Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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TEXTO I
A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)
TEXTO I
A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)
TEXTO I
A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)
I Conforme o texto, a IA tem ajudado a população que reside em regiões mais pobres a conseguir atendimento por profissionais de saúde.
II Das características discursivas do texto é correto concluir que ele se enquadra na tipologia dissertativa.
III É possível inferir do texto que a IA foi usada como ferramenta profissional no ano de 2025.
Assinale a opção correta.
Qual é o assunto principal deste texto?
Em qual destes trechos há traços de humor?
Este texto é uma narrativa, o gênero dele é:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
I. No contexto do texto, a palavra “gentil” aproxima-se semanticamente de termos como atencioso e considerado, em oposição a atitudes de indiferença.
II. A expressão “desacelerar” estabelece relação de antonímia contextual com ideias associadas à pressa e ao excesso de preocupações cotidianas.
III. O termo “resolver”, conforme construído simbolicamente no texto, apresenta sentido antônimo de agir, por remeter à introspecção e não à ação.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
I. O texto sugere que a forma como o indivíduo se relaciona com o espaço externo reflete valores e posturas internalizadas.
II. A crítica à sujeira deixada nas praias é utilizada como exemplo de um problema mais amplo de responsabilidade social e ética.
III. A autora atribui exclusivamente à ausência de políticas públicas a degradação ambiental observada.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna, de acordo com o sentido do texto.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).