Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I.No item Anote com intenção , a palavra "presença" se refere ao ato de escrever, desenhar e registrar à mão aquilo que nos toca. Essa presença é possível se as anotações forem feitas à mão e não em agendas eletrônicas e aplicativos.
II.Ao afirmar que "escrever à mão, desenhar ou registrar o que nos atravessa é uma forma simbólica de inscrever a experiência no corpo", o texto sugere que essa escrita, desenho ou registro seja feito no próprio corpo da pessoa, anotando na própria pele. Dessa forma funcionará como um lembrete, ativando a memória por ser visível na pele.
III.Anote , associe , organize , cuide , varie e desafie compõem uma sequência de atividades diárias, receitada por profissional de saúde, a ser seguida rigorosamente pela pessoa que deseja fortalecer sua memória.
É correto o que se afirma em:
Utilize o Texto para responder à questão.


Fonte: OLIVEIRA, Louise. Variação linguística: o que é e exemplos. Norma Culta, s.d. Disponível em: https://www.normaculta.com.br/variacoes-linguisticas/. Acesso em: 2 abr. 2025.
Utilize o Texto para responder à questão.
Celular na escola: faz sentido proibir?
Por Maria Clara Rossini
Atualizado em 23 fev. 2025, 14h22 - Publicado em 21 fev. 2025, 10h00
É consenso que a pandemia contribuiu para a consolidação dos smartphones nas escolas. Embora os celulares sejam oficialmente proibidos em muitas delas, isso raramente ocorre na prática. A lei número 15.100, sancionada no início deste ano, é uma tentativa de voltar à época em que a regra era cumprida com mais afinco: ela restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis durante as aulas e o recreio. Eles só são autorizados para fins pedagógicos, de acessibilidade ou saúde.
Não precisa ser nenhum Piaget para concluir que os celulares podem atrapalhar o rendimento escolar de crianças e adolescentes. Mas não é só isso: educadores e neurocientistas estão preocupados com o desenvolvimento cognitivo e a saúde mental da geração que cresceu com os smartphones. “Essas habilidades cognitivas amadurecem em torno dos 24 e 25 anos”, diz Sabine Pompeia, Professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O jovem é muito mais propenso a ficar dependente desse tipo de situação e não conseguir se desvencilhar do que um adulto”.
Os aplicativos e redes sociais foram de fato construídos com a ciência dos caça-níqueis em mente. Documentos vazados em 2021 mostram que o Facebook tinha consciência do caráter viciante da rede e utilizou essas técnicas para engajar os usuários. Fica difícil desenvolver o autocontrole, porém, quando a “substância” em questão apita no bolso, gerando pequenas descargas de dopamina ao longo do dia.
O quanto exatamente o uso de smartphones está prejudicando essas habilidades básicas? É difícil responder. Para bater o martelo, seria necessário acompanhar o desenvolvimento de várias crianças distribuídas aleatoriamente em dois grupos: com ou sem acesso a smartphones. Esse seria um experimento científico padrão-ouro. Mas é virtualmente impossível realizar um experimento nesses moldes.
A solução então seria proibir o uso de smartphones por crianças e adolescentes? Qualquer pai sabe que essa tarefa beira o impossível. “Uma das coisas mais difíceis de aprender é a socialização, entender os limites das pessoas e como lidar com o outro”, diz Pompeia. “Essa geração tem que aprender a socializar em dois ambientes diferentes, porque as regras sociais em pessoa são diferentes das regras sociais nas redes”.
A escola, naturalmente, não é o espaço ideal para o celular. A lei que passa a valer em 2025 pode ser o caminho de uma mudança coletiva, mas a implementação e a fiscalização da regra devem variar de acordo com o colégio. O impacto que isso terá no aprendizado, no desenvolvimento e na socialização são cenas dos próximos capítulos.
Fonte: ROSSINI, Maria Clara. Celular na escola: faz sentido proibir? Revista Superinteressante [on-line], 23 fev. 2025. Acesso em 1 abr. 2025. [Adaptado].
Utilize o Texto para responder à questão.
Celular na escola: faz sentido proibir?
Por Maria Clara Rossini
Atualizado em 23 fev. 2025, 14h22 - Publicado em 21 fev. 2025, 10h00
É consenso que a pandemia contribuiu para a consolidação dos smartphones nas escolas. Embora os celulares sejam oficialmente proibidos em muitas delas, isso raramente ocorre na prática. A lei número 15.100, sancionada no início deste ano, é uma tentativa de voltar à época em que a regra era cumprida com mais afinco: ela restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis durante as aulas e o recreio. Eles só são autorizados para fins pedagógicos, de acessibilidade ou saúde.
Não precisa ser nenhum Piaget para concluir que os celulares podem atrapalhar o rendimento escolar de crianças e adolescentes. Mas não é só isso: educadores e neurocientistas estão preocupados com o desenvolvimento cognitivo e a saúde mental da geração que cresceu com os smartphones. “Essas habilidades cognitivas amadurecem em torno dos 24 e 25 anos”, diz Sabine Pompeia, Professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O jovem é muito mais propenso a ficar dependente desse tipo de situação e não conseguir se desvencilhar do que um adulto”.
Os aplicativos e redes sociais foram de fato construídos com a ciência dos caça-níqueis em mente. Documentos vazados em 2021 mostram que o Facebook tinha consciência do caráter viciante da rede e utilizou essas técnicas para engajar os usuários. Fica difícil desenvolver o autocontrole, porém, quando a “substância” em questão apita no bolso, gerando pequenas descargas de dopamina ao longo do dia.
O quanto exatamente o uso de smartphones está prejudicando essas habilidades básicas? É difícil responder. Para bater o martelo, seria necessário acompanhar o desenvolvimento de várias crianças distribuídas aleatoriamente em dois grupos: com ou sem acesso a smartphones. Esse seria um experimento científico padrão-ouro. Mas é virtualmente impossível realizar um experimento nesses moldes.
A solução então seria proibir o uso de smartphones por crianças e adolescentes? Qualquer pai sabe que essa tarefa beira o impossível. “Uma das coisas mais difíceis de aprender é a socialização, entender os limites das pessoas e como lidar com o outro”, diz Pompeia. “Essa geração tem que aprender a socializar em dois ambientes diferentes, porque as regras sociais em pessoa são diferentes das regras sociais nas redes”.
A escola, naturalmente, não é o espaço ideal para o celular. A lei que passa a valer em 2025 pode ser o caminho de uma mudança coletiva, mas a implementação e a fiscalização da regra devem variar de acordo com o colégio. O impacto que isso terá no aprendizado, no desenvolvimento e na socialização são cenas dos próximos capítulos.
Fonte: ROSSINI, Maria Clara. Celular na escola: faz sentido proibir? Revista Superinteressante [on-line], 23 fev. 2025. Acesso em 1 abr. 2025. [Adaptado].
I- A Lei nº 15.100/25 proíbe o uso de smartphones inclusive para fins pedagógicos.
II- As habilidades cognitivas e a saúde mental de crianças e jovens são motivo de preocupação devido ao uso excessivo dos smartphones.
III- Redes sociais como o Facebook estão cientes do caráter viciante que elas têm com relação aos usuários mais jovens.
IV- Mais sensato que proibir o uso de smartphones seria que os jovens aprendessem a ser funcionais tanto no mundo virtual quanto no mundo real.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto para responder à questão.

Fonte: NÍQUELNÁUSEA. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DGfXmVGuTE6/?img_index=3. Acesso em: 1 abr. 2025.
I- O implícito, ou seja, a comparação entre a mulher e o cachorro, no último quadrinho, desencadeia o humor da tira.
II- No último quadrinho, a denotação também está a serviço do efeito de sentido de humor.
III- O homem faz uma comparação indireta entre o comportamento natural do cachorro e da mulher.
É CORRETO o que se afirma em:
Utilize o Texto para responder à questão.

Fonte: NÍQUEL NÁUSEA. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DH0gj5KOzpK/?img_index=1. Acesso em 1 abr. 2025.
I- O modo verbal é relevante para a construção da coerência textual.
II- O nível de linguagem empregado é o popular.
III- No último quadrinho, há uma metáfora.
É CORRETO o que se afirma em:
Utilize o Texto para responder à questão.
3 notícias sobre: dengue
Ela trouxe uma “surpresa” esse ano. Mas a ciência também tem novas armas
Por Bruno Garattoni
31 mar. 2025, 12h00
Subtipo 3 aumenta o risco de surto da doença
A dengue é causada por um vírus, o DENV, que tem 4 subtipos. Este ano, o terceiro deles, DENV-3, foi detectado no Brasil (onde não era visto desde 2007), na Colômbia e na Argentina. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, isso pode aumentar o número de casos de dengue na América Latina – pois, como o DENV-3 é relativamente raro, a maioria da população não tem qualquer imunidade a ele.
Novo medicamento inibe a transmissão do vírus
Um estudo publicado por cientistas da Bélgica e dos EUA apontou que o JNJ-A07, um remédio que está sendo desenvolvido pela Janssen Pharma (subsidiária da Johnson & Johnson), inibe a replicação do vírus da dengue em ratos. Além disso, se os animais forem picados pelo Aedes aegipti, a droga é transferida para o corpo do mosquito, onde dificulta a replicação – e, portanto, a transmissão – do vírus.
Butantan prepara 100 milhões de doses da vacina
No Brasil, a vacina Butantan-DV, que oferece proteção contra a dengue, já passou pelas análises de segurança e eficácia da Anvisa, e deve ser aprovada este ano. O Butantan prevê produzir 100 milhões de doses da vacina nos próximos três anos. Ela funciona contra todos os subtipos do vírus e requer apenas uma dose. As vacinas atuais exigem duas (no caso da Qdenga) ou três doses (Dengvaxia). Fonte: GARATTONI, Bruno. 3 notícias sobre: dengue. Revista Superinteressante [on-line], 3 mar. 2025. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/3-noticiassobre-dengue/. Acesso em: 1 abr. 2025. [Adaptado].
Acerca do texto, analise as afirmativas a seguir.
I- Asurpresa que a dengue trouxe em 2025 é apenas subentendida no texto, mas não explicitamente mencionada.
II- Um estudo desenvolvido por cientistas belgas e americanos aponta a existência de um medicamento que pode ser eficaz no combate à dengue.
III- O Brasil não aprovou até o momento uma estratégia para conter a doença em todos os seus subtipos.
É CORRETO o que se afirma em:
Assinale a frase em que esse emprego apresenta um só significado (sem polissemia).
Assinale a frase em que o significado de uma dessas palavras está corretamente identificado.
Ensinam-se as fábulas de La Fontaine a todas as crianças, e não há uma só que as entenda. E, se as entendessem, seria ainda pior: pois a sua moral é tão embaralhada e tão inadequada à idade infantil que levaria as crianças ao vício antes que à virtude.
Sobre sua estruturação ou significação, assinale a afirmativa correta.
Cada jornalista é, para o comum do povo, ao mesmo tempo um mestre de primeiras letras e um catedrático da democracia em ação, um advogado e um censor, um familiar e um magistrado. Bebidas com o primeiro pão do dia, as suas lições penetram até ao fundo das consciências inexpertas, onde vão elaborar a moral usual, os sentimentos e os impulsos, de que depende a sorte dos governos e das nações.
Sobre esse segmento textual, assinale a afirmativa correta sobre sua significação e estruturação.
Nenhum outro povo do mundo, a não ser o brasileiro ou o português, poderia hoje, na verdade, com o orgulho que lhes conferem a sinceridade e a grandeza cristã da fraternidade que não desdenha a casta, a raça ou a cor, criar poemas como este de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”.
Assinale a afirmativa correta sobre sua significação ou estruturação.
Os excessos de nossa mocidade são saques sobre a nossa velhice, pagáveis com juros trinta anos depois.
Sobre a significação desse segmento, é correto afirmar que
(__)No primeiro quadrinho, a preposição "sobre" pode ser substituída pela também preposição "sob", sem prejuízo no sentido. As duas são sinônimas e "sob" é uma forma reduzida de "sobre".
(__)Entre as funções dos sinais de pontuação está o intuito de expressar uma intenção. Isso pode ser confirmado na expressão "Gente, dá licença?", em que o uso da interrogação ameniza o tom imperativo do verbo "dar" e possibilita à Niara educadamente pedir permissão ao leitor para falar.
(__)As histórias em quadrinhos são gêneros textuais exclusivos do universo infantil e têm como objetivo dialogar com as crianças. No caso dessa tirinha, Niara é uma criança que ensinará a outras crianças sobre tributos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

(__)No primeiro quadrinho, a preposição "sobre" pode ser substituída pela também preposição "sob", sem prejuízo no sentido. As duas são sinônimas e "sob" é uma forma reduzida de "sobre".
(__)Entre as funções dos sinais de pontuação está o intuito de expressar uma intenção. Isso pode ser confirmado na expressão "Gente, dá licença?", em que o uso da interrogação ameniza o tom imperativo do verbo "dar" e possibilita à Niara educadamente pedir permissão ao leitor para falar.
(__)As histórias em quadrinhos são gêneros textuais exclusivos do universo infantil e têm como objetivo dialogar com as crianças. No caso dessa tirinha, Niara é uma criança que ensinará a outras crianças sobre tributos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__)Em "Você já viu esses nomes?", o uso do pronome demonstrativo está equivocado, uma vez que se refere a algo já mencionado no texto (relação anafórica), no caso, os nomes dos milhos. O adequado seria "estes".
(__)Em "Cada um deles", a expressão faz referência aos tantos tipos de milho orgânicos e diferentes produzidos no Brasil hoje.
(__)Em "Do outro lado dessa moeda", a expressão estabelece uma relação de oposição na produção de milho em que, de um lado tem-se subentendido o agronegócio, que cultiva praticamente apenas o milho amarelo, o queridinho, e do outro a agricultura familiar, que preserva e produz milhos diversos e de diferentes cores.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Assinale a frase abaixo em que o verbo TER foi corretamente substituído por outro de sentido mais preciso.
O desconhecido entrou e sentou-se. Era um tipo comum, mas o que havia nele de estranho, era a gordura. Não era desmedida ou grotesca, mas tinha um aspecto desonesto. Parecia que a fizera de repente e comia, a mais não poder, com medo de a perder de um dia para o outro. Era assim como a de um lagarto que entesoura enxúndia para o inverno ingrato. Através da gordura de suas bochechas, via-se perfeitamente a sua magreza natural, normal, e se devia ser gordo não era naquela idade, com pouco mais de trinta anos, sem dar tempo de que todo ele engordasse; porque, se as suas faces eram gordas, as suas mãos continuavam magras com longos dedos fusiformes e ágeis. (Lima Barreto)
Assinale a opção que está em desacordo com a significação ou a estruturação desse fragmento textual.
E os dois se despediram. Debruçado na varanda, Quaresma ficou a vê-lo montar no seu pequeno castanho, luzidio de suor, gordo e vivo. O escrivão afastou-se, desapareceu na estrada, e o Major ficou a pensar no interesse estranho que essa gente punha nas lutas políticas, nessas tricas eleitorais, como se nelas houvesse qualquer coisa de vital e importante. Não atinava por que uma rezinga entre dois figurões importantes vinha pôr desarmonia entre tanta gente, cuja vida estava tão fora da esfera daqueles. (Lima Barreto)
Assinale a observação correta sobre a significação ou a estruturação do texto.
