Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q4358137 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Campanha de Proteção de Dados Pessoais: golpes e links suspeitos*

Dando continuidade à campanha de proteção de dados pessoais, apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing, isto é, fraudes que induzem a pessoa a fornecer dados privados ou a acessar links maliciosos.

Nem tudo o que chega ao seu e-mail, caixa de mensagem ou WhatsApp é confiável.

Não sabe se conhece o contato? Não clique em links nem abra arquivos anexos enviados por números desconhecidos.

Mesmo que a mensagem pareça vir de um contato conhecido, analise o contexto e os detalhes. Na dúvida, não clique: golpistas podem se passar por pessoas ou empresas confiáveis.

Leia QR Codes apenas quando tiver certeza de que a fonte é segura.

Prefira acessar sites digitando o endereço (URL) diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos.

Utilize sempre conexões seguras (https).

Nunca instale aplicativos recebidos via mensagens ou links. Baixe-os nas lojas oficiais.

Bloqueie e denuncie perfis/e-mails suspeitos ou falsos.

Golpistas costumam explorar o medo e a urgência para induzir ações rápidas. Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie; maiores são as chances de se tratar de uma fraude.

*Essa campanha é uma iniciativa do Comitê de Segurança da Informação e Proteção de Dados do TRT-6.

Considerando a finalidade comunicativa do texto "Campanha de Proteção de Dados Pessoais: golpes e links suspeitos" e os recursos linguísticos empregados em sua construção, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4351282 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
A organização discursiva predominante no texto é:
Alternativas
Q4350698 Português
Observe o cartaz de campanha postado no Instagram da Secretaria Municipal de Cultura de Salvador em 8/5/26.

Imagem associada para resolução da questão
https://www.instagram.com/p/DYFN5gkEYw-/

Na campanha apresentada, a construção dos sentidos depende da articulação entre a linguagem verbal e a imagem.
Assinale a afirmativa que identifica corretamente a função do uso da expressão "Tá dando onda!" no cartaz.  
Alternativas
Q4348303 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro


   Quando eu era criança, boa parte dos meus livros vinha da minha Tia Lenir. Ela vendia Tupperware e bijuteria, e passava nas casas dos parentes com a sacola cheia. No meio das vasilhas e dos brincos, vinham coleções e enciclopédias, aqueles volumes de curiosidades de antigamente. Foi numa coleção dela que aprendi, ainda criança, quase tudo o que eu sabia sobre o espaço. E foi de um livro dela que li A volta ao mundo em 80 dias.

   Não creio que a Tia Lenir tivesse faro para livros. Ela vendia potes e brincos, e o livro entrava junto, quase de carona. Ainda assim, funcionou como curadoria. Alguém colocou na minha mão as coleções que me formaram, antes de eu saber que existia um mundo de livros para escolher. (...)

   Ela não tinha catálogo de 200 mil títulos nem agente de IA. Não tinha nem faro para livros, para ser honesto. O que me formou foi meio o acaso. A coleção certa, na sacola certa, na mão de alguém que passava para vender vasilha.

   É aqui que eu me obrigo a ser justo com o algoritmo. A gente torce o nariz para a curadoria da máquina, como se a recomendação humana fosse sempre nobre e a da máquina sempre suspeita. A tensão existe, já falei dela. Mas a curadoria humana também é, muitas vezes, pura coincidência. Um parente que aparece com a sacola, um professor que gostava de certo autor, um vendedor que bateu na porta na hora certa. O algoritmo é coincidência em escala. E às vezes ele acerta o livro que vira a chave de uma criança.

    A virada de plataforma não encerra a figura da Tia Lenir. Ela pede que a gente a reinvente, com uma diferença. Agora dá para escolher, de propósito, ser a boa coincidência na vida do leitor. A tecnologia é a ponte, não о destino.

   Minha pergunta para você, do outro lado da cadeia, é simples. Diante de um leitor que hoje tem acesso a tudo e tempo para quase nada, você quer ser mais um item no catálogo do algoritmo, ou quer ser a curadoria em que ele confia?


TAVARES, José Fernando. Minha tira era meu algoritmo
de recomendação: a virada de plataforma do livro.
Publishnews. Disponível em
<https://www.publishnews.com.br/materias/2026/07/10/
minha-tia-era-meu-algoritmo-de-recomendacao.-avirada-de-plataforma-do-livro>.
O narrador do texto "Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro" se apresenta em:
Alternativas
Q4345879 Português
Texto para a questão




Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/cartazes.html
No trecho “Vacine seu filho menor de 5 anos...”, a forma verbal “Vacine” foi empregada para
Alternativas
Q4345878 Português
Texto para a questão




Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/cartazes.html
Na frase “O seu filho quer duas gotinhas da sua atenção.”, as palavras “seu” e “sua” têm a função de
Alternativas
Q4345870 Português
Texto para a questão




GALHARDO, Caco. Bicudinho. Folha de S. Paulo, 8 jun. 2026. Disponível em: cartum.folha.uol.com.br.
O cartum tem como principal objetivo
Alternativas
Q4345110 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 



É correto apontar a prevalência da função referencial da linguagem em:

Alternativas
Q4345107 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Considere o parágrafo para responder à questão.

“Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.”

Considerando a estrutura sintática desse parágrafo, é correto inferir que o articulista expressa indignação no
Alternativas
Q4341838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
Em "Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?", a função da linguagem que se sobressai é a:
Alternativas
Q4341769 Português

Leia o texto a seguir:



Brasil chega a 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE


Estimativa mostra crescimento mais lento e revela onde a população está mais concentrada no país



    A população estimada do Brasil atingiu 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho deste ano, segundo o estudo Estimativas da População, divulgado pelo IBGE. O levantamento mostra que o crescimento populacional continua em ritmo mais lento, com expansão de 0,37% em relação ao ano anterior.

    Na comparação com o período 2024/2025, quando a alta havia sido de 0,39%, houve nova desaceleração. O dado reforça a tendência de avanço mais moderado da população brasileira, observada pelo instituto nos últimos anos.

    O Sudeste concentra a maior parcela da população, com 89 milhões de pessoas, o equivalente a 41,6% do total. Em seguida aparecem o Nordeste, com 57,4 milhões, o Sul, com 31,5 milhões, o Norte, com 18,9 milhões, e o Centro-Oeste, com 17,4 milhões de habitantes.

    Entre os estados, São Paulo lidera com 46,1 milhões de moradores, seguido por Minas Gerais, com 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. No outro extremo, Acre, Amapá e Roraima seguem como as menores unidades da federação em população, todas com menos de 1 milhão de habitantes.

    As capitais brasileiras somam 49,4 milhões de habitantes, o que representa 23,1% da população do país. As mais populosas são São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador, que juntas reúnem 26,8 milhões de pessoas.

    Na lista dos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, apenas Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, não são capitais. Já entre as cidades menores, Serra da Saudade, em Minas Gerais, aparece na última posição, com 857 moradores.

    Boa Vista, em Roraima, registrou a maior taxa de crescimento entre as capitais no período 2025-2026, com alta de 3,2%. Entre os estados, Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso foram os únicos com crescimento acima de 1%.

    Por outro lado, Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte apresentaram recuo nas estimativas, ainda que em percentuais pequenos. O IBGE também apontou que 44,3% dos municípios brasileiros têm até 10 mil habitantes, mas essas cidades concentram apenas 6% da população total do país. (com informações da Agência Brasil)



Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2026/08/1060732-populacao-do-brasil-chega-a2142-milhoes-aponta-ibge.html. Acesso em 29/08/2026. Texto adaptado 

Predomina no texto a função da linguagem que se caracteriza pela transmissão objetiva de informações, como se observa na apresentação de dados populacionais. Trata-se da função:
Alternativas
Q4340133 Português

Leia o texto a seguir:


Cidade de SC conclui maior alargamento de praias do Brasil



    Foi concluída a obra de expansão da orla de Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, o maior alargamento de praias feito no Brasil até o momento.

    A faixa de areia foi ampliada entre 50 e 200 metros ao longo de 8,8 km da orla. Segundo a Administração do Porto de São Francisco do Sul, um dos financiadores da obra, foram utilizados cerca de 6 milhões de m³ de areia retirada da dragagem na baía da Babitonga.

    A dragagem é parte de um investimento amplo dos portos para poder receber navios de até 366 metros de comprimento.

    O empreendimento custou R$ 333 milhões, com aportes de R$ 300 milhões do Porto de Itapoá e de R$ 33 milhões do Porto de São Francisco do Sul.

    O alargamento supera em 2,5 km o maior já realizado no país até então, feito no litoral de Matinhos (PR), onde 3,2 milhões de metros cúbicos de areia foram usados para ampliar um trecho de 6,3 km.

    A conclusão da expansão encerra uma etapa antes da entrega total da nova orla, que ainda precisa atender a critérios estabelecidos pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

    "Durante 36 meses, continuará ainda o monitoramento do perfil da praia para acompanhamento da linha de costa, e o plantio de restinga nas dunas que foram implantadas para fixá-las", disse em comunicado o secretário municipal de Meio Ambiente de Itapoá, Rafael Brito Silveira.

    Está prevista a edificação de um sistema de dunas de 1 a 1,5 metro de altura e 26 metros de largura ao longo do trecho expandido. Segundo informações da prefeitura, mais de 180 mil mudas de seis espécies foram plantadas em 31 áreas diferentes até esta semana.

    Outra etapa futura é o acompanhamento da pesca artesanal no município para verificar possíveis impactos do alargamento na subsistência.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/cidade-de-santa-catarinaamplia-88-km-de-praias-e-conclui-maior-obra-de-alargamento-de-orla-no-brasil. shtml. Acesso em 01/09/2026. Excerto. 

A função da linguagem predominante no texto é a: 
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Q4339718 Português
O tormento da Inteligência Artificial

(Michel Alcoforado)


    Acompanho o avanço da inteligência artificial com um misto de fascínio e apreensão. Não é a primeira vez que as máquinas nos colocam contra a parede. O que será que será?
    Desde a invenção da máquina a vapor, lá no século XVIII, convivemos com o medo de sermos substituídos por aquilo que nós mesmos criamos. Primeiro vieram as engrenagens que dispensaram braços do campo. Depois, as máquinas chegaram às fábricas e milhões de trabalhadores braçais, para sobreviver, precisaram encostar o umbigo no balcão do setor de serviços. Agora, depois do campo, das fábricas e dos escritórios, para onde vamos? Ninguém sabe.
    Desta vez, a falta de rumo é democrática. Com força, atormenta gente com ou sem diploma. Profissões construídas sobre anos de estudo, diplomas caros e crença de que pensar era um território exclusivamente humano vão desaparecer. Um passeio rápido por qualquer plataforma de inteligência artificial gratuita choca pela velocidade com que as traquitanas escrevem relatórios, traduzem idiomas, sugerem estratégias ou resolvem problemas que antes exigiriam horas de concentração. Pensar virou commodity e já não garante um lugar na fila do pão.
    Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial indica que uma parcela relevante dos trabalhadores qualificados verá parte de suas tarefas ser absorvida por sistemas automatizados. [...]
      Tal movimento inaugura uma nova condição: a de vigilância permanente sobre a própria relevância. Entramos em uma espécie de jogo de gato e rato, no qual cada profissional precisa avaliar continuamente o que ainda é insubstituível em si e o que já pode ser replicado por uma máquina. [...]


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/michel-alcoforado/coluna/2026/02/otormento-da-inteligencia-artificial.ghtml. Acesso em 04/06/2026) 
O emprego da primeira pessoa do discurso no texto contribui para:
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Q4339117 Português
Leia os textos IV e V a seguir a fim de responder às questões 17 e 18.

TEXTO IV
Professora denuncia aluno de 15 anos por agressão em escola de SC: “Dilacerada”
Ela afirmou que levou socos de estudante na sala da direção. Polícia de Indaial vai instaurar inquérito

Por G1 SC
21/08/2017 18h09 Atualizado 21/08/2017 21h53 


    Uma professora de uma escola de Indaial, no Vale do Itajaí, registrou boletim de ocorrência na manhã desta segunda-feira (21) contra um aluno de 15 anos. Ela disse à polícia que foi agredida por ele com socos dentro da escola. A delegacia vai investigar o caso. O G1 não havia conseguido falar com a família do aluno, nem com a escola até a publicação desta notícia. 
    Em entrevista à NSC TV, a professora relatou que o soco foi "violento". "Um menino de 15 anos, alto, forte, um homem. Eu sou uma mulher pequena, uma mulher de 1,65 metro", contou, em áudio.
    A agressão ocorreu por volta das 10h20 desta segunda, de acordo com o B.O. A professora disse à polícia que chamou a atenção do aluno por ele estar com o livro debaixo da mesa e, com o objetivo de fazê-lo focar mais na aula, pediu que ele colocasse a publicação em cima da mesa. Em seguida, o estudante ficou alterado e disse para a professora "se f...".
    Diante disso, segundo o B.O., ela pediu que o aluno fosse para a sala da direção. Antes de ir, ele jogou o livro em direção a ela, na frente dos demais estudantes. Ao chegar à direção, o adolescente negou o ocorrido, exaltou-se e chamou a professora de mentirosa. Em seguida, deu socos nela, o que causou uma lesão no olho.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/professora-denuncia-aluno-de-15-


TEXTO V


    Alunos que brigam com colegas, professores que desrespeitam funcionários, pais que ofendem os diretores. Casos de violência na escola não faltam. Poucas escolas refletem sobre essas situações e elaboram estratégias para construir uma cultura da paz. A maioria aplica punições que, em vez de acabarem com o enfrentamento, estimulam esse tipo de atitude e tiram dos jovens a autonomia para resolver problemas.
    Segundo Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colunista da revista NOVA ESCOLA, “implementar um projeto institucional de mediação de conflitos é fundamental para implantar espaços de diálogo sobre a qualidade das relações e os problemas de convivência e propor maneiras não violentas de resolvê-los. Assim, os próprios envolvidos em uma briga podem chegar a uma solução pacífica”.

https://novaescola.org.br/conteudo/7844/conversar-para-resolver-conflitos/. Adaptado.
Leia as afirmações a seguir sobre a natureza estrutural dos textos IV e V em evidência antes de julgar o que se pede.
I. Percebe-se uma intencionalidade de transmissão da mensagem de forma subjetiva e permeada de pessoalidade em ambos os textos.
II. Prevalece em ambos os textos o uso majoritário da modalidade formal da língua a fim de transmitirem suas respectivas mensagens.
III. Ambos os textos foram escritos em terceira pessoa e fizeram uso do discurso direto explicitamente marcado pelo uso da pontuação.
IV. Prevalece, em ambos os textos em destaque, a função da linguagem Referencial.
Pode-se afirmar como correto o que foi dito somente em:
Alternativas
Q4339116 Português
Leia os textos IV e V a seguir a fim de responder às questões 17 e 18.

TEXTO IV
Professora denuncia aluno de 15 anos por agressão em escola de SC: “Dilacerada”
Ela afirmou que levou socos de estudante na sala da direção. Polícia de Indaial vai instaurar inquérito

Por G1 SC
21/08/2017 18h09 Atualizado 21/08/2017 21h53 


    Uma professora de uma escola de Indaial, no Vale do Itajaí, registrou boletim de ocorrência na manhã desta segunda-feira (21) contra um aluno de 15 anos. Ela disse à polícia que foi agredida por ele com socos dentro da escola. A delegacia vai investigar o caso. O G1 não havia conseguido falar com a família do aluno, nem com a escola até a publicação desta notícia. 
    Em entrevista à NSC TV, a professora relatou que o soco foi "violento". "Um menino de 15 anos, alto, forte, um homem. Eu sou uma mulher pequena, uma mulher de 1,65 metro", contou, em áudio.
    A agressão ocorreu por volta das 10h20 desta segunda, de acordo com o B.O. A professora disse à polícia que chamou a atenção do aluno por ele estar com o livro debaixo da mesa e, com o objetivo de fazê-lo focar mais na aula, pediu que ele colocasse a publicação em cima da mesa. Em seguida, o estudante ficou alterado e disse para a professora "se f...".
    Diante disso, segundo o B.O., ela pediu que o aluno fosse para a sala da direção. Antes de ir, ele jogou o livro em direção a ela, na frente dos demais estudantes. Ao chegar à direção, o adolescente negou o ocorrido, exaltou-se e chamou a professora de mentirosa. Em seguida, deu socos nela, o que causou uma lesão no olho.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/professora-denuncia-aluno-de-15-


TEXTO V


    Alunos que brigam com colegas, professores que desrespeitam funcionários, pais que ofendem os diretores. Casos de violência na escola não faltam. Poucas escolas refletem sobre essas situações e elaboram estratégias para construir uma cultura da paz. A maioria aplica punições que, em vez de acabarem com o enfrentamento, estimulam esse tipo de atitude e tiram dos jovens a autonomia para resolver problemas.
    Segundo Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colunista da revista NOVA ESCOLA, “implementar um projeto institucional de mediação de conflitos é fundamental para implantar espaços de diálogo sobre a qualidade das relações e os problemas de convivência e propor maneiras não violentas de resolvê-los. Assim, os próprios envolvidos em uma briga podem chegar a uma solução pacífica”.

https://novaescola.org.br/conteudo/7844/conversar-para-resolver-conflitos/. Adaptado.
Embora sejam pertencentes a diferentes gêneros, podese dizer que os textos IV e V em destaque abordam o mesmo tema. Sobre eles, é correto dizer que: 
Alternativas
Q4337521 Português
BOLHAS
Olha a bolha d'água
no galho!
Olha o orvalho!
Olha a bolha de vinho
na rolha!
Olha a bolha!
Olha a bolha na mão
que trabalha!
Olha a bolha de sabão
na ponta da palha:
brilha, espelha
e se espalha
Olha a bolha!
Olha a bolha
que molha
a mão do menino:
A bolha da chuva da calha!

(Cecília Meireles)
A partir da leitura do poema, é possível concluir que o eu lírico deseja:
Alternativas
Q4337520 Português
BOLHAS
Olha a bolha d'água
no galho!
Olha o orvalho!
Olha a bolha de vinho
na rolha!
Olha a bolha!
Olha a bolha na mão
que trabalha!
Olha a bolha de sabão
na ponta da palha:
brilha, espelha
e se espalha
Olha a bolha!
Olha a bolha
que molha
a mão do menino:
A bolha da chuva da calha!

(Cecília Meireles)
A palavra "Olha", repetida em vários versos do poema, está empregada no modo imperativo porque:
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Q4335507 Português
A digital da solidão


    A polpa digital mudou de função. Além da digital tradicional que nos identifica, deixa rastros eletrônicos que revelam confidências e inconfidências. Dizem que o homem moderno não está mais sozinho. Carrega no bolso um aparelho que o conecta ao mundo inteiro, às multidões, aos amigos de infância que mal se lembram dele e aos desconhecidos que compartilham fotografias de cães e gatos fazendo coisas extraordinárias. É a era da comunicação total, dizem os ufanistas. Nunca estivemos tão próximos uns dos outros. Pois eu digo: nunca estivemos tão magnificamente sós. Talvez porque, como já suspeitava Schopenhauer, a convivência não elimina a solidão – apenas a distrai por alguns instantes.

    O celular é o grande paradoxo do nosso tempo. Prometeu-nos companhia e nos entregou solidão. Uma solidão que fica na polpa digital, colorida, que vibra e faz barulhinhos. Antes, quando um sujeito estava só, ele sabia que estava só. Doía, mas passava. Sentava-se numa cadeira, olhava pela janela e contemplava o vazio existencial com a dignidade de quem sabe que está vivo e, portanto, irremediavelmente sozinho.

    Hoje não. Hoje a solidão vem camuflada. O sujeito está ali, sozinho no quarto, na cama, no sofá, no ônibus, mas não se sente só porque está rolando o dedo na telinha, vendo vidas alheias, curtindo, comentando, reagindo com emojis que expressam sentimentos que ele nem sabe se realmente sente. É uma solidão acompanhada, se é que isso faz algum sentido. E não faz. No fundo, é apenas mais uma tentativa de fugir do tédio – aquele vazio que surge quando a vontade não está ocupada com desejos imediatos.

    O curioso é que ninguém admite. Pergunte a qualquer pessoa se ela se sente solitária e ela dirá que não, que tem centenas de amigos (no Facebook), milhares de seguidores (no Instagram), conexões profissionais (no LinkedIn), e está sempre em contato com todo mundo. Sempre. A toda hora. É o que ela diz.

     A Organização Mundial da Saúde declarou que temos um problema de saúde pública mundial nas mãos. Desde 2014, quando as redes sociais se expandiram e se tornaram onipresentes como o ar que respiramos (só que bem menos saudáveis), os índices de depressão e suicídio dispararam, especialmente entre os jovens.

    O celular nos roubou algo precioso: o direito ao ócio, à contemplação, ao devaneio. Não somos ingênuos. Sabemos que o celular está nos tornando mais solitários, mais ansiosos, mais distraídos. Sabemos que as redes sociais foram desenhadas para viciar, que cada curtida libera uma “dosezinha” de dopamina. Sabemos tudo isso e continuamos, dedo no scroll, olho na tela, alma no limbo.

    O que fazer, então? Jogar o celular pela janela e voltar para a idade do telefone de discar? Claro que não. O celular é uma ferramenta maravilhosa, revolucionária, indispensável. O problema não é o aparelho, é o que fizemos dele.

    Talvez a solução seja simples, embora difícil: aprender a estar só de verdade. Desligar o celular de vez em quando. Sentar numa cadeira e olhar pela janela. Deixar o tédio vir, a inquietação, o silêncio. Descobrir que a solidão não é tão terrível assim – e que é justamente na solidão que o indivíduo pode se libertar da influência constante dos outros e se aproximar de si mesmo. Porque no fim das contas, a solidão é inevitável. É a condição humana. Aceitá-la como companheira é condição básica para nossa sanidade mental.

(Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/. Acesso em: maio de 2026. Fragmento.)

No 4º§, ao reproduzir o discurso das pessoas que negam a solidão virtual, o autor utiliza a seguinte sequência de enunciados: “[...] e está sempre em contato com todo mundo. Sempre. A toda hora. É o que ela diz.” A opção pelo isolamento das expressões “Sempre” e “A toda hora”, por meio do ponto final, configura um recurso estilístico de fragmentação sintática cuja intenção primordial é
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Q4334813 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Texto I



LÍNGUA PORTUGUESA


Última flor do Lácio, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura;

Ouro nativo, que, na ganga impura,

A bruta mina entre os cascalhos vela...


Amo-te assim, desconhecida e obscura,

Tuba de alto clangor, lira singela,

Que tens o trom e o silvo da procela,

E o arrolo da saudade e da ternura!


Amo o teu viço agreste e o teu aroma

De virgens selvas e de oceanos largos!

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,


Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”

E em que Camões chorou, no exílio amargo,

O gênio sem ventura e o amor sem brilho!



BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.

A sequência “Tuba de alto clangor, lira singela” (v. 6) evidencia uma representação da língua baseada na:
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Q4330223 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em um texto, algumas expressões podem ser empregadas para transmitir opinião, propositalmente ou não. Nesse contexto, assinale, a seguir, o fragmento que expressa uma opinião. 
Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: B
4: C
5: D
6: A
7: C
8: C
9: E
10: C
11: C
12: C
13: D
14: D
15: C
16: C
17: C
18: D
19: B
20: D