Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q4206104 Português
As formigas que conseguem ‘cheirar’ o câncer 

        Graças ao sistema olfativo bastante sensível, as formigas vão poder ser usadas um dia para ajudar a detectar câncer em humanos, sugere um novo estudo. Por enquanto, cientistas descobriram que as formigas são capazes de detectar a doença em camundongos. “As formigas podem ser treinadas em dez minutos para sentir o cheiro do câncer na urina dos ratos”, diz Baptiste Piqueret, principal autor do estudo. 

        Piqueret, que iniciou sua pesquisa na área em 2017, conseguiu treinar formigas para distinguir entre células saudáveis e células cancerígenas cultivadas em laboratório. Mas agora, sua equipe deu um passo _____ frente: as formigas detectaram desta vez tumores humanos em camundongos. Piqueret e sua equipe usaram uma técnica chamada xenoenxerto — que consiste em transplantar o câncer de mama humano para camundongos e permitir que ele cresça.

        Na sequência, eles coletaram amostras de urina tanto de camundongos saudáveis quanto daqueles com câncer. “Durante o treinamento, colocamos as formigas em uma arena circular e colocamos comida como recompensa ao lado da urina dos camundongos com câncer”, ele conta. _____ medida que as formigas encontram a recompensa, elas associam o cheiro das células cancerígenas a ela e aprendem a reconhecê-la. "As células são como fábricas, precisam de nutrientes para viver e produzem resíduos. As células cancerígenas produzem resíduos que podem ser detectados no odor", afirma Piqueret. 

        Mais especificamente, conforme explica o estudo, as células cancerígenas possuem compostos orgânicos voláteis específicos que podem ser detectados na urina ou na respiração. Durante o processo de treinamento, as formigas permaneciam mais tempo em torno das amostras cancerígenas de urina, mesmo depois que os cientistas removiam as recompensas.

(Fonte: BBC - adaptado.)
Em relação ao trecho “Talvez acredite em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria com aquele ar 'levemente pedante': - ‘Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno’” (Fonte: Os dragões não conhecem o paraíso - adaptado.), é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4206059 Português
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Eu adoro participar ______ eventos que têm a participação ______ palestrantes.  
Alternativas
Q4206016 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Proporção de crianças com celular cai; privacidade e segurança são os motivos mais citados


   A preocupação com a privacidade e a segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o modulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado no dia 02 de julho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

   No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez, desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024. A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com a privacidade e a segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022. Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

   O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

   "A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas", avalia Fontes.

  Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que se mantêm desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

   Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou uma estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população geral, o uso da internet subiu de 89,2%o para 90,5%.


Fonte: https://agenciabrasrl.ebc.com br/direitos-humanos/noticia/2026- 07 /proporcao-de-criancas-com-celular-cai-seguranca-e-motivo-mais - citado (adaptado).
No período do sexto parágrafo, Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda..., o pronome demonstrativo sublinhado exerce papel coesivo anafórico. Esse pronome retoma diretamente a seguinte informação do parágrafo anterior:
Alternativas
Q4205737 Português
        Em todo o mundo, as diferenças de padrão de vida são assustadoras. Em 2014, o norte‐americano médio tinha uma renda de cerca de $ 55 mil. No mesmo ano, o mexicano médio ganhava cerca de $ 17 mil, o chinês médio cerca de $ 13 mil e o nigeriano médio apenas $ 6 mil. Não surpreendentemente, essa grande variação do nível de rendimento se reflete em diversos indicadores de qualidade de vida. Os cidadãos de países de renda elevada têm mais televisores e carros, melhor nutrição, melhor assistência médica e uma expectativa de vida mais longa que os cidadãos de países de baixa renda. As mudanças do padrão de vida ao longo do tempo também são grandes. Nos Estados Unidos, as rendas cresceram historicamente cerca de 2% ao ano (após ajustes que ocorreram por causa de alterações no custo de vida). A essa taxa, a renda média dobra a cada 35 anos. No último século, a renda média dos Estados Unidos aumentou aproximadamente oito vezes.
    
        O que explica essas grandes diferenças de padrão de vida entre países ao longo do tempo? A resposta é surpreendentemente simples. Quase todas as variações de padrão de vida podem ser atribuídas a diferenças de produtividade entre países, ou seja, a quantidade de bens e serviços produzidos por unidade de insumo de mão de obra. Em países onde os trabalhadores podem produzir uma grande quantidade de bens e serviços por unidade de tempo, a maioria das pessoas desfruta de padrões de vida elevados; em nações onde os trabalhadores são menos produtivos, a maioria das pessoas precisa enfrentar uma existência com maior escassez e, portanto, menos confortável. De forma semelhante, a taxa de crescimento da produtividade de um país determina a taxa de crescimento de sua renda média. A relação fundamental entre produtividade e padrões de vida é simples, mas suas implicações são profundas. Se a produtividade é o determinante principal do padrão de vida, outras explicações devem ser de importância secundária. Por exemplo, poderia ser tentador creditar aos sindicatos de trabalhadores ou às leis de salário‐mínimo a elevação do padrão de vida dos trabalhadores norte‐americanos durante o século passado. Mas a verdadeira heroína dos trabalhadores norte‐americanos é sua produtividade crescente. Vejamos outro exemplo: alguns especialistas afirmaram que a competição crescente do Japão e de outros países explica o lento crescimento da renda nos Estados Unidos nas décadas de 1970 e 1980. Mas, na verdade, o vilão não era a competição internacional e, sim, o menor crescimento da produtividade no país. A relação entre produtividade e padrão de vida também traz implicações profundas para a política pública. 
    
        Quando se pensa sobre como alguma política afetará os padrões de vida, a questão‐chave é como ela afetará nossa capacidade de produzir bens e serviços. Para elevar os padrões de vida, os formuladores de políticas precisam elevar a produtividade, de forma a garantir que os trabalhadores tenham uma boa educação, disponham das ferramentas de que precisam para produzir bens e serviços e tenham acesso à melhor tecnologia disponível.

(Fonte: Introdução à economia - adaptado.)
Assinalar a alternativa que substitui a palavra sublinhada, sem modificação no sentido do texto:
“Em países onde os trabalhadores podem produzir uma grande quantidade de bens e serviços por unidade de tempo (...)”.
Alternativas
Q4205403 Português
"Acho importante questionar. E nada melhor do que a ficção para o fazer. É da ficção que nasce toda a nossa realidade." (Afonso Cruz)
A palavra destacada no pensamento acima funciona como um:
Alternativas
Q4205187 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?

A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers.

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos."
A posição dos pronomes oblíquos átonos segue regras específicas de colocação pronominal. Considerando essas regras, caso a expressão 'o peso saudável' seja substituída por um pronome oblíquo, assinale a alternativa correta que apresenta a colocação adequada do pronome e a respectiva justificativa.
Alternativas
Q4205039 Português
Assinale a alternativa em que a substituição da expressão destacada pela proposta entre parênteses se apresenta de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4205036 Português
"Quando um livro ensina a explicitar emoções que eu sinto, esse é um livro bom." (Antônio Lobo Antunes)
A palavra destacada no enunciado acima pode ser substituída corretamente por:
Alternativas
Q4204629 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos...", quanto ao emprego da palavra destacada pode-se inferir que 
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Q4203988 Português
No trecho, retirado do texto, “Para enfrentar o problema, o governo federal vem ampliando o programa ‘Agora Tem Especialistas – Caminhoneira e Caminhoneiro’, que leva unidades móveis de saúde aos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) ao longo das rodovias. Nesses locais, são oferecidos atendimentos médicos e de enfermagem, testes rápidos, vacinação, exames laboratoriais, eletrocardiogramas e orientações de prevenção”, a expressão “nesses locais” se refere: 
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Q4202999 Português
Analise o texto a seguir:
"Os alunos participaram ativamente da feira de ciências. Eles apresentaram projetos criativos e explicaram cuidadosamente cada etapa das pesquisas aos visitantes."
Com base nas classes de palavras variáveis e invariáveis presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4202695 Português

Texto CG1A1

Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.

O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual.

De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.

Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.

Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões.

 

William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:

Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No trecho “nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada” (primeiro parágrafo do texto CG1A1), o segmento “levantá-las” exerce, em relação à forma verbal “basta”, a função sintática de
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Q4202524 Português

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto.



“Independentemente da resposta, o prazer está presente em qualquer iniciativa”.

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Q4202252 Português

Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.



Quando meu rosto contemplo,

o espelho se despedaça:

por ver como passa o tempo

e o meu desgosto não passa.

Amargo campo da vida,

quem te semeou com dureza,

que os que não se matam de ira

morrem de pura tristeza?



(Cecília Meireles. Canções.

Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Nos versos “que os que não se matam de ira / morrem de pura tristeza?”, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, os sentidos
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Q4202241 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    No exemplo a seguir, dois conhecidos conversam sobre o serviço de ônibus da cidade:


   L1 – mas como ∅ tá demorando hoje… hein?


  L2 – só: … e quando ∅ chega… ainda vem todo sujo… fedorento…


  L1 – isso sem falar no preço… que sobe todo mês… sem nenhuma vantagem prá gente…


(Ataliba T. de Castilho.

A Língua falada no Ensino de Português, 1998. Adaptado)

No contexto da conversa, o termo “gente”, presente na fala de L1, está empregado com valor
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Q4201677 Português

Leia o texto 4 e responda à questão.



Texto 4 


texto_1.png (391×782)


(Fernando Sabino)

Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/. Acesso em: 07 out. 2022.  

O uso da palavra “senhor” demonstra 
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Q4201637 Português
Considere a fábula a seguir para responder a próxima questão.

“Estava um lobo a comer carne quando se lhe atravessou um osso na garganta, que o sufocava. Estando nesta aflição, pediu à garça que lhe valesse e que, com o seu pescoço comprido, lhe tirasse o osso da garganta, e que seria recompensada. A garça assim fez, e tirou-lhe o osso. Estando livre o lobo, pediu-lhe então a garça uma parte do muito que antes lhe oferecera. Porém o lobo respondeu-lhe: – Ó ingrata! Não te agradeci já o bastante por te ter deixado meter a cabeça dentro da minha boca, onde facilmente poderia apertar os dentes e matar-te? Não me peças recompensa, pois tu é que me deves favor, e bem ingrata és em não reconheceres tão grande benefício! Calou-se a garça, e ficou muito arrependida do que fizera, dizendo: – Nunca mais por gente ruim meterei a cabeça e a vida em semelhante perigo”. (Fábulas de Esopo, com adaptações)
No trecho “Estando livre o lobo, pediu-lhe então a garça”, o termo “lhe” diz respeito:
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Q4201635 Português
Considere a fábula a seguir para responder a próxima questão.

“Estava um lobo a comer carne quando se lhe atravessou um osso na garganta, que o sufocava. Estando nesta aflição, pediu à garça que lhe valesse e que, com o seu pescoço comprido, lhe tirasse o osso da garganta, e que seria recompensada. A garça assim fez, e tirou-lhe o osso. Estando livre o lobo, pediu-lhe então a garça uma parte do muito que antes lhe oferecera. Porém o lobo respondeu-lhe: – Ó ingrata! Não te agradeci já o bastante por te ter deixado meter a cabeça dentro da minha boca, onde facilmente poderia apertar os dentes e matar-te? Não me peças recompensa, pois tu é que me deves favor, e bem ingrata és em não reconheceres tão grande benefício! Calou-se a garça, e ficou muito arrependida do que fizera, dizendo: – Nunca mais por gente ruim meterei a cabeça e a vida em semelhante perigo”. (Fábulas de Esopo, com adaptações)
No trecho “que o sufocava”, que aparece logo no início da história, o termo “o” retoma no texto a expressão:
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Q4201448 Português
Assinale a alternativa em que o pronome foi empregado corretamente para substituir a expressão destacada.
Alternativas
Q4201291 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
A palavra “nele”, no quinto parágrafo, refere-se 
Alternativas
Respostas
221: B
222: B
223: B
224: A
225: C
226: C
227: D
228: E
229: A
230: C
231: B
232: B
233: B
234: B
235: C
236: D
237: B
238: B
239: E
240: D