Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3655070 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como árvores podem se transformar em baterias de carga rápida



Cerca de oito anos atrás, um importante produtor de papel na Finlândia percebeu que o mundo mudava.


O crescimento das mídias digitais, a queda do uso de papel nos escritórios e a redução da popularidade do envio de objetos e papéis pelo correio, entre outros fatores, significava que o consumo de papel passou a enfrentar um declínio constante.


A empresa finlandesa Stora Enso é um dos maiores proprietários de florestas particulares do mundo. Ou seja, ela possui muitas árvores, que são usadas para fabricar produtos de madeira, papel e embalagens. E, agora, ela também quer produzir baterias de veículos elétricos que possam ser carregadas em até oito minutos.


A empresa contratou engenheiros para analisar a possibilidade de uso da lignina, que é um polímero encontrado nas árvores. A lignina compõe cerca de 30% das árvores, dependendo da espécie, enquanto o restante é basicamente celulose.


"A lignina é a cola das árvores, ela adere as fibras de celulose entre si e também faz com que as árvores fiquem muito rígidas", explica Lauri Lehtonen, chefe da Lignode, a solução de baterias baseadas em lignina da Stora Enso.


A lignina é um polímero e contém carbono. E o carbono é um ótimo material para produzir um componente vital das baterias, chamado ânodo. A bateria de íons de lítio do celular tem um ânodo de grafite. E o grafite é uma forma de carbono com estrutura estratificada.


Os engenheiros da Stora Enso descobriram que podem extrair lignina da polpa residual que já é produzida em algumas das suas fábricas e processar essa lignina para fabricar material de carbono para os ânodos das baterias.


A empresa já firmou parceria com a companhia sueca Northvolt e planeja começar a fabricar baterias em 2025.



https://www.bbc.com/portuguese/geral-64243702. Adaptado.

Com a demanda por veículos elétricos disparando, cientistas estão em busca de materiais para fabricar baterias sustentáveis. E uma forte candidata é a lignina presente nas árvores.



De acordo com o texto base da questão:

Alternativas
Q3653510 Português

O CORTIÇO(Fragmento adaptado)

Aluísio de Azevedo


“Estalagem de São Romão. Aluga-se casinhas e tinas para lavadeiras.”

As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão a parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. (...)

E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco.

E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.



O Cortiço. São Paulo, Ática, 1997.

Na sentença “o revérbero das claras barracas de algodão cru” tem seu correspondente de significado em, com exceção da alternativa:
Alternativas
Q3653445 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A tocante amizade entre um menino de 4 anos e um idoso de 91, que sofre de demência.


Mãe queria que filho aprendesse a conviver com idosos e o levou a uma casa de repouso.


A vida de Stuart Gulliver, 91, ficou um pouco mais divertida nos últimos dois anos e meio. Foi nesse período que ele fez um novo amigo: Daniel, atualmente com 4 anos.


Gulliver tem demência em estágio inicial e vive em uma casa de repouso em Nottingham, na Inglaterra. É lá que ele recebe semanalmente a visita de Daniel desde que o menino tinha 1 ano e meio. Daniel passou a frequentar o local porque sua mãe, Natalie Holmes, queria que ele aprendesse a conviver com idosos. Foi assim que os dois se conheceram e se tornaram amigos.


Gulliver diz que Daniel é muito inteligente para a idade dele e que se diverte quando os dois brincam de carrinho. Holmes conta que a convivência dos dois fez com o que o menino ganhasse mais confiança e aprendesse novas palavras. E ela diz que é notável a melhora de Gulliver, mesmo sabendo que a doença não tem cura.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/ 2018/07/26/ Acesso em Jan 2023
O objetivo do texto é:
Alternativas
Q3653444 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A tocante amizade entre um menino de 4 anos e um idoso de 91, que sofre de demência.


Mãe queria que filho aprendesse a conviver com idosos e o levou a uma casa de repouso.


A vida de Stuart Gulliver, 91, ficou um pouco mais divertida nos últimos dois anos e meio. Foi nesse período que ele fez um novo amigo: Daniel, atualmente com 4 anos.


Gulliver tem demência em estágio inicial e vive em uma casa de repouso em Nottingham, na Inglaterra. É lá que ele recebe semanalmente a visita de Daniel desde que o menino tinha 1 ano e meio. Daniel passou a frequentar o local porque sua mãe, Natalie Holmes, queria que ele aprendesse a conviver com idosos. Foi assim que os dois se conheceram e se tornaram amigos.


Gulliver diz que Daniel é muito inteligente para a idade dele e que se diverte quando os dois brincam de carrinho. Holmes conta que a convivência dos dois fez com o que o menino ganhasse mais confiança e aprendesse novas palavras. E ela diz que é notável a melhora de Gulliver, mesmo sabendo que a doença não tem cura.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/ 2018/07/26/ Acesso em Jan 2023
Podemos inferir que o assunto principal de que trata o texto é: 
Alternativas
Q3653276 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena
Quando o texto menciona que o Conselheiro Vale tinha cabedais, isso significa que ele possuía: 
Alternativas
Q3653275 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena
Com base na interpretação do texto, leia as assertivas:

I. Na frase acompanharam o finado até a morada última, o autor usa um eufemismo com o intuito de tornar a referência ao local de sepultamento menos direta e mais suave.
II. O autor menciona que o Conselheiro Vale não estava ligado a nenhum dos dois principais partidos políticos da época para destacar sua independência e habilidade de manter amizades em ambos os lados.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3653234 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena
Relativamente às ideias e à linguagem empregada no texto, leia as assertivas:

I. Com relação ao estilo, o autor utiliza uma prosa cuidadosamente elaborada que contribui para a atmosfera solene e reflexiva do texto.
II. O texto destaca a importância do Conselheiro Vale na sociedade da época, afirmando que ele ocupava um cargo de alto escalão no governo, além de pertencer a uma família respeitada e influente.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3653071 Português
Leia o texto e responda:


MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais! [...]


(Disponível em: SOBRAL, João Jonas Veiga. Gramática: Caderno de revisão - Ensino Médio. São Paulo: Editora Moderna.)

Qual o assunto explícito de que trata o texto?
Alternativas
Q3653069 Português
Leia o texto e responda:


MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais! [...]


(Disponível em: SOBRAL, João Jonas Veiga. Gramática: Caderno de revisão - Ensino Médio. São Paulo: Editora Moderna.)

No verso: "Naquelas tardes fagueiras ", o sentido expresso pela palavra destacada é: 
Alternativas
Q3653021 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo. Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo.  
A partir da interpretação do texto, analise as assertivas:
I. O personagem principal, Bom-Crioulo, é descrito como um líder revolucionário.
II. O trecho menciona a profunda superficialidade da sociedade da Corte, que era baseada na escravidão.
Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3653010 Português
Em relação ao significado das palavras, indique, V para verdadeiro, e F, para falso, os pares de palavras que estão corretos:

I.(__) Cômico - burlesco.
II.(__) Demolir - aniquilar.
III.(__) Distante - próximo.
IV.(__) Repasto - comida.
V.(__) Inteiro - incompleto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3652957 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo. Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo 

Qual era o papel dos jornais na época da escravidão, de acordo com o texto?  
Alternativas
Q3652874 Português
Leia o fragmento:

Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal - e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu-se. Irritada, ferira-me à toa, sem querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó.

RAMOS, Graciliano. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998.

No fragmento, o fator garante a sequência dos fatos e, portanto, contribui para a progressão temática é:
Alternativas
Q3652839 Português
O Menino Azul


O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.


O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.


O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.


E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.


(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)



(Cecília Meireles)
Uma das estratégias do texto é trazer uma proximidade com leitor. Assinale a alternativa que apresenta a estrofe que isso ocorre.
Alternativas
Q3652812 Português
Leia atenciosamente as frases abaixo e indique aquelas que obedeceram às regras para garantir a coesão textual:

I. Carlos é, com certeza, a melhor escolha. Além disso, conhece os meandros da empresa.
II. amos a praia no domingo. Você nos acompanha a praia?
III. A violência é um problema nacional. Além disso, não há medidas eficazes para contê-la.
IV. Mariana saiu de casa visto que não se dava bem com o pai.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3652806 Português

PNEU FURADO.



O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.


Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele trocaria o pneu.


- Você tem macaco? - perguntou o homem.


- Não - respondeu a moça.


- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?


- Não - disse a moça.


- Vamos usar o meu - disse o homem.


E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.


Dali a pouco chegou o dono do carro.


 - Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.


 - É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.


 - Coisa estranha.


 - É uma compulsão. Sei lá.



(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

Em relação ao entendimento do contexto do texto é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3652363 Português
Leia atenciosamente a tirinha e responda:
Q30.png (358×110)
Acesso em: https://pt-br.facebook.com/turmadamonica/posts/ 1420502514747875/, Jan. 2023.

Qual o tipo de frase que predomina nesta tirinha da turma da Mônica?
Alternativas
Q3652354 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem te viu, quem te vê.


Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala

Você era a favorita onde eu era mestre-sala

Hoje a gente nem se fala mas a festa continua

Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua

Refrão

Hoje o samba saiu procurando você

Quem te viu, quem te vê

Quem não a conhece não pode mais ver pra crer

Quem jamais a esquece não pode reconhecer

Quando o samba começava você era a mais brilhante

E se a gente se cansava, você só seguia adiante

Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado

Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado

[...]


BUARQUE, Chico. Quem te viu, quem te vê. In: Chico Buarque de Hollanda. v. 2. São Paulo: RGE/Som Livre, 1967. 1 CD. Faixa 6.
Aquele que fala no poema está muito chateado com as mudanças da cabrocha. O que podemos inferir a partir da constatação de que a mulher mudou?
Alternativas
Q3652204 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem te viu, quem te vê.


Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala

Você era a favorita onde eu era mestre-sala

Hoje a gente nem se fala mas a festa continua

Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua


Refrão


Hoje o samba saiu procurando você

Quem te viu, quem te vê

Quem não a conhece não pode mais ver pra crer

Quem jamais a esquece não pode reconhecer

Quando o samba começava você era a mais brilhante

E se a gente se cansava, você só seguia adiante

Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado

Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado

[...]

BUARQUE, Chico. Quem te viu, quem te vê. In: Chico

Buarque de Hollanda. v. 2. São Paulo: RGE/Som Livre,

1967. 1 CD. Faixa 6.
No trecho do refrão: "Quem te viu, quem te vê", geralmente, é usado quando se evidenciar uma mudança súbita pela qual alguém passou. Assinale a alternativa que justifica se isso se aplica ao texto lido:
Alternativas
Q3651712 Português
Responda às questão com base no seguinte texto:

Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo. Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo
Qual era o papel dos jornais na época da escravidão, de acordo com o texto? 
Alternativas
Respostas
42621: C
42622: A
42623: B
42624: D
42625: C
42626: D
42627: A
42628: A
42629: B
42630: C
42631: B
42632: D
42633: A
42634: C
42635: C
42636: D
42637: A
42638: A
42639: D
42640: A