Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Anos Iniciais (1º e 2º anos) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Anos iniciais (3º, 4º e 5º anos) e Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Arte - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ciências - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor em Turma - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Dança - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Informática/Tecnologias - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira – Espanhol - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Lutas - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Infantil - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira – Inglês - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Música - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Teatro - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Geografia - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - História - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Instrutor de Libras - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Matemática - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor Bilíngue - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Tradutor e Intérprete de Libras - Edital nº 6 |
Q4392356 Português

Considere os quadros a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Anos Iniciais (1º e 2º anos) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Anos iniciais (3º, 4º e 5º anos) e Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Arte - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ciências - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor em Turma - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Dança - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Informática/Tecnologias - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira – Espanhol - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Lutas - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Infantil - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira – Inglês - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Música - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Oficina de Teatro - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Geografia - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - História - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Instrutor de Libras - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Matemática - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Professor Bilíngue - Edital nº 6 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Especial - Tradutor e Intérprete de Libras - Edital nº 6 |
Q4392354 Português
Texto 1


Projeto Chapecó 2030 – Economia
Potencialidades:


Chapecó e sua região de abrangência têm sua economia baseada no complexo agroalimentar de carnes de suínos a partir da década de 1950 e de aves (frango e peru) a partir da década de 1970, graças ao grande potencial produtivo da agricultura familiar. A partir da década de 1990 se fortalece o complexo lácteo e a agroindústria familiar rural.

Na diversificação econômica despontam os setores da indústria de máquinas e equipamentos do complexo metalmecânico, juntamente com a indústria moveleira, de software, de serviços, com destaque para a educação e a saúde, e de comércio.

A essas potencialidades soma-se a competência tecnológica e a mão de obra qualificada, o crescente número de instituições de ensino superior público, comunitárias, inúmeras particulares, além de Instituto Federal e Sistema “S” que fortalecem cada vez mais o conhecimento, a pesquisa e a inovação. Além disso, é importante destacar o capital social voltado à cultura do trabalho, o espírito cooperativista bem difundido e o surgimento de vários Arranjos Produtivos Locais (APL).

O turismo de negócios, com feiras e eventos, está consolidado, dependendo de nova infraestrutura para o seu crescimento.

Sua posição estratégica em relação ao Mercosul, se devidamente explorada, poderá trazer grandes benefícios.


Disponível em: https://www.sociedadeamigosdechapeco.com.br/ economia. Acesso em: 01 ago. 2026 [adaptado].

Assinale a alternativa correta com base no texto 1. 
Alternativas
Q4391950 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.”, o pronome oblíquo exerce a função sintática de objeto direto e retoma a expressão “o aluno”.

Alternativas
Q4391715 Português
Leia o fragmento: "O relatório apontou falhas no procedimento de atendimento ao público. A administração, entretanto, decidiu manter o protocolo em vigor até a conclusão da auditoria. Essa decisão foi criticada por parte dos servidores, pois eles consideravam urgente a revisão das rotinas." No texto, os elementos "Essa decisão" e "eles" exercem, respectivamente, as funções de:
Alternativas
Q4391630 Português
Leia o fragmento: "A direção propôs a reformulação do regulamento interno, mas parte dos servidores manifestou resistência à mudança. Tal reação não surpreendeu a comissão, pois medidas semelhantes haviam sido rejeitadas anteriormente." No trecho, a expressão "Tal reação" estabelece coesão textual ao: 
Alternativas
Q4391454 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia” (título), o verbo destacado classifica-se como intransitivo pois não necessita de complemento verbal.
( ) Em “O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura.” (2º par.), nota-se que os vocábulos em destaque são pronomes possessivos com função sintática de Adjuntos adnominais. Estes fazem referência, no contexto, à expressão “Casas Bahia”, ajudando, enquanto elementos coesivos anafóricos, na compreensão textual.
( ) Em “Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo.” (3º par.), os verbos em destaque são considerados impessoais, o que justifica o fato de contextualmente se encontrarem conjugados na terceira pessoa do singular.
( ) Em “...a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.” (4º par.), o pronome relativo em destaque retoma o Substantivo “processos” iniciando uma oração subordinada adjetiva restritiva.
( ) Em “Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego.” (7º par.), as palavras em destaque são homônimas perfeitas. Assim, exercem contextualmente a mesma função sintática de Adjuntos adverbiais de intensidade.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Q4391402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.


    Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.


    Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.


(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)

Considere as reescritas de passagens do texto a seguir:



• Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a Natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e _____________ aplicamos cada vez mais os métodos científicos.


• Recentemente, a promoção de energias alternativas _____________  recorremos para superar a dependência dos combustíveis fósseis se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391214 Português
Analise o poema de Cecília Meireles e responda à questão.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles)
Com base na norma-padrão da língua portuguesa e na análise do poema “Retrato”, de Cecília Meireles, classifique as assertivas a seguir em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
I – ( ) No verso "Nem o lábio amargo", a elipse do verbo "tinha" e do padrão de demonstrativo configura um zeugma, mantendo-se a estrutura sintática de objeto direto composto em relação ao verbo da oração antecedente.
II – ( ) No trecho “Eu não tinha este coração / Que nem se mostra”, o vocábulo 'Que' classifica-se como pronome relativo com função sintática de sujeito, referindo-se ao termo antecedente 'coração'.
III – ( ) Caso o último período fosse reescrito mantendo o mesmo sentido e a relação semântica de lugar expressos no texto original, estaria correta a substituição por: "De que espelho ficou perdida a minha face?".
IV – ( ) No verso "Tão paradas e frias e mortas", a conjunção aditiva "e" é empregada de forma polissindética, atuando como elemento de coesão que intensifica o estado de inércia atribuído ao substantivo "mãos".
V – ( ) A substituição do vocábulo "Assim" (v. 2) por "Conquanto" preservaria a coerência textual e a correção gramatical do período, visto que ambos guardam valor estritamente explicativo no contexto lírico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391213 Português
Analise o poema de Cecília Meireles e responda à questão.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles)
Atentando-se para os aspectos semânticos, discursivos e a construção lírica do poema de Cecília Meireles, julgue os itens a seguir como Verdadeiro (V) ou Falso (F):
I - ( ) A reiteração dos pronomes demonstrativos "este(s),esta(s)” cumpre uma função dêitica que aproxima o leitor da dimensão corpórea atual do eu lírico, evidenciando uma autopercepção marcada pelo distanciamento alienante em relação ao próprio presente.
II - ( ) No último quarteto, os adjetivos "simples", "certa" e "fácil" operam uma ironia trágica: a transição existencial, embora inexorável e desprovida de percalços mecânicos, é recebida com perplexidade e assombro pela consciência lírica, que não acompanhou ativamente o próprio declínio.
III - ( ) A negação reiterada "Eu não tinha..." projeta uma imagem pretérita de vivacidade e completude, em oposição à falência física e emocional do presente.
IV - ( ) A pergunta retórica que encerra o poema ("- Em que espelho ficou perdida / A minha face?") denota uma busca metafísica pela identidade original, sugerindo que a alienação do ser decorre de uma distorção deliberada promovida pelo meio externo, cindindo a essência e a aparência.
V - ( ) Do ponto de vista da progressão temática, o poema estrutura-se a partir de um movimento que vai do universal ao particular, partindo de uma reflexão filosófica abstrata sobre o tempo para, ao final, corporificarse na fisionomia deteriorada do sujeito lírico.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4390836 Português

Tendo como base a competência da BNCC específica de Língua Portuguesa descrita abaixo:



Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.



Analise o texto:



“A casa-grande e a senzala foram misturando-se aos poucos. De um lado os jesuítas e seu português reinol, aliados aos donos dos engenhos, buscavam ensinar a língua do dominador; de outro, a ama negra, a mucama, aliadas ao sinhozinho, à sinhá-moça, ao menino branco.



Os padres-mestres diziam: “Faça-me”. Seguiam a colocação pronominal lusitana, que dá um toque autoritário ao pedido. As negras, por sua vez, suplicavam: “Me faz, me espere, me diga”, mais dengoso e totalmente brasileiro.



E por que classificar de erro essa forma alternativa de colocação pronominal? Simplesmente é uma variação, é outra frase, que enriquece a língua.



E os jesuítas lutavam dramaticamente contra a influência da senzala, buscando mudar a história. Condenava-se, e até que ponto se condena até hoje, o “mandá”, o “buscá”, o “comê”, a “muler”, a “coler”, o “le pediu”, e o famoso “oxente”.



FREYRE, Gilberto – Casa-grande e Senzala. Editora , Maia & Schmidt, Rio de janeiro, 1934.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4390828 Português

Texto 3


Para resolver a questão, leia o texto abaixo:



“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.



Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”


FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.

A colocação pronominal assinala grande distinção entre o uso cotidiano do falante da língua, inclusive em veículos de imprensa, e as recomendações da norma culta.



No Texto 3, o autor explica sua preferência pela forma “ela vinha se aproximando” em vez de “ela vinha-se aproximando”, ou seja, o pronome enclítico em relação ao verbo auxiliar ou proclítico em relação ao principal. A defesa do autor por uma das formas revela explicações que destacam a sonoridade e o estilo.



Essa reflexão aponta que:

Alternativas
Q4390827 Português

Texto 1



“Desensinando o amor aos livros



Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”


ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.




Texto 2



“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.



Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”


FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.

Dentre as práticas leitoras estabelecidas pela BNCC, encontramos este trecho:



Estabelecer relações entre as partes do texto, identificando repetições, substituições e os elementos coesivos que contribuem para a continuidade do texto e sua progressão temática.



O Texto 1 exige soluções coesivas relacionadas às palavras livros, literatura, obras clássicas e aluno.



Analise as afirmativas abaixo relacionadas à coesão textual:



1. Os pronomes lhe, dele e o, destacados no texto, possuem o mesmo referente.


2. No último período do texto, a expressão “de repulsão pelo livro” poderia ser reescrita por: “de repulsão dele” sem prejuízos à clareza textual.


3. O pronome que, no terceiro período do texto, retoma a palavra aluno.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q4389742 Português
Para responder às questões, leia o texto abaixo:


O prazer da leitura


A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras


Publicado em 10/09/2011

por Rubem Alves


(…)


Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: minha mãe as tocava ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.


Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada” – sim, erotizada! – pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.


Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintática. Mas me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professora lia como uma artista que toca o seu instrumento. De todos os instrumentos a voz é o mais importante. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o ouvi. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro…


ALVES, Rubem. O prazer da leitura. Revista Ensino Superior, 10 set. 2011. Disponível em: Revista Ensino Superior. Acesso em: 24 set. 2026. https://revistaensinosuperior.com. br/2011/09/10/o-prazer-da-leitura/
Observe o seguinte trecho retirado do texto:

“Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro!”

Analise as afirmativas abaixo em relação à função sintática.

1. Os pronomes “los”, em duas ocorrências, e a expressão “o mundo” exercem a mesma função sintática.
2. As expressão “das delícias” exerce a função sintática de complemento nominal.
3. Em todas as incidências da palavra “que” no trecho, ela deve ser classificada como conjunção integrante, por iniciar orações subordinadas adjetivas.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4389740 Português
Para responder às questões, leia o texto abaixo:


O prazer da leitura


A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras


Publicado em 10/09/2011

por Rubem Alves


(…)


Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: minha mãe as tocava ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.


Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada” – sim, erotizada! – pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.


Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintática. Mas me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professora lia como uma artista que toca o seu instrumento. De todos os instrumentos a voz é o mais importante. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o ouvi. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro…


ALVES, Rubem. O prazer da leitura. Revista Ensino Superior, 10 set. 2011. Disponível em: Revista Ensino Superior. Acesso em: 24 set. 2026. https://revistaensinosuperior.com. br/2011/09/10/o-prazer-da-leitura/
Analise as afirmativas abaixo em relação ao emprego de mecanismos coesivos.

1. O emprego da conjunção porque no primeiro parágrafo tem valor conclusivo e introduz oração subordinada.
2. O pronome demonstrativo isso, que inicia o segundo parágrafo, assinalado no texto, retoma a ideia de que a aprendizagem da música começa pela percepção da totalidade.
3. A expressão aqueles sinais, assinalada no segundo parágrafo, bem como a sequência de dois empregos do pronome los retomam o mesmo referente.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4389665 Português
Analise o texto abaixo:
Canino Branco
Feres Khoury

— Mas já passaram 10 anos! E, além disso, ele se redimiu.
— Ah, tá. E você acreditou?
— Como não acreditar? Olhe a última carta que ele me enviou.
— Como assim… última? Ele envia cartas sempre?
— Sim, pelo menos uma vez por mês.
— Deixe eu ver essa, então.
“Lilinha meu amor…”
— Lilinha, Dona Amália?
— Ué, é um apelido carinhoso. Continue.
“Não aguento mais esperar. Ter você longe de mim é um verdadeiro martírio! Mas quando terminar a gravação deste filme, vou pegar o primeiro avião para estar com você. Estou tão cansado. A vida aqui em Hollywood sem você não tem a mínima graça. Não vejo a hora de abraçar e beijar você, meu amor!
Do seu Canino Branco”
— Canino Branco? O que é isso?
— É como eu chamo ele, ué!
— Era só o que me faltava, vovó!
— Chapeuzinho, me poupe! Já estou velha demais para receber sermão de neta!
    REIS, Fabíola. Alcateia. São Paulo: ÔZé Editora, 2021, p. 31.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base na leitura do texto.
( ) O conto estabelece uma relação de intertextualidade com a história clássica da literatura infantil “Chapeuzinho Vermelho”.
( ) As marcas de oralidade presentes no conto “Canino Branco” indicam que ele faz parte da transmissão oral.
( ) As palavras grifadas ele, você e essa referem-se, respectivamente, a “lobo”, “vovó” e “carta”.
( ) A expressão “E, além disso, ele se redimiu” indica que o lobo foi condenado e punido, cumprindo a pena por 10 anos.
( ) Trata-se de um caso de gênero textual/discursivo incorporado a outro gênero, uma vez que no conto há uma carta cujo objetivo é estabelecer uma comunicação entre um remetente e um destinatário.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4389440 Português
"Não me haviam oferecido um bom emprego de professor."
"Haviam me oferecido um bom emprego de professor."
A colocação dos pronomes átonos em construções com locuções verbais é um dos aspectos da norma-padrão que pode gerar dúvidas entre os falantes do português, especialmente em razão das diferentes possibilidades de posicionamento do pronome em relação aos verbos que compõem a locução. Considerando as regras de colocação pronominal aplicáveis às construções apresentadas, analise as asserções a seguir.
I. A colocação pronominal está adequada nas duas construções.
PORQUE
II. Na primeira frase, o advérbio de negação 'não' favorece a próclise, levando o pronome a anteceder o verbo auxiliar; na segunda, na ausência de palavra atrativa, o pronome pode ser colocado após o verbo auxiliar, antes do verbo principal no particípio.
A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4389103 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
No trecho “Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros”, o termo “me” é classificado como:
Alternativas
Q4388631 Português
Considere o parágrafo a seguir:

O conhecimento ___________ respeito da Inteligência Artificial vem crescendo __________ medida que avançam os estudos _________ que se dedicam __________ que se dispõem a descrever e analisar o modo de funcionamento dessa ferramenta tecnológica.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q4388630 Português
A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4387602 Português

Capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial 


A abordagem territorial do desenvolvimento concebe o território e o patrimônio nele constituído como unidades basilares de análise, a partir das quais se compreende a configuração dos territórios e a condução de seus processos de desenvolvimento. O território, compreendido como resultado de um processo histórico e relacional, de múltiplas determinações econômicas, políticas, culturais e naturais, concentra os recursos para o planejamento e a gestão que resultam nas dinâmicas de desenvolvimento. Os processos e dinâmicas de territórios se relacionam, portanto, com a governança exercida por seus atores institucionais e sociais na gestão de seus recursos.


As trajetórias de desenvolvimento de um território são resultado de um processo sócio-histórico, que articula as dimensões produtiva, natural, humana e intelectual, social, cultural e institucional e constituem seus patrimônios territoriais. Cada território apresenta singularidades decorrentes de sua trajetória, dispondo de recursos próprios e diferenciados. Entretanto, tais atributos nem sempre são reconhecidos, mobilizados, ativados e/ou tornados visíveis para a população e para outros públicos estratégicos, o que conduz à não utilização de potencialidades que poderiam ser incorporadas a políticas, projetos e programas voltados ao desenvolvimento.


A construção de uma identidade visual específica para os territórios, materializada na criação e na gestão de uma marca, constitui um instrumento de valorização das estratégias e dos planos de desenvolvimento em andamento, ao evidenciar os elementos distintivos que os caracterizam. Nessa perspectiva, o branding territorial configura-se como estratégia de desenvolvimento, na medida em que influencia diretamente a maneira como o território é percebido por seus diferentes públicos.


O branding aplicado a lugares pode ser entendido como um processo de gestão estratégica do território, ao passo que a marca territorial corresponde à expressão simbólica derivada desse processo, configurando-se como resultado das interações sociais, políticas, econômicas e culturais que estruturam o espaço. Nessa perspectiva, a marca associada a um país, estado ou cidade não se reduz à propaganda ou ao design gráfico, mas constitui um instrumento de gestão estratégica da identidade e da competitividade territorial. Tais abordagens superam a compreensão da marca territorial como mero logotipo ou ação promocional e se aproximam das abordagens críticas do desenvolvimento regional, que concebem o território como uma construção social permeada por relações de poder.


A marca, portanto, assume a função de dispositivo estratégico capaz de mobilizar narrativas identitárias, consolidar valores simbólicos compartilhados e orientar ações concretas voltadas simultaneamente à competitividade territorial e à promoção do bem-estar coletivo. Essa perspectiva converge com uma concepção de desenvolvimento de natureza eminentemente qualitativa, que exige a integração de dimensões cognitivas, simbólicas, culturais, sociais e cívicas para viabilizar trajetórias virtuosas e sustentáveis nos territórios.


Fonte: CARNIELLO, M. F. Proposta de análise da capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v.22, n. 2, Mai - Ago / 2026 (com adaptações).

Considere as duas ocorrências do termo os no segmento retirado do texto: ao evidenciar os elementos distintivos que os caracterizam. Do ponto de vista morfológico, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
101: D
102: D
103: C
104: B
105: D
106: B
107: C
108: A
109: D
110: D
111: D
112: A
113: A
114: D
115: B
116: B
117: E
118: A
119: D
120: A