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Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.344 questões

Q4128254 Português

Leia o texto a seguir

Disponível em: https://www.iguatamaagora.com.br/noticia/828/metaacolhercampanha-de-prevencao-ao-feminicidio. Acesso em: 30 nov. 2025. 

Na peça publicitária, o enunciado “A melhor arma contra o feminicídio é a colher” aparece acompanhado da imagem de uma colher metálica em destaque. A formulação retoma e transforma um ditado amplamente difundido na cultura brasileira, produzindo um efeito de sentido que
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Q4128246 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Receita


ingredientes


2 conflitos de gerações


4 esperanças perdidas


3 litros de sangue fervido


5 sonhos eróticos


2 canções dos beatles



modo de preparar



dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração.



leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas.



corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver.



parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. sirva o poema simples ou com ilusões.



BEHR, Nicolas. Receita. In: 50 POEMAS de revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 73-74.

No poema, a combinação de elementos como sangue fervido, sonhos eróticos e esperanças perdidas integra metaforicamente o preparo descrito no texto. Considerando a relação entre esses componentes simbólicos e a construção da cena poética, essa reunião contribui para
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Q4127637 Português
Analisando a frase: “Eu morri de rir naquela festa!” é correto afirmar: 
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Q4126820 Português
Com base no texto apresentado, responda à questão.


O segundo parágrafo do texto finaliza-se com duas perguntas (l. 12-14). Essa estratégia empregada pela autora visa: 
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Q4125598 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

Como estratégia persuasiva, a autora busca uma aproximação maior com o leitor por meio da interlocução direta. No texto, essa estratégia se constrói pelo emprego do(a): 
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Q4123196 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada


Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da “Ilíada” de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.


Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, na Espanha, à CNN.


“Este é o grande avanço para nós”, disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.


“Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário”, acrescentou.


A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.


Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.


“Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor”, disse ele. “Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro.”


Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.


Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.


A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.


“A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha”, acrescentou.


“Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário”, disse Adiego.


Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-com-texto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado

"A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona."


Com base nos aspectos semânticos e estilísticos, assinale a alternativa correta. 

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Q4122700 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

No primeiro parágrafo, a sugestão de que “alguém ainda precisa fazer uma série de TV” cumpre função discursiva de
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Q4121239 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tomar chuva faz bem?

O som relaxante


Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.


"Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.


"Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse." Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.


Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.


Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.


"Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."


Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente. Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.


Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado

"...minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen."
O uso da primeira pessoa no trecho contribui para:
Alternativas
Q4121104 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.




Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada



Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.


Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, ??na Espanha, à CNN.


"Este é o grande avanço para nós", disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.


"Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário", acrescentou.


A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.

Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.


"Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor", disse ele. "Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro."


Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.


Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.


A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.


"A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha", acrescentou.


"Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário", disse Adiego.


Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-comtexto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado

O texto 'Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada' pode ser classificado como um texto predominantemente_____________, pertencente ao gênero _____________, uma vez que apresenta características como linguagem objetiva, citação de fontes especializadas, dados precisos e relato de descoberta científica recente, com o objetivo principal de _____________ o leitor sobre um fato ocorrido.


Com base no tipo e no gênero textual, complete as lacunas com os elementos adequados. 

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Q4119656 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo

A história da indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

    A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos tem sua historia ligada aos imigrantes alemães, que se estabeleceram na região ainda na primeira metade do século XIX. A pecuária já existente na região favoreceu o estabelecimento de curtumes e de uma indústria artesanal de artefatos de couro calcada na mão de obra intensiva de formação familiar.
    A característica artesanal do trabalho manteve-se praticamente durante todo o século XIX, mas logo cedeu lugar a uma industrialização crescente, inicialmente exportadora para o mercado nacional e, já na década de 1960, para o mercado internacional.
    O mercado externo adquiriu crescente importância para o calçado brasileiro e, especialmente, para o Vale dos Sinos a partir do final da década de 1970. Ao final da década de 90, o Brasll ocupava a terceira posição entre os principais produtores mundiais de calçados.
    Na primeira metade da década de 90, o complexo calçadista do Rio Grande do Sul participava com cerca de 75% da produção brasileira de calçados de couro, B0% do faturamento das exportações desse tipo de calçado e 75% do volume comercializado com o mercado exterior.
    As exportações de calçados nos últimos três anos (a partir de 1999) tiveram ainda uma grande impulsão em razáo da desvalorização da moeda frente ao dólar. Esse fator aumentou muito a competitividade do produto brasileiro perante competidores tradicionais como a Índia, aChinaealtália.
    O complexo coureiro-calçadista do Vale dos Sinos tem sido considerado, mais recentemente, um cluster, tendo em vista a concentração geográfica de indústrias e afins; a disponibilidade de mão de obra qualificada; a presenÇa de serviços de apoio tecnológico; a divisão e a especialização interfirmas na cadeia vertical de produção de calçados; a relação horizontal, especialmente sob a forma de subcontratação para a elaboração de partes da produção; a existência de pequenas e médias empresas e de associaçôes patronais.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004. 
Considerando as características estruturais e as informações apresentadas, qual é a principal intenção comunicativa do texto?
Alternativas
Q4119316 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Saudade da coxa de catupiry


    Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.

    Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda.

   Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço?

   Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa.

   Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão.


(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
O narrador inclui o leitor no texto no seguinte trecho:
Alternativas
Q4119068 Português
(Prefeitura Municipal de Curitiba. Disponível em:
https://mid-noticias.curitiba.pr.gov.br/2022/00346427.jpg.
Acesso em 04.04.2026)
O texto tem como principal função
Alternativas
Q4106322 Português

Para responder à questão, leia a charge.


texto.jpg (340×268)

O uso do ponto de exclamação no balão de fala da charge serve para:
Alternativas
Q4105871 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


texto.jpg (336×324)

No decorrer dos três quadrinhos, o garoto Armandinho desenvolve uma linha de raciocínio com o objetivo de gerar um efeito reflexivo no seu interlocutor. A partir da leitura do texto, constata-se que a intenção principal do menino ao compartilhar esses fatos é:
Alternativas
Q4105171 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Às vezes a vida fere


Viver é tocar em frente no ritmo das marés. Nós vamos e voltamos, ao sabor do destino, que não presta a menor atenção no que achamos, nem no que fazemos, mas que se impõe com a dureza da evolução da vida, rumo a um futuro que ninguém conhece, que ninguém sabe, que ninguém controla. Viver é reencontrar alguns amigos e ver nas caras cansadas, nos olhos opacos e nos corpos curvados que a vida pode ser dura e machucar quem nós sempre achamos que não se machucaria jamais. 


Pode ser dura como criptonita batendo no Super-homem. Pode ser ríspida como vento sul entrando com força. Como as chuvas de verão se transformando em tempestade e passando por cima de tudo e de todos, sem ligar para a dor ou sofrimento, para perdas ou danos, para miséria ou riqueza. A vida é a vida e ela segue em frente como a flor que se abre, brilha e seca, deixando o pólen de herança para a abelha fecundar outra flor e gerar outra árvore.


Cada ciclo se completa no seu tempo, que não é o nosso, nem nós alcançamos suas razões. Todo dia traz as novidades do dia, no sorriso que resgata, na lágrima que cai, na mão que se nega, no olhar que perdoa, na emoção que explode e extrapola o corpо.


Nada é mais ou menos, tudo é, simplesmente. Na saudade ainda não sentida, no momento perdido, na vacilada diante do imprevisto, no medo de ser ou fazer, ou em fazer e ser, sem medo e sem remorso, porque nesta vida só perdemos o futuro.


O que é triste é ver a vida cobrar seu preço de quem a gente ama. Marcar quem nos quer bem. Levar quem de noite deixa saudades.


MENDONÇA, Antônio Penteado. Às vezes a vida fere. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2023/01/23/as-vezes-a-vida-fere-2/>

O autor-narrador do texto "Às vezes a vida fere" apresenta-se de forma:
Alternativas
Q4104955 Português

Imagem associada para resolução da questão


Veja os quadrinhos: 

Alternativas
Q4103231 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo. 



A charge constrói seu sentido principal por meio de uma inversão de expectativas que gera uma forte ironia.



Na fala SE UM DIA EU CONSEGUIR ESCAPAR..., a ironia da cena reside no fato de que: 

Alternativas
Q4102633 Português

“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho...”


— Carlos Drummond de Andrade, do poema No Meio do Caminho.

No poema, a repetição da palavra “pedra” ajuda a transmitir a ideia de:
Alternativas
Q4100936 Português
Texto III


Estrela, estrela


Estrela, estrela

Como ser assim?

Tão só, tão só

E nunca sofrer


Brilhar, brilhar

Quase sem querer

Deixar, deixar

Ser o que se é


É bom saber que és parte de mim

Assim como és parte das manhãs


Eu canto, eu canto

Por poder te ver

No céu, no céu

Como um balão


Eu canto e sei que também me vês

Aqui, aqui com essa canção


Fonte: RAMIL, Vítor [Compositor]. Estrela, estrela. Intérprete: Gal Costa.In: Fantasia . Rio de Janeiro: Polygram/Phillips, 1981.
Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a função da linguagem predominante na canção.
Alternativas
Q4090550 Português
No Texto 1, a construção da voz narrativa articula subjetividade e representação de uma realidade social marcada pela pobreza e pela violência. Considerando essa característica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
81: C
82: B
83: A
84: A
85: A
86: D
87: E
88: A
89: B
90: A
91: B
92: D
93: D
94: C
95: C
96: C
97: C
98: A
99: D
100: A