Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4304977 Português
Muitas pessoas afirmam que a coleta seletiva exige tempo e não produz resultados. No entanto, cidades que investiram em programas de reciclagem reduziram a quantidade de lixo enviada aos aterros e aumentaram o reaproveitamento de materiais. Esses resultados demonstram que pequenas mudanças de hábito podem gerar benefícios para toda a comunidade.
Analise o texto acima e com base nele, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o principal argumento utilizado pelo autor para defender seu ponto de vista:
Alternativas
Q4304974 Português
A leitura é um hábito que amplia o conhecimento, desenvolve a imaginação e ajuda as pessoas a compreender melhor o mundo ao seu redor. Ler diariamente, mesmo que por pouco tempo, pode trazer benefícios para toda a vida.
Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta a ideia central defendida pelo autor:
Alternativas
Q4304782 Português
Ao final da reunião, o diretor afirmou que a equipe teve uma atuação notável, destacando o empenho de todos os servidores na realização do projeto.
No contexto apresentado, a palavra notável significa:
Alternativas
Q4304433 Português
"Com um livro nas mãos, tem-se tempo para o melhor entendimento, a fruição com prazer e o diálogo com o texto." (Ruy Castro)

O sentido da palavra destacada no pensamento acima tem relação direta com o ato de:
Alternativas
Q4304431 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
Assinale a alternativa em que a expressão destacada se encontra empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q4304430 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
No segundo parágrafo, as expressões "perfeito desinformado" e "perfeito idiota" remetem às pessoas que:
Alternativas
Q4304429 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
Em relação ao texto "Ter um sítio", é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q4304191 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
Assinale a alternativa cuja palavra destacada se encontra em sentido figurado.
Alternativas
Q4304190 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
"E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público."

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4304189 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
De acordo com o conteúdo do texto "Do primeiro celular ao smartphone", com o passar do tempo, o comportamento das pessoas em função do aparelho móvel, em termos de socialização e bom senso:
Alternativas
Q4304122 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

A presença de dados quantitativos no início do fragmento contribui para: 
Alternativas
Q4304121 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento acima. 
Alternativas
Q4304120 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

No fragmento, a referência à estimativa de desaparecimento de línguas no presente século cumpre principalmente a função de:
Alternativas
Q4304119 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Do ponto de vista discursivo, o fragmento caracteriza-se predominantemente como um texto: 
Alternativas
Q4303988 Português
Leia o texto a seguir.

Adultização infantil: Felca viraliza nas redes e especialistas explicam riscos e prevenção
Especialista alerta para sinais e consequências da exposição precoce de crianças a padrões e responsabilidades adultas.
A discussão sobre adultização infantil voltou a ganhar espaço na mídia e nas redes sociais após a repercussão de um vídeo publicado pelo influenciador Felca, que rapidamente viralizou e já acumula mais de 32 milhões de visualizações no YouTube. Na publicação, o produtor de conteúdo alerta para os perigos da exploração de crianças e adolescentes em rotinas e atividades que não condizem com sua faixa etária, denunciando como adultos, canais e figuras públicas expõem menores para lucrar na web. O caso está criando debates sobre a exposição precoce e sem filtro de crianças, muitas delas sendo exploradas ou se tornando “gurus de investimento”, reproduzindo padrões e atitudes de adultos. O assunto chegou até o Congresso Nacional, com projetos de lei sendo apresentados para tratar do tema. De acordo com a educadora, psicóloga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP, a adultização infantil é um fenômeno preocupante. “A infância é uma etapa única do desenvolvimento humano, marcada por descobertas e aprendizados que precisam respeitar o tempo e a maturidade de cada criança. Quando pulamos etapas, comprometemos aspectos emocionais, sociais e cognitivos que serão a base para a vida adulta”, afirma. A especialista lembra que casos de crianças e adolescentes expostas na mídia não são novidade. “Antigamente, havia a preocupação com o desenvolvimento e educação de crianças e adolescentes que trabalhavam como cantores ou atores. A diferença é que no passado havia menos plataformas para essa exposição, e hoje qualquer pessoa tem o mundo na palma das mãos com o celular. Além disso, os próprios pais e responsáveis contribuem para o problema, mesmo tendo boa intenção, ao expor a vida dos filhos nas redes sociais desde que eles nascem”, acrescenta a educadora. [...]
Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/08/22/adultizacaoinfantil-felca-viraliza-nas-redes-e-especialistas-explicam-riscos-eprevencao.ghtml. Acesso em: 6 jul. 2026.


Considerando a estrutura composicional e a linguagem empregadas no texto, evidencia-se que sua finalidade é a de
Alternativas
Q4303986 Português
Texto 3


Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido. Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra de chapéu. Ela ria com a boca cheia e rebrilhava os olhos escuros. No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto.

Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. [Adaptado].
No texto, articulam-se diferentes modos de organização do discurso. Considerando a predominância e a função desses modos, a sequência textual que estrutura o fragmento é 
Alternativas
Q4303985 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://www.facebook.com/FloripaMilGrau/photos/d41d8cd9/9115385481740 64/ . Acesso em: 6 jul. 2026.



O efeito cômico da situação decorre da forma inusitada como o menino compreende o aviso da loja. Essa compreensão equivocada é gerada pela

Alternativas
Q4303982 Português
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
Considerando a forma como a narrativa articula o episódio vivido e as sensações que ele desperta, a ideia central que se depreende do texto é a de que o(a)
Alternativas
Q4303981 Português
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
O texto se constrói a partir de uma lembrança de infância, aparentemente banal, para conduzir o leitor a uma experiência de sentido que ultrapassa o episódio narrado. Considerando a articulação entre o relato pessoal e os efeitos de sentido que o texto produz, e considerando as marcas linguísticas do texto, a função comunicativa desse texto é
Alternativas
Q4303980 Português
Texto 1


Em defesa da comida de verdade

Com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, foram anunciadas diretrizes alimentares que tratam como venenos os ultraprocessados e os açúcares adicionados.


Quando se fala em alimentação de qualidade, que promova a manutenção da saúde, não tem muito jeito de contrariar a sabedoria popular nem aqueles conhecimentos passados de pais para filhos. Dar preferência a comidas de verdade, descascar mais e desembalar menos podem ser entendidas como as principais práticas das refeições saudáveis.
E isso até mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente conhecidos como “a terra do fast-food” devido ao estilo de vida ligado à comida calórica e rica em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio. O país anunciou nesta semana um novo conjunto de diretrizes alimentares que, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, tratam os ultraprocessados e os açúcares adicionados como venenos.
Entre as principais recomendações está a de reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos refinados altamente processados, alimentos como pão branco, tortilhas com farinha refinada e biscoitos salgados – justamente o que se desembala. Ainda foi elevado o rigor em relação ao consumo de açúcares adicionados, que deve ser feito somente por crianças com 10 anos ou mais – a referência, até então, eram os 2 anos. A recomendação é evitar bebidas açucaradas.
As novas diretrizes alimentares destacam também a importância de dar prioridade à ingestão de frutas, vegetais e proteínas, de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios; e vegetais, aquilo que se descasca, como leguminosas, nozes, sojas e sementes. Isso, lá nos Estados Unidos, que têm uma das mais altas taxas de obesidade e diabetes 2 do mundo desenvolvido.
Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.
Ou seja, o Brasil está na contramão do que é saudável e, por isso, também precisa desembalar menos e descascar mais para comer melhor.


Editorial “O Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2026/1/9/em-defesa-da-comidade-verdade. Acesso em: 6 jul. 2026. 
Na construção do texto, o autor mobiliza diferentes estratégias argumentativas para sustentar a tese defendida. No trecho “Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.”, depreende-se que o tipo de argumento que predomina é o de 
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1941: E
1942: B
1943: D
1944: A
1945: A
1946: E
1947: C
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