Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Texto CG1A1-II
A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam — diz-se — o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água.
Mas com essas notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será circundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo.
Italo Calvino. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 15-16 (com adaptações).
Texto CG1A1-I
A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto.
Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tutoria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem.
Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação nos próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino.
Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica.
Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evoluir e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico.
Analise a frase abaixo para responder à questão.
“Ninguém” fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa.
Analise a frase abaixo para responder à questão.
“… convém pensarmos desde já se utilizamos ‘este dom de viver’ da maneira mais digna”.

Analise a frase abaixo para responder à questão.
“... é preciso que conserve ‘a mesma batida de sua braçada’”.
Leia o texto para responder à questão.
Uma aluna de pedagogia que trabalha de dia em uma casa lotérica me relatou isto: um cliente, já idoso, sempre a procurava para fazer o jogo e um dia lhe disse: “Moça, qual é a sua graça?”. Ela ficou sem entender e sem saber o que responder. Só mais tarde percebeu que a pergunta era: “Qual é o seu nome?”
(Bortoni Ricardo, 2004)
A respeito do emprego e da colocação dos pronomes, assinale a alternativa correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
A aproximação das comemorações do bicentenário da Independência tem despertado em alguns historiadores o desejo de promover um certo resgate da reputação da família real, e que foi satirizada em filmes e séries televisivas. Fundada em 1810 por Dom João 6º, a Biblioteca Nacional menciona esse objetivo em seu caderno de projetos para o bicentenário. O documento busca valorizar “personagens que se tornaram chacotas para o público em geral, através da TV e do cinema, quando a historiografia é capaz de trazer conteúdo objetivo e sério sobre a família que reinou no Brasil”.
“É preciso apresentar a dimensão familiar da monarquia, da forma como se constituiu o poder no Brasil, e como questões centrais como autoridade, bem comum, religiosidade, sacrifício, vícios, doações e abusos vinham à tona”, diz a instituição. Em maio deste ano, a biblioteca promoveu uma exposição virtual sobre dona Maria, mãe de dom João 6º, em que o adjetivo “a louca” foi deixado de lado. Em seu lugar, privilegiou-se o título formal da soberana, dona Maria 1ª.
“É importante dignificar os fundadores da nação e superar um cacoete de negação que é muito forte”, diz Luiz Ramires Jr, coordenador-geral do centro de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional. Para ele, usar a sátira é algo que pode levar o tema ao conhecimento de mais pessoas, mas com riscos no processo. “À medida que você faz chacota dessas figuras centrais, isso decanta, sobretudo, em livros didáticos”.
Como afirma a historiadora Mary del Priore, “dona Maria foi uma mulher responsável pela criação de academias, assinatura de diversos tratados de comércio e diplomáticos. Muitos a adoravam, tanto que quando a família real vem para o Brasil, ela recebe cartas pedindo que volte para Portugal”. Nascida em 1734, ela tornou-se rainha em 1777. Para seus contemporâneos, era conhecida como “a piedosa”, pelo fervor religioso, que a fez isolar da corte o Marquês de Pombal, adepto do Iluminismo português. A instabilidade mental começou na segunda década de reinado, acentuando-se após uma sucessão de perdas na família, especialmente a do primogênito, Dom José, em 1788, aos 27 anos.
O adjetivo “louca”, segundo a historiadora, é uma construção do movimento republicano português, em fins do século 19, em uma estratégia de deslegitimar a monarquia. Um dos maiores responsáveis por cunhar o termo à soberana foi o influente poeta modernista português Guerra Junqueira (1850-1923). Em seu poema “Pátria”, de 1896, o poeta descreve a rainha num estado de loucura, fúria e delírio. A república portuguesa acabaria sendo proclamada em 1910.
(Uma outra história. Folha de São Paulo, 31.10.2021.
Adaptado).
No contexto acima, o elemento coesivo “esses” se refere a (ao):


“E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa, molho e alguma coisa por cima”.

"..., mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro."
o pronome que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva e retoma corretamente o termo:
Assinale a alternativa em que o termo destacado foi utilizado de acordo com a norma-padrão:
Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudocom-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Em “Mas esse efeito não é apenas cumulativo” (l. 19-20), a articulação entre o conectivo “mas” e a expressão “não é apenas” contribui para ampliar a informação apresentada anteriormente, indicando que os efeitos da obesidade infantil vão além do que já era conhecido.
( ) O pronome demonstrativo “essas” em “Essas crianças não fumam, não bebem [...]” (l. 24) evita a repetição imediata da expressão “crianças com sobrepeso ou obesidade”, contribuindo para a progressão textual.
( ) Em “uma população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais” (l. 25-26), a expressão sublinhada estabelece uma relação de explicação/reformulação.
( ) A repetição do termo “obesidade” ao longo do texto não contribui para a coesão textual, por limitar-se a repetir uma informação já mencionada.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: