Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3509368 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
A palavra “daí”, destacada no texto, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3509367 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
O texto se inicia com uma: 
Alternativas
Q3509366 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q3509365 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, _______ se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, _______ decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar _______. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.
    Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes ______ um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.


Luis Fernando Verissimo. O nariz e outra crônicas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado. 
No trecho “Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média”, o narrador: 
Alternativas
Q3509359 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
De acordo com o texto, a autora: 
Alternativas
Q3509358 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
Assinale a alternativa que apresenta uma dica dada pela autora à professora que queria ensinar a literatura de Machado de Assis aos seus alunos.  
Alternativas
Q3509341 Português
Leia o trecho a seguir:

1 em cada 10 mortes poderia ser evitada com 75 minutos de atividade física por semana, aponta pesquisa
Júlia Putini
    A meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é praticar ao menos 150 minutos de atividade física por semana. No entanto, uma pesquisa sugere que fazer metade disso é o suficiente para evitar uma em cada dez mortes por todos os tipos de doenças.
    Publicada no British Journal of Sports Medicine, o estudo indica que apenas 75 minutos semanais de prática de exercícios em intensidade moderada reduz os riscos de morte precoce por quaisquer causas.

Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/03/02/1-em-cada-10-mortes-poderia-ser-evitada-com-75-minutos-de-atividade-fisica-por-semana-apontapesquisa.ghtml. Adaptado.

De acordo com o trecho, o estudo publicado no British Journal of Sports Medicine: 
Alternativas
Q3509339 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Estudantes de SP criam cadeira de rodas para cães com deficiência

Isadora Moraes

    Ao ________ que muitos cães não conseguem se locomover por conta de doenças ou lesões traumáticas, formandos do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) desenvolveram uma cadeira de rodas de baixo custo e alta qualidade para cachorros.
    “O objetivo foi de incluir esses animais na sociedade. Porque muitos tutores relataram que os cães que utilizam a cadeira de rodas convencional de alumínio acabam assustando outros bichos, devido ao barulho que o material faz quando entra em contato com o solo”, diz Victor Scaramal Monteiro de Souza em entrevista ao Vida de bicho. Ele desenvolveu o projeto ao lado dos colegas Eduardo Louzada Bicudo, Gabriel Francisco Medeiros Rossi e Lucas Kyoji Higa.
    Para a fabricação, os integrantes consideraram a escolha de um material resistente e que suportasse variações climáticas. “Diferentemente da grande maioria das cadeiras disponíveis no mercado feitas de alumínio, optamos por filamentos em 3D PETG”, afirma Victor.
    Esse material é composto por polímeros termoplásticos, produzidos na forma de um fio contínuo, que ________ uma impressora 3D. Ele então é derretido e expelido por uma máquina, sendo impresso no formato indicado pelos estudantes.
    Os benefícios desse filamento em relação ao alumínio ________: maior conforto e durabilidade, baixo custo para aquisição e redução do número de peças que compõem a cadeira. O produto ainda acompanha um colete que traz estabilidade para a cadeira, oferecendo mais segurança durante a locomoção do cachorro.
    E não para por aí! Os estudantes ainda pensaram na estética da cadeira. “As cores roxo e laranja claro remetem à alegria e bem-estar, tirando a sensação de tristeza que se passa quando falamos em cachorros com problemas pélvicos”, diz Victor.
    O formando ainda revela que, a princípio, a cadeira não está à venda, mas que o grupo não descarta a possibilidade de comercialização no futuro. “Já até fizemos um plano de negócios, caso ela seja colocada no mercado”, finaliza.


Disponível em: https://vidadebicho.globo.com/comportamento/noticia/2022/10/estudantes-de-sp-criam-cadeira-de-rodas-para-caes-com-deficiencia.ghtml. Adaptado. 
De acordo com o texto, os desenvolvedores da cadeira de rodas:
Alternativas
Q3509338 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Estudantes de SP criam cadeira de rodas para cães com deficiência

Isadora Moraes

    Ao ________ que muitos cães não conseguem se locomover por conta de doenças ou lesões traumáticas, formandos do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) desenvolveram uma cadeira de rodas de baixo custo e alta qualidade para cachorros.
    “O objetivo foi de incluir esses animais na sociedade. Porque muitos tutores relataram que os cães que utilizam a cadeira de rodas convencional de alumínio acabam assustando outros bichos, devido ao barulho que o material faz quando entra em contato com o solo”, diz Victor Scaramal Monteiro de Souza em entrevista ao Vida de bicho. Ele desenvolveu o projeto ao lado dos colegas Eduardo Louzada Bicudo, Gabriel Francisco Medeiros Rossi e Lucas Kyoji Higa.
    Para a fabricação, os integrantes consideraram a escolha de um material resistente e que suportasse variações climáticas. “Diferentemente da grande maioria das cadeiras disponíveis no mercado feitas de alumínio, optamos por filamentos em 3D PETG”, afirma Victor.
    Esse material é composto por polímeros termoplásticos, produzidos na forma de um fio contínuo, que ________ uma impressora 3D. Ele então é derretido e expelido por uma máquina, sendo impresso no formato indicado pelos estudantes.
    Os benefícios desse filamento em relação ao alumínio ________: maior conforto e durabilidade, baixo custo para aquisição e redução do número de peças que compõem a cadeira. O produto ainda acompanha um colete que traz estabilidade para a cadeira, oferecendo mais segurança durante a locomoção do cachorro.
    E não para por aí! Os estudantes ainda pensaram na estética da cadeira. “As cores roxo e laranja claro remetem à alegria e bem-estar, tirando a sensação de tristeza que se passa quando falamos em cachorros com problemas pélvicos”, diz Victor.
    O formando ainda revela que, a princípio, a cadeira não está à venda, mas que o grupo não descarta a possibilidade de comercialização no futuro. “Já até fizemos um plano de negócios, caso ela seja colocada no mercado”, finaliza.


Disponível em: https://vidadebicho.globo.com/comportamento/noticia/2022/10/estudantes-de-sp-criam-cadeira-de-rodas-para-caes-com-deficiencia.ghtml. Adaptado. 
De acordo com o texto, considere os seguintes itens:

1. Baixo custo
2. Resistência
3. Conforto
4. Durabilidade

É/São benefício(s) da cadeira de rodas desenvolvida pelos estudantes do IMT:  
Alternativas
Q3509336 Português
Leia o texto a seguir.

Retratos fantasmas é escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2024
     A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou nesta terça-feira (12) o filme Retratos fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, como o representante do Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2024.
    Competiam pelo posto Estranho caminho, de Guto Parente; Noites alienígenas, de Sergio Carvalho; Nosso sonho – a história de Claudinho e Buchecha, de Eduardo Albergaria; Pedágio, de Carolina Markowicz; e Urubus, de Claudio Borrelli.
    “Foi uma reunião democrática, representativa, em uma comissão ampla. A diversidade e a qualidade dos filmes nos levaram a três horas de debate até chegarmos ao título escolhido”, disse Ilda Santiago, presidente da comissão de seleção, por meio de nota.
    Retratos fantasmas traz o centro do Recife como personagem principal, revisitado por meio dos grandes cinemas que serviram como espaços de convívio durante o século XX.
    A escolha como representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já garantiu uma indicação ao prêmio. Cada país aponta uma obra como sua representante para a disputa. O Oscar, então, analisa essas indicações e faz uma pré-seleção, a ser divulgada em 21 de dezembro.
    O anúncio oficial dos filmes que de fato concorrerão ao principal prêmio do cinema mundial ocorrerá em 23 de janeiro de 2024. Já a cerimônia está marcada para 10 de março.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/retratos-fantasmas-e-escolhido-para-representar-o-brasil-no-oscar-de-2024/. Adaptado.

De acordo com o texto, o filme Retratos fantasmas: 
Alternativas
Q3509335 Português
Leia o trecho a seguir:

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021, uma em cada duas pessoas é etarista, ou seja, tem preconceito contra os mais velhos. Um levantamento feito pela Universidade de Michigan corrobora a tese, ao informar que 80% das pessoas acima dos 50 anos já experimentaram algum tipo de ageísmo, outra expressão para esse tipo de preconceito.

Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/08/22/e-possivel-educar-as-pessoas-contra-o-etarismo.ghtml. Adaptado.

Com base no trecho, as expressões “etarismo”, “preconceito contra os mais velhos” e “ageísmo”: 
Alternativas
Q3509334 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
De acordo com o texto, considere as seguintes afirmativas:

1. Os projetos dos hospitais infantis são os que mais chamam atenção.
2. Os pacientes devem ser tratados em jardins em vez de hospitais.
3. Clare Cooper Marcus é a criadora dos hospitais com jardins terapêuticos.
4. Os jardins terapêuticos são espaços agradáveis para pacientes e familiares nos hospitais.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3509332 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
O texto menciona vários elementos presentes nos jardins de tais hospitais. Qual elemento NÃO é citado? 
Alternativas
Q3509331 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
De acordo com o texto, os jardins em hospitais foram projetados com o objetivo de: 
Alternativas
Q3509330 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Releia o trecho a seguir:

“As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta […]”.

A expressão destacada introduz:
Alternativas
Q3509329 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
De acordo com o texto, as possíveis consequências da extinção das abelhas são: 
Alternativas
Q3509328 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Em relação ao texto, considere as seguintes afirmativas:

1. A expressão “dessas plantas”, destacada no texto, retoma “matas nativas”.
2. O termo “Elas”, destacado no texto, refere-se a “abelhas”.
3. São usados pelo autor em substituição a “Décio Gazzoni”: engenheiro ambiental e pesquisador.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3509294 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
Analise as afirmativas.

I. “Motivo” é um pequeno texto do gênero ‘conto’ em que se pode observar as características: introdução, clímax, espaço e desfecho.
II. O texto tem esse título porque a mãe descobre o motivo que levou filho a fazer novos amigos.
III. Pode-se inferir do texto que os meninos eram “diferentes” dos demais colegas, sofriam pelos mesmos motivos de discriminação.
IV. O trecho Ainda teria muito por fazer refere-se à diretora da escola.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3509293 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
No trecho Coração de mãe, você já sabe, o narrador
Alternativas
Q3509291 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
Leia atentamente as afirmativas a seguir e assinale a INCORRETA.
Alternativas
Respostas
17761: E
17762: D
17763: E
17764: A
17765: C
17766: A
17767: E
17768: C
17769: E
17770: E
17771: C
17772: B
17773: B
17774: D
17775: A
17776: B
17777: C
17778: A
17779: C
17780: B