Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q3927545 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II

A privacidade ou falta dela na era digital: da superexposição à proteção legal 


Nada adianta o clamor pela proteção se nas redes sociais esses critérios passam despercebidos pelos administradores dos perfis. Alfredo Lobo


Quem é o dono da sua privacidade? A resposta parece ser óbvia, mas nem tanto, principalmente, quando o detentor do direito é o primeiro a infringir as normas protetivas da privacidade e intimidade.


Conceitualmente, a intimidade pode ser descrita como direito personalíssimo que possui como característica básica a não exposição de elementos ou informações da vida íntima; direito psíquico da personalidade, segundo o qual toda pessoa pode resguardar aspectos intrínsecos do seu existir.


Já, de acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, a intimidade é o ambiente onde se tem privacidade ou aquilo que é extremamente pessoal, que diz respeito à vida íntima, aos atos, sentimentos ou pensamentos mais íntimos de alguém.


No entanto, a privacidade e intimidade parecem se esvair de suas definições na era da informação e da comunicação, a partir da qual uma simples pesquisa no Google é capaz de revelar mais do que gostaríamos sobre qualquer pessoa, tornando-a suscetível, inclusive, a ataques injustificados, banalização de sua imagem, além de ter seus dados utilizados por fraudadores. 


O direito à privacidade, no Brasil, é basilar. A Constituição Federal de 1988 já garante aos indivíduos a privacidade, considerada direito fundamental indisponível resguardado de pleno a qualquer indivíduo. Justamente por ser um direito fundamental não comporta renúncia perene, pois, em tese, é irrenunciável.


Em seu artigo 5º, inciso X, a Carta Magna tratou de proteger a privacidade assim assegurando: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.


Apesar de parcela da doutrina moderna admitir que pode ser possível uma renúncia temporária, não me parece ser este o fator aplicado ao excesso de exposição gerado a partir de redes de sociais, nas quais a efêmera disponibilização de status alcança, cada dia mais, seguidores.


Assim, quando a exposição passa a ser em ambiente virtual, as pessoas detentoras de mesmo direito na vida offline parecem não considerar a quebra da privacidade, mesmo com reforçado amparo da legislação nacional. Note-se ainda o disposto no artigo 5º, inciso LX, da Constituição Federal, que determina que “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais, quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”.


Em linhas gerais, a Constituição ratifica o interesse social através da publicidade dos atos, no entanto prevê a restrição de tal publicidade sempre que a defesa da intimidade e o interesse social o exigirem. O resguardo via segredo de justiça a dados relativos à intimidade é previsto no artigo 189 do Código de Processo Civil (CPC): “os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade”.


Mais recentemente, há ainda a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que, apesar de sua natureza distinta, está profundamente vinculada ao direito da privacidade. A Lei 13.709/2018 (LGPD) tem como seu escopo principal amparar a proteção dos dados pessoais, sejam eles os dados pessoais pura e simplesmente ou mesmo os dados pessoais sensíveis frente à inexorável necessidade de amparo contra abusos por parte de entes públicos ou privados. Desta forma, o direito à autodeterminação informativa garante que o titular tenha total controle sobre seus dados pessoais, podendo decidir se os mesmos poderão ser objeto de tratamento, bem como exigir a correção ou exclusão das informações de bancos de dados.


Mas, e quando quem desrespeita a LGPD é o próprio usuário?


Para esses casos, inclusive, a própria LGPD já prevê em seu artigo 43, inciso III que: “os agentes de tratamento só não serão responsabilizados quando provarem que o dano é decorrente de culpa exclusiva do titular dos dados ou de terceiros”.


Assim, exigir lei protetiva e respeito à privacidade e intimidade enquanto o carrossel fotográfico expõe a rotina, os gostos e a vida das pessoas é um enorme contrassenso. 


Bom, comecemos por aquele reels em que um pai posta o filho pequeno cantando a música que toca na rádio do carro. O vídeo em poucos momentos atinge centenas ou milhares de pessoas, mas será que esse pai tomou os devidos cuidados para não expor, por exemplo, o uniforme da escola em que o filho estuda? 


Outro caso concreto está, ao postar, uma foto do fim de semana com os amigos enquanto no registro aparece também a placa do seu carro. E mais recentemente, tão viral quanto a Covid-19, fotos de pessoas recém vacinadas exibindo orgulhosamente seus cartões comprobatórios do recebimento do imunizante. 


O que muitos ainda não se atentaram, no entanto, é que todas essas imagens escancaram dados pessoais e podem trazer sensibilidades aos que tiverem a intimidade exposta, mesmo que por sua própria vontade. 


Nome completo, nº do CPF, data da vacinação, lote do imunizante, unidade de saúde em que a vacina foi aplicada, data da segunda dose. Esses dados estão disponíveis na internet em inúmeros perfis de redes sociais. Considerados sensíveis, esses dados, em mão erradas, podem trazer transtornos. Além da possibilidade de falsificação do cartão, os dados expostos podem ser utilizados para a aplicação dos mais variados golpes.


Da mesma forma, pela placa do carro, é possível consultar a regularidade do veículo em sites da internet com o objetivo de cometer delitos a partir dos dados publicados. E é claro que ainda há a questão de segurança, ao expor crianças com uniformes e suas rotinas nas redes sociais, o endereço da residência da família, local de trabalho, programação de viagens.


Há pouco tempo uma influenciadora digital publicou foto em seu perfil em rede social e, em virtude dela, foi vítima de um assalto. Na imagem, é possível ver no pulso da influenciadora um relógio de marca de luxo, que foi exatamente o item alvo do roubo. Segundo a própria vítima, o assaltante armado entrou procurando por ela e, mesmo em um ambiente repleto de outras pessoas, ela foi a única a ser roubada.


Em abordagem, que parece ter se tornado corriqueira, golpistas pedem transferência de dinheiro por aplicativos de mensagens do celular, utilizando, inclusive, a foto da vítima no perfil de identificação do número. Esse golpe vem ficando ainda mais sofisticado, já que os fraudadores conseguem identificar parentes e amigos pelo nome, utilizando referências familiares ou de determinados grupos de amizade. Todos conhecemos alguém que já passou por essa desagradável situação, não é mesmo?


Desta forma, nada adianta o clamor pela proteção e a exigência do controle sobre a decisão de como dar-se-á o tratamento dos dados pessoais, se nas redes sociais esses critérios parecem passar despercebidos pelos administradores dos perfis. Não estamos falando da política dos aplicativos que apresentam termos que poucos efetivamente leem antes de dar o check “Li e aceito”, mas sim dos próprios detentores desta proteção legal, perpassando conscientização do usuário frente a nova era digital. 



Disponível em: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/dadospessoais-a-privacidade-ou-falta-dela-na-era-digital 

Observe o trecho: 

“Eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.”


Na reescrita:

“Ela se submetia às humilhações.”


O pronome “se” exerce função de:


Alternativas
Q3927015 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

TEXTO I

A Inteligência Artificial vai desempregar muita gente

"Os modelos de IA sofrem de uma falha bem conhecida no mundo da tecnologia: as alucinações"

Algumas profissões serão duramente afetadas pela Inteligência Artificial (IA). Em algumas outras, a IA terá mais dificuldades em avançar no curto prazo. E, ainda bem, a IA comete falhas bem humanas. Tomemos como exemplo o seguinte caso real. Um escritor, para cada livro que escrevia, precisava de uma imagem para montar a capa do livro. Para isso, adquiria os direitos de uso de uma imagem. Um artista digital ou um fotógrafo eram pagos. Há alguns meses, o escritor descobriu o software Midjourney, que usa IA e produz imagens a partir de uma simples descrição do resultado desejado. Agora, ele apenas especifica ao software como deseja a capa e em instantes tem o produto. Podendo criar várias opçãos e escolher a que julgar melhor. A consequência direta é que há menos demanda para trabalhos dos artistas digitais e dos fotógrafos.
De uma forma geral, todos os trabalhos para os quais existe uma grande base de exemplos digitalizados podem ser processados por softwares de aprendizado automatizado, de forma que a tecnologia adquire a habilidade de produzir variações dos exemplos estudados. É o caso de atividades como escrever romances, pesquisar informações, produzir imagens digitais ou escrever petições à justiça. E é possível estender essa lista acrescentando outras atividades como a produção de música, de filmes e de artigos de opinião.
Quem possui trabalhos nessas áreas vai rapidamente sofrer os impactos da IA, ou está sofrendo. Em maio, a IBM anunciou que evitaria a contratação de pessoas para funções que podem ser desempenhadas pela IA. Para escapar disso, melhor ir pensando em profissões que exijam criação de novos conhecimentos ou informações, como a pesquisa científica e o jornalismo noticioso; ou a solução de problemas para os quais não há regras prédefinidas, como a gerência de uma empresa; ou profissões que exigem alto grau de empatia, como trabalho social e psicoterapia.
Contudo, a Inteligência Artificial também comete erros bem humanos. No mês passado, um escritório de advocacia de Nova York usou o chatGPT para produzir uma petição em processo movido contra uma empresa de aviação. Na peça processual foram elencados vários precedentes legais. Quando o processo chegou aos advogados da empresa ré, eles não encontraram os casos citados como precedentes. Uma rápida investigação descobriu que os casos só existiam como uma "invenção" do chatGPT.
É preciso refletir sobre como a IA produz resultados. É por meio de um processo de combinações estatísticas de palavras que estão na base de dados do modelo de IA. Essas palavras são unidas umas às outras de uma forma que pareça fazer sentido estatisticamente. Mas os modelos de IA sofrem de uma falha bem conhecida no mundo da tecnologia: as alucinações. São situações nas quais eles produzem resultados absurdos, porque a técnica de combinações estatísticas acabou resultando em uma combinação absurda, sem nada a ver com a realidade.
Um ser humano alucinado perderia o emprego. Os advogados que usaram a alucinação do chatGPT foram punidos em 5 mil dólares pelo juiz do caso. Mas o chatGPT não será demitido. O algoritmo será ajustado para tentar evitar problemas como esse e, se as alucinações forem controladas e não houver muitos novos danos, o chatGPT permanecerá sendo muito usado.
Contudo, há outro efeito colateral ainda mais preocupante que decorre do uso da IA nas atividades humanas. Em muitas situações, o que se deseja premiar é a habilidade humana. Então, não é justo homenagear um trabalho que foi quase exclusivamente produzido por um programa de computador. Vejamos o caso de uma competição de fotografia na Austrália, no começo deste mês. Uma das fotos enviadas foi desqualificada por suspeita de que teria sido produzida com auxílio da IA. A expressão "suspeita" é extremamente relevante nesse caso. A autora da foto declarou que isso não ocorreu, e que ela teria tirado a foto com seu celular.
Estamos presenciando uma mudança fundamental na vida em sociedade. Quando a IA começou a produzir resultados artificiais semelhantes aos produzidos pelos humanos, o problema agora não é apenas o risco de tratar como reais produtos criados pela IA, outro problema ainda maior é tratar como falsos os produtos realmente oriundos do talento humano. A propósito, este artigo foi realmente escrito por um humano, ou foi produzido pela Inteligência Artificial?

ORLANDO SANTOS, analista de sistemas e entusiasta de tecnologia CORREIO BRAZILIENSE. Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/07/5112935- artigo-a-inteligencia-artificial-vai-desempregar-muita-gente.html .
Observe o trecho do texto:
“[...] e, se as alucinações forem controladas e não houver muitos novos danos, o chatGPT permanecerá sendo muito usado. ” (Parágrafo 6)
Nesse caso, o emprego do “se” introduz ideia de:
Alternativas
Q3924086 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do “se”.
Alternativas
Q3922280 Português

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BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em .<https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>. 


Na oração “Preconceito se trata com educação!”, empregada na charge acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3919441 Português
Assinale a alternativa que indica a correta classificação da palavra “se” no contexto de ocorrência do trecho a seguir, retirado do texto:

“Ao se desviarem das situações de embates apresentadas, retardam o seu amadurecimento”.
Alternativas
Q3918423 Português

Leia para responder à questão



O diabetes é uma condição crônica em que o corpo passa a lidar mal com a glicose, seja por produzir pouca insulina, seja por não utilizá-la de modo eficiente. Como a glicose circula no sangue, alterações persistentes podem ocorrer sem sintomas marcantes no início, o que torna o diagnóstico tardio relativamente comum. Em muitos casos, sede intensa, aumento da urina, fadiga e perda de peso aparecem de forma gradual e são confundidos com estresse ou rotina. O problema é que, enquanto esses sinais são minimizados, o excesso de glicose pode afetar vasos, nervos e órgãos, comprometendo visão, rins e circulação periférica. Por isso, o acompanhamento regular e a educação em saúde têm papel decisivo, sobretudo em pessoas com histórico familiar, excesso de peso ou pressão alta. Em vez de tratar apenas números, o cuidado precisa olhar hábitos, sono, alimentação e acesso a serviços, porque o controle depende do cotidiano.

O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar”, pois envolve escolhas consistentes e estratégias realistas para manter a glicemia dentro de metas seguras. Alimentação com fibras, redução de ultraprocessados, ajuste de porções e regularidade nas refeições podem ajudar, mas a resposta do organismo varia conforme idade, medicações e nível de atividade física. Exercício, mesmo moderado, aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o uso da glicose pelos músculos, porém exige atenção a hipoglicemias em quem usa insulina ou certos antidiabéticos. A adesão costuma melhorar quando o plano é negociado e inclui preferências culturais, horários de trabalho e recursos disponíveis, evitando prescrições impraticáveis. Também entram no cuidado os exames periódicos, a avaliação dos pés, a checagem da pressão e a atenção aos sinais de alerta.

Quando o diabetes é compreendido como uma rotina de autocuidado apoiada por equipe e família, ele deixa de ser apenas uma doença e passa a ser um campo contínuo de decisões que protegem o futuro

No trecho “O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar””, o termo destacado, morfologicamente, atua como:
Alternativas
Q3917032 Português
Leia para responder à questão

O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta...", a partícula destacada classifica-se morfologicamente como:
Alternativas
Q3915464 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Assinale a alternativa que indica a correta classificação da palavra “se” no contexto de ocorrência do trecho a seguir, retirado do texto:

“Ao se desviarem das situações de embates apresentadas, retardam o seu amadurecimento”.
Alternativas
Q3914631 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a palavra destacada no trecho: “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico”.
Alternativas
Q3907968 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão primordial


A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.

Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.

O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.

Texto Adaptado


GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
No trecho "a linguagem tende a se esvaziar", a forma "se" apresenta um comportamento sintático-semântico específico. Considerando as regras normativas de emprego do "se" e os efeitos de sentido produzidos na construção frasal, assinale a alternativa correta quanto à sua classificação.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bento Gonçalves - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Angiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cirurgia Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Clínica Médica | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Endocrinologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Geral Comunitário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra - Edital n° 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Generalista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ortopedista Traumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pneumologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q3907840 Português

Por que crianças não quebram mais o braço?





Por Pedro Guerra  


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta classificação da palavra sublinhada “se” de acordo com o seu emprego no trecho a seguir: 
“Muitos pais, exaustos pelo próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer”.  
Alternativas
Q3905617 Português

Leia o comunicado: 


"Caso surjam dúvidas durante o procedimento, orientamos que se consulte o manual antes de acionar o suporte."


A colocação pronominal em "se consulte" está correta porque:


Alternativas
Q3905616 Português
No texto a seguir:

"O técnico informou que o backup se realizará automaticamente".

A colocação pronominal em "se realizará" está correta porque: 
Alternativas
Q3904070 Português
“O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionado em 13 de julho de 1990, é o principal instrumento normativo do Brasil sobre os direitos da criança e do adolescente. O ECA incorporou os avanços preconizados na Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas e trouxe o caminho para se concretizar o Artigo 227 da Constituição Federal, que determinou direitos e garantias fundamentais a crianças e adolescentes. Considerado o maior símbolo dessa nova forma de se tratar a infância e a adolescência no país, o ECA inovou ao trazer a proteção integral, na qual crianças e adolescentes são vistos como sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento e com prioridade absoluta. Também reafirmou a responsabilidade da família, sociedade e Estado de garantir as condições para o pleno desenvolvimento dessa população, além de colocá-la a salvo de toda forma de discriminação, exploração e violência.”

Disponível em: https://www.gov.br 


Leia o texto abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3903824 Português

Analise o verso:

“E, se depois de tanto mino que o atraia, ele se sente pobre, sem paz e sem arrimo...”


Assinale a alternativa que explica corretamente o uso do pronome oblíquo “se”.

Alternativas
Q3901994 Português
Analise o texto abaixo:
“Prezados colaboradores, informamos que a chefia solicitou a entrega dos relatórios. Pede-se que os documentos enviem-se até sexta-feira.”
Assinale a alternativa que reescreve o trecho final de acordo com as regras de colocação pronominal e pontuação da norma culta.
Alternativas
Q3899146 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.

    Nas florestas urbanas, o controle ambiental protege a área verde da cidade e remete à preservação do equilíbrio ecológico, mas também exige planejamento contínuo.
    Há políticas públicas que orientam a gestão ambiental, e os técnicos as aplicam com rigor. Essas ações tornam-se mais eficazes quando a comunidade participa ativamente e fiscaliza o cumprimento das normas ambientais.
    Preservar esses espaços é essencial, porque mantém a biodiversidade e as beneficia diretamente, melhorando a nossa qualidade de vida.
A partícula “se”, como termo integrante da oração, apresenta a seguinte característica no trecho em que se encontra:
Alternativas
Q3888206 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1



Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar



   Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.


    À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.


   Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.


Raiz do problema


   Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.


    “O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.


     De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.


    Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.


  Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.


Os ‘kidults’


    Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.


    Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).


   Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.


    Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.


    Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.


Hora de brincar


   Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.


    Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.


   Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

Tendo em vista as regras de colocação pronominal da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta se mantém condizente com a norma-padrão.
Alternativas
Q3884974 Português
A frase abaixo em que o pronome SE tem valor de pronome recíproco, é:
Alternativas
Q3884967 Português
Observe o seguinte texto:

“Por que mudamos a ordem alfabética do teclado da máquina de escrever por outra tão arbitrária como a atual? Porque desse modo superávamos um problema mecânico. Se escrevias rápido demais, as barras que moviam as letras se chocavam e bloqueavam o mecanismo. A solução consistia em mudar a situação das teclas: letras como o i e e que normalmente pulsam sucessivamente, as colocas nos extremos opostos da máquina, com o objetivo de que suas barras não se choquem.”

Nesse texto há várias estruturas com primeiras e segundas pessoas que poderiam ser evitadas, utilizando-se estruturas com se.

Assinale a forma modificada que mostra erro na construção de alguma frase do texto.
Alternativas
Respostas
81: A
82: B
83: B
84: D
85: A
86: C
87: D
88: A
89: D
90: B
91: E
92: B
93: A
94: D
95: B
96: C
97: B
98: A
99: D
100: E