Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.104 questões

Q3406116 Português
Leia o texto abaixo, do escritor francês La Bruyère.

Pode-se falar bem à vontade, certo, a propósito. É pecar contra este último gênero estender-se sobre uma refeição magnífica que se acaba de consumir, na presença de pessoas forçadas a pouparem o seu pão; dizer maravilhas da própria saúde diante de enfermos; entreter com suas riquezas, rendimentos e mobílias uma pessoa que não tem rendas nem domicílio; numa palavra, falar de sua felicidade na presença de miseráveis; uma tal conversação é forte demais para eles e a comparação que fazem então de seu estado com o vosso é odienta.

Sobre a estruturação ou significação do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3406115 Português
Leia o texto abaixo, de Thomas Paine.

Uma constituição é uma coisa não apenas nominal, mas efetiva. Tem uma existência não ideal, mas real, e lá onde não pode ser exibida de forma visível, não existe. Uma constituição é anterior a um governo e o governo é apenas o produto de uma constituição. A constituição de um país não é um ato do seu governo, mas do povo que constitui um governo.

Sobre a estruturação ou significação do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3406113 Português
Leia o texto abaixo, do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo.

Pois se a grande cozinha da França é o resultado de um nobre compromisso histórico entre o francês e o seu próprio fígado, a cozinha italiana, um pretexto para reunir a família e falar de boca cheia, a alemã uma permanente preocupação contra os rigores do inverno e outras exigências de calorias e vitalidade, e a suíça uma indefinível combinação de tudo isto, a cozinha chinesa é a única que fala ao cérebro antes de qualquer outro apelo. A notória falta de substância da comida chinesa (tradicionalmente, você está com fome de novo depois do maior banquete chinês) é uma prova de que é feita para os sentidos – a visão, o olfato, o paladar – e não para os instintos.

Sobre a estruturação ou significação do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3406112 Português
Leia o texto abaixo, do escritor Marcel Proust.

Os fatos não penetram no mundo em que vivem as nossas crenças, não as fizeram nascer, não as destroem; podem infligir-lhes os mais constantes desmentidos sem enfraquecê-las, e uma avalancha de desgraças ou de doenças que se sucedam ininterruptamente numa família não a fará duvidar da bondade do seu Deus ou da competência do seu médico.

Sobre a estruturação ou significação do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3406053 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Os deuses da cidade 


    Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vê-la, todas as Ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona.

    A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milénios). 

    Mais do que com a máquina, é a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como. ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual.  

    Os antigos representavam o espirita de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses.


(Adaptado de CALVINO, ltalo. Assunto encerrado Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim
No primeiro parágrafo, o autor expande sua afirmação inicial de que Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos recomendando que, para de fato reconhecermos o que seja uma cidade, devemos
Alternativas
Q3406052 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Os deuses da cidade 


    Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vê-la, todas as Ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona.

    A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milénios). 

    Mais do que com a máquina, é a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como. ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual.  

    Os antigos representavam o espirita de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses.


(Adaptado de CALVINO, ltalo. Assunto encerrado Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:  
Alternativas
Q3404848 Português
Assinale a alternativa em que a frase foi redigida com clareza.
Alternativas
Q3404812 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Paulo Leminski estava certo quando disse que escrever poesia aos 17 anos é fácil, e o difícil é continuar acreditando na poesia com o passar dos anos, com a idade, com os deveres, as contas, os desejos de consumo.

        Deve haver um pedacinho do cérebro em que a criança e a jovem que fomos estão intactas, com nossos sonhos, certezas e poesias escritas em cadernos. No meu caso, a palavra tem um poder inestimável, e as páginas do conto A moça tecelã, de Marina Colasanti, me lembram nitidamente de quando as li.

        Arrependo-me um tanto de não ter escrito este texto antes, quando Marina Colasanti ainda estava viva. Eu queria contar que conheci uma história sua aos 14 anos no meu livro da 8ª série e, naquela época, os livros didáticos eram também os meus livros literários. Juro que guardei este livro por muitos anos e acho que só me desfiz dele quando mudei para Luanda. Era uma relíquia para mim, assim como quase tudo que li naquela época.

        Eu me lembro da emoção da sala de aula e depois das releituras em casa, e depois de contar o próprio conto como contadora de história. Eu era uma menina que sabia tão pouco e aquela história me deu pistas importantes sobre o que esperar da vida de uma mulher.

        A moça tinha o superpoder de criar a própria vida e influenciar o mundo ao redor com o trabalho dela e, mais importante, “nada lhe faltava”. Segundo Marina, era possível ser mulher e nada lhe faltar, e ela escrevia isso para jovens como eu. “Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.” 

        Foi com Marina e a moça, aos 14 anos, no livro didático da escola, que aprendi que eu poderia tecer a vida que quisesse e que poderia inclusive desistir dessa vida inventada, se ela deixasse de me agradar.

        Um dos textos sobre a morte da escritora a chamava de autora de livros infantojuvenis e, apesar de eu ter conhecido seus contos quando era adolescente, sempre achei que aquilo não era para a minha idade. Eu me sentia uma mulher adulta lendo e contando os contos de Marina Colasanti.

(Ana Paula Lisboa. A moça tecelã. https://oglobo.globo.com, 05.02.2025. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que a relação da autora com a escritora Marina Colasanti
Alternativas
Q3404811 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Paulo Leminski estava certo quando disse que escrever poesia aos 17 anos é fácil, e o difícil é continuar acreditando na poesia com o passar dos anos, com a idade, com os deveres, as contas, os desejos de consumo.

        Deve haver um pedacinho do cérebro em que a criança e a jovem que fomos estão intactas, com nossos sonhos, certezas e poesias escritas em cadernos. No meu caso, a palavra tem um poder inestimável, e as páginas do conto A moça tecelã, de Marina Colasanti, me lembram nitidamente de quando as li.

        Arrependo-me um tanto de não ter escrito este texto antes, quando Marina Colasanti ainda estava viva. Eu queria contar que conheci uma história sua aos 14 anos no meu livro da 8ª série e, naquela época, os livros didáticos eram também os meus livros literários. Juro que guardei este livro por muitos anos e acho que só me desfiz dele quando mudei para Luanda. Era uma relíquia para mim, assim como quase tudo que li naquela época.

        Eu me lembro da emoção da sala de aula e depois das releituras em casa, e depois de contar o próprio conto como contadora de história. Eu era uma menina que sabia tão pouco e aquela história me deu pistas importantes sobre o que esperar da vida de uma mulher.

        A moça tinha o superpoder de criar a própria vida e influenciar o mundo ao redor com o trabalho dela e, mais importante, “nada lhe faltava”. Segundo Marina, era possível ser mulher e nada lhe faltar, e ela escrevia isso para jovens como eu. “Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.” 

        Foi com Marina e a moça, aos 14 anos, no livro didático da escola, que aprendi que eu poderia tecer a vida que quisesse e que poderia inclusive desistir dessa vida inventada, se ela deixasse de me agradar.

        Um dos textos sobre a morte da escritora a chamava de autora de livros infantojuvenis e, apesar de eu ter conhecido seus contos quando era adolescente, sempre achei que aquilo não era para a minha idade. Eu me sentia uma mulher adulta lendo e contando os contos de Marina Colasanti.

(Ana Paula Lisboa. A moça tecelã. https://oglobo.globo.com, 05.02.2025. Adaptado)
Com base nas informações apresentadas no 1o e 2o parágrafos, é correto afirmar que
Alternativas
Q3404808 Português
(Bill Waterson. O melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 01.04.2025)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada em sentido figurado. 
Alternativas
Q3404807 Português
(Bill Waterson. O melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 01.04.2025)
A partir da leitura da tira, é correto afirmar que o indignado garoto Calvin
Alternativas
Q3401486 Português

Observe um segmento do romance O Quinze, de Rachel de Queiroz, do nosso Modernismo:


“Quando Vicente se despediu, e montou ligeiro no cavalo que arrancou de galope, Conceição estirou-se na rede e ficou olhando o vulto branco que a poeira ruiva envolvia, até o ver se sumir atrás de um grupo de umarizeiras da várzea.


Todo o dia a cavalo, trabalhando, alegre e dedicado, Vicente sempre fora assim, amigo do mato, do sertão, de tudo o que era inculto e rude. Sempre o conhecera querendo ser vaqueiro como um caboclo desambicioso, apesar do desgosto que com isso sentia a gente dele”.


Esse é um segmento intermediário do romance.


Assinale a afirmativa que não está de acordo com a significação ou estruturação desse fragmento textual.

Alternativas
Q3401479 Português
Assinale a opção que exemplifica o texto dissertativo expositivo. 
Alternativas
Q3401478 Português
Assinale o segmento textual a seguir que pertence ao tipo textual normativo, que tem a função de regulamentar algo. 
Alternativas
Q3401476 Português
A ironia é uma figura de linguagem em que se comunica o oposto do que se quer dar a entender. A ironia está presente na seguinte frase:
Alternativas
Q3401475 Português
O escritor espanhol Calderón de la Barca disse sobre o dinheiro: “Dinheiro: chave universal que abre todos os cadeados”. Nesse caso, a definição se apoia em linguagem figurada, o que só não ocorre no seguinte caso: 
Alternativas
Q3401474 Português
A frase “Lucro é subproduto das coisas bem-feitas” se insere no campo semântico dos negócios, como ocorre com a seguinte frase:
Alternativas
Q3401471 Português
Assinale a opção que mostra a presença da intertextualidade, por meio da alusão a um texto bastante conhecido.
Alternativas
Q3401469 Português
Assinale a frase em que o termo sublinhado não se repete de nenhum modo.
Alternativas
Q3401465 Português

São elementos de coesão todos aqueles que colaboram para a ligação formal dos elementos textuais. Um dos tipos de coesão é a referencial, em que um elemento da sequência textual se refere a outro elemento do mesmo texto, substituindo-o.


Assinale a opção em que o termo sublinhado não é repetido por um pronome.

Alternativas
Respostas
15581: C
15582: E
15583: A
15584: A
15585: C
15586: A
15587: D
15588: A
15589: C
15590: B
15591: C
15592: D
15593: B
15594: A
15595: D
15596: E
15597: C
15598: A
15599: C
15600: E