Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q4305139 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e de flexão verbal, a passagem “Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.” (3º parágrafo) admite a seguinte reescrita:
Alternativas
Q4300726 Português
Leia o Texto IV para responder à questão:


Texto IV


‘Temi que meu filho tivesse câncer cerebral, mas ele havia sido envenenado com vitamina D’


Hazel Martin

BBC News - 18 abril 2026


    O menino Roo, de sete anos, ficou doente no início do ano passado. Sintomas como sua perda de peso e muita sede levaram seus médicos e seus pais a recear que ele pudesse ter um tumor no cérebro.

    Mas as investigações concluíram que ele havia sido acidentalmente envenenado com uma overdose de vitamina D, prescrita para tratar das suas dores crescentes.

    A concentração do frasco de vitamina D3 em gotas consumido por Roo era cerca de sete vezes maior do que o normal. Ele fazia parte de um dentre dois lotes com defeito de produção que foram distribuídos no Reino Unido.

    A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado o tratamento prescrito até o fim.

    A vitamina D é um nutriente vital que regula o cálcio e o fosfato, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. Milhões de adultos a consomem na forma de suplementos, que são vendidos nas farmácias.

    Mas, no Reino Unido, a vitamina D em dosagem mais alta, receitada pelos médicos, ainda é classificada como suplemento alimentar e não é regulamentada pelo órgão regulador britânico, a MHRA (Agência Reguladora de Remédios e Produtos para Assistência Médica, na sigla em inglês).

    O órgão britânico responsável pelo acompanhamento das vitaminas e suplementos alimentares é a Agência de Padrões Alimentares (FSA, na sigla em inglês).

    AMHRA afirma que trabalha em conjunto com a FSA para manter a segurança do público. Mas um especialista contou à BBC que o órgão regulador de remédios deveria buscar mudanças na forma de regulamentação dos suplementos vitamínicos.

Em dezembro de 2024, Roo recebeu prescrição de uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas, para tentar diminuir a sua intensa dor nas pernas.

    [...]

    “Ele teve hipercalcemia e os médicos ficaram muito preocupados com esse nível tão alto de cálcio no sangue", conta a mãe.

    “Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma ressonância magnética do cérebro.”

    O misterioso caso de Roo também foi analisado por equipes do Hospital Real Infantil de Glasgow, na Escócia. E uma ligação telefônica casual com um endocrinologista forneceu a peça que faltava no quebra-cabeça.

    Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3. E, com os detalhes do lote, a equipe que cuidava de Roo conseguiu identificar o frasco que o menino ainda usava para tomar as gotas todos os dias.

     “Deduzimos dali que era o seu corpo fazendo algo estranho porque, basicamente, ele foi envenenado por aquele lote ruim”, conta Hobbs-Sargeant.

    [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vl3g72rkwo. Acesso em: 24 abr. 2026.
Os fragmentos do Texto IV apresentam usos do se:
I- “A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado o tratamento prescrito até o fim.”
II- “Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma ressonância magnética do cérebro.”
III- “Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3.”

Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.
Alternativas
Q4297147 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo


A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.


Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que 47% dos currículos nacionais de 100 países não mencionam  tema, enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos.


No Brasil, esse cenário tem impulsionado iniciativas voltadas à ampliação da educação climática, como a Reconectta, que, por meio do movimento "Escolas pelo Clima", já mobiliza mais de 1 milhão de estudantes e 100 mil educadores em 480 municípios, com foco em ações práticas de engajamento.


Para Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, a presença do tema na educação formal está em processo de consolidação. "É importante lembrarmos que, embora a ciência estude o aquecimento global há bastante tempo, a emergência climática como pauta presente na sociedade como um todo no debate público, de forma mais latente, é um fenômeno relativamente recente, talvez entre 5 e 10 anos", afirma. Segundo ela, a incorporação do assunto envolve mudanças culturais e estruturais. "O tema ainda é tratado muitas vezes como opcional, como algo que cabe numa semana temática, num projeto de feira de ciências, e não como parte do currículo permanente", comenta.


A preparação dos educadores é um dos pontos centrais nesse processo. Livia destaca que o desafio está relacionado à necessidade de ampliar formação e suporte contínuo. "Essa ausência do tema nos currículos dificulta a compreensão da temática e impede que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e, principalmente, como podem se envolver nas soluções".


Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade de muitos estudantes. Um relatório do Unicef aponta que, apenas em 2024, mais de um milhão de crianças e jovens brasileiros tiveram os estudos interrompidos por eventos extremos. Nesse contexto, a compreensão do tema ganha relevância. "Essa ausência desse tema nos currículos dificulta a compreensão da temática, que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e principalmente como que eles podem se envolver nas soluções", explica.


Com foco na prática, o movimento "Escolas pelo Clima" propõe que cada instituição desenvolva ao menos uma ação ao longo do ano. "A prática, ela é o coração do movimento", afirma Livia. A iniciativa oferece formações, materiais de apoio e reconhecimento às escolas, além de estimular a troca de experiências entre diferentes regiões.


A proposta também considera as particularidades de cada território. "Não existe receita pronta para que essa prática aconteça nas escolas", ressalta. "A gente dá caminhos, inspirações e uma série de apoio para que essas ações aconteçam de forma muito contextualizada em cada território." Em 2025, cerca de 700 ações foram realizadas no país.


A diversidade de contextos, especialmente na rede pública, que representa 70% das instituições participantes, demanda soluções flexíveis. "O segredo está em transformar a sustentabilidade em uma estratégia institucional, e não apenas em um projeto passageiro, garantindo que esse aprendizado seja continuado", afirma.


Além das escolas, a iniciativa também dialoga com o setor corporativo, conectando programas de responsabilidade social a uma rede já engajada. "Quando a gente age de forma integrada com esses diferentes atores da sociedade, a gente consegue não apenas compromissos de longo prazo, mas resultados sistêmicos e permanentes", diz Livia.


Fonte: NICOLAU, André. Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo. CNN Brasil, [S. l.], 8 jun. 2026.

Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/educacao-climatica-avanca-nas-escolas-mas-ainda-tem-lacunas-no-curriculo/. Acesso em: 9 ago. 2026.

"...enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos."
Considerando as regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta quanto à posição do pronome reflexivo 'se'.
Alternativas
Q4297075 Português
Com base nos aspectos sintáticos e morfossintáticos do trecho Não se preocupe!, analise as partes que seguem:

(1ª parte): Sintaticamente, o pronome se funciona como objeto indireto do verbo preocupe, indicando que a ação verbal recai sobre o próprio emissor da mensagem.
(2ª parte): A presença do advérbio Não antes do verbo exige gramaticalmente a colocação do pronome se em próclise por se tratar de palavra atrativa.
(3ª parte): No plano da sintaxe do período composto, a frase atua como oração subordinada substantiva subjetiva em relação à fala seguinte.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4286699 Português

Com base na leitura abaixo responda a questão.


Fig.4.png (360×272)



Fonte: https://arquitetura.vivadecora.com.br/gentrificacao 

Considere a fala do personagem no primeiro balão da charge de Eugênio Neves:


“E se nos tirarem aqui da vila, pra construir o estádio da Copa, nós vamos pra onde?”


Assinale a alternativa que indica a correta classificação e o valor semântico do vocábulo “se” destacado na frase:


Alternativas
Q4283042 Português
Festival RioMar de Literatura exalta o humor em sua 12ª edição no dia 23 de abril

Já consolidado no calendário cultural da cidade, o RioMar Recife promove o Festival RioMar de Literatura no dia 23 de abril, a partir das 17h, no Teatro RioMar Recife. A 12ª edição traz como tema “O Humor na Literatura e no Cinema” e conta com nomes de relevância local e nacional para a programação, composta por painéis e apresentações artísticas.
https://riomarrecife.com.br/teatro/12-festival-riomar-de-literatura-16108

Considerando o contexto em que foi empregado, o verbo "exalta" pode ser substituído, sem alteração relevante de sentido, por 
Alternativas
Q4282732 Português
Analise o trecho a seguir e o sentido construído pela palavra "se" em negrito:
Você será mais feliz se tiver mais respeito por si mesmo.
O sentido que a palavra "se" dá ao trecho é de:
Alternativas
Q4279839 Português
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe dessem cálculos elaborados ela projetaria pontes. Se lhe dessem um laboratório ela inventaria vacinas. Se lhe dessem páginas brancas ela escreveria clássicos. Mas o que lhe deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas e pensando no que deveria pensar.

BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016. p. 9.

No contexto do texto, as orações iniciadas pela conjunção "Se" contribui, predominantemente, para
Alternativas
Q4277824 Português
Os estudos sobre letramento e alfabetização têm destacado a importância de compreender a leitura e a escrita não apenas como habilidades de codificação e decodificação, mas como práticas sociais situadas em contextos culturais diversos. Nessa perspectiva, a diversidade textual e os diferentes gêneros discursivos que circulam socialmente desempenham papel central no trabalho pedagógico, pois é por meio do contato com textos autênticos e significativos que as crianças se apropriam das funções e dos usos da Língua Escrita. Concomitantemente, a construção da competência leitora e escritora da criança envolve um processo complexo que integra dimensões cognitivas, linguísticas e sociais, conforme demonstraram pesquisas no campo da psicogênese da língua escrita, que evidenciaram que as crianças constroem hipóteses próprias sobre a escrita antes mesmo de dominar as convenções ortográficas.
A respeito das contribuições dos estudos da Psicogênese da Língua Escrita para a compreensão do processo de apropriação da escrita pela criança, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4277012 Português

Acredita quem quer



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto em que a palavra “se” tenha sido empregada como uma conjunção.
Alternativas
Q4262482 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Bom dia, por favor e obrigado

  Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
    É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
   Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De quem é a culpa?
    Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
    Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal. Indelicadeza? Jamais.
    Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
    Ficavam claras as boas intenções.
    A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
    De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
    As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
   Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
   O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
   Civilidade? Vá procurar a sua turma!
  A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
   Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs, decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer “obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
    Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
    “Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.


Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
Observe o fragmento “Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal” (5º parágrafo) e analise as assertivas que seguem.

I- Os termos “nunca” e “talvez” indicam circunstância de tempo, razão pela qual são classificados morfologicamente como advérbios.
II- No excerto analisado, o termo “obrigado” classifica-se morfologicamente como substantivo.
III- No excerto apresentado, o termo “se” funciona como pronome reflexivo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4257744 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
No trecho “confere-se-lhe verniz de legitimidade”, a análise morfossintática correta dos elementos “se” e “lhe” é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Brusque - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Analista de Informática | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Ginecologista/Obstetra | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Endocrinologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Psiquiatra | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Urologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Pneumologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Proctologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Ortopedista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Mastologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Fiscal do Meio Ambiente | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Fonoaudiólogo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Otorrinolaringologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Arte Educador • Artesanato | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Cardiologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Florestal | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Educador Físico | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Economista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Emergencista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Biólogo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Gastroenterologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Civil (Engenharia de Tráfego) | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Analista de Transportes | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Arte Educador • Música | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Língua Portuguesa | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Língua Inglesa | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Matemática | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4256864 Português
Numere a ordem dos parágrafos, de modo que a sequência assegure a progressão textual entre eles. 
(  ) À medida que o sol finalmente rompeu a cortina de fumaça branca no início da tarde, a cidade voltou ao seu compasso habitual. Ficou, contudo, a lembrança de um amanhecer diferente, provando que, às vezes, basta um fenômeno natural para nos lembrar de desacelerar e observar o mundo ao nosso redor.
(  ) O som dos despertadores chamava para mais um dia de labuta, mas a rotina matinal ganhou um ritmo inesperado. Na manhã desta segunda-feira, as principais ruas do bairro do Campeche, em Florianópolis, amanheceram sob uma neblina densa que transformou a paisagem urbana em uma pintura em tons de cinza.
(  ) Já para os pedestres que caminhavam em direção à praia, a névoa trouxe uma sensação de calmaria incomum. O barulho das ondas quebrando no mar parecia abafado pela umidade, criando um refúgio de tranquilidade bem no meio da agitação da ilha. A pressa diária deu lugar a passos mais lentos e contemplativos.
(  ) O espetáculo visual, no entanto, veio acompanhado de desafios práticos para quem precisou madrugar. Motoristas e ciclistas tiveram que redobrar a atenção nos cruzamentos próximos à Avenida Pequeno Príncipe, onde a visibilidade não passava de algumas dezenas de metros, exigindo paciência redobrada no trânsito local.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4248948 Português
Educação política passará a integrar currículo escolar


Uma nova lei publicada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial da União inclui a educação política e direitos da cidadania como componentes curriculares obrigatórios na educação básica. As normas alteram a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e também criam a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.

Com isso, os estudantes passarão a ter acesso a conteúdos voltados à compreensão da organização da sociedade, do exercício da cidadania e da participação democrática.

De acordo com Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), a medida cumpre um papel importante dentro das escolas.

"O valor pedagógico desse debate é tanto ensinar para o exercício da cidadania quanto a preparação para a vida. Estimular a participação política rumo a um país desenvolvido, próspero economicamente, justo socialmente e sustentável em termos ambientais", afirma o especialista.

Segundo o educador, debater educação política nas salas de aula é "essencial". No entanto, já deveria ser uma pauta implementada nas disciplinas de Filosofia e Sociologia. "A questão é que a Reforma do Ensino Médio desconstruiu toda a área de Ciências Humanas e deixou a LDB caótica", explica Daniel Cara.

"A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é falha, propositalmente, na questão da educação política. Deveria ser um tema aprofundado em Sociologia e Filosofia, além de ser abordado em História e Geografia. O melhor caminho, portanto, seria uma revisão da LDB, que é falha em quase todas as áreas e já deveria ser revista", defende o educador.

Apesar de a medida ser destinada ao ensino básico, é possível que a implementação do debate se restrinja ao período do Ensino Médio. No entanto, Daniel Cara defende que a temática seja abordada após o 8º ano do Ensino Fundamental.

"O estudo da realidade social e política deveria ser abordado no Ensino Médio, de modo objetivo, dentro do currículo de Filosofia e Sociologia, que idealmente deveriam começar no 8.º ano do Ensino Fundamental", diz o especialista

Por vezes, estimular o pensamento crítico dentro das salas de aula reverbera de forma negativa. Apesar de estes componentes curriculares carregarem um papel social de desenvolvimento para os jovens estudantes, medidas como essa podem ser associadas a uma determinada formação ideológica dentro das escolas.

No entanto, Daniel Cara reforça que, para que isso não ocorra, é preciso valorizar as disciplinas que formam docentes para estimular debates políticos de forma educativa.

"Certamente há esse risco, por isso, deveria estar sob a égide da sociologia e da filosofia, que possuem a estruturação de um curso de licenciatura que forma os professores para não doutrinarem", explica o educador.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/pne-o-que-muda-com-a-aprova
cao-do-projeto-de-educacao/?utm_source=csa-cdm&utm_content=articl
e

Apesar de a medida ser destinada ao ensino básico, é possível que a implementação do debate se restrinja ao período do Ensino Médio.

I.No trecho, o verbo 'restringir' está empregado na forma pronominal, regendo a preposição 'a', que se contrai com o artigo 'o' em 'ao período'. Esse termo funciona como complemento indireto do verbo.

PORQUE

II.O verbo 'restringir-se' é pronominal, pois o pronome 'se' integra sua estrutura. Com comportamento semelhante, o verbo 'confraternizar' também pode ser empregado de forma pronominal, embora a preposição regida seja normalmente 'com'.

A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4248297 Português
        Segundo estimativa apresentada em 2020 pela Forbes Finance Council, em 2050, mais de 68% da população mundial deverão viver em ambiente urbano. Isto posto, é consenso que as cidades devem estar preparadas para oferecer os melhores serviços e condições de vida a seus cidadãos. Dessa forma, entende-se que o contexto de cidades inteligentes está atrelado ao próprio desenvolvimento urbano sustentável e socioeconômico dos municípios.

        Além disso, as iniciativas voltadas para cidades inteligentes podem impactar positivamente os países em desenvolvimento. Dessa forma, entende-se que o Brasil precisa posicionar-se e definir a sua capacidade de atuação nesse mercado como um agente ativo de inovação e de mudanças e não como um agente passivo que utilizará os modelos e as soluções de outros países. Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica, variáveis de forte influência para o desenvolvimento da estratégia brasileira para cidades inteligentes.

        A estruturação de uma agenda governamental e estratégica voltada para o tema é fundamental para o país, a fim de impulsionar a competitividade do mercado pela participação de empresas instaladas no Brasil e, assim, promover o crescimento sustentável dos municípios.

Ministério do Desenvolvimento Regional. Caderno Cidades Inteligentes: Estratégia para Implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. PNUD/EY. Brasília, 2021, p. 15 (com adaptações). 

Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.


No trecho "Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica" (segundo parágrafo), o segmento "Há de se considerar" poderia ser substituído por Devem-se considerar, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias originais.


Alternativas
Q4247202 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado é responsável por indeterminar o sujeito da ação verbal.
Alternativas
Q4246839 Português
"Agora, já aos 70 anos, o que eu realmente aprendi foi aquilo que eu não sabia aos 21: não adianta esperar pela resposta quando não se tem a pergunta certa." (Pedro Bandeira)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no período acima.
Alternativas
Q4246324 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A ilusão da eficiência

    Em tempos de intensa digitalização dos serviços públicos, tornou-se comum associar o avanço tecnológico à ideia de eficiência administrativa. Entretanto, a mera incorporação de ferramentas digitais não assegura, por si só, a melhoria dos serviços prestados ao cidadão. A tecnologia, quando desacompanhada de planejamento, de capacitação permanente dos servidores e de mecanismos de controle, converte-se em instrumento estéril, incapaz de produzir os resultados que dela se esperam.
    Não raro, administrações públicas investem vultosos recursos em sistemas informatizados sem previamente redefinir seus processos internos. Cria-se, então, a falsa impressão de modernização, quando, em verdade, apenas se transferem para o ambiente digital as mesmas deficiências que já comprometiam os procedimentos tradicionais.
     A eficiência administrativa exige mais do que equipamentos sofisticados ou plataformas eletrônicas de última geração. Requer, sobretudo, a construção de uma cultura institucional baseada no planejamento, na transparência e na avaliação contínua dos resultados. Sem esses pilares, a tecnologia deixa de ser instrumento de transformação para tornar-se mero ornamento burocrático.
    Por isso, a verdadeira inovação na Administração Pública não reside simplesmente na aquisição de novos sistemas, mas na capacidade de repensar práticas, corrigir distorções e colocar o interesse público acima do fascínio pelas soluções tecnológicas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)
Em "Cria-se, então, a falsa impressão de modernização...", o sujeito da forma verbal destacada é 
Alternativas
Q4246234 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada é responsável pela indeterminação do sujeito na oração.
Alternativas
Q4245639 Português
Em diversas situações do cotidiano, agir com honestidade é fundamental para a construção de relações de confiança e respeito entre as pessoas.
A palavra honestidade, destacada no texto, pode ser substituída, sem alteração significativa de sentido, por:
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: B
4: A
5: C
6: D
7: B
8: B
9: B
10: D
11: B
12: D
13: E
14: C
15: E
16: B
17: D
18: B
19: D
20: B