Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3734135 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Do Protocolo de Kyoto à COP30 no Brasil: 3 dados sobre a evolução das COPs em um planeta em aquecimento

    “A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo de tomada de decisões da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês)”, define a própria Convenção em seu site. A COP é realizada anualmente e, em 2025, o Brasil será a sede deste evento global, especificamente entre 10 e 21 de novembro.
    “A COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global”, destaca o site oficial do evento.
  Um dos principais desafios do encontro em 2025 será alinhar os compromissos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento em relação ao financiamento climático. Também está na pauta da COP30, “garantir que as metas de redução de emissões sejam compatíveis com a ciência climática, bem como abordar os impactos socioeconômicos das mudanças climáticas em populações vulneráveis”, continua explicando o site da organização.
    A COP1, a primeira reunião da COP, foi realizada em Berlim, capital da Alemanha, em 1996, explica a UNFCCC. Desde então, a cúpula é realizada anualmente, a menos que a organização decida o contrário, como ocorreu em 2020 devido à pandemia do coronavírus.
    Desde a sua criação, esses encontros alcançaram marcos globais para o movimento climático, asseguram as Nações Unidas, o que resultou no “estabelecimento de padrões e impulsionamento de ações, incluindo a redução das emissões de carbono, a aceleração da transição energética global e a ajuda aos países para se adaptarem e desenvolverem resiliência diante dos crescentes problemas climáticos”.
    Um desses marcos foi o Protocolo de Kyoto, ou seja, o primeiro tratado internacional que estabeleceu objetivos juridicamente vinculativos para reduzir as emissões de gases de Efeito Estufa. O acordo, alcançado na COP3 em Kyoto, Japão, em 1997, entrou em vigor em 2005 e foi ratificado por 192 Partes entre os integrantes da COP.
    A COP30 “reunirá líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e a sociedade civil para debater as ações prioritárias para combater as mudanças climáticas”, afirma a ONU.
    Esta edição “se concentrará nos esforços necessários para limitar o aumento da temperatura global ___ 1,5°C, na apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) e no progresso dos compromissos financeiros assumidos na COP29”, continua ___ fonte.
    Além disso, acrescenta o site oficial do evento, esta edição dará continuidade ao Acordo de Paris e ____ discussões de conferências anteriores.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/viagem (adaptado).
O texto apresenta um panorama sobre a evolução das Conferências das Partes (COPs) e destaca o papel do Brasil na realização da COP30, em 2025. Considerando as informações contidas no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3734103 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
No trecho “Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis”, o termo “centáureas” designa:
Alternativas
Q3734102 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
A formiga, descrita no primeiro parágrafo do texto, é utilizada pela autora como um símbolo dentro da narrativa reflexiva. Sobre o papel simbólico desse elemento, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3734101 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
O texto apresenta uma reflexão sobre o ritmo acelerado da vida moderna Com base na leitura, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3733037 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E difícil é explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo. Fernando Pessoa"


Nota: Trecho do poema "Poemas Inconjuntos" em Poemas de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).


https://www.pensador.com/mensagens_de_reflexao/



No trecho "E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta", o pronome "isso" exerce papel essencial para o sentido do texto. Sobre o uso desse termo, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3733036 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E difícil é explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo. Fernando Pessoa"


Nota: Trecho do poema "Poemas Inconjuntos" em Poemas de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).


https://www.pensador.com/mensagens_de_reflexao/



Assinale a alternativa que expressa uma análise coerente com os sentidos construídos no texto, considerando aspectos discursivos, estilísticos e interpretativos.

Alternativas
Q3732945 Português
A BNCC incentiva a exploração de diversos gêneros textuais e mídias, incluindo o rádio, como forma de desenvolver as práticas de linguagem.
Assinale a alternativa na qual a proposta de trabalho com o gênero “programa de rádio” abrange de forma completa as quatro práticas de linguagem (Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de textos e Análise Linguística/ Semiótica).
Alternativas
Q3732941 Português
A polissemia é um fenômeno na linguagem, no qual a palavra original, denotada, vai assumindo outros significados ao longo do processo histórico da língua. O termo provém de “polis” e “sema”, ou seja, “ter muitos significados”. Com essa ferramenta, a língua pode ressignificar uma palavra sem a necessidade de criar outra. Esse é o caso do verbo “causar”, que sofreu ressignificação para impressionar, chamar atenção.
Esse fenômeno acontece com o substantivo caminho, empregado no poema de Drummond transcrito abaixo, no qual o poeta parte do significado denotado de caminho para construir uma ideia mais abstrata, conotativa.

NO MEIO DO CAMINHO (1928)

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade

Assinale a alternativa em que a palavra caminho é utilizada com significado denotativo.
Alternativas
Q3732940 Português
A intertextualidade revela o “diálogo” entre textos. É comum haver esse fenômeno na música brasileira.
O caso abaixo é bastante emblemático na letra de Caetano Veloso, que conversa com vários elementos.
SAMPA
“Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruzo a Ipiranga e Avenida São João/ É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi/ Da dura poesia concreta de tuas esquinas/ Da deselegância discreta de tuas meninas/ Ainda não havia para mim Rita Lee/ A tua mais completa tradução/ Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruza a Ipiranga e Avenida São João/ Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto/ Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto/ É que Narciso acha feio o que não é espelho (…)”
VELOSO, Caetano, 1978.
No trecho “É que Narciso acha feio o que não é espelho” há referência ao mito de Narciso, que retrata a história do belo rapaz que, ao abaixar-se para beber água do rio, apaixona-se pela própria imagem, enamora-se de si.
Ao fazer tal referência, Caetano empregou:
Alternativas
Q3732934 Português

Texto 1

 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

 

A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)


O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.

 

BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.

Assinale a alternativa correta em relação ao tipo e ao gênero do Texto 1 estudado.
Alternativas
Q3732933 Português

Texto 1

 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

 

A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)


O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.

 

BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.

Assinale a alternativa correta em relação aos mecanismos de coesão textual.
Alternativas
Q3732932 Português

Texto 1

 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

 

A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)


O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.

 

BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.

No Texto 1, as autoras mostram uma das características da língua falada: o emprego de recursos extralinguísticos, como o apoio da situação.
São características da língua escrita:
1. Espontaneidade
2. Formalidade
3. Repetições, Pleonasmos
4. Caráter permanente
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3732931 Português

Texto 1

 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

 

A dificuldade que os alunos enfrentam não está no ato de narrar, descrever ou dissertar, mas no fato de que isso deve ser expresso pela escrita. No uso da língua oral, o falante tem o apoio da situação, isto é, tem a presença do interlocutor e todas as informações relativas à situação (como, por exemplo, o tempo e o lugar da enunciação). No uso da língua escrita, apenas o texto é apresentado ao leitor, sendo que o autor tem que suprir a falta dos demais dados necessários à compreensão do texto, o que demanda um aprendizado específico. (…)


O erro gramatical não surge necessariamente da má assimilação do tópico gramatical. O que acontece, cremos, é que a dificuldade em expressar certos pensamentos ou a dificuldade em criar um texto manifesta-se naquilo que não foi bem assimilado e que foi aprendido fora da prática de redação: concordância, regência, pontuação, uso dos tempos verbais etc. Dizendo de outra maneira: os alunos não estão acostumados a uma reflexão linguística no ato de produzir seus textos. É por isso que julgamos que se deva retornar aos textos escritos e reestudá-los nos pontos falhos. Seria uma reflexão sobre as falhas, não se voltando à gramática pura, mas, sim, ao funcionamento da língua na produção de textos.

 

BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier e BASTOS, Maria Augusta Bastos de Mattos. A Produção Escrita e a Gramática, São Paulo: ed. Martins Fontes, 2008, p.1 e 3.

Assinale a alternativa correta conforme o Texto 1.
Alternativas
Q3732911 Português
Analise o trecho abaixo:
A coruja é uma ave que não canta ou não canta muito bem, que é conhecida por sua habilidade em voar silenciosamente: mesmo contra a sua natureza, insisti em cantar.
O trecho em destaque exprime:
Alternativas
Q3732511 Português
"O ato de ler e os processos de compreensão de texto dizem respeito não apenas a uma dimensão individual que implica habilidades cognitivas para construção de sentidos; diz respeito, da mesma forma, à familiaridade que o sujeito desenvolve com a leitura ao longo de seu processo de formação, potencializando-a (ou não) em seu cotidiano; essa familiaridade advém em grande medida de relações que o sujeito estabelece no meio social em que vive." (DAGA, 2011)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre os processos de leitura, julgue a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3732377 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão


    No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?

    Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.

    O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.

    Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?

    Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!


(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

No trecho “Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.” (3º parágrafo), as palavras em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relação de sentido de 
Alternativas
Q3732376 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão


    No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?

    Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.

    O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.

    Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?

    Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!


(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão em destaque foi empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3732375 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão


    No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?

    Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.

    O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.

    Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?

    Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!


(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

No trecho “A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou.” (3o parágrafo), considerando o contexto em que foi empregada, a palavra em destaque tem como antônimo:
Alternativas
Q3732374 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão


    No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?

    Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.

    O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.

    Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?

    Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!


(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

 A partir da leitura do texto, é correta a afirmação:
Alternativas
Q3732371 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão


TEXTO1.png (312×402)

(Bill Waterson, O Melhor de Calvin. Disponível em: www.estadao.com.br)

Na tira, o personagem faz reflexões que revelam
Alternativas
Respostas
15521: D
15522: C
15523: D
15524: A
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