Analise: “...e que vivem uma certa decadência.” E assinale ...

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Q3572787 Português
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Nova aposta de empresas, delivery na madrugada vai de chinelos a joias

Na esteira do consumo da madrugada, aplicativos de entrega como Rappi, iFood e Zé Delivery começaram a receber novos estabelecimentos que atendem até tarde da noite

    Há pouco mais de um ano, Felipe Santiago Calestini, de 30 anos, deixou o serviço de borracheiro para trabalhar na área de tecnologia do C6 Bank. Como analista de sistemas, ele teve de adaptar sua rotina ao turno da madrugada, algo que introduziu um novo hábito no seu dia a dia.
    Com menos tempo para cozinhar ou se deslocar até os estabelecimentos físicos, acabou virando um cliente assíduo dos aplicativos de entrega. “Antes da pandemia, dificilmente eu pedia comida em delivery. Estava acostumado a sair do trabalho e passar para pegar um lanche ou uma pizza. Agora, seja por ‘preguiça’ ou por comodidade, acabo comprando tudo pelo celular” conta.
    Foi durante a pandemia de covid-19 que os serviços de delivery usados atualmente por Calestini se consolidaram no dia a dia de milhares de brasileiros. O período de distanciamento social fez com que pessoas que nunca tinham usado a internet para fazer compras se rendessem aos pedidos virtuais.
    Depois de facilitar o consumo ao longo do dia, os aplicativos agora estão se tornando uma opção para os clientes mais notívagos que preferem comprar na madrugada sem que tenham de se deslocar até lojas de conveniência, mercados ou adegas que funcionam 24 horas e que vivem uma certa decadência.
    Na esteira do consumo da madrugada, aplicativos de entrega como Rappi, iFood e Zé Delivery começaram a receber novos estabelecimentos que atendem até tarde da noite. E se na pré-pandemia o consumo por meio de entregas estava restrito a lanches e pizzas, ele agora abarca de bebidas alcoólicas a itens de farmácia, de chinelos a joias, tudo ao alcance da palma da mão.
    [...]


Disponível em https://exame.com/negocios/nova-aposta-de-empresas-delivery-namadrugada-vai-de-chinelos-a-joias/
Analise: “...e que vivem uma certa decadência.” E assinale a alternativa que apresenta o significado correto de “decadência” nesse contexto. 
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Gabarito comentado – Interpretação de texto (semântica lexical)

Tema da questão: interpretação do significado contextual da palavra “decadência” (semântica lexical). O objetivo é identificar, pelo contexto, o sentido mais adequado entre opções próximas semântica ou superficialmente semelhantes.

Estratégia para resolver: observe o entorno imediato da palavra. O texto contrapõe o crescimento dos aplicativos de entrega à situação de lojas de conveniência, mercados e adegas 24 horas, que perdem relevância por causa da comodidade dos apps. Palavras-chave e conectores como “sem que tenham de” e “agora estão se tornando uma opção” indicam substituição de hábitos e perda de público, sinalizando um processo de declínio, não uma destruição súbita nem um desaparecimento já consumado.

Alternativa correta: C – “se encaminha para o fim”.

Em contexto econômico/comercial, decadência significa declínio, perda gradativa de força, prestígio ou qualidade, uma fase descendente que pode levar ao fim se mantida a tendência. Dicionários gerais confirmam: “declínio; deterioração; perda de vigor/prestígio” (cf. Michaelis; Houaiss). Assim, “vivem uma certa decadência” ≈ “estão em processo de declínio, caminhando para o fim”.

Nota linguística útil: a palavra decadência está registrada no VOLP/Academia Brasileira de Letras com essa grafia; sua acentuação segue a regra das paroxítonas terminadas em ditongo (como “ciência”, “carência”), prevista na Gramática Normativa (Bechara; Cunha & Cintra).

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A – “está em extinção”. “Extinção” sugere desaparecimento total ou oficial (espécies, cargos, órgãos, prazos). O texto fala em queda de prestígio/uso, não em desaparecimento consumado.

B – “está em ruínas”. “Ruínas” remete a destruição material (edificações) ou a metáfora de colapso total. O trecho não indica colapso físico, e sim declínio de demanda.

D – “se encaminha para caducidade”. “Caducidade” refere-se a perda de validade (prazo/ato jurídico) ou, no uso coloquial, à senilidade de pessoas. Não se aplica propriamente ao desempenho de estabelecimentos comerciais; é um desvio de campo semântico.

Dica de prova (pegadinhas): em vocabulário de interpretação, diferencie:
decadência = declínio progressivo;
extinção = desaparecimento completo;
ruínas = destruição (geralmente material);
caducidade = perda de validade (âmbito jurídico/administrativo).

Resposta: C – se encaminha para o fim.

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