Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.342 questões
I.Ao revelar a descoberta tardia do sentido da canção da infância, o narrador expõe uma contradição entre experiência estética e compreensão racional, sugerindo que a linguagem musical transcende os limites do entendimento literal.
II.O vínculo entre a canção "Africa", do Toto, e a memória afetiva da infância permite inferir que a música opera como mecanismo de evocação emocional, ainda que seu conteúdo semântico seja desconhecido pelo sujeito.
III.A crítica velada às canções com "letras de abobrinha" denuncia uma visão elitista da produção musical popular, sugerindo que o apreço musical legítimo requer sofisticação lírica e maturidade interpretativa.
IV.A menção à canção "Como nossos pais", associada à dor compreendida apenas com o tempo, sugere que a profundidade poética de certos textos musicais exige a vivência do sofrimento para que se revele por completo.
É correto o que se afirma em:
"A consolidação da cidadania exige o fortalecimento das instituições democráticas, o acesso da população à _____ e a promoção de espaços de _____ que permitam a participação ativa dos cidadãos."
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:
Analise as reescritas do trecho acima e identifique aquela que não mantém o sentido original.
No trecho acima, o autor explica o motivo pelo qual o fungo queijo-suíço só foi redescoberto mais de 100 anos depois.
Considerando o texto-base, identifique a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre esse assunto.
Considerando que sinônimos são vocábulos de significados 'aproximados', analise as reescritas e identifique qual delas não apresenta uma substituição adequada para o verbo 'restringir' utilizado no enunciado.
Considerando que sinônimos são vocábulos de significados 'aproximados', analise as reescritas e identifique qual delas não apresenta uma substituição adequada para o verbo 'restringir' utilizado no enunciado.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.
Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.
Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.
Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.
Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.
Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o fragmento
Considerando que sinônimos são vocábulos de significados 'aproximados', analise as reescritas e identifique qual delas não apresenta uma substituição adequada para o verbo 'restringir' utilizado no enunciado.
I. A combinação desses fatores que moldam e diferenciam o cotidiano do ser humano resulta numa rede de fenômenos e situações que, abstratamente, pode ser chamada de qualidade de vida.
II. Em geral, associam-se a essa expressão fatores como: estado de saúde, longevidade, satisfação no trabalho, salário, lazer, relações familiares, disposição, prazer e até espiritualidade.
III. Num sentido mais amplo, qualidade de vida pode ser uma medida da própria dignidade humana, pois pressupõe o atendimento das necessidades humanas fundamentais.
É correto o que se afirma em:
Leia o texto de Ricardo Ramos a seguir para responder à questão.
Circuito fechado
Ricardo Ramos
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço. Relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos, jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia. Água. Táxi, mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Fonte: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/02/29/contocircuito-fechado-ricardo-ramos/
I. Devido à estrutura fragmentada e à ausência de verbos, o texto exige uma participação ativa do leitor para inferir as ações e construir o sentido completo da narrativa;
II. O texto não possui coesão e, por consequência, nenhuma coerência, uma vez que é impossível compreender a crítica apresentada pelo autor na narrativa; III. Comparando o título ao texto, percebe-se que o autor cumpre com o que sugere no retrato (título) do seu texto, pois apresenta o cotidiano de uma pessoa (circuito) fechado em si mesmo;
IV. O texto apresenta uma crítica à sociedade moderna ao apresentar uma vida mecânica, em que o ser humano inicia e termina todos os dias da mesma forma.
Após análise, conclui-se que estão corretas as afirmativas:
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

Fonte:https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/tagg ed/p%C3%B4r%20do%20sol
Leia o texto III a seguir e responda à questão.
Texto III
Realização pessoal ou tormento?
Autor anônimo
A palavra trabalho originou-se do termo latino tripalium (ou trepalium), que nomeava um instrumento utilizado para torturar os escravos, no século VI. Naquela época, o “trabalhador” não era uma vítima, como hoje em dia, em que ele é “escravizado”, mas, sim, um torturador que castigava os prisioneiros. Antes de significar “atividade ou exercício profissional”, trabalho tinha o sentido abstrato de “tormento, agonia, sofrimento”, sentido este que permanece para muitas pessoas atualmente.
Após ter recebido o novo sentido, o trabalho passou a ser exaltado por comemorações, como no dia 1 de maio, “Dia do trabalho”, ou até por frases como: “O trabalho dignifica o homem”. Mas, será mesmo que o trabalho perdeu a velha “sombra” da aflição? Como será que a sociedade lida com este exercício nos nossos dias? Será que ele é tratado de forma justa?
Mesmo depois da abolição da escravidão no Brasil, em 1888, cidadãos ainda têm seu trabalho explorado, isto é, algumas pessoas são sujeitadas a certos tipos de empregos por não poderem obter um melhor. Um exemplo clássico são os trabalhadores rurais que, na maioria das vezes, não possuem carteira assinada e que por não terem uma formação escolar ou acadêmica ou por morarem muito longe do centro urbano terminam aceitando ganhar menos de um salário mínimo (direito de todo profissional com a carteira assinada). Assim, podemos ver que em determinados lugares os trabalhadores não são tratados com justiça, pois não recebem o salário adequado ao seu serviço, ou então, em alguns casos, embora os patrões tentem ser mais justos, estes empregados rurais não obtêm uma contribuição digna, pois recebem uma remuneração mais baixa do que o salário determinado pela Lei do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Para alguns cidadãos, o trabalho ainda é um tormento, pois não é fonte de realização, ou seja, estes cidadãos não escolhem a profissão que revela o seu talento, o que termina gerando insatisfações pessoais, dores de cabeça, aborrecimentos, ao contrário de outras pessoas, que se realizam em sua profissão, tornando-a valorizada. A profissão não deve ser escolhida apenas pelo benefício financeiro, mas, sim, pelo benefício espiritual. Se trabalharmos naquilo que gostamos, estaremos sempre realizados, dispostos, sem dores de cabeça, caso contrário, teremos sempre o trabalho como uma “sombra” em nossas vidas, consequência das más escolhas.
Assim sendo, se quisermos nos realizar tanto profissional como espiritualmente, devemos escolher nosso trabalho, com base no que gostamos de fazer, desconsiderando os preconceitos presentes na sociedade os quais desvalorizam as profissões sem as quais a população não vive como, por exemplo, o trabalho de um professor, de um gari, de um faxineiro, de um cozinheiro, entre outros tão descriminados. Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão, seja esta de faxineiro, gari, professor, entre outros, da mesma maneira que nenhum cidadão envergonha-se de ser um médico, advogado ou engenheiro. (Profissões mais valorizadas socialmente)
Fonte: arquivo pessoal do elaborador
Leia o texto III a seguir e responda à questão.
Texto III
Realização pessoal ou tormento?
Autor anônimo
A palavra trabalho originou-se do termo latino tripalium (ou trepalium), que nomeava um instrumento utilizado para torturar os escravos, no século VI. Naquela época, o “trabalhador” não era uma vítima, como hoje em dia, em que ele é “escravizado”, mas, sim, um torturador que castigava os prisioneiros. Antes de significar “atividade ou exercício profissional”, trabalho tinha o sentido abstrato de “tormento, agonia, sofrimento”, sentido este que permanece para muitas pessoas atualmente.
Após ter recebido o novo sentido, o trabalho passou a ser exaltado por comemorações, como no dia 1 de maio, “Dia do trabalho”, ou até por frases como: “O trabalho dignifica o homem”. Mas, será mesmo que o trabalho perdeu a velha “sombra” da aflição? Como será que a sociedade lida com este exercício nos nossos dias? Será que ele é tratado de forma justa?
Mesmo depois da abolição da escravidão no Brasil, em 1888, cidadãos ainda têm seu trabalho explorado, isto é, algumas pessoas são sujeitadas a certos tipos de empregos por não poderem obter um melhor. Um exemplo clássico são os trabalhadores rurais que, na maioria das vezes, não possuem carteira assinada e que por não terem uma formação escolar ou acadêmica ou por morarem muito longe do centro urbano terminam aceitando ganhar menos de um salário mínimo (direito de todo profissional com a carteira assinada). Assim, podemos ver que em determinados lugares os trabalhadores não são tratados com justiça, pois não recebem o salário adequado ao seu serviço, ou então, em alguns casos, embora os patrões tentem ser mais justos, estes empregados rurais não obtêm uma contribuição digna, pois recebem uma remuneração mais baixa do que o salário determinado pela Lei do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Para alguns cidadãos, o trabalho ainda é um tormento, pois não é fonte de realização, ou seja, estes cidadãos não escolhem a profissão que revela o seu talento, o que termina gerando insatisfações pessoais, dores de cabeça, aborrecimentos, ao contrário de outras pessoas, que se realizam em sua profissão, tornando-a valorizada. A profissão não deve ser escolhida apenas pelo benefício financeiro, mas, sim, pelo benefício espiritual. Se trabalharmos naquilo que gostamos, estaremos sempre realizados, dispostos, sem dores de cabeça, caso contrário, teremos sempre o trabalho como uma “sombra” em nossas vidas, consequência das más escolhas.
Assim sendo, se quisermos nos realizar tanto profissional como espiritualmente, devemos escolher nosso trabalho, com base no que gostamos de fazer, desconsiderando os preconceitos presentes na sociedade os quais desvalorizam as profissões sem as quais a população não vive como, por exemplo, o trabalho de um professor, de um gari, de um faxineiro, de um cozinheiro, entre outros tão descriminados. Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão, seja esta de faxineiro, gari, professor, entre outros, da mesma maneira que nenhum cidadão envergonha-se de ser um médico, advogado ou engenheiro. (Profissões mais valorizadas socialmente)
Fonte: arquivo pessoal do elaborador
Leia os textos I e II a seguir e responda à questão.
Texto I
A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência
Antonio Gomes da Rosa
Antonio Fernando Boing
Fátima Büchele
Walter Ferreira de Oliveira
Elza Berger Salema Coelho
Resumo: Este artigo objetiva investigar as causas da agressão conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor de violência. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio da técnica de grupos focais com homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de médio porte de Santa Catarina. Na análise das informações, evidenciaram-se três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Nossos resultados apontam comportamentos e atitudes que permitem identificar as causas da agressão contra a companheira evidenciada a partir da interferência de pessoas estranhas à relação conjugal; presença de ações inadequadas da companheira; domínio da mulher sobre o companheiro; resposta à agressão física, verbal ou psicológica da companheira; dependência química e situação financeira. Os resultados mostram também que essas causas se mesclam no dia-a-dia, acumulam-se sob a forma de conflitos e eclodem em atos que configuram a violência conjugal do homem contra a companheira. Os sujeitos da pesquisa não demonstram compreensão ativa de que são agressores, ou seja, reconhecem os atos de violência que relatam, no entanto, não identificam que essas ações os caracterizam como autores de violência.
Palavras-chave: Violência contra a mulher; Violência doméstica; Saúde da mulher.
Texto II
ROSA, Antônio Gomes da et al. A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência. Revista Saúde, São Paulo, v.17, n.3, p.152-160, 2008.
No artigo A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência, Antônio Rosa, Antônio Boing, Fátima Büchele e Walter de Oliveira tematizam a respeito da violência conjugal, considerando ser esse um problema de saúde pública, como comprovam, segundo eles, diversos estudos realizados em âmbito nacional e internacional.
Nesse contexto, os estudiosos realizam uma pesquisa descritiva exploratória com o objetivo de investigar os motivos que justificam a agressão à mulher na visão do homem agressor. Para tal, os pesquisadores entrevistam, por meio da técnica de grupos focais, homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de Santa Catarina.
Ao analisarem as entrevistas concedidas pelos participantes da pesquisa, os autores categorizam as informações obtidas em três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Na primeira categoria, os professores mostram que a causa da agressão é atribuída à mulher por esta demonstrar atitudes inadequadas em relação ao parceiro, ao tentarem dominar a vida conjugal e às vezes agredir seu companheiro. Na segunda categoria, os pesquisadores evidenciam que a violência foi ocasionada por problemas financeiros ou dependência química sofridos pelo agressor. Na terceira e última categoria, Rosa et al. sinalizam que os homens entrevistados justificam seu ato violento culpabilizando a influência de terceiros no seu relacionamento.
Ao término da investigação, os autores chegam à conclusão de que os sujeitos, embora reconheçam os atos de agressão cometidos, não acreditam que esses atos os caracterizem como responsáveis pela violência.
Fonte: SILVA, Elizabeth Maria da. Professora, como é que se faz?. Campina Grande: Bagagem, 2012, p.49-50. [edit]
I. O texto I é um resumo e o texto II é uma resenha;
II. Embora ambos os textos tenham o objetivo de sumarizar as ideias centrais de um artigo científico, o texto I foi produzido pelos próprios autores do artigo e o texto II foi produzido por um leitor do gênero resumido;
III. O texto II apresenta as informações do artigo de maneira, predominantemente, subjetiva;
IV. Os numerais ordinais presentes no terceiro parágrafo do texto II auxiliam na construção da coesão referencial e sequencial.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas: