Questões de Concurso
Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português
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Para responder à questão, leia a charge.


Para responder à questão, leia o texto abaixo.


No primeiro quadrinho temos:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Às vezes a vida fere
Viver é tocar em frente no ritmo das marés. Nós vamos e voltamos, ao sabor do destino, que não presta a menor atenção no que achamos, nem no que fazemos, mas que se impõe com a dureza da evolução da vida, rumo a um futuro que ninguém conhece, que ninguém sabe, que ninguém controla. Viver é reencontrar alguns amigos e ver nas caras cansadas, nos olhos opacos e nos corpos curvados que a vida pode ser dura e machucar quem nós sempre achamos que não se machucaria jamais.
Pode ser dura como criptonita batendo no Super-homem. Pode ser ríspida como vento sul entrando com força. Como as chuvas de verão se transformando em tempestade e passando por cima de tudo e de todos, sem ligar para a dor ou sofrimento, para perdas ou danos, para miséria ou riqueza. A vida é a vida e ela segue em frente como a flor que se abre, brilha e seca, deixando o pólen de herança para a abelha fecundar outra flor e gerar outra árvore.
Cada ciclo se completa no seu tempo, que não é o nosso, nem nós alcançamos suas razões. Todo dia traz as novidades do dia, no sorriso que resgata, na lágrima que cai, na mão que se nega, no olhar que perdoa, na emoção que explode e extrapola o corpо.
Nada é mais ou menos, tudo é, simplesmente. Na saudade ainda não sentida, no momento perdido, na vacilada diante do imprevisto, no medo de ser ou fazer, ou em fazer e ser, sem medo e sem remorso, porque nesta vida só perdemos o futuro.
O que é triste é ver a vida cobrar seu preço de quem a gente ama. Marcar quem nos quer bem. Levar quem de noite deixa saudades.
MENDONÇA, Antônio Penteado. Às vezes a vida fere. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2023/01/23/as-vezes-a-vida-fere-2/>

Veja os quadrinhos:

“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho...”
— Carlos Drummond de Andrade, do poema No Meio do Caminho.
https://www.ojornalista.com/2009/08/tirinha-a-evolucao-dacomunicacao/ acesso em 21.2.26
Considerando as intenções do autor e o uso da palavra “evolução” no título (“A evolução da comunicação”), é correto afirmar que
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais?
A evolução é um dos conceitos centrais da Biologia e explica como as espécies se transformam ao longo do tempo. Ela também mostra como os seres humanos compartilham uma longa história de adaptações que nos conectam a outros animais. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a ideia de que “os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais” ainda enfrenta resistência em parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência mais recente, 35,5% dos entrevistados discordam totalmente da ideia da evolução humana e outros 9,1% discordam em parte.
“Evolução” é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo, acumulando alterações que permitem sua adaptação aos ambientes. “Trata-se de um processo contínuo, inacabado e não linear”, afirma Camilo Silva Costa, biólogo e doutorando em Educação em Ciências na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
(...)
No caso dos humanos, a evolução é traçada a partir de um grupo de primatas que viveu na África há milhões de anos, incluindo espécies do gênero Australopithecus, precursoras do gênero Homo. Camilo conta que esse grupo se dividiu em duas linhagens que começaram a evoluir independentemente. Uma delas permaneceu na floresta tropical africana, no noroeste da África, dando origem aos chimpanzés que conhecemos hoje; e a outra migrou para os campos abertos, nas savanas do leste africano, dando origem ao gênero Homo.
(...) estudos genéticos confirmam que os seres humanos compartilham uma alta porcentagem de seu DNA com outros primatas, como chimpanzés e bonobos, nossos parentes vivos mais próximos. Esses dados reforçam a ideia de uma ancestralidade comum. Embora muitas pessoas associem erroneamente a evolução à ideia de que “descendemos dos macacos”, o que a ciência afirma é que humanos e outros primatas compartilham um ancestral comum. Esse ancestral não era igual aos macacos atuais, mas sim uma espécie basal, que deu origem a diferentes linhagens, incluindo a humana. Portanto, não somos descendentes diretos de macacos como os que conhecemos hoje, mas sim primos evolutivos.
TREULIEB, Luciane. Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais? Revista Arco. Disponível em <https://www.ufsm.br/midias/arco/os-seres-humanos-evoluiram-e-descendem-de-outros-animais>.

CAZO. Negócios e oportunidades. Disponível em
<https://blogdoaftm.com.br/charge-negocios-eoportunidades-4/>.
O elemento "aqui", presente no enunciado "Anuncie aqui", utilizado na charge acima, estabelece referência:
Disponível em: https://bomjesusdotocantins.pa.gov.br/janeiro-branco/. Acesso em: 16 fev. 2026.
O texto em evidência trata-se de um anúncio publicitário institucional, o qual:
Calma, gente
Alguma coisa não vai bem entre mim e o tempo. Não o tempo de que tratam os filósofos, mas esse tempinho nosso de todo dia, medido em correrias, impaciências, tique-taques, calendários, reencontros (“Há quanto tempo!”), semáforos, luas cheias, aniversários, Natais e – ai – rugas. O tempo sobre o qual se conversa e no qual transitamos, transitórios.
Acontece que as pessoas têm pressa, e a pressa delas interfere no ritmo de outras. Na maioria das vezes, é uma agitação inútil e inexplicável. Tem gente que se assusta quando alguém propõe irem caminhando até um determinado lugar, perto: “A pé?!”. Não é pelo esforço, pois até atletas de academia reagem com espanto. Essas pessoas não suportam é “perder” tempo percorrendo uma distância que, de carro, levaria quatro minutos.
Em parte, foi essa pretensão de poder comprimir o tempo que derrotou o cavalo como transporte urbano, depois o bonde, o ônibus e promoveu o automóvel, maravilha que transformamos em problema. Ao volante, o raciocínio é: eu tenho o comando, eu decido a velocidade, eu me torno senhor do tempo no espaço.
Ilusão.
Quem pôde teve a mesma ideia e engarrafou as cidades.
O tempo já foi elástico, esticava-se segundo a vontade de quem dispunha dele. Dê tempo ao tempo, diziam umas pessoas para as outras, ralentando-se. Calma, que o Brasil ainda é nosso! – bradava-se, como quem diz: enquanto o país for nosso, vamos devagar. Fazíamos do tempo coisa nossa, como o samba, o futebol e outras bossas.
Leiam os romances antigos. Nenhum personagem diz para o outro: “Você tem um minuto?”. Havia muito mais do que um minuto para uma conversa. Vejam um filme clássico. Com que paciência era construída uma situação que iria depois desaguar em outra. John Ford, por exemplo, tinha tempo para contar uma boa história e sabia que também o tínhamos para apreciá-la. Hoje, no cinema pós-Spielberg, muitas vezes nem percebemos o que aconteceu, tal a rapidez da montagem.
A vida on-line traz, em segundos, o mundo. As imagens de um bombardeio da grande potência contra o Iraque depau perado chegaram à casa das pessoas no momento em que estava acontecendo. Chamam a isso “tempo real”. Como se fosse irreal o tempo dos cinejornais da II Guerra Mundial, que mostravam com meses de atraso centenas de milhares de soldados mortos. O tempo real trouxe também a globalização dos dinheiros aventureiros, que em segundos dão a volta ao mundo rapando economias, confrontando desiguais, espalhando o desemprego.
O que se faz com o tempo ganho com a pressa? Lembra-me o poeminha do pernambucano Ascenso Ferreira ironizando o gaúcho, que, diz ele, “riscando os cavalos” e tinindo as esporas sai de seus pagos em louca arrancada: “– Para quê? – Para nada”. Talvez para nada os apressados buzinam no trânsito, costuram, furam sinais; a pé, atropelam passantes nas ruas, em purram pessoas nas plataformas do metrô, impacientam-se com idosos, agridem garçons, trombam carrinhos de compras nos supermercados, reclamam do ritmo alheio. Entre a pressa e a falta de educação, a distância é curta.
É sábio um ditado russo que li citado pelo escritor Saul Bellow: “Quando estiver com pressa, vá devagar”. Mais ou menos é o que o historiador romano Suetônio, biógrafo dos césares, aconselhou ao imperador Adriano, 1.900 anos atrás: “Apressa-te devagar”. Sem nunca ter lido Suetônio, era quase o que minha mãe dizia quando eu moleque disparava pelas ruas do bairro: “Corre devagar, menino!”.
Suspeito que vem daí o meu descompasso com os apressados.
(ÂNGELO, Ivan. Revista Veja São Paulo. São Paulo: Editora Abril. Em: 10/09/2003.)