Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Carta LXV
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins, aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa; logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás, e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias, passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura, entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação, rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e deixando, porque em estando viradas de costas não se podem mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de viração (...).
Antônio Vieira. Cartas. V. 1, São Paulo: Globo, p. 277-279.
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e literários, julgue o item a seguir.
Ao descrever a captura de tartarugas para consumo alimentar, na região do Pará, o autor recorre à linguagem metafórica pelo uso da expressão "toda a multidão do exército com os escudos às costas", para se referir aos artefatos usados pelos pescadores na emboscada.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
Infere-se da leitura do texto que os estudos linguísticos dão suporte à reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, por meio da análise da relação entre as línguas faladas pelos povos envolvidos nos contatos linguísticos e a estrutura morfológica dos vocábulos presentes nas famílias de mapas históricos.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
O autor do texto emprega o vocábulo "topônimos" (sexto período do segundo parágrafo) para designar a representação do relevo das regiões nos mapas bidimensionais.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
Mantêm-se a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o comentário da historiadora no segundo período do segundo parágrafo seja assim reestruturado: A confecção dos mapas foi realizada nesse período, por expedições militares e científicas constituídas afim de urbanizar os indígenas, além de que auxiliaram na construção de fortalezas, na instalação de registros fiscais e no reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
A abordagem 'contracolonial', mencionada pela historiadora Íris Kantor, corresponde à utilização dos documentos cartográficos históricos com fins antagônicos aos definidos em sua elaboração original.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
Entende-se da leitura do texto que o Tratado de Madrid definiu as fronteiras da ocupação territorial da América do Sul, o que fomentou a produção dos mapas que seriam usados para subsidiar a independência dos países colonizados por Portugal e Espanha.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores.
Diego Viana. Quando o mapa é o território.
In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o item seguinte.
O texto trata da relevância da cartografia histórica na demarcação de terras indígenas, atividade que requer a atuação profissional multidisciplinar na análise de aspectos como o suporte material, a linguagem gráfica, o público destinatário, os usos linguísticos.
Além de marcar o território que era acirradamente disputado por portugueses e espanhóis, a missão da colônia, fundada então pelos espanhóis, era tomar posse da região e conter o avanço dos portugueses (2º §).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Mãe e filha descobrem maior colônia de corais do mundo na costa australiana
Uma equipe de cientistas cidadãs, formada por mãe e filha, identificou a maior colônia de corais conhecida no mundo, localizada na Grande Barreira de Corais, na costa da Austrália.
Tem cerca de 111 metros (364 pés) de comprimento − aproximadamente o mesmo que um campo de futebol − e cobre cerca de 3.973 metros quadrados (42.765 pés quadrados), de acordo com um comunicado da organização de conservação Citizens of the Reef divulgado na terça-feira (24).
Isso significa que está "entre as estruturas de coral mais significativas já registradas na Grande Barreira de Corais" e é "a maior colônia de coral documentada e mapeada do mundo", segundo a organização.
O coral foi encontrado no final do ano passado por Sophie Kalkowski-Pope, coordenadora de operações marinhas da organização Citizens of the Reef, e sua mãe, Jan Pope, mergulhadora experiente e fotógrafa subaquática.
Pope havia mergulhado no local uma semana antes e sabia que tinha visto algo especial. Então, a dupla retornou com equipamentos de medição.
"Quando entramos na água, imediatamente reconheci a importância do que estávamos vendo", disse Kalkowski-Pope. Juntos, eles filmaram um vídeo nadando pela extensão do coral em forma de J. "Levei três minutos de vídeo só para nadar de um lado para o outro", disse Kalkowski-Pope.
O tamanho do coral Pavona clavus foi verificado por meio de medições manuais subaquáticas e imagens de alta resolução obtidas a partir de plataformas na superfície da água.
Esses dados foram então usados para produzir um modelo 3D do coral, de acordo com a organização Citizens of the Reef.
Esse tipo de modelagem espacial é útil para monitorar o local e suas mudanças, pois "significa que podemos retornar nos próximos meses e anos e fazer comparações diretas, um a um, para entender como o coral muda ao longo do tempo", disse Serena Mou, engenheira de pesquisa do Centro de Robótica da Universidade de Tecnologia de Queensland.
Constatou-se que o local apresenta fortes correntes de maré e baixa exposição a ondas ciclônicas tropicais em comparação com muitas outras partes da Grande Barreira de Corais, e os cientistas estão agora examinando se essas condições podem desempenhar um papel na existência de uma estrutura de coral tão grande.
A Grande Barreira de Corais da Austrália é a maior estrutura viva do planeta e lar de uma vasta gama de espécies. Mas, nos últimos anos, ela foi atingida por uma série de eventos devastadores de branqueamento em massa , transformando as cores vibrantes de partes do recife em um branco brilhante.
Em todo o mundo, os corais estão sofrendo um destino semelhante, com mais de 80% dos recifes oceânicos afetados por um evento global de branqueamento em curso, que começou em 2023 devido às temperaturas marinhas recordes. O branqueamento pode ser fatal, pois os corais ficam sem as algas que vivem em seu interior e servem de alimento.
O projeto Citizens of the Reef faz parte dos esforços de conservação que visam proteger a Grande Barreira de Corais, e a dupla de mãe e filha estava realizando um levantamento da área a partir do barco da família como parte do Great Reef Census, um esforço conjunto para coletar imagens da Grande Barreira de Corais que envolve mais de 100 embarcações.
O Grande Censo dos Recifes nos ajuda a localizar as fontes mais importantes de recuperação dos recifes, auxiliando cientistas e gestores a direcionar melhor sua proteção", disse Pete Mumby, do Laboratório de Ecologia Espacial Marinha da Universidade de Queensland, em comunicado.
A iniciativa faz parte dos esforços para mobilizar o "poder popular" a fim de impulsionar os esforços de conservação, afirmou Andy Ridley, CEO da Citizens of the Reef, em comunicado.
"O Censo dos Grandes Recifes foi desenvolvido para complementar os programas de monitoramento existentes, coletando dados em larga escala", disse ele.
"Isso só é possível graças a pessoas que já estão na água, como Sophie e Jan, e a milhares de cientistas cidadãos em todo o mundo."
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mae-e-filha-descobrem-maior-colo nia-de-corais-do-mundo-na-costa-australiana/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Mãe e filha descobrem maior colônia de corais do mundo na costa australiana
Uma equipe de cientistas cidadãs, formada por mãe e filha, identificou a maior colônia de corais conhecida no mundo, localizada na Grande Barreira de Corais, na costa da Austrália.
Tem cerca de 111 metros (364 pés) de comprimento − aproximadamente o mesmo que um campo de futebol − e cobre cerca de 3.973 metros quadrados (42.765 pés quadrados), de acordo com um comunicado da organização de conservação Citizens of the Reef divulgado na terça-feira (24).
Isso significa que está "entre as estruturas de coral mais significativas já registradas na Grande Barreira de Corais" e é "a maior colônia de coral documentada e mapeada do mundo", segundo a organização.
O coral foi encontrado no final do ano passado por Sophie Kalkowski-Pope, coordenadora de operações marinhas da organização Citizens of the Reef, e sua mãe, Jan Pope, mergulhadora experiente e fotógrafa subaquática.
Pope havia mergulhado no local uma semana antes e sabia que tinha visto algo especial. Então, a dupla retornou com equipamentos de medição.
"Quando entramos na água, imediatamente reconheci a importância do que estávamos vendo", disse Kalkowski-Pope. Juntos, eles filmaram um vídeo nadando pela extensão do coral em forma de J. "Levei três minutos de vídeo só para nadar de um lado para o outro", disse Kalkowski-Pope.
O tamanho do coral Pavona clavus foi verificado por meio de medições manuais subaquáticas e imagens de alta resolução obtidas a partir de plataformas na superfície da água.
Esses dados foram então usados para produzir um modelo 3D do coral, de acordo com a organização Citizens of the Reef.
Esse tipo de modelagem espacial é útil para monitorar o local e suas mudanças, pois "significa que podemos retornar nos próximos meses e anos e fazer comparações diretas, um a um, para entender como o coral muda ao longo do tempo", disse Serena Mou, engenheira de pesquisa do Centro de Robótica da Universidade de Tecnologia de Queensland.
Constatou-se que o local apresenta fortes correntes de maré e baixa exposição a ondas ciclônicas tropicais em comparação com muitas outras partes da Grande Barreira de Corais, e os cientistas estão agora examinando se essas condições podem desempenhar um papel na existência de uma estrutura de coral tão grande.
A Grande Barreira de Corais da Austrália é a maior estrutura viva do planeta e lar de uma vasta gama de espécies. Mas, nos últimos anos, ela foi atingida por uma série de eventos devastadores de branqueamento em massa , transformando as cores vibrantes de partes do recife em um branco brilhante.
Em todo o mundo, os corais estão sofrendo um destino semelhante, com mais de 80% dos recifes oceânicos afetados por um evento global de branqueamento em curso, que começou em 2023 devido às temperaturas marinhas recordes. O branqueamento pode ser fatal, pois os corais ficam sem as algas que vivem em seu interior e servem de alimento.
O projeto Citizens of the Reef faz parte dos esforços de conservação que visam proteger a Grande Barreira de Corais, e a dupla de mãe e filha estava realizando um levantamento da área a partir do barco da família como parte do Great Reef Census, um esforço conjunto para coletar imagens da Grande Barreira de Corais que envolve mais de 100 embarcações.
O Grande Censo dos Recifes nos ajuda a localizar as fontes mais importantes de recuperação dos recifes, auxiliando cientistas e gestores a direcionar melhor sua proteção", disse Pete Mumby, do Laboratório de Ecologia Espacial Marinha da Universidade de Queensland, em comunicado.
A iniciativa faz parte dos esforços para mobilizar o "poder popular" a fim de impulsionar os esforços de conservação, afirmou Andy Ridley, CEO da Citizens of the Reef, em comunicado.
"O Censo dos Grandes Recifes foi desenvolvido para complementar os programas de monitoramento existentes, coletando dados em larga escala", disse ele.
"Isso só é possível graças a pessoas que já estão na água, como Sophie e Jan, e a milhares de cientistas cidadãos em todo o mundo."
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mae-e-filha-descobrem-maior-colo nia-de-corais-do-mundo-na-costa-australiana/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Mãe e filha descobrem maior colônia de corais do mundo na costa australiana
Uma equipe de cientistas cidadãs, formada por mãe e filha, identificou a maior colônia de corais conhecida no mundo, localizada na Grande Barreira de Corais, na costa da Austrália.
Tem cerca de 111 metros (364 pés) de comprimento − aproximadamente o mesmo que um campo de futebol − e cobre cerca de 3.973 metros quadrados (42.765 pés quadrados), de acordo com um comunicado da organização de conservação Citizens of the Reef divulgado na terça-feira (24).
Isso significa que está "entre as estruturas de coral mais significativas já registradas na Grande Barreira de Corais" e é "a maior colônia de coral documentada e mapeada do mundo", segundo a organização.
O coral foi encontrado no final do ano passado por Sophie Kalkowski-Pope, coordenadora de operações marinhas da organização Citizens of the Reef, e sua mãe, Jan Pope, mergulhadora experiente e fotógrafa subaquática.
Pope havia mergulhado no local uma semana antes e sabia que tinha visto algo especial. Então, a dupla retornou com equipamentos de medição.
"Quando entramos na água, imediatamente reconheci a importância do que estávamos vendo", disse Kalkowski-Pope. Juntos, eles filmaram um vídeo nadando pela extensão do coral em forma de J. "Levei três minutos de vídeo só para nadar de um lado para o outro", disse Kalkowski-Pope.
O tamanho do coral Pavona clavus foi verificado por meio de medições manuais subaquáticas e imagens de alta resolução obtidas a partir de plataformas na superfície da água.
Esses dados foram então usados para produzir um modelo 3D do coral, de acordo com a organização Citizens of the Reef.
Esse tipo de modelagem espacial é útil para monitorar o local e suas mudanças, pois "significa que podemos retornar nos próximos meses e anos e fazer comparações diretas, um a um, para entender como o coral muda ao longo do tempo", disse Serena Mou, engenheira de pesquisa do Centro de Robótica da Universidade de Tecnologia de Queensland.
Constatou-se que o local apresenta fortes correntes de maré e baixa exposição a ondas ciclônicas tropicais em comparação com muitas outras partes da Grande Barreira de Corais, e os cientistas estão agora examinando se essas condições podem desempenhar um papel na existência de uma estrutura de coral tão grande.
A Grande Barreira de Corais da Austrália é a maior estrutura viva do planeta e lar de uma vasta gama de espécies. Mas, nos últimos anos, ela foi atingida por uma série de eventos devastadores de branqueamento em massa , transformando as cores vibrantes de partes do recife em um branco brilhante.
Em todo o mundo, os corais estão sofrendo um destino semelhante, com mais de 80% dos recifes oceânicos afetados por um evento global de branqueamento em curso, que começou em 2023 devido às temperaturas marinhas recordes. O branqueamento pode ser fatal, pois os corais ficam sem as algas que vivem em seu interior e servem de alimento.
O projeto Citizens of the Reef faz parte dos esforços de conservação que visam proteger a Grande Barreira de Corais, e a dupla de mãe e filha estava realizando um levantamento da área a partir do barco da família como parte do Great Reef Census, um esforço conjunto para coletar imagens da Grande Barreira de Corais que envolve mais de 100 embarcações.
O Grande Censo dos Recifes nos ajuda a localizar as fontes mais importantes de recuperação dos recifes, auxiliando cientistas e gestores a direcionar melhor sua proteção", disse Pete Mumby, do Laboratório de Ecologia Espacial Marinha da Universidade de Queensland, em comunicado.
A iniciativa faz parte dos esforços para mobilizar o "poder popular" a fim de impulsionar os esforços de conservação, afirmou Andy Ridley, CEO da Citizens of the Reef, em comunicado.
"O Censo dos Grandes Recifes foi desenvolvido para complementar os programas de monitoramento existentes, coletando dados em larga escala", disse ele.
"Isso só é possível graças a pessoas que já estão na água, como Sophie e Jan, e a milhares de cientistas cidadãos em todo o mundo."
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mae-e-filha-descobrem-maior-colo nia-de-corais-do-mundo-na-costa-australiana/
I. A linguagem predominante no texto é o nível formal, com rigor gramatical.
II. Predominam, no texto, as funções de linguagem metalinguística e referencial.
III. O texto aborda o tempo das crianças diante de telas num viés clínico e pedagógico.
IV. No texto, há opiniões controversas entre especialistas em desenvolvimento infantil.
Está correto o que se afirma em: