Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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"Explique as nuances : deixe claro que as informações nem sempre são 100% verdadeiras ou 100% falsas, compreender as 'áreas cinzentas ' é uma parte importante do desenvolvimento do pensamento crítico".
Tendo o excerto como referência, assinale a alternativa em que as palavras indicadas podem substituir "nuances" e "cinzentas", respectivamente, sem alterar o sentido construído no texto:
I.Trata-se de um texto instrutivo, cujo objetivo principal é instruir, orientar o leitor a respeito de como agir em determinada situação.
II.Em "Mantenha a calma: é importante lembrar que, na discussão, não se trata de ganhar ou perder, mas de ajudar a alguém a desenvolver o pensamento crítico e ver as coisas de uma nova perspectiva", a conjunção "mas" pode ser substituída pela conjunção "portanto", mantendo o mesmo sentido do texto.
III.A dica "Fatos versus opiniões: ressalte que fatos podem ser apoiados por evidências, enquanto opiniões são pontos de vista pessoais. Enfatize a importância de se ater a informações confiáveis e baseadas em fatos" sugere que ter opinião não é importante, que as pessoas devem se amparar exclusivamente em informações confiáveis e baseadas em fatos.
É correto o que se afirma em:
(__)O título do texto, "Se desconfiar, não compartilhe!", é um alerta de que, na dúvida se a informação é verdadeira, não se deve compartilhá-la.
(__)Muitas vezes as pessoas compartilham informações que não têm certeza se são verdadeiras ou falsas.
(__)No trecho "especialistas indicam que é importante agirmos como um jornalista", há uma comparação e para compreendê-la é preciso perceber a semelhança entre o ofício de "jornalista" e a atitude que se deve ter diante de uma informação falsa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Bola
O pai deu uma bola de presente ao filho, lembrando o prazer de ter ganhado a sua primeira. Agora era de plástico, mas ainda era uma bola. O garoto agradeceu:
— Legal! — e perguntou:
— Como é que liga? (...) Não tem manual de instrução?
— Não precisa. Você é quem faz coisas com ela.
— Ah, então é uma bola. Uma bola mesmo.
Depois, o pai o encontrou jogando videogame, com a bola nova ao lado. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. Pegou-a, fez embaixadinhas e chamou:
— Filho, olha.
— Legal — respondeu o garoto, sem desviar da tela. O pai cheirou a bola, procurando o cheiro do couro de antigamente. Nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Luís Fernando VERÍSSIMO. Texto Adaptado Festa de Criança. São Paulo: Ática, 2000. p. 29 e 30
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Bola
O pai deu uma bola de presente ao filho, lembrando o prazer de ter ganhado a sua primeira. Agora era de plástico, mas ainda era uma bola. O garoto agradeceu:
— Legal! — e perguntou:
— Como é que liga? (...) Não tem manual de instrução?
— Não precisa. Você é quem faz coisas com ela.
— Ah, então é uma bola. Uma bola mesmo.
Depois, o pai o encontrou jogando videogame, com a bola nova ao lado. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. Pegou-a, fez embaixadinhas e chamou:
— Filho, olha.
— Legal — respondeu o garoto, sem desviar da tela. O pai cheirou a bola, procurando o cheiro do couro de antigamente. Nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Luís Fernando VERÍSSIMO. Texto Adaptado Festa de Criança. São Paulo: Ática, 2000. p. 29 e 30
Acordo de Noite Subitamente
-
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Acordo de Noite Subitamente
-
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Com base nas ideias expressas no poema "Acordo de Noite Subitamente", analise as afirmativas a seguir.
I. O relógio, embora pequeno e comum, adquire destaque no poema por dominar a percepção do eu lírico e impor-se sobre o silêncio da noite.
II. O eu lírico se sente inspirado pela presença do relógio e passa a refletir positivamente sobre o papel da tecnologia criada pelo ser humano.
III. O poema revela uma profunda angústia do eu lírico diante da tentativa de atribuir um significado existencial ao relógio.
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...
Augusto Cury , O futuro da humanidade
Considerando o texto acima e os pressupostos da teoria literária, da linguística textual e da semântica lexical, analise as afirmativas a seguir:
I.A metáfora da viagem para dentro de si mesmo associa o processo de autoconhecimento à experiência leitora, sugerindo que a leitura é uma ferramenta que conduz o sujeito a um percurso introspectivo, o que pressupõe uma concepção subjetivista e psicologizante do ato de ler.
II.A expressão "ler nas entrelinhas" configura uma metonímia que remete à habilidade técnica de decodificar signos implícitos no texto, exigindo do leitor uma competência analítica de natureza exclusivamente racional, desvinculada da experiência subjetiva.
III.No trecho "um livro revela que a vida é o maior de todos os livros", a palavra "vida" funciona como sinônimo contextual de "experiência", implicando uma equiparação semântica absoluta entre vivência empírica e construção discursiva, com apagamento da diferença entre realidade e representação.
É correto o que se afirma em:
( ) No contexto formal (acadêmico e profissional), a leitura é aplicada sobre análise de artigos científicos, contratos e manuais técnicos.
( ) Na aplicação da oralidade, destaca-se apenas a expressão de pensamentos e ideias para que a leitura possa ser desenvolvida.
( ) No contexto informal (social e familiar), a oralidade é aplicada através de diálogos cotidianos com amigos e familiares e na contação de histórias.
( ) No contexto digital, a escrita é aplicada através de navegação em sites, leitura de blogs e de legendas de filmes.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A ética é um comportamento social, ninguém é ético num vácuo, ou teoricamente ético.
Fonte: Guilherme Alves Pereira. Curso de Formação de agentes de reflorestamento. Noções Básicas de Ética e Cidadania. Instituto de Educação. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Com base na frase, é possível AFIRMAR que:
Os países do mundo se uniram para cuidar melhor do planeta e criaram a Agenda 2030 da ONU, que apresenta objetivos para melhorar a vida das pessoas e proteger a natureza.
Qual é o principal objetivo dessa agenda?
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
A revolução tecnológica do século XXI modificou toda a configuração da economia global, provocando uma verdadeira ruptura nas relações trabalhistas até então vigentes. Um dos setores da economia que melhor representa essa revolução e seu impacto nas relações de trabalho é o de serviços de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumо.
Junto a essa radical transformação tecnológica, levando em conta a grande oferta de mão de obra disponível, escancarou-se uma controversa realidade social: a relação de trabalho estabelecida entre motoristas e entregadores e as empresas que operam por meio de plataformas digitais.
Desde o início das atividades das empresas de transporte e entrega por aplicativos no Brasil, os trabalhadores cadastrados em suas plataformas foram contratados como microempreendedores individuais (MEl) ou como autônomos.
Nesse contexto, o questionamento a ser feito é se esses motoristas e entregadores são ou não são, na realidade, empregados. Como empregados, se enquadrariam em uma das modalidades contratuais previstas na CLT. Já como não empregados, ou autônomos, a CLT não se aplicaria e, consequentemente, os direitos trabalhistas celetistas não seriam a eles devidos. O questionamento colocado é a razão da controvérsia atual que domina o campo trabalhista e que envolve diversos atores sociais e instituições públicas ligadas ao trabalho.
A relação de emprego, assim como a relação de trabalho autônomo, são espécies do género relação de trabalho. Para a caracterização da relação de emprego devem estar presentes, de forma cumulativa, os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da CLT, quais sejam: pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação.
A subordinação é o elemento decisivo para a afirmação da existência, ou não, da relação de emprego, como também é o elemento principal de diferenciação entre a relação de emprego e as diversas modalidades de trabalho autônomo. Logo, pode-se dizer que a contraposição à subordinação é a autonomia. E é exatamente sobre o elemento subordinação que reside a controvérsía ora analisada.
Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação. Pelo contrário, afirmam que há autonomia e independência desses trabalhadores na prestação dos serviços, já que esses profissionais têm total liberdade para se conectarem ou não ao aplicativo, podendo escolher o horário de trabalho, e para aceitarem ou recusarem o direcionamento (chamado/oferta) de serviços.
Na Justiça do Trabalho são inúmeras as ações individuais de motoristas e entregadores pleiteando o reconhecimento do vínculo empregatício com as empresas para as quais prestam e/ou prestaram serviços por meio de aplicativos. Ora é reconhecida a relação de emprego, configurando-se a existência de subordinação, ora tal relação não é reconhecida.
(Adaptado de: NEIVA, Rafael Brisque)
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
A revolução tecnológica do século XXI modificou toda a configuração da economia global, provocando uma verdadeira ruptura nas relações trabalhistas até então vigentes. Um dos setores da economia que melhor representa essa revolução e seu impacto nas relações de trabalho é o de serviços de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumо.
Junto a essa radical transformação tecnológica, levando em conta a grande oferta de mão de obra disponível, escancarou-se uma controversa realidade social: a relação de trabalho estabelecida entre motoristas e entregadores e as empresas que operam por meio de plataformas digitais.
Desde o início das atividades das empresas de transporte e entrega por aplicativos no Brasil, os trabalhadores cadastrados em suas plataformas foram contratados como microempreendedores individuais (MEl) ou como autônomos.
Nesse contexto, o questionamento a ser feito é se esses motoristas e entregadores são ou não são, na realidade, empregados. Como empregados, se enquadrariam em uma das modalidades contratuais previstas na CLT. Já como não empregados, ou autônomos, a CLT não se aplicaria e, consequentemente, os direitos trabalhistas celetistas não seriam a eles devidos. O questionamento colocado é a razão da controvérsia atual que domina o campo trabalhista e que envolve diversos atores sociais e instituições públicas ligadas ao trabalho.
A relação de emprego, assim como a relação de trabalho autônomo, são espécies do género relação de trabalho. Para a caracterização da relação de emprego devem estar presentes, de forma cumulativa, os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da CLT, quais sejam: pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação.
A subordinação é o elemento decisivo para a afirmação da existência, ou não, da relação de emprego, como também é o elemento principal de diferenciação entre a relação de emprego e as diversas modalidades de trabalho autônomo. Logo, pode-se dizer que a contraposição à subordinação é a autonomia. E é exatamente sobre o elemento subordinação que reside a controvérsía ora analisada.
Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação. Pelo contrário, afirmam que há autonomia e independência desses trabalhadores na prestação dos serviços, já que esses profissionais têm total liberdade para se conectarem ou não ao aplicativo, podendo escolher o horário de trabalho, e para aceitarem ou recusarem o direcionamento (chamado/oferta) de serviços.
Na Justiça do Trabalho são inúmeras as ações individuais de motoristas e entregadores pleiteando o reconhecimento do vínculo empregatício com as empresas para as quais prestam e/ou prestaram serviços por meio de aplicativos. Ora é reconhecida a relação de emprego, configurando-se a existência de subordinação, ora tal relação não é reconhecida.
(Adaptado de: NEIVA, Rafael Brisque)
Atenção: Considere a crônica "Beijinho, beijinho", de Luis Fernando Verissimo, para responder à questão.
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade e o frescor de duas adolescentes.
No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
- Bonito o discurso do Amaro.
- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.
-O qué?
-Marido quando começa a elogiar muito a mulher...
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
-Mas eles parecem cada vez mais apaixonados -protestou Marinho.
- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começarama andar de mãos dadas?
-É mesmo...
- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
(VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020)
Atenção: Considere a crônica "Beijinho, beijinho", de Luis Fernando Verissimo, para responder à questão.
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade e o frescor de duas adolescentes.
No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
- Bonito o discurso do Amaro.
- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.
-O qué?
-Marido quando começa a elogiar muito a mulher...
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
-Mas eles parecem cada vez mais apaixonados -protestou Marinho.
- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começarama andar de mãos dadas?
-É mesmo...
- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
(VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020)
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Que espaço a fé tem na sua vida?
Acreditar é ter certeza, sem ter garantia. Com a fé é parecido, isso no meu ponto de vista. Mas eu costumo pensar que a fé é ter certeza e não precisar de garantia. É um jeito de acreditar que independe do resultado aparente das situações.
Um exemplo: você empresta dinheiro pra alguém, acreditando que essa pessoa vai pagar. Ela não paga, você não tem garantia de nenhum contrato. Acaba tomando um calote. A fé é doar tempo para ajudar alguém acreditando que isso vai fazer bem para quem precisa daquele conhecimento, mas se essa pessoa não aproveitar você não sai no prejuízo.
A fé é minha companheira.
Em primeiro lugar a fé no meu Deus. Mas em várias outras coisas também. Eu tenho fé na humanidade, nas pessoas, nos meus amigos.
Não penso que isso me torne melhor do que ninguém, alguns até podem chamar a fé nos outros de tolice. Mas ter fé nas pessoas é entregar mais que confiança e faz um bem danado. Claro que já fui passado pra trás, perdi tempo e ganhei algumas decepções. Mas, por outro lado, sempre procuro pensar que de alguma maneira fiz o que tinha que ser feito.
Quando chega perto do fim do ano gosto de fazer um balanço. Gosto de conversar com meus amigos sobre as realizações deles, dividir alegrias e compartilhar desafios. Penso muito na minha jornada, lembro de dias ruins (não só desse ano, aliás), aqueles momentos de dificuldades e sempre chego à conclusão que o tempo e a fé foram grandes aliados.
A fé me sustentou nos dias difíceis, me deu coragem quando tudo parecia incerto. Ela me fez levantar da cama quando o desânimo queria me prender. Me fez sorrir quando a vontade era de chorar. E me fez seguir em frente mesmo quando o caminho parecia não ter saída.
A fé também me ensinou a esperar. Não com ansiedade, mas com esperança. Esperar que o tempo traga respostas, que os sonhos se realizem. A paciência é uma grande amiga da fé. E mesmo que não aconteça como eu imaginei, sigo pensando que tudo tem um propósito.
A fé não é uma muleta para tempos difíceis. Fé é terra firme. Mas ela mora no silencio e carece de cuidado. Quem tem fé, nunca está sozinho.
Porque no fim das contas, ter fé é isso: é continuar mesmo sem garantias. É confiar que o melhor ainda está por vir. E é agradecer, mesmo antes de receber.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Que espaço a fé tem na sua vida?
Acreditar é ter certeza, sem ter garantia. Com a fé é parecido, isso no meu ponto de vista. Mas eu costumo pensar que a fé é ter certeza e não precisar de garantia. É um jeito de acreditar que independe do resultado aparente das situações.
Um exemplo: você empresta dinheiro pra alguém, acreditando que essa pessoa vai pagar. Ela não paga, você não tem garantia de nenhum contrato. Acaba tomando um calote. A fé é doar tempo para ajudar alguém acreditando que isso vai fazer bem para quem precisa daquele conhecimento, mas se essa pessoa não aproveitar você não sai no prejuízo.
A fé é minha companheira.
Em primeiro lugar a fé no meu Deus. Mas em várias outras coisas também. Eu tenho fé na humanidade, nas pessoas, nos meus amigos.
Não penso que isso me torne melhor do que ninguém, alguns até podem chamar a fé nos outros de tolice. Mas ter fé nas pessoas é entregar mais que confiança e faz um bem danado. Claro que já fui passado pra trás, perdi tempo e ganhei algumas decepções. Mas, por outro lado, sempre procuro pensar que de alguma maneira fiz o que tinha que ser feito.
Quando chega perto do fim do ano gosto de fazer um balanço. Gosto de conversar com meus amigos sobre as realizações deles, dividir alegrias e compartilhar desafios. Penso muito na minha jornada, lembro de dias ruins (não só desse ano, aliás), aqueles momentos de dificuldades e sempre chego à conclusão que o tempo e a fé foram grandes aliados.
A fé me sustentou nos dias difíceis, me deu coragem quando tudo parecia incerto. Ela me fez levantar da cama quando o desânimo queria me prender. Me fez sorrir quando a vontade era de chorar. E me fez seguir em frente mesmo quando o caminho parecia não ter saída.
A fé também me ensinou a esperar. Não com ansiedade, mas com esperança. Esperar que o tempo traga respostas, que os sonhos se realizem. A paciência é uma grande amiga da fé. E mesmo que não aconteça como eu imaginei, sigo pensando que tudo tem um propósito.
A fé não é uma muleta para tempos difíceis. Fé é terra firme. Mas ela mora no silencio e carece de cuidado. Quem tem fé, nunca está sozinho.
Porque no fim das contas, ter fé é isso: é continuar mesmo sem garantias. É confiar que o melhor ainda está por vir. E é agradecer, mesmo antes de receber.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)
A leitura do texto permite compreender a visão do autor sobre a fé como um valor existencial e transformador. Analise as assertivas a seguir:
I. O autor considera a fé uma força que transcende as garantias e os resultados, pois ela independe da confirmação das expectativas.
II. O texto apresenta a fé apenas como um recurso utilizado em momentos de desespero e incerteza.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quando me surpreendo ao fundo do espelho assusto-me. Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho não me assusto porque me ache feia ou bonita. É que me descubro de outra qualidade. Depois de não me ver há muito quase esqueço que sou humana, esqueço meu passado e sou com a mesma libertação de fim e de consciência quanto uma coisa apenas viva. Também me surpreendo, os olhos abertos para o espelho pálido, de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa.
Trecho
LISPECTOR, Clarice. Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.