Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q4147585 Português
Saúde SC reforça importância da vacinação contra o Vírus
Sincicial Respiratório em gestantes

Com a aproximação do frio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A imunização tem como principal objetivo reduzir complicações respiratórias em bebês nos primeiros meses de vida, como bronquiolite e pneumonia — doenças que tendem a aumentar durante o inverno e podem levar a internações.

https://saude.sc.gov.br

A utilização de letras maiúsculas na apresentação do “Vírus Sincicial Respiratório”, em todas as ocorrências no texto, serve para 
Alternativas
Q4147576 Português
Observe uma peça de campanha divulgada pela Secretaria do Estado de Turismo de Santa Catarina em 2023.

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/nova-marca-do-turismo-desanta-catarina-e-apresentada-ao-mercado/

Na campanha apresentada, a construção de sentidos decorre da articulação entre elementos verbais e não verbais, mobilizando recursos semânticos e visuais para promover o turismo.
Considerando essa relação, assinale a afirmativa que melhor interpreta a estratégia discursiva empregada na peça.
Alternativas
Q4146910 Português

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"


No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.


Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.


"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.


Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.


Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.


Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.


Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.


Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.


O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

Considerando os aspectos semânticos e estilísticos do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:


I.O uso da expressão 'evitar dores de barriga' presente no título, revela um traço de informalidade, aproximando o texto do leitor por meio de linguagem mais acessível.

II.O emprego de termos técnicos como 'microbioma' e 'geofagia' contribui para o caráter científico do texto, marcando especialização lexical.

III.O uso de 'provavelmente' em 'provavelmente age como um antiácido', indica cautela científica e ausência de certeza absoluta quanto à explicação apresentada.

IV.A construção 'uma das cenas mais comuns' indica alta frequência e contribui para a generalização da informação, ao apresentar o fato não como um caso isolado, mas como parte de um padrão recorrente observado naquele contexto.


Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas. 

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Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Farmácia Bioquímica |
Q4141788 Português
A questão refere-se ao fragmento da crônica de João Ubaldo Ribeiro.

Com mais de 50 anos de escrevinhação nas costas, descobri algumas ideias que muita gente faz da vida de um escritor. Por exemplo, tem quem ache que os escritores, notadamente entre eles mesmos, só falam difícil, uma proparoxítona para abrir, uma mesóclise para dar classe e um tetrassílabo para arrematar. “Em teu parecer, meu impertérrito amigo”, perguntaria eu ao Rubem Fonseca, durante nosso almoço periódico, “abater-se-á hoje, sobre a nossa urbe, uma formidanda intempérie?” Ao que o Zé Rubem reagiria com uma anástrofe, um mais-que-perfeito fazendo as vezes do imperfeito do subjuntivo e uma aliteração final show de bola, coisa de craque mesmo. “Augure do tempo fora eu, pressagiá-lo-ia libentissimamente”, responderia ele. “Todavia, de tal não me trato.” E assim iríamos almoço afora, discutindo elevadíssimos assuntos, em linguagem só compreensível por indivíduos especiais.

Fonte: João Ubaldo Ribeiro. Vida de escritor. O Estado de S. Paulo, 3 jul. 2011. Disponível em: https://www.google.com/search?q=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vida-de-escritor.htm&authuser=2. Acesso em: 14 mar. 2026.

Com base na leitura do fragmento apresentado, assinale a alternativa incorreta no que se refere aos recursos utilizados pelo autor para a construção do efeito de humor.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140571 Português
A questão refere-se ao fragmento da crônica de João Ubaldo Ribeiro.

Com mais de 50 anos de escrevinhação nas costas, descobri algumas ideias que muita gente faz da vida de um escritor. Por exemplo, tem quem ache que os escritores, notadamente entre eles mesmos, só falam difícil, uma proparoxítona para abrir, uma mesóclise para dar classe e um tetrassílabo para arrematar. “Em teu parecer, meu impertérrito amigo”, perguntaria eu ao Rubem Fonseca, durante nosso almoço periódico, “abater-se-á hoje, sobre a nossa urbe, uma formidanda intempérie?” Ao que o Zé Rubem reagiria com uma anástrofe, um mais-que-perfeito fazendo as vezes do imperfeito do subjuntivo e uma aliteração final show de bola, coisa de craque mesmo. “Augure do tempo fora eu, pressagiá-lo-ia libentissimamente”, responderia ele. “Todavia, de tal não me trato.” E assim iríamos almoço afora, discutindo elevadíssimos assuntos, em linguagem só compreensível por indivíduos especiais.

Fonte: João Ubaldo Ribeiro. Vida de escritor. O Estado de S. Paulo, 3 jul. 2011. Disponível em: https://www.google.com/search?q=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vida-de-escritor.htm&authuser=2. Acesso em: 14 mar. 2026.

Com base na leitura do fragmento apresentado, assinale a alternativa incorreta no que se refere aos recursos utilizados pelo autor para a construção do efeito de humor.
Alternativas
Q4140321 Português
A questão refere-se ao fragmento da crônica de João Ubaldo Ribeiro.

Com mais de 50 anos de escrevinhação nas costas, descobri algumas ideias que muita gente faz da vida de um escritor. Por exemplo, tem quem ache que os escritores, notadamente entre eles mesmos, só falam difícil, uma proparoxítona para abrir, uma mesóclise para dar classe e um tetrassílabo para arrematar. “Em teu parecer, meu impertérrito amigo”, perguntaria eu ao Rubem Fonseca, durante nosso almoço periódico, “abater-se-á hoje, sobre a nossa urbe, uma formidanda intempérie?” Ao que o Zé Rubem reagiria com uma anástrofe, um mais-que-perfeito fazendo as vezes do imperfeito do subjuntivo e uma aliteração final show de bola, coisa de craque mesmo. “Augure do tempo fora eu, pressagiá-lo-ia libentissimamente”, responderia ele. “Todavia, de tal não me trato.” E assim iríamos almoço afora, discutindo elevadíssimos assuntos, em linguagem só compreensível por indivíduos especiais.

Fonte: João Ubaldo Ribeiro. Vida de escritor. O Estado de S. Paulo, 3 jul. 2011. Disponível em: https://www.google.com/search?q=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vida-de-escritor.htm&authuser=2. Acesso em: 14 mar. 2026.

Com base na leitura do fragmento apresentado, assinale a alternativa incorreta no que se refere aos recursos utilizados pelo autor para a construção do efeito de humor. 
Alternativas
Q4139936 Português
A questão refere-se ao fragmento da crônica de João Ubaldo Ribeiro.

Com mais de 50 anos de escrevinhação nas costas, descobri algumas ideias que muita gente faz da vida de um escritor. Por exemplo, tem quem ache que os escritores, notadamente entre eles mesmos, só falam difícil, uma proparoxítona para abrir, uma mesóclise para dar classe e um tetrassílabo para arrematar. “Em teu parecer, meu impertérrito amigo”, perguntaria eu ao Rubem Fonseca, durante nosso almoço periódico, “abater-se-á hoje, sobre a nossa urbe, uma formidanda intempérie?” Ao que o Zé Rubem reagiria com uma anástrofe, um mais-que-perfeito fazendo as vezes do imperfeito do subjuntivo e uma aliteração final show de bola, coisa de craque mesmo. “Augure do tempo fora eu, pressagiá-lo-ia libentissimamente”, responderia ele. “Todavia, de tal não me trato.” E assim iríamos almoço afora, discutindo elevadíssimos assuntos, em linguagem só compreensível por indivíduos especiais.

Fonte: João Ubaldo Ribeiro. Vida de escritor. O Estado de S. Paulo, 3 jul. 2011. Disponível em: https://www.google.com/search?q=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vida-de-escritor.htm&authuser=2. Acesso em: 14 mar. 2026.

Com base na leitura do fragmento apresentado, assinale a alternativa incorreta no que se refere aos recursos utilizados pelo autor para a construção do efeito de humor.
Alternativas
Q4139520 Português
Marque a alternativa em que a interjeição destacada apresenta corretamente o sentimento expresso entre parênteses.
Alternativas
Q4139427 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

A descrição das interações entre agentes de IA no Moltbook contribui para construir um tom predominantemente 
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Q4138751 Português
A sequência de verbos apresentados em primeira pessoa do singular no terceiro quadrinho tem por objetivo 
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Q4138744 Português
Texto 3


Por que o leite é um “apito de cachorro” racista?

Uma foto em preto e branco de Donald Trump com um bigode de leite, publicada pelo perfil do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no X, tem provocado considerações a respeito da real mensagem. A imagem remete à campanha “Got Milk?”, dos anos 1990 e foi rapidamente replicada por aliados do republicano, gerando reação nas redes. A postagem veio após mudanças nas regras federais de nutrição escolar, que voltaram a permitir a oferta de leite integral nas escolas públicas do país. A decisão coloca em pauta o debate antigo sobre alimentação, gordura saturada e o papel do Estado na definição do que crianças consomem no dia a dia, mesmo com especialistas em saúde pública alertando para os riscos do incentivo do consumo de leite integral sem considerar o conjunto da dieta. Trump passou a tratar o produto como símbolo de uma alimentação “de verdade”, em oposição ao leite desnatado ou semidesnatado.

O uso do leite, porém, não se limita ao debate nutricional. Nos Estados Unidos, o alimento vem sendo apropriado como símbolo por grupos supremacistas brancos. Essa associação tem contexto histórico, segundo o qual, dentre as décadas de 1920-1930, panfletos e relatórios afirmavam que pessoas que consumiam mais leite seriam mais avançadas intelectualmente e que povos arianos eram os maiores consumidores de laticínios, hábito relacionado a um suposto desenvolvimento superior.
Em artigo publicado no The Conversation, a professora de direito Andrea Freeman, da Universidade do Havaí, observa que a ligação entre leite e supremacismo branco é direta e contínua. A autora afirma que a indústria alimentícia dos EUA explorou diferenças raciais na digestão da lactose para estimular o consumo entre elites brancas, embora grande parte da população mundial não digira bem o leite. No Brasil, o símbolo considerado um “apito de cachorro” carrega significados específicos para determinados grupos e passou a ser usado para descrever estratégias de comunicação indireta, constituindo um código político, conectando alimentação, identidade racial e poder.

Disponível em: https://revistaforum.com.br/global/por-que-o-leite-e-um-apitode-cachorro-racista. Acesso em: 15 jan. 2026. [Adaptado]. 
Um título, ao conter uma indagação, como expressa o título da notícia, revela
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Q4136871 Português
Produtores que apostaram no plantio de nogueiras há 10 anos celebram a primeira grande safra da noz-pecã na Serra


Por Pedro Zanrosso







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2026/05/produtores-que-apostaram-no-plantio-de-nogueiras-ha-dez-anos-celebram-a-primeira-grande-safra-da-noz-peca-naserra.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o gênero textual e a situação comunicativa apresentada no texto, assinale a alternativa INCORRETA sobre as características predominantes da linguagem do texto.
Alternativas
Q4135691 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
A respeito de funções da linguagem, leia os itens, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe. (Mário Quintana): função poética.
( ) A função informativa, (ou referencial), tem na frase declarativa seu meio mais típico de expressão.
( ) A função fática está presente nos atos comunicativos cuja finalidade pode manter um ambiente de relacionamento afetivo ou socialmente favorável, (como as saudações em geral e a comunicação verbal da mãe com o bebê).
( ) Na função metalinguística, muito comum no discurso cotidiano, o usuário toma o próprio código de comunicação para assunto: é a função presente no ato de falar sobre a linguagem, como perguntar sobre o significado de uma palavra ou comentar as preferências linguísticas de uma pessoa.
( ) Função conativa, ou apelativa, (estabelecer comunicação). Tem como objetivo estabelecer ou interromper a comunicação de modo que o mais importante é a relação entre o emissor e o receptor da mensagem. Aqui, o foco reside no canal de comunicação.
Alternativas
Q4133430 Português
Assinale a opção que apresenta a frase que mostra uma “marca” da língua falada. 
Alternativas
Q4132871 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 150952.png (321×420)

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUBu959jyFX/?utm_source=ig_web_c opy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Acesso em 17/05/2026.
Considerando os elementos verbais e visuais do texto, bem como o uso social da expressão “planta, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4132863 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Sobre o estilo de linguagem empregado no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto combina marcas de oralidade e informalidade com referências culturais e filosóficas, produzindo um efeito de proximidade com o leitor sem abandonar a reflexão crítica.
II. A presença de expressões como “convenhamos” e “Voltei agora meio sem querer” evidencia um estilo discursivo subjetivo e relativamente coloquial.
III. O texto adota linguagem predominantemente técnica e impessoal, característica típica do discurso científicoacadêmico.
IV. O uso de referências como o Mito da Caverna de Platão contribui para ampliar o nível reflexivo e simbólico da argumentação.
V. A construção estilística do texto busca neutralidade absoluta, evitando posicionamentos subjetivos do enunciador.

Após análise, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas
Q4132823 Português

Leia o texto e responda a questão.



Filho do Dono



Não sou profeta

Nem tão pouco visionário

Mas o diário desse mundo tá na cara

Um viajante

Na boléia do destino

Sou mais um fio da tesoura e da navalha



Levando a vida

Tiro verso da cartola

Chora, viola, nesse mundo sem amor

Desigualdade

Rima com hipocrisia

Não tem verso nem poesia que console um cantador



A natureza na fumaça se mistura

Morre a criatura

E o planeta sente a dor



O desespero

No olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver

Televisão de fantasia e violência

Aumenta o crime

Cresce a fome do poder



Boi com sede bebe lama

Barriga seca não dá sono

Eu não sou dono do mundo

Mas tenho culpa

Porque sou filho do dono

[...]



por flávio josé

disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/

Leia o trecho a seguir: “Não sou profeta/ Nem tão pouco visionário/ Mas o diário desse mundo tá na cara/ Um viajante/ Na boléia do destino/Sou mais um fio da tesoura e da navalha”.



A partir da leitura, analise as proposições a seguir.



I. O termo é considerado um registro informal da língua portuguesa.


II. Os termos, profeta e visionário, tem a mesma ideia de prever o futuro.


III. O termo não é um advérbio segundo a gramatica normativa.



Após análise, conclui-se que: 

Alternativas
Q4132820 Português

Leia o texto e responda a questão.



Filho do Dono



Não sou profeta

Nem tão pouco visionário

Mas o diário desse mundo tá na cara

Um viajante

Na boléia do destino

Sou mais um fio da tesoura e da navalha



Levando a vida

Tiro verso da cartola

Chora, viola, nesse mundo sem amor

Desigualdade

Rima com hipocrisia

Não tem verso nem poesia que console um cantador



A natureza na fumaça se mistura

Morre a criatura

E o planeta sente a dor



O desespero

No olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver

Televisão de fantasia e violência

Aumenta o crime

Cresce a fome do poder



Boi com sede bebe lama

Barriga seca não dá sono

Eu não sou dono do mundo

Mas tenho culpa

Porque sou filho do dono

[...]



por flávio josé

disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/

Sobre o objetivo comunicativo do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4132395 Português
Texto para a questão

Assinale a alternativa em que a expressão apresentada tem papel argumentativo no texto e evidencia um posicionamento do autor. 
Alternativas
Q4132195 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105847.png (333×448)


Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUBu959jyFX/?utm_source=ig_web_c opy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Acesso em 17/05/2026.
Considerando os elementos verbais e visuais do texto, bem como o uso social da expressão “planta, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: D
2: E
3: A
4: D
5: D
6: D
7: D
8: C
9: A
10: C
11: B
12: A
13: B
14: E
15: C
16: A
17: C
18: E
19: C
20: C