No trecho “O manejo do diabetes não se resume a “cortar açú...

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Q3918423 Português

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O diabetes é uma condição crônica em que o corpo passa a lidar mal com a glicose, seja por produzir pouca insulina, seja por não utilizá-la de modo eficiente. Como a glicose circula no sangue, alterações persistentes podem ocorrer sem sintomas marcantes no início, o que torna o diagnóstico tardio relativamente comum. Em muitos casos, sede intensa, aumento da urina, fadiga e perda de peso aparecem de forma gradual e são confundidos com estresse ou rotina. O problema é que, enquanto esses sinais são minimizados, o excesso de glicose pode afetar vasos, nervos e órgãos, comprometendo visão, rins e circulação periférica. Por isso, o acompanhamento regular e a educação em saúde têm papel decisivo, sobretudo em pessoas com histórico familiar, excesso de peso ou pressão alta. Em vez de tratar apenas números, o cuidado precisa olhar hábitos, sono, alimentação e acesso a serviços, porque o controle depende do cotidiano.

O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar”, pois envolve escolhas consistentes e estratégias realistas para manter a glicemia dentro de metas seguras. Alimentação com fibras, redução de ultraprocessados, ajuste de porções e regularidade nas refeições podem ajudar, mas a resposta do organismo varia conforme idade, medicações e nível de atividade física. Exercício, mesmo moderado, aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o uso da glicose pelos músculos, porém exige atenção a hipoglicemias em quem usa insulina ou certos antidiabéticos. A adesão costuma melhorar quando o plano é negociado e inclui preferências culturais, horários de trabalho e recursos disponíveis, evitando prescrições impraticáveis. Também entram no cuidado os exames periódicos, a avaliação dos pés, a checagem da pressão e a atenção aos sinais de alerta.

Quando o diabetes é compreendido como uma rotina de autocuidado apoiada por equipe e família, ele deixa de ser apenas uma doença e passa a ser um campo contínuo de decisões que protegem o futuro

No trecho “O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar””, o termo destacado, morfologicamente, atua como:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho “O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar””, a palavra destacada integra a forma verbal pronominal “resumir-se”. Como o comando pede a classificação morfológica do termo, o “se” deve ser identificado como pronome oblíquo átono, o que conduz à alternativa C.

Tema central: Classificação morfológica do se
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. No trecho dado, “se” não conecta orações nem introduz oração subordinada. Logo, não atua como conjunção. Aqui, ele faz parte da forma verbal “se resume”, o que afasta o valor conectivo.
B
Errada
Incorreta. “Se” não estabelece relação entre termos por regência. A relação prepositiva da construção está em “a”, em “resume a “cortar açúcar””. Portanto, o termo destacado não é preposição.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, em “não se resume”, o termo destacado integra a construção pronominal do verbo “resumir-se”. Morfologicamente, portanto, pertence à classe dos pronomes. O ponto decisivo é que a questão cobra a classe gramatical da palavra, e não uma função sintática eventual do “se” em outros contextos.
D
Errada
Incorreta. “Se” não exprime circunstância nem modifica o verbo “resume” como faria um advérbio. Seu papel no trecho é integrar o verbo pronominal “resumir-se”, e não acrescentar valor adverbial.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre os vários usos possíveis de “se” na língua e o fato de o enunciado pedir morfologia, não análise sintática. Neste trecho, “se” não deve ser lido como conjunção nem como outro valor contextual possível em frases diferentes.
Dica para questões semelhantes
  • Leia primeiro o comando: se ele pede atuação morfológica, a resposta deve ser a classe gramatical da palavra.
  • Verifique se o “se” está ligado a um verbo pronominal, como em “resumir-se”; nesse caso, a classificação morfológica é pronome.
  • Elimine “conjunção” quando o “se” não estiver conectando orações.
  • Procure a preposição real da construção: neste trecho, ela é “a”, não o “se”.

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Comentários

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Gabarito: C — Pronome

No trecho “O manejo do diabetes não se resume a ‘cortar açúcar’”, o termo “se” funciona morfologicamente como pronome.

Explicação:

“se” é um pronome apassivador / partícula integrante do verbo pronominal no verbo “resumir-se” (no sentido de limitar-se, restringir-se).

Estrutura:

  • resumir-se a algo = limitar-se a algo

Exemplo equivalente:

  • A solução se resume a estudar mais.

Portanto, “se” pertence à classe dos pronomes, não sendo conjunção, preposição ou advérbio.

Bizu de prova:

Sempre que aparecer verbo + se como arrepender-se, queixar-se, resumir-se, lembrar-se, o “se” é pronome, porque faz parte do verbo pronominal.

Gabarito C

Pronomes reflexivos retomam o sujeito e indicam que a ação recai sobre ele mesmo, funcionando como objeto direto ou indireto na oração. 

  • “Ele se cortou com a faca.”
  • “Nós nos organizamos para a viagem.”

CFOPMBA

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