Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3768249 Português

Na era da IA e manipulação de imagens, ver já não é acreditar


Deepfakes e edições hiper-realistas feitas por IA desafiam a segurança, a política e o jornalismo, criando novas ameaças à confiança pública e aos direitos individuais.


    Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a especialistas para se tornar acessível a qualquer pessoa com um celular e conexão à internet. Entre os campos mais impactados por essa democratização, está a manipulação de imagens, agora capaz de produzir conteúdos hiper-realistas que desafiam até os olhos mais atentos.


    O fenômeno, que envolve desde simples retoques até deepfakes extremamente convincentes, acende alertas em áreas como segurança digital, política, jornalismo, padrões de beleza e direitos autorais.


    Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças, mas sim na facilidade com que elas podem ser executadas.


    “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.


    Ferramentas de baixo custo, ou mesmo gratuitas, permitem que qualquer usuário crie ou altere imagens com alto grau de realismo. Isso sem que seja necessário ter experiência em softwares avançados. Esse acesso democratizado, segundo Gustavo, amplia o alcance de golpes de extorsão, fraudes em sistemas de autenticação e manipulação da opinião pública.


    Ele alerta que não se trata apenas de criar imagens do zero, mas também de realizar pequenas alterações com potencial de gerar impacto significativo. “Colocar uma garrafa de bebida alcoólica na mão de uma pessoa que diz não beber é muito simples. E isso pode ser usado para manipular a opinião pública, por exemplo”, comenta.


    O avanço das IA’s também coloca em xeque a capacidade de diferenciação entre o real e o sintético. Gustavo destaca que, para humanos, o risco de engano cresce em situações de estresse ou baixa atenção, como no caso de idosos recebendo imagens falsas de familiares em perigo. Já para sistemas automáticos, o perigo está na ausência de camadas adicionais de verificação.


    “Sistemas de reconhecimento facial que podem ser manipulados com injeção de imagens já não deveriam existir, assim como outras tecnologias de segurança. Qualquer sistema de segurança deve operar em camadas, e se algum deles não faz isso, o sistema em si é ruim. Então, sistemas ‘ruins’ de segurança podem ser manipulados. Mas esses tipos de ataques são conhecidos faz 40 anos”, explica.


    Michael San Martim, fundador da DataSpoc, reforça que a detecção de deepfakes é um desafio técnico contínuo. “Um deepfake é uma mídia sintética criada por Inteligência Artificial para imitar com alto realismo a aparência ou a voz de uma pessoa real – como se fosse uma fantasia digital extremamente convincente”, comenta. “Detectar deepfakes é como jogar esconde-esconde com um adversário que muda constantemente de disfarce.”


    Ele explica que sua empresa desenvolve o GenbyAI, uma tecnologia que funciona como “detetive digital”, examinando milhares de elementos invisíveis a olho nu, como iluminação, ruído, padrões estruturais e reflexos, para identificar inconsistências.


Disponível em: https://consumidormoderno.com.br/ ia-manipulacao-imagens-acreditar/. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

Analise as alternativas a seguir e assinale a que apresenta uma inferência coerente acerca do texto. 
Alternativas
Q3768248 Português

Na era da IA e manipulação de imagens, ver já não é acreditar


Deepfakes e edições hiper-realistas feitas por IA desafiam a segurança, a política e o jornalismo, criando novas ameaças à confiança pública e aos direitos individuais.


    Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a especialistas para se tornar acessível a qualquer pessoa com um celular e conexão à internet. Entre os campos mais impactados por essa democratização, está a manipulação de imagens, agora capaz de produzir conteúdos hiper-realistas que desafiam até os olhos mais atentos.


    O fenômeno, que envolve desde simples retoques até deepfakes extremamente convincentes, acende alertas em áreas como segurança digital, política, jornalismo, padrões de beleza e direitos autorais.


    Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças, mas sim na facilidade com que elas podem ser executadas.


    “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.


    Ferramentas de baixo custo, ou mesmo gratuitas, permitem que qualquer usuário crie ou altere imagens com alto grau de realismo. Isso sem que seja necessário ter experiência em softwares avançados. Esse acesso democratizado, segundo Gustavo, amplia o alcance de golpes de extorsão, fraudes em sistemas de autenticação e manipulação da opinião pública.


    Ele alerta que não se trata apenas de criar imagens do zero, mas também de realizar pequenas alterações com potencial de gerar impacto significativo. “Colocar uma garrafa de bebida alcoólica na mão de uma pessoa que diz não beber é muito simples. E isso pode ser usado para manipular a opinião pública, por exemplo”, comenta.


    O avanço das IA’s também coloca em xeque a capacidade de diferenciação entre o real e o sintético. Gustavo destaca que, para humanos, o risco de engano cresce em situações de estresse ou baixa atenção, como no caso de idosos recebendo imagens falsas de familiares em perigo. Já para sistemas automáticos, o perigo está na ausência de camadas adicionais de verificação.


    “Sistemas de reconhecimento facial que podem ser manipulados com injeção de imagens já não deveriam existir, assim como outras tecnologias de segurança. Qualquer sistema de segurança deve operar em camadas, e se algum deles não faz isso, o sistema em si é ruim. Então, sistemas ‘ruins’ de segurança podem ser manipulados. Mas esses tipos de ataques são conhecidos faz 40 anos”, explica.


    Michael San Martim, fundador da DataSpoc, reforça que a detecção de deepfakes é um desafio técnico contínuo. “Um deepfake é uma mídia sintética criada por Inteligência Artificial para imitar com alto realismo a aparência ou a voz de uma pessoa real – como se fosse uma fantasia digital extremamente convincente”, comenta. “Detectar deepfakes é como jogar esconde-esconde com um adversário que muda constantemente de disfarce.”


    Ele explica que sua empresa desenvolve o GenbyAI, uma tecnologia que funciona como “detetive digital”, examinando milhares de elementos invisíveis a olho nu, como iluminação, ruído, padrões estruturais e reflexos, para identificar inconsistências.


Disponível em: https://consumidormoderno.com.br/ ia-manipulacao-imagens-acreditar/. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

De acordo com o texto, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A facilidade de criação de imagens e vídeos com IA tem assustado os especialistas da área.
( ) Há muitas ferramentas gratuitas de IA que podem ser utilizadas para criação de imagens e vídeos de fraudes.
( ) As novas ferramentas de IA são tão boas que põem em xeque a veracidade de imagens e vídeos, por isso é tão comum que pessoas caiam em golpes.
( ) Qualquer especialista da área de tecnologia consegue identificar as fraudes a olho nu, sem a necessidade de programas que auxiliem na investigação das informações.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Q3768241 Português
No que concerne à fala e à escrita, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3768236 Português
Considerando as estratégias de referenciação, assinale a opção que apresenta a correta descrição. 
Alternativas
Q3768235 Português
Nos trechos retirados de Neves (2006), há um caso de encapsulamento anafórico em
Alternativas
Q3768234 Português
Atente para as seguintes afirmações a respeito dos gêneros emergentes na mídia virtual:

I. A linguagem apresenta pontuação minimalista, ortografia estranha, abundância de abreviaturas incomuns, estruturas frasais pouco ortodoxas e escrita semialfabética.

II. Do ponto de vista da natureza enunciativa da linguagem, integram-se mais semioses do que usualmente, tendo em vista a natureza do meio.

III. Do ponto de vista da realização dos gêneros, a internet transforma os gêneros já existentes, desenvolvendo outros realmente novos.

IV. Um fato inconteste é que a internet e todos os gêneros a ela ligados são eventos textuais fundamentalmente baseados na fala.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q3768232 Português

Atente para o seguinte texto:


Carta

Há muito tempo, sim, não te escrevo.

Ficaram velhas todas as notícias.

Eu mesmo envelheci: olha, em relevo,

estes sinais em mim, não de carícias


(tão leves) que fazias no meu rosto:

são golpes, são espinhos, são lembranças

da vida a teu menino, que ao sol-posto

perde a sabedoria das crianças.


A falta que me fazes não é tanto

à hora de dormir, quando dizias

“Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho.


É quando, ao despertar, revejo a um canto

a noite acumulada de meus dias,

e sinto que estou vivo, e que não sonho.

Carlos Drummond de Andrade



Escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre o texto Carta e a noção de gêneros textuais.


( ) Os gêneros não se definem por sua função, mas por sua forma; então o texto Carta, de fato, trata-se de um poema.


( ) O texto Carta comprova que um gênero pode assumir a forma de outro e, ainda assim, continuar pertencendo àquele gênero definido por sua função.


( ) A plasticidade e a dinamicidade dos gêneros decorrem da dinâmica da vida social e cultural e do trabalho dos autores.


( ) Carta é um exemplo de intertextualidade intergêneros, ou seja, um gênero pode assumir a forma de outro gênero tendo em vista o propósito de comunicação.



Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 


Alternativas
Q3768230 Português
Quanto à questão dos gêneros textuais na oralidade, é correto afirmar que,
Alternativas
Q3768229 Português
No que diz respeito ao tópico gêneros textuais, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3768228 Português
Tomando como foco a noção de gêneros textuais, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3768227 Português
Quanto ao estudo dos gêneros textuais em sala de aula, atente para as seguintes afirmações:

I. Considerando que toda ação verbal só ocorre sob a forma de algum gênero de texto, significa que explorar um texto em sala de aula é, necessariamente, trabalhar com gêneros textuais.

II. Dada a recorrência do estudo de gêneros em sala de aula, é importante converter o tópico “gênero do texto” em mais um conteúdo programático com definições, classificações, nomenclaturas etc. para posteriormente serem cobradas e avaliadas em atividades e provas.

III. As principais características dos gêneros textuais a serem exploradas na análise de um texto em sala de aula são: os propósitos comunicativos, sua forma de composição, as opções linguísticas, as relações entre oralidade e escrita, o registro de linguagem, entre outras.

IV. O ensino dos gêneros restringe-se aos seus aspectos estruturais e deve-se atentar para estabelecer a supremacia dos gêneros escritos sobre os gêneros da oralidade.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q3768226 Português
Considerando a noção de tipologia textual, é correto afirmar que os tipos textuais são 
Alternativas
Q3768225 Português
Considerando a intertextualidade nas reflexões de Bakhtin e na linguística textual, é correto afirmar que
Alternativas
Q3768223 Português
No tocante ao estudo do texto visando a uma educação linguística mais ampla, mais discursiva na educação básica, é correto esperar 
Alternativas
Q3768222 Português
Atente para os fragmentos a seguir:
I. “Meu poema é um tumulto:  a fala  que nele fala outras vozes arrasta em alarido.” (Ferreira Gullar)
II. “Um discurso não vem ao mundo numa inocente  solitude, mas constrói-se através de um já-dito  em relação ao qual toma posição.”  (Dominique Maingueneau)
III. “Chega mais perto e contempla as palavras.  Cada uma  tem mil faces secretas sob a face neutra  e te pergunta, sem interesse pela resposta,  pobre ou terrível, que lhe deres:  Trouxeste a chave?”  (Carlos Drummond de Andrade)
IV. “Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados.” (Mikhail Bakhtin)


A pressuposição da existência do fenômeno da intertextualidade está corretamente ilustrada somente em
Alternativas
Q3768221 Português
Sobre os tópicos texto e intertextualidade, considere as seguintes afirmações:

I. A concepção dialógica de texto implica três universos constitutivamente articulados: o da materialidade, o da singularidade do texto e o da condição advinda dessa combinatória.

II. O fato de um texto só ter vida em contato com outro texto (contexto) significa dizer que a intertextualidade é a única característica implicada na concepção dialógica do texto.

III. Na perspectiva dialógica, o texto ganha existência e realiza-se, com pelo menos dois interlocutores, em conjunção com discursos situados histórica, cultural e socialmente.

IV. O texto, em uma concepção dialógica, pode ser compreendido como entidade autônoma, passível de ser lido e analisado exclusivamente por sua constituição material.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q3768220 Português
Atente para as seguintes afirmações:

I. A leitura nada mais é do que uma decodificação de sinais, com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados.
II. O ato de ler envolve apreensão, apropriação e transformação de significados a partir de um documento escrito.
III. A leitura sem compreensão e sem recriação do significado é pseudoleitura, é um empreendimento puramente superficial.
IV. A leitura facilita o surgimento da reflexão e da “tomada de posição”, ou seja, do confronto dos significados desvelados e da participação na busca da verdade.

Está correto o que se afirma somente em
Alternativas
Q3768219 Português
Considerando o papel do leitor competente, é correto se esperar, na prática de ensino, que este 
Alternativas
Q3768218 Português
Tomando como base a concepção de leitura presente nos atuais documentos oficiais, é correto afirmar que a leitura deve ser uma atividade
Alternativas
Q3768003 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação adequada ao texto, baseada em informações explícitas e implícitas, sem fugir do sentido geral da narrativa.
Alternativas
Respostas
8981: A
8982: A
8983: A
8984: C
8985: B
8986: D
8987: A
8988: C
8989: D
8990: B
8991: A
8992: C
8993: D
8994: C
8995: B
8996: C
8997: A
8998: D
8999: D
9000: A