Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3650675 Português

Vacina comestível existe?


    A maioria das vacinas é aplicada no nosso corpo através de uma injeção, ou pela boca, na forma das famosas “gotinhas”. Mas os cientistas sempre pensam em novas maneiras, como as vacinas intranasais, que são administradas por um spray no nariz. Outra ideia é administrar vacinas através da nossa alimentação.

    Para isso, os cientistas juntam um pedacinho do DNA de um microrganismo causador de alguma doença com o DNA de um vegetal. O vegetal passa a carregar informação genética desse microrganismo e, quando o ingerimos, nosso sistema imune é estimulado a nos proteger da doença.

    Já existem pesquisas para desenvolver vacinas desse tipo contra cólera, raiva e hepatite. Os vegetais utilizados são bem comuns, como batatas, tomates, arroz etc. Já imaginou que legal será, no futuro, ver crianças serem vacinadas comendo uma banana?

Leandro Lobo/Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro VACINA comestível existe? Ciência Hoje das Crianças, edição 347, setembro de 2023. Mundo de Curiosidades. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-347/. Acesso em: 25/09/2023.

Embora o texto tenha a finalidade básica de responder ao questionamento do título, há um trecho em que se pode ver uma opinião do autor. Assinale a alternativa que apresenta o trecho em que essa opinião aparece.
Alternativas
Q3650674 Português

Vacina comestível existe?


    A maioria das vacinas é aplicada no nosso corpo através de uma injeção, ou pela boca, na forma das famosas “gotinhas”. Mas os cientistas sempre pensam em novas maneiras, como as vacinas intranasais, que são administradas por um spray no nariz. Outra ideia é administrar vacinas através da nossa alimentação.

    Para isso, os cientistas juntam um pedacinho do DNA de um microrganismo causador de alguma doença com o DNA de um vegetal. O vegetal passa a carregar informação genética desse microrganismo e, quando o ingerimos, nosso sistema imune é estimulado a nos proteger da doença.

    Já existem pesquisas para desenvolver vacinas desse tipo contra cólera, raiva e hepatite. Os vegetais utilizados são bem comuns, como batatas, tomates, arroz etc. Já imaginou que legal será, no futuro, ver crianças serem vacinadas comendo uma banana?

Leandro Lobo/Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro VACINA comestível existe? Ciência Hoje das Crianças, edição 347, setembro de 2023. Mundo de Curiosidades. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-347/. Acesso em: 25/09/2023.

De acordo com o texto acima,
Alternativas
Q3650673 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No último parágrafo do texto, o autor chega à conclusão de que 
Alternativas
Q3650670 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No trecho “As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).”, qual informação textual é retomada pela palavra em destaque?
Alternativas
Q3650669 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
De acordo com o texto, o gás mostarda 
Alternativas
Q3650667 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Qual dos problemas de saúde abaixo NÃO é mencionado no texto como um dos que são tratados com medicamentos derivados de venenos de animais?
Alternativas
Q3650665 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No excerto “E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.”, a palavra “derivadas” pode ser substituída, sem alteração no sentido do enunciado, por
Alternativas
Q3650619 Português
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.
Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.Um escritor competente é alguém que, ao produzir um discurso, conhecendo possibilidades que estão postas culturalmente, sabe selecionar o gênero no qual seu discurso se realizará escolhendo aquele que for apropriado a seus objetivos e à circunstância enunciativa em questão.
PORQUE
II.Se o que deseja é convencer o leitor, o escritor competente selecionará um gênero que lhe possibilite a produção de um texto predominantemente argumentativo; se é fazer uma solicitação a determinada autoridade, provavelmente redigirá um ofício; se é enviar notícias a familiares, escreverá uma carta.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3650615 Português
Considere as afirmativas relacionadas à língua apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade.
(__)Aprendê-la é aprender apenas as palavras, independentemente dos seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.

(__)A linguagem verbal possibilita ao homem representar a realidade física e social e, desde o momento em que é aprendida, conserva um vínculo muito estreito com o pensamento.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3650610 Português
A leitura e a escrita são práticas complementares, fortemente relacionadas, que se modificam mutuamente no processo de letramento, a escrita transforma a fala e a fala influencia a escrita. São práticas que permitem ao aluno _____ seu conhecimento sobre os diferentes gêneros, sobre os procedimentos mais adequados para lê-los e escrevê-los e sobre as circunstâncias de uso da escrita.

Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Alternativas
Q3650507 Português
"São primariamente confeccionados com o objetivo de trabalhar os conteúdos escolares em um evento de ensino-aprendizagem. A caracterização acerca dos mesmos ainda é controversa, há pesquisadores que caracterizam o mural como suporte, outros o caracterizam como gênero textual. O uso desse tipo de mural apresenta-se como um projeto versátil, pois engloba recursos verbo-visuais, na medida em que a língua pode ser trabalhada na modalidade escrita (através dos textos expostos na superfície do mural), na modalidade oral (como nos casos em que os murais são apresentados pelos alunos). Além das duas modalidades da língua, os recursos visuais também podem estar presentes (através das imagens, como fotos, gráficos, diagramas, mapas, organogramas, dentre outros, distribuídos na superfície do mural). Os murais de uma forma geral constituem um veículo de socialização dos conhecimentos produzidos pelos alunos, pois possibilitam que os trabalhos elaborados sejam compartilhados entre os colegas e a comunidade escolar, além de "também habituar os alunos às regras de um certo jogo social, de produção partilhada e de aceitação da crítica exterior, como um modo de regulação das atividades linguísticas." (BAIN e SCHNEUWLY, 1993, apud MARCUSCHI e CAVALCANTE, 2008).
Fonte: Costa, Andréa Danuta Aguiar (2012).

Existem diversos tipos de murais que podem ser encontrados nas escolas, o descrito no excerto se refere a qual deles?
Alternativas
Q3650506 Português
Uma aula, uma feira de conhecimentos ou uma apresentação oral composta por alunos do ensino fundamental II ou do ensino médio, de uma escola pública ou particular de uma Região Metropolitana, podem ser consideradas situações de comunicação.
Fonte: Costa, Andréa Danuta Aguiar (2012).

Diante do exposto, marque a alternativa que exprima semelhanças e diferenças sobre as situações citadas no excerto:
Alternativas
Q3650496 Português
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.A origem etimológica do termo recreação pode ser ressaltada a partir de duas posições diferenciadas. A primeira, proposta por Marinho et al. (1952), aponta que a palavra recreação foi proveniente do latim recreatio (que representa recreio, divertimento), sendo derivada do vocábulo recreare, com o sentido de reproduzir, restabelecer, recuperar. Nesse âmbito, destaca-se a ideia de que o objetivo da recreação era a renovação/recuperação para o trabalho. A segunda posição, que foi expressa pelo "Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa" e por alguns estudiosos do assunto (BRÊTAS, 1997; MARCELLINO, 1990), relaciona a origem etimológica do termo recreação com recreare − que significa recreio, divertimento, mas com outro sentido dos destacados acima. Nessa ótica, a recreação pode estar ligada à possibilidade de "recriar, criar de novo, dar novo vigor".
PORQUE
II.Enquanto a primeira interpretação encaminha o significado de recreação para o divertimento no sentido de recriação, a segunda, em contrapartida, não possui significado de divertir, mas tem finalidades específicas de reprodução e de restabelecimento.
Fonte: Débora Alice Machado da Silva ... [et al.]. Importância da recreação e do lazer. Brasília: Gráfica e Editora Ideal, 2011 (modificado).

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta
Alternativas
Q3650430 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo.


Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo. 

Após a leitura do trecho acima, leia as assertivas:


I. O texto oferece uma visão do Brasil no período da escravidão, onde a fuga de escravos era uma ação desesperada de busca por liberdade.

II. As descrições das buscas implacáveis e dos meios usados para capturar escravos fugitivos lançam luz sobre as crueldades da época.


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3650408 Português
O vigor da China
Potência científica asiática se destaca também em indicadores de qualidade

    A quantidade de artigos científicos publicados pela China cresceu mais de 20% entre 2021 e 2022, enquanto a dos Estados Unidos caiu cerca de 1,6% no mesmo período, segundo o relatório da editora Elsevier com a base de dados Scopus. O desempenho chinês no pós-pandemia ampliou a rivalidade científica entre as duas principais potências do planeta e deve consolidar a dianteira do país asiático, que já vinha superando o adversário geopolítico em indicadores quantitativos desde 2019. O vigor da pesquisa da China se destaca também em métricas qualitativas. No ano passado, um relatório do Ministério da Ciência e Tecnologia do Japão, com base em dados da empresa Clarivate Analytics, demonstrou que a pesquisa chinesa foi responsável por 27,2% do 1% de artigos mais citados do mundo, à frente dos Estados Unidos, com 24,9%. Os dados se baseiam em médias obtidas entre 2018 e 2020. Já quando se analisam os 10% de artigos mais citados, a China respondeu por 26,6% das publicações e os Estados Unidos por 21,1%.
    Em junho passado, o banco de dados Nature Index divulgou indicadores atualizados sobre os países e as instituições mais prolíficos em ciência de alta qualidade e mostrou que o desempenho da China superou pela primeira vez o dos Estados Unidos nas ciências naturais, que englobam ciências físicas, químicas, biológicas, da Terra e ambientais. Os chineses alcançaram 19,3 mil pontos no Nature Index nesse campo do conhecimento – que avalia a produção em 82 revistas de alto impacto –, enquanto os norte-americanos ficaram com 17,6 mil pontos. Já nas ciências da saúde, a liderança é inequivocamente dos Estados Unidos, que marcaram quatro vezes mais pontos do que a China. “A China tem buscado aumentar suas publicações internacionais e tem como alvo principalmente os periódicos mais bem classificados”, disse à Nature Xin Xu, pesquisadora da área de ensino superior da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Segundo ela, a participação da China nas revistas multidisciplinares Nature e Science aumentou 26% de 2021 a 2022.

MARQUES, Fabrício; QUEIROZ, Christina. Produção científica brasileira sofre retração. Pesquisa Fapesp, setembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/avanco-i/. Acesso em: 29 set.2023 
O vocábulo “prolíficos”, utilizado no segundo parágrafo do texto, pode ser substituído pelo seguinte sinônimo:
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Q3650407 Português
O vigor da China
Potência científica asiática se destaca também em indicadores de qualidade

    A quantidade de artigos científicos publicados pela China cresceu mais de 20% entre 2021 e 2022, enquanto a dos Estados Unidos caiu cerca de 1,6% no mesmo período, segundo o relatório da editora Elsevier com a base de dados Scopus. O desempenho chinês no pós-pandemia ampliou a rivalidade científica entre as duas principais potências do planeta e deve consolidar a dianteira do país asiático, que já vinha superando o adversário geopolítico em indicadores quantitativos desde 2019. O vigor da pesquisa da China se destaca também em métricas qualitativas. No ano passado, um relatório do Ministério da Ciência e Tecnologia do Japão, com base em dados da empresa Clarivate Analytics, demonstrou que a pesquisa chinesa foi responsável por 27,2% do 1% de artigos mais citados do mundo, à frente dos Estados Unidos, com 24,9%. Os dados se baseiam em médias obtidas entre 2018 e 2020. Já quando se analisam os 10% de artigos mais citados, a China respondeu por 26,6% das publicações e os Estados Unidos por 21,1%.
    Em junho passado, o banco de dados Nature Index divulgou indicadores atualizados sobre os países e as instituições mais prolíficos em ciência de alta qualidade e mostrou que o desempenho da China superou pela primeira vez o dos Estados Unidos nas ciências naturais, que englobam ciências físicas, químicas, biológicas, da Terra e ambientais. Os chineses alcançaram 19,3 mil pontos no Nature Index nesse campo do conhecimento – que avalia a produção em 82 revistas de alto impacto –, enquanto os norte-americanos ficaram com 17,6 mil pontos. Já nas ciências da saúde, a liderança é inequivocamente dos Estados Unidos, que marcaram quatro vezes mais pontos do que a China. “A China tem buscado aumentar suas publicações internacionais e tem como alvo principalmente os periódicos mais bem classificados”, disse à Nature Xin Xu, pesquisadora da área de ensino superior da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Segundo ela, a participação da China nas revistas multidisciplinares Nature e Science aumentou 26% de 2021 a 2022.

MARQUES, Fabrício; QUEIROZ, Christina. Produção científica brasileira sofre retração. Pesquisa Fapesp, setembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/avanco-i/. Acesso em: 29 set.2023 
De acordo com esse texto,
Alternativas
Q3650402 Português

Leia a tirinha abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


GOMES, Sarah. Mãe Joana: Impropérios. Bichinhos de jardim, 23 de setembro de 2023. Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/mj-improperios/. Acesso em: 30 set. 2023. 


O humor dessa tirinha reside no fato de

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Q3650397 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No penúltimo parágrafo da crônica, a expressão “a picada está no fim” foi utilizada pelo cronista para indicar que
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Q3650395 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Para o autor, nesse texto, o medo parece ser uma força maior do que o amor porque
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Q3650394 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Em qual dos trechos a seguir se pode observar o uso de uma linguagem conotativa?
Alternativas
Respostas
42681: D
42682: B
42683: D
42684: C
42685: B
42686: A
42687: C
42688: E
42689: B
42690: D
42691: E
42692: E
42693: C
42694: B
42695: X
42696: C
42697: B
42698: B
42699: A
42700: D