Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4303749 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
Na organização do último parágrafo do texto, predomina a sequência textual
Alternativas
Q4303748 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
No desenvolvimento do texto, o quarto parágrafo contribui para a progressão temática ao
Alternativas
Q4303747 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
No primeiro parágrafo, a autora menciona a declaração de Itamar Vieira Junior acerca do uso do celular durante a escrita. Nesse contexto, a estratégia argumentativa empregada consiste na 
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Q4303716 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Considerando a coerência global do texto, a enumeração “atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental” (1º§) contribui para:
Alternativas
Q4303715 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA dos elementos linguísticos empregados no fragmento acima.
Alternativas
Q4303714 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento acima.
Alternativas
Q4303647 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta a respeito do emprego repetitivo da palavra “família”. 
Alternativas
Q4303646 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q4303645 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima. 
Alternativas
Q4303644 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima.
Alternativas
Q4303586 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


(TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30)

O trecho do texto que APRESENTA uma expressão indicando um modalizador circunstancial de tempo está em: 
Alternativas
Q4303585 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


(TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30)

O protagonista do conto demonstra no desenrolar do texto suas divagações através da janela. Já no desfecho, ao retornar à casa, ele observa a janela não tão fantasiosa como antes, através de um olhar mais denotativo. Pode-se INFERIR: 
Alternativas
Q4303584 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


(TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30)

O texto lido TRAZ, predominantemente, CARACTERÍSTICAS do gênero:
Alternativas
Q4303501 Português

Imagem associada para resolução da questão



CAZO. Segurança alimentar. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-segurancaalimentar/>.



Em relação à charge acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4303494 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma insatisfação crônica


   O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão. Sendo usado para o nosso bem e para o bem do próximo é uma bênção, mas, usado de forma egoísta, só para o nosso deleite e de forma avarenta, só para explorar o próximo, é uma maldição. Certamente, o problema não é ter dinheiro, mas o dinheiro nos ter; não é guardar dinheiro no banco, mas entronizá-lo no coração.

  O dinheiro é necessário, pois sem ele não suprimos nossas necessidades nem podemos socorrer os necessitados. Porém, o dinheiro, por mais volumoso, não pode nos oferecer felicidade nem segurança. É ledo engano pensar que о dinheiro é fonte de alegria ou imaginar que o dinheiro nos blinda dos perigos da vida. О dinheiro é volátil. É insensatez, portanto, confiar na instabilidade da riqueza. O dinheiro, outrossim, não pode comprar as coisas mais importantes. O dinheiro pode nos dar momentos felizes, mas não pode adquirir para nós felicidade. Pode nos dar uma casa, mas não um lar; pode nos dar conforto, mas não saúde; pode nos dar alimento, mas não apetite; pode nos dar bajuladores, mas não amigos; pode nos dar um rico funeral, mas não a vida eterna.

   O dinheiro pode ser conquistado por nós com o suor do nosso rosto ou pode ser deixado para nós como herança dos nossos pais. Pode vir do trabalho das nossas mãos ou das mãos daqueles que laboraram antes de nós. O dinheiro, porém, não pode ser levado por nós. O homem mais rico não pode levar sequer um mísero centavo de toda a sua fortuna. Não há gaveta em caixão nem caminhão de mudança em enterro. Mesmo possuindo um império econômico, ao morrer, o homem deixa tudo. O dinheiro só pode ir conosco até à sepultura. Tudo o que granjeamos e recebemos é deixado aqui mesmo. As riquezas da terra não realizam nenhuma marcha conosco além da sepultura.

   O amor do dinheiro é raiz de todos os males. Muitos caem nos laços da cobiça e atormentam a sua alma com muitos flagelos. Há aqueles que até mesmo se desviam da fé e mergulham sua alma em doída angústia e pesada tribulação. Por amor ao dinheiro, muitos vivem e morrem, casam-se e descasam, matam e mandam matar, corrompem e são corrompidos. Por amor ao dinheiro, o homem se bestializa e declara guerra ao seu próximo. (...)


LOPES, Hernandes Dias. Uma insatisfação crônica. Disponível em <https://www.hernandesdiaslopes.com.br/umainsatisfacao-cronica>.
Em relação ao texto "Uma insatisfação crônica”, o autor:
Alternativas
Q4303422 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.

Coluna I.
A- Catacrese.
B- Metonímia.
C- Silepse.
D- Anáfora.
E- Antítese.

Coluna II.
1- Todos fomos à festa.
2- A juventude brasileira é a nossa esperança.
3- Tudo era dúvida, tudo incerteza, tudo indefinição.
4- Não há no mundo alegria sem sobressalto, riqueza sem miséria.
5- Enterrar uma agulha na pele.
Alternativas
Q4303298 Português

Leia o texto III para responder à questão.


Texto III


Marque a alternativa que indica CORRETAMENTE como a imagem presente no Texto III, contribui para a compreensão dos advérbios “onde”, “aonde” e “de onde”.
Alternativas
Q4303295 Português

Leia o texto III para responder à questão.


Texto III


O Texto III utiliza a imagem de uma pista de atletismo para explicar os usos de “onde”, “aonde” e “de onde”. De acordo com as informações apresentadas na charge, marque a alternativa em que o advérbio foi empregado CORRETAMENTE.
Alternativas
Q4303294 Português

Leia o texto III para responder à questão.


Texto III


A partir da leitura do Texto III, qual é o principal objetivo dessa charge?
Alternativas
Q4303293 Português

Leia o Texto II para responder à questão.




Um personagem com a camiseta escrita “SUBSTANTIVO” se afasta de uma porta onde estão os pronomes possessivos meu, minha, nossa, tua e vossa, que gritam: “Vem cá!”, “Não vai!” e “Fica!”. Com base na leitura do Texto II, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
1981: A
1982: B
1983: D
1984: C
1985: B
1986: D
1987: A
1988: A
1989: D
1990: C
1991: D
1992: A
1993: B
1994: B
1995: A
1996: D
1997: A
1998: E
1999: E
2000: D