simbólico inerente.

        Leis, normas e regras são forçosamente criadas para garantir o respeito e a convivência e para atenuar os conflitos. Não há sociedade humana que não possua forma de controle para o comportamento social, do mesmo modo que não há nenhuma atividade humana importante destituída de regras para exercê-la. É pelo ambiente normativo, que às vezes nos sufoca, que procuramos segurança e bem-estar.

        Para que o trânsito possa realizar sua função eminentemente social, faz-se necessário o atendimento às demandas dos seus participantes. Entre essas demandas está a garantia de mobilidade. Esse conceito pode ser interpretado como a capacidade dos indivíduos de se moverem de um lugar para outro.


M. R. M. de Araújo et al. Transporte público coletivo: discutindo acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida. In: Psicologia & Sociedade, v. 23, n. 3, p. 574–582, set. 2011 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, em relação ao texto apresentado.


No período “Não há sociedade humana que não possua forma de controle para o comportamento social, do mesmo modo que não há nenhuma atividade humana importante destituída de regras para exercê-la.” (segundo parágrafo), a forma pronominal “la”, em “para exercê-la”, retoma, por coesão, a expressão “forma de controle”.

Alternativas
Q4357086 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa


Especialistas brasileiros, espanhóis e argentinos alertam contra generalizações e diretor de Observatório da Discriminação Racial no Futebol questiona: 'Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo?'

Por Lucas Altino
19/07/2026


Mais uma vez sem o Brasil na final da Copa do Mundo, torcedores passaram ___ reunir argumentos para escolher entre Argentina e Espanha na decisão de hoje. ___ rivalidade, ___ idolatria por Messi e ___ preferência por estilos de jogo somou-se uma questão mais profunda: o racismo. Casos protagonizados por argentinos alimentam ___ rejeição ___ seleção campeã mundial, enquanto a perseguição sofrida por Vini Jr. nos estádios espanhóis impede que o adversário seja tratado como uma escolha moralmente simples. Para especialistas, o debate pode ampliar ___ conscientização, mas se torna uma armadilha quando reduz um país inteiro ao comportamento de parte de sua população e transforma o racismo num problema sempre atribuído ao outro.

[...]

A discussão não se limita às arquibancadas. Depois do título da Copa América de 2024, Enzo Fernández transmitiu uma celebração de jogadores argentinos com um canto racista contra atletas franceses. O episódio ajuda a explicar por que a falta de manifestações mais contundentes de integrantes da seleção, especialmente Messi, passou a ser interpretada por brasileiros como omissão diante do problema. Nesta Copa, porém, não houve até agora acusação de ato racista praticado por jogadores argentinos.

Durante a fase de grupos, a Fifa identificou 89 mil mensagens ofensivas nas redes sociais, aumento de 33% em relação ao mesmo período da Copa de 2022. Segundo a entidade, 11% tinham caráter racista. Para Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, os números contrastam com a falta de informações sobre punições concretas.

[...]

— O grande problema é generalizar todo argentino como racista. Isso é perigoso e não contribui para o debate. No Brasil, o debate é mais avançado, enquanto na Argentina dizem que os atos racistas fazem parte do folclore. A diferença está nas ações das entidades — explicou.

A comparação com a Espanha reforça a contradição. Vini Jr. tornou-se alvo de uma das perseguições racistas mais televisionadas do futebol recente. Em 2023, os ataques provocaram uma reação diplomática e cobranças públicas do presidente Lula. No ano seguinte, três torcedores do Valencia foram condenados a oito meses de prisão e proibidos de frequentar estádios por dois anos. Foi a primeira condenação desse tipo na Espanha, seguida por outras punições. As medidas representam respostas concretas, mas não necessariamente uma mudança estrutural. Antumi Toasijé, historiador e professor da Universidade de Nova York em Madri, considera as condenações insuficientes porque não foram acompanhadas por alterações na legislação ou por novas políticas públicas.

[...]

Toasijé também criticou as declarações do ex-primeiro-ministro da Espanha Mariano Rajoy, que disse que a seleção francesa não seria composta por franceses.

— Esse tipo de declaração contribui para o crescimento do racismo. Ela expressa uma ideia presente em parte da sociedade de que uma pessoa não branca não pode ser europeia. A política está relacionada ao futebol e o esporte também está relacionado à política. Enquanto não houver medidas contundentes para enfrentar o racismo, esse tipo de incidente continuará acontecendo e tende a aumentar.


Olhar o próprio espelho

O historiador brasileiro Delton Aparecido Felipe, da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de políticas de ações afirmativas dos pesquisadores negros, também rejeita a tentativa de eleger um país como símbolo único do problema. Embora reconheça diferenças entre as sociedades e considere o Brasil mais avançado na adoção de mecanismos de combate, ele defende que a comparação se concentre nas respostas institucionais.

— O racismo é uma estrutura de poder que perpassa todas as culturas nacionais. Eleger só um país como racista é perder o foco. O racismo atravessa as sociedades ocidentais, o Brasil, a Espanha, a Inglaterra, a Argentina. O foco da discussão tem que ser o que está sendo feito para combatê-lo institucionalmente, sejam os países ou os responsáveis pelos eventos — explica o especialista, que também criticou as generalizações — Na Argentina, por exemplo, existe movimento negro organizado. O Brasil, com suas estratégias e dispositivos de combate, está anos luz à frente da Argentina, mas não é verdade que todo argentino é racista.

Para Marcelo Carvalho, a facilidade de apontar o racismo estrangeiro também permite ao brasileiro evitar o próprio reflexo. A indignação despertada durante a Copa só terá consequência, diz, se sobreviver à competição e alcançar os casos registrados cotidianamente no futebol nacional:

— O brasileiro debate mais o racismo quando não é o nosso racismo, o racista é sempre o outro. Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo e discutir o racismo que existe aqui ou vamos nos silenciar de novo?

[...]


Fonte: Adaptado de O Globo. ALTINO, Lucas. Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa. 19 jul. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/07/19/espanha-x-argentinacomo-o-racismo-virou-argumento-e-armadilha-paradecidir-torcida-na-final-da-copa.ghtml. 
No trecho abaixo, o vocábulo “isso” é utilizado para referir-se ao problema em generalizar todo argentino como racista. Trata-se de uma ferramenta de coesão de valor anafórico. Morfologicamente a palavra em questão classifica-se como:

— O grande problema é generalizar todo argentino como racista. Isso é perigoso e não contribui para o debate. No Brasil, o debate é mais avançado, enquanto na Argentina dizem que os atos racistas fazem parte do folclore

Alternativas:
Alternativas
Q4352065 Português
Assinale a alternativa em que o pronome destacado exerce a função de substantivo.
Alternativas
Respostas
141: A
142: C
143: A
144: D
145: B
146: D
147: E
148: B
149: D
150: B
151: C
152: C
153: C
154: A
155: A
156: A
157: C
158: E
159: C
160: D