Tendo como base a competência da BNCC específica de Língua P...
Tendo como base a competência da BNCC específica de Língua Portuguesa descrita abaixo:
Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
Analise o texto:
“A casa-grande e a senzala foram misturando-se aos poucos. De um lado os jesuítas e seu português reinol, aliados aos donos dos engenhos, buscavam ensinar a língua do dominador; de outro, a ama negra, a mucama, aliadas ao sinhozinho, à sinhá-moça, ao menino branco.
Os padres-mestres diziam: “Faça-me”. Seguiam a colocação pronominal lusitana, que dá um toque autoritário ao pedido. As negras, por sua vez, suplicavam: “Me faz, me espere, me diga”, mais dengoso e totalmente brasileiro.
E por que classificar de erro essa forma alternativa de colocação pronominal? Simplesmente é uma variação, é outra frase, que enriquece a língua.
E os jesuítas lutavam dramaticamente contra a influência da senzala, buscando mudar a história. Condenava-se, e até que ponto se condena até hoje, o “mandá”, o “buscá”, o “comê”, a “muler”, a “coler”, o “le pediu”, e o famoso “oxente”.
FREYRE, Gilberto – Casa-grande e Senzala. Editora , Maia & Schmidt, Rio de janeiro, 1934.
Assinale a alternativa correta.