Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Analise as informações sobre "Inferência, pressupostos, subentendidos".
Quando observamos um fato, tiramos algumas conclusões (inferências), a partir de dados que estão implícitos (contidos nele). Boa parte do que o texto significa não se mostra explicitamente. Quando escrevemos deixamos implícitas algumas informações, e cabe ao leitor completar as lacunas. Os implícitos são basicamente de dois tipos: pressupostos e subentendidos. Os pressupostos estão inscritos na língua; não há como fugir ao sentido que eles determinam. Já os subentendidos dependem de interpretação.
(CARNEIRO, Agostinho Dias. Redação em Construção. A Escritura do Texto. Editora Moderna. São Paulo. Unidade3 P. 36/7). − (Adaptado)
Nesse contexto, analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__)Se alguém diz a um amigo: "Finalmente você apareceu", pressupõe-se que o interlocutor há tempo não aparecia para o enunciador da mensagem; podendo-se comprovar com o advérbio: "finalmente".
(__)Na frase: "Mulheres já podem trabalhar em canteiros de construções civis" − infere-se que "Os tempos estão mudando".
(__)Com a frase: "Carros brasileiros são recusados pelos europeus", pode-se inferir que os carros brasileiros não têm a qualidade almejada pelos brasileiros.
(__)A frase: "O inverso está terminando" é uma inferência que pode ser relacionada ao fato: "Comércio faz liquidação de agasalhos de lã".
Marque a alternativa com a série correta.
A linguagem não é um simples conteúdo escolar, mas uma atividade humana, histórica e social. Portanto seu estudo deve contribuir para auxiliar a solução de problemas cotidianos, propiciar o acesso aos bens culturais acumulados pela humanidade e familiarizar o aluno com os diferentes gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana (jornalístico-midiático, artístico-literário, campo de atuação na vida pública e das práticas de estudo e pesquisa). (A BNCC para o ensino da Língua Portuguesa)
(https://cursocompletodepedagogia.com/a-area-de-linguagens-no-ensin o-fundamental-segundo-a-bncc/#)
Nessa dimensão, analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__)Considerando que ser um usuário competente da língua é uma das condições para a efetiva participação social, achamos que a finalidade do ensino da Língua Portuguesa deve visar, prioritariamente, ao desenvolvimento da capacidade de produzir e interpretar textos orais ou escritos, à medida que se auxiliem o educando a ler o mundo em que vive, a analisar o que dele se diz e se pensa e a expressar uma visão fundamental e coerente dessa leitura e dessa interpretação.
(__)Para o componente curricular Língua Portuguesa, a BNCC considera o texto, em suas múltiplas formas, como o centro das práticas de linguagem, além de assumir as perspectivas enunciativas-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos aos seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.
(__)Em relação à importância dada ao texto no ensino da Língua Portuguesa, sob orientação da BNCC, serão oferecidos, para investigação e aprendizado dos alunos, textos que articulam, em sua composição, elementos verbais, visuais, gestuais, sonoros, dentre outros, e que circulam nos modos impresso, digital, televisivo etc.
(__)Os textos multimodais ou multissemióticos que estão estruturados em quatro eixos organizadores que perpassam todo o Ensino Médio: Leitura, Produção de textos, Oralidade e Análise linguística/Semiótica. Para trabalhar com esses quatro eixos, tomamos como referência práticas de uso e de reflexão sobre a linguagem, favorecendo a organização dos objetos de conhecimento e das habilidades para a aprendizagem nos Anos Finais do Ensino Fundamental.
Marque a alternativa com a série correta.
Mikhail Bakhtin, um estudioso russo, propôs o viés filosófico sobre a linguagem, postulando que, no momento da interação oral ou escrita, os sujeitos recorrem a determinados gêneros discursivos. Essas escolhas estão intrinsecamente associadas às necessidades dos falantes/escritores. Isso significa que os gêneros discursivos são determinados pela esfera discursiva e estão presentes em toda atividade comunicativa humana.
(ABAURRE, Maria Luiza M.; ABAURRE, Maria Bernadete M.; PONTARA, Marcela. Português − Produção de texto, interlocução e gêneros. Editora Moderna. S. Paulo. Unidade 1. Cap. 1. P.36.).
Nessa dimensão, marque a alternativa com informação incorreta.
Analise o texto transcrito a seguir:
Um índio da Transamazônica todo dia passava pelas obras, com um menino nas mãos e um livro debaixo dos braços.
Um dia, o engenheiro perguntou a ele:
− Aonde vai com esses livros?
− Pra escola!
O engenheiro ficou maravilhado!
− Que coisa edificante, ver um índio brasileiro levar uma criança para a escola.
− Não é criança não. Quem vai escola é índio mesmo!
− Ah ... que empolgante − falou o engenheiro. Aí, deu uma paradinha, uma pensadinha e perguntou: − E o menino?
− Ah! − Falou o índio − menino é merenda!
(Ziraldo)
Sobre a estrutura do texto, analise as assertivas:
I.O texto é narrativo comprovado pela existência de aspectos, entre os quais temos: um fato, personagens, tempo, local.
II.Textos narrativos partem de uma situação de estabilidade, representadas por fatos que se repetem ou são habituais ou ainda que nada têm de estranho. Esta informação pode ser comprovada com o trecho: "Um índio da Transamazônica todo dia passava pelas obras, com um menino nas mãos e um livro debaixo dos braços".
III.No texto, temos tempos verbais que, respectivamente, marcam a estabilidade e a perda da mesma, podendo-se comprovar com: "passava" − pretérito imperfeito do modo indicativo (ação contínua no passado); "perguntou" − pretérito perfeito do modo indicativo (ação concluída no passado).
IV.A expressão: "Um dia" quebra a situação de estabilidade inicial e dá início ao fato narrativo propriamente dito.
V.O texto contém descrições representadas por excesso de adjetivos.
VI.Os verbos: "ficou", "falou", "deu" comprovam a trava que foi dada à narrativo.
Marque a alternativa com a série correta.
Há vários tipos de textos, classificados segundo sua finalidade básica: textos publicitários, textos humorísticos, textos didáticos, entre outros, que são realizados por meio de alguns modos de organização discursiva: narração, descrição e argumentação. Assim, é preciso não confundir tipo de texto com o modo como ele é organizado. (...) O modo de organização descritivo compreende três tipos de processo: nomear ou identificar; localizar-situar e qualificar. (...) As formas mais comuns de textos descritivos são: as listas, os parênteses ou fragmentos completos numa narração e os elementos descritivos que penetram uma narração ou uma argumentação. (...) Argumentação compreende um quadro constituído de um tema, assunto sobre o qual haja dúvidas quanto à legitimidade, um argumentador, que desenvolve um raciocínio a respeito do tema e um receptor, a quem se dirigem os argumentos com a finalidade de que venha participar da mesma opinião ou certeza do argumentador. (...)
(CARNEIRO, Agostinho Dias. Redação em Construção. A Escritura do Texto. Editora Moderna. São Paulo. Unidades: 1/2/3. P. 7/19/34).
Sobre "Modos de organização do texto: narração, descrição e argumentação", analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__)O modo narrativo pode aparecer combinado com qualquer tipo de texto (publicitário, humorístico, didático, etc) caracterizando-se fundamentalmente pela evolução cronológica de ações. Essas ações são vistas sob determinada lógica e constroem uma história, que nos é dada/transmitida por um narrador que pode ser: observador, onisciente ou narrador-personagem
(__)No texto descritivo, "Nomear ou identificar" é dar existência a um ser, após uma operação dupla: perceber uma diferença no continuum do universo e simultaneamente relacionar essa diferença a uma semelhança. "Localizar-situar" é determinar o lugar que o ser ocupa no espaço e no tempo. "Qualificar" é o testemunho do observador sobre os seres do mundo.
(__)Entre os elementos da lógica argumentativa há alguns básicos: a asserção inicial (premissa), a asserção final (conclusão) e uma ou várias asserções intermediárias, que permitem passar de uma a outra (inferência, prova, argumento). A asserção inicial apresenta como tipos mais comuns: afirmações factuais, que podem ter seu valor de verdade verificado pela confrontação com os fatos que representam; julgamentos, que são inferências deduzidas dos fatos, de menor confiança que as afirmações factuais; testemunhos de autoridade, de responsabilidade de pessoas supostamente especialistas no assunto.
(__)Na argumentação podem-se usar dois processos: a indução e a dedução. Na indução, começa-se dos fatos e tenta-se chegar a algum modelo; na dedução, parte-se de um julgamento geral e tenta-se descobrir implicações específicas ou exemplos particulares.
Marque a alternativa com a série correta.
A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA MATERNA NOS DIAS ATUAIS
(1º§) A Língua materna desempenha um papel fundamental na vida das pessoas, pois é a janela para os nossos primeiros significantes e para a relação com o meio, o que vai conferir com o seu desenvolvimento um sentimento de identidade e pertença a uma comunidade e às áreas geográficas que partilham a mesma forma de comunicação.
(2º§) Ser capaz de aprender ou dominar idiomas adicionais representa um grande salto para as pessoas que o dominam, pois nos permitirão explorar com mais facilidade a janela que outras culturas representam e sua integração com nosso ambiente e oportunidades.
(...)
(3º§) A Língua Materna, ou a Primeira Língua (L1), não é, necessariamente, a língua da mãe, nem a primeira língua que se aprende, tampouco trata de apenas uma língua. Normalmente, é a língua que aprendemos primeiro e em casa, através dos pais e familiares, também é frequentemente a língua da comunidade.
(4º§) Língua materna é chamada de idioma materno, língua nativa ou primeira língua (L1). Língua materna é aquela falada no país em que a pessoa nasceu e aprendeu a falar.
(5º§) A expressão língua materna provém do costume em que as mães eram as únicas a educar os seus filhos na primeira infância, fazendo com que a língua da mãe seja a primeira a ser assimilada pela criança, condicionando seu aparelho fonador àquele sistema linguístico.
Glossário: "Pertença" é substantivo feminino que significa aquilo que faz parte de algo, propriedade, atribuição, domínio particular de um ofício, cargo ou setor, ou qualquer coisa que está ligada à utilização de outra como complemento ou acessório. (Pertença - Dicio, Dicionário Online de Português)
(O que é língua materna e por que é tão importante? | Berlitz) − (Adaptado) - (Acesso 06.10.2023)
Marque a figura de linguagem usada no trecho: "pois é a janela para os nossos primeiros significantes e para a relação com o meio":
Leia com atenção as duas colunas abaixo:
Coluna 01
(__)Efêmero.
(__)Inócuo.
(__)Áureo.
(__)Eloquente.
Coluna 02
I.Prejudicial.
II.Perene.
III.Inexpressivo.
IV.Vil.
Correlacione ambas as colunas de forma a ligar os termos aos seus respectivos antônimos. Em seguida, dê a sequência correta que preencha a coluna 01:
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.A fogueira iluminava a noite escura da floresta.
II.Seus olhos brilhavam com um fogo interior, cheio de paixão e determinação.
III.O bombeiro usou um extintor para apagar o fogo no prédio.
IV.O fogo crepitava na lareira, aquecendo a sala.
Assinale a alternativa que indique em qual afirmativa há o uso do sentido conotat
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Janaína Torres Rueda é eleita Melhor Chef Feminina da América Latina
A chef brasileira Janaína Torres Rueda é a Melhor Chef Feminina da América Latina em 2023. O título é do Latin America's 50 Best Restaurants, prestigiado ranking anual que elenca os melhores restaurantes da América Latina.
Chef e proprietária de restaurantes no centro de São Paulo, ela comanda junto de Jefferson Rueda o restaurante A Casa do Porco, casa brasileira mais bem colocado entre os 50 melhores do mundo, em que figura atualmente na 12ª colocação da lista. O restaurante também aparece no 4º lugar entre os melhores da América Latina.
Ela também é o nome à frente do Bar da Dona Onça, no térreo do Edifício Copan, assim como do Hot Pork, da Sorveteria do Centro e, mais recentemente, da Merenda da Cidade.
Defensora da democratização da gastronomia, Janaína aposta na economia regenerativa e na prática de um ecossistema sustentável em suas cozinhas. Exemplo notável são os insumos orgânicos que chegam quase diariamente Sítio Rueda, propriedade familiar que a chef mantém com Jefferson Rueda em São José do Rio Pardo, e de outros sítios parceiros da mesma região do interior de São Paulo que compõem praticamente 100% dos menus.
Considerada pela premiação como figura central no movimento da gastronomia social do Brasil, ela foi também foi voluntária durante cinco anos do Cozinheiros da Educação, projeto que visava transformar as merendas escolares do estado de São Paulo ao substituir itens processados por alternativas naturais.
Com o reconhecimento do 50 Best, Janaína Torres Rueda se junta ao grupo de chefs reconhecidas pelas valiosas contribuições à gastronomia da América Latina. Entre os nomes das edições passadas estão Manu Buffara, Narda Lepes, Pía León, Leonor Espinosa e Helena Rizzo.
A chef brasileira receberá a homenagem em mãos em evento presencial do Latin America's 50 Best Restaurants no dia 28 de novembro. A celebração ocorrerá no Rio de Janeiro e revelará a lista atualizada dos 50 melhores restaurantes da América Latina.
https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/janaina-torres-rueda-e-eleita-melhor-chef-feminina-da-america-latina/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo)
Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.
"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."
Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável.
Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.
Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo.
Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento.
Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade
Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).
Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.
Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.
As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.
Encontre modelos de envelhecimento
Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".
Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.
Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.
Não confunda positividade forçada com otimismo
Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.
"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.
Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."
Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento
Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são.
Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.
Não descarte os benefícios
Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.
Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece.
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com-seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo)
Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.
"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."
Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável.
Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.
Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo.
Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento.
Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade
Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).
Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.
Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.
As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.
Encontre modelos de envelhecimento
Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".
Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.
Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.
Não confunda positividade forçada com otimismo
Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.
"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.
Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."
Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento
Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são.
Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.
Não descarte os benefícios
Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.
Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece.
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com-seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml
De acordo com os dados da Velotric Bike de 2023, qual é o efeito mais significativo do exercício matinal em relação à produtividade e satisfação no trabalho?
Considere o texto abaixo:
"Marcadores sociais da diferença são, portanto, [...] 'categorias classificatórias compreendidas como construções sociais, locais, históricas e culturais, que tanto pertencem à ordem das representações sociais [...] quanto exercem uma influência real no mundo, por meio da produção e reprodução de identidades coletivas e de hierarquias sociais'. Mas essas categorias não produzem sentido apenas isoladamente; elas agem, sobretudo, por meio da íntima conexão que estabelecem entre si — o que não quer dizer que possam ser reduzidas umas às outras. [...] Em nossa sociedade, o uso perverso de tais categorias tem gerado todo tipo de manifestação de racismo, levado ao feminicídio, produzido muita misoginia e homofobia, bem como justificado uma disseminada "cultura do estupro", cujos números continuam alarmantes mas são, ao mesmo tempo, majoritariamente silenciados no país."
(Fonte: SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o Autoritarismo Brasileiro. Companhia das Letras, 2019, p. 145)
Com base no texto, é correto afirmar que:
A função social da escola é fornecer educação e instrução formal para os alunos, permitindo que eles desenvolvam habilidades e conhecimentos que serão úteis para suas vidas pessoais e profissionais. Além disso, a escola tem um papel importante na socialização dos alunos, ensinando-lhes valores éticos e morais, e preparando-os para participar da sociedade de forma ativa e consciente. A escola também tem como função social promover a igualdade de oportunidades, oferecendo um ensino de qualidade para todos os alunos, independentemente de sua origem social ou econômica. Dessa forma, a escola contribui para a redução das desigualdades sociais e para ______.
(Entenda qual é a função social da escola no desenvolvimento dos alunos - Inspira Rede de Educadores (redeinspiraeducadores.com.br)) − (Adaptado)
Marque a alternativa com a expressão coerente para completar o enunciado.
Segundo a Dra. Maristela, os problemas neurológicos mais comuns entre crianças e adolescentes na escola são: dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), déficit de processamento auditivo (DPA) e as chamadas discalculias − que interferem na capacidade de calcular e no raciocínio lógico da criança. (...) − (Dra. Maristela. Médica Neurologista)
(https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/problemas-de -aprendizagem-e-baixo-rendimento-escolar-podem-ser -indicio-de-problemas-neurologicos/).
Nessa dimensão, analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)Dificuldade de concentração, hiperatividade ou verdadeiros bloqueios na hora de aprender. Para muitos pais e professores, problemas como esses podem ser solucionados apenas com empenho e disciplina por parte da criança.
(__)Nem sempre todos esses fatores são gerados apenas por preguiça, vontade de fazer bagunça ou falta de interesse nas aulas. "Alguns desses comportamentos podem estar associados a doenças neurológicas que prejudicam o desempenho escolar e trazem prejuízos à vida adulta, caso não sejam tratadas o quanto antes".
(__)Cada um desses distúrbios aparece em diferentes intensidades. Quanto mais sutis, mais difíceis de ser identificados.
(__)Com a devida orientação, pais e professores podem aprender a detectá-los, ajudar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, durante o ano letivo, e evitar estigmas".
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: