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Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.344 questões

Q4187285 Português

Q_10 ASS.png (1049×314)


Veja os quadrinhos:

Alternativas
Q4187283 Português

Crônica, de Martha Medeiros.


Se você quiser me contar seus segredos

Sou de todo ouvido.

Se os seus sonhos não derem certo,

Estarei sempre lá para você.

Se precisar se esconder,

Terá sempre minha mão.

Mesmo se o céu desabar,

Estarei sempre contigo.

Sempre que precisar de um lugar,

Haverá meu canto, pode ficar.

Se alguém quebrar seu coração.

Juntos cuidaremos.

Quando sentir um vazio,

Você não estará sozinha.

Se você se perder lá fora,

Te buscarei.

Te levarei para algum lugar

Se precisar pensar.

E quando tudo parecer estar perdido,

E você precisar de alguém

Eu estarei sempre aqui. 

Quanto aos tipos de frases, marque a alternativa onde temos uma frase exclamativa. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IBADE Órgão: CRO - MA Prova: IBADE - 2026 - CRO - MA - Advogado |
Q4185710 Português

A devolução impossível: a epopeia do “só mais um procedimento”


Eu entrei na loja com uma sacola e um sonho pequeno: devolver um produto. Nem queria briga, nem queria drama. Queria paz, estorno e vida seguindo. O produto, um fone “premium”, tinha decidido morrer no terceiro dia. Não foi uma morte trágica. Foi uma morte burocrática. Ele simplesmente parou, como quem bate ponto e some.

Na minha cabeça, a lógica era infantil e perfeita: comprei, não funcionou, devolvo. Na vida real, a lógica vem com rodapé.

A atendente sorriu com a energia de quem já recebeu cem “casos simples” antes do almoço.

— Boa tarde. Em que posso ajudar?

— Quero devolver. Está com defeito.

Ela pegou o fone como se fosse uma prova em tribunal e, sem olhar para mim, perguntou:

— Tem nota?

A nota, claro. O documento sagrado. Eu tirei do bolso com a reverência de quem apresenta identidade.

Ela leu, digitou, clicou e disse a frase que inaugura toda epopeia:

— Então... pela nossa política, a troca é com a assistência.

Eu ouvi “nossa política” e senti que havia entrado numa constituição paralela, com artigos invisíveis e sanções emocionais.

— Mas eu quero devolver.

— Devolver é só em até sete dias e desde que esteja sem uso.

— Eu usei três dias. Para descobrir que não funciona. Ela sorriu de novo. O sorriso tinha a delicadeza de um carimbo.

— Entendo. Mas o sistema entende diferente.

Quando alguém diz que o sistema entende, você percebe que está discutindo com uma entidade abstrata. E entidades abstratas não têm culpa, não têm rosto e não erram. No máximo, “apresentam instabilidade”.

Eu tentei ser razoável. Fiz a pergunta que sempre parece inocente até virar armadilha:

— E qual é o procedimento?

Ela apontou para um papel. O papel tinha um QR code e uma promessa: “Rápido e fácil”.

— Você abre um chamado.

— Eu abro agora?

— Você abre pelo site.

— E depois?

— Depois aguarda.

— Aguarda quanto?

Ela respirou como quem consulta uma norma não escrita.

— Até quinze dias úteis.

Quinze dias úteis. Tempo suficiente para o fone ressuscitar por remorso ou para eu me acostumar ao silêncio.

Eu tentei outra rota.

— Não dá para resolver aqui?

— Só com laudo.

Laudo. A palavra “laudo” é mágica: ela transforma um fone em paciente e eu em parte interessada. Em dois segundos, eu não era mais cliente. Eu era “demandante”.

— E se o laudo disser que é defeito?

— Se for defeito, a assistência avalia.

— E se não for defeito?

— Se não for defeito, pode haver cobrança.

Cobrança. Outra palavra mágica. Ela faz o problema parecer culpa sua, mesmo quando o fone morreu sozinho, quietinho, sem plateia.

Eu senti vontade de dizer “isso é um absurdo”. Mas percebi que o absurdo não funciona contra um procedimento. O procedimento sempre ganha por cansaço. Ele não precisa estar certo. Ele só precisa continuar existindo.

A atendente, vendo minha cara, tentou uma gentileza:

— Posso ajudar você a abrir o chamado no seu celular.

Eu abri o site. Ele pediu login. Eu não lembrava. Pediu e-mail. Pediu senha. Pediu confirmar no e-mail. O e-mail demorou. O Wi-Fi da loja era filosófico: existia, mas questionava a própria existência.

Quando finalmente consegui, o formulário perguntou:

“Descreva o defeito em até 200 caracteres.” Eu pensei em escrever: “O defeito é acreditar em slogans.” Mas escrevi algo técnico, porque a vida exige seriedade em momentos ridículos.

Enviei.

A atendente olhou e disse:

— Pronto. Agora é só aguardar.

— E o que eu faço com o fone?

— Você guarda. Não pode usar.

Eu guardei o fone na sacola e tive uma iluminação amarga: a devolução impossível não é um evento. É um método. Uma forma elegante de adiar o óbvio até ele virar desistência.

Saí da loja com um número de protocolo e uma sensação estranha. Eu não tinha resolvido nada, mas tinha participado de um ritual. E, no mundo moderno, às vezes é isso que chamam de atendimento: você não sai com solução. Você sai com processo.


Fonte: Banca Examinadora

Expressões como “nossa política”, “o sistema entende” e “só com laudo” atuam principalmente como: 
Alternativas
Q4184895 Português

Fanatismo



Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.

Meus olhos andam cegos de te ver!  

Não és sequer razão do meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!


Não vejo nada assim enlouquecida…

Passo no mundo, meu Amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lida! 


“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, digo de rastros:

“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…” 



Florbela Espanca

Considerando os aspectos específicos do texto lido, assinalar a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente de Vigilância Epidemiológica | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Secretário Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Música | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Profissional de Apoio Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador (Educação) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Edificações | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Auxiliar de Biblioteca | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Condutor Socorrista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Educador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Guarda Municipal | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Informática | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Topografia | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico Financeiro |
Q4176741 Português
Ao transmitir informações sobre os efeitos do banho gelado no organismo e citar especialistas para fundamentar suas afirmações, o Texto organiza-se em torno de determinados elementos do processo comunicativo. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente de Vigilância Epidemiológica | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Secretário Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Música | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Profissional de Apoio Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador (Educação) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Edificações | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Auxiliar de Biblioteca | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Condutor Socorrista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Educador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Guarda Municipal | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Informática | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Topografia | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico Financeiro |
Q4176737 Português
 Ao longo do Texto, predominam explicações sobre os efeitos fisiológicos do banho gelado, acompanhadas de declarações de especialistas da área médica. Considerando os elementos da comunicação e as funções da linguagem predominantes, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CONSULPAM Órgão: Prefeitura de Pindorama - SP Provas: CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Assistente Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Médico Plantonista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Tecnologia da Informação - Redes e Data Center | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Educador Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Nutricionista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Psicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Neuropsicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Farmacêutico | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Tesoureiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fonoaudiólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Lançador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Recursos Humanos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Contador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Coordenador do CRAS | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Enfermeiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Engenheiro Civil | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Veterinário |
Q4176082 Português
TEXTO 1


CAATINGA LITERÁRIA E POLÍTICA

Autor: Bruno Peron

Publicado em 06/01/2014


   A identidade do brasileiro também se entende a partir de relações entre antropologia e ecologia. Três processos migratórios esclarecem particularmente meu ponto: 1) o dos bandeirantes e sua ânsia de colonizar o interior do país; 2) o dos candangos e seu trabalho a favor da construção de Brasília como a nova capital monumental do Brasil; e 3) o dos sertanejos e sua luta contra um ecossistema indômito no nordeste brasileiro.

  Discorro sobre estes últimos brevemente a fim de perscrutar particularidades da natureza nordestina. Nenhum bioma (conjunto de ecossistemas de uma área terrestre) é tão inerente ao Brasil quanto a Caatinga, que só existe neste país. É uma formação vegetal que caracteriza parte de todos os estados nordestinos e o norte de Minas Gerais.

    A Caatinga é um bioma onde há poucas chuvas, solo seco e formação de arbustos e cactos. Nele está o cenário de galhos retorcidos. Ocupa 11% do território brasileiro, segundo informação de dezembro de 2013 fornecida pelo site do Ministério do Meio Ambiente. Da mesma maneira, as maiores dificuldades na Caatinga – decerto também nos outros biomas brasileiros – tem sido o de preservação ambiental e de uso dos recursos do solo (em agricultura e pecuária).

    Outro problema considerável no debate político brasileiro é que a Caatinga abrange uma região que sofre de falta de água. Desta forma, pensa-se que a esperança dos habitantes da área afetada pela seca é a mudança do rio São Francisco de lugar para regar bocas e solos sedentos. O “rio da integração nacional” tem extensão de 2.800 quilômetros, nasce em Minas Gerais e corta os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

    Porém, esta obra de transposição é bastante controversa, por um lado, devido aos prejuízos que causará aos sertanejos que já dispõem da irrigação pelo rio e dependem dele como fonte de sobrevivência. Por outro, a Caatinga será explorada como área fértil para a economia e, assim, desfigurará mais um pouco do bioma autenticamente brasileiro.

    Sendo assim, o Estado brasileiro tenta legitimar o povoamento de áreas inóspitas (como digo que seja o sertão nordestino) e que deveriam ser de preservação ambiental e desenvolvimento científico (áreas urbanas na região Norte) num país onde há abundância de terras férteis. Em vez de eternizar a pobreza naquelas e desmatar estas para construir distritos industriais, os esforços poderiam voltar-se à maximização da qualidade de vida no litoral nordestino e à realocação de habitantes de áreas inóspitas para outras onde não se teria que transpor rios nem realizar outras obras dispendiosas.

   A Caatinga poderia explorar-se como uma área de preservação ambiental, pesquisa científica, complexo turístico e treinamento militar. Contudo, estes exemplos não esgotam o que é possível fazer para que o Brasil tenha integração nacional sem o gasto em obras agigantadas e a manutenção de pessoas onde estas não deveriam viver. Assim, pensa-se na melhora da praticidade e da qualidade de vida na região nordestina.

   No entanto, a interpretação da Caatinga que proponho aqui evidencia que uma das práticas do Estado brasileiro é jogar gente em todo e qualquer lugar (ou deixar que isto aconteça) como se espargem sementes numa plantação. O território tem-se integrado através do povoamento, como se fez na “zona franca” de Manaus e como se repete no cenário de Vidas secas, do escritor Graciliano Ramos. Em seu livro, Ramos lamenta a degradação das famílias sertanejas pela aspereza das condições do sertão nordestino.

  O brasileiro não foge de desafios. Aceita enfrentar os óbices que a ecologia impõe ao seu entendimento antropológico. A Caatinga tem algo de literário e político. A situação ideal é que todos os brasileiros tenham condições de viver bem sem depender do Estado; mas, para alcançá-la, muitos brigam pelo seu espaço dentro da tal integração nacional.


Disponível em:
<https://www.campograndenews.com.br/artigos/caatingaliteraria-e-politica>. Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
Considerando as marcas linguísticas dos enunciados e os propósitos comunicativos do seu enunciador, é CORRETO afirmar que o texto acima pertence ao tipo:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assessor Jurídico | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Fisioterapeuta | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Fonoaudiólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Médico Cardiologista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Médico Psiquiatra | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Analista de Controle Interno | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Nutricionista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Pedagogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Cirurgião Dentista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Arquiteto | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Engenheiro Agrônomo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Engenheiro Eletricista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Jurídico | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Médico Neurologista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Médico Pediatra | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Médico Veterinário | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Profissional de Educação Física | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Psicólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Psicopedagogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Terapeuta Ocupacional |
Q4175439 Português
A questão dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.


Q1_10.png (292×584)
Q1_10_.png (296×144)
Em relação às funções da linguagem, pode-se afirmar que predomina no Texto a função:
Alternativas
Q4175259 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Considere a seguinte passagem do Texto:

"De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92% das mortes maternas no Brasil ocorrem por causas evitáveis." (linhas 7 a 9)

O trecho destacado exerce importante função na construção argumentativa do texto. Nesse contexto, sua utilização tem o efeito de:
Alternativas
Q4175257 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Analise o trecho abaixo:

“‘[...], precisamos olhar com muita atenção para a gravidez precoce’, [...]” (linhas 20 e 21)

Com base nas funções da linguagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4173663 Português
A fuga

Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
– Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
– Pois então para de empurrar a cadeira.
– Eu vou embora – foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
– Viu um menino saindo desta casa? – Gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.
– Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e – saíra de casa prevenido – uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à Avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.
– Meu filho, cuidado!
O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
– Que susto você me passou, meu filho – e apertava-o contra o peito, comovido. –
Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
– Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
– Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
– Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
– Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Sabiá. Fundação Casa de Rui Barbosa: Rio de Janeiro, 1962.)
Em qual das citações a seguir relacionadas está revelada uma opinião do articulista da crônica? 
Alternativas
Q4167393 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

A expressão que caracteriza ocorrência de linguagem informal no texto pode ser identificada em: 
Alternativas
Q4167391 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

Em qual das citações transcritas está expressa uma opinião do articulista do texto? 
Alternativas
Q4163861 Português

Leia o texto e assinale a alternativa correta.

Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026, aponta Ministério da Saúde

Brasília, 15 de abril de 2026.


O Brasil registrou uma redução de 75% nos casos prováveis de dengue nos primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. De janeiro até 11 de abril deste ano, foram notificados cerca de 227,5 mil casos prováveis da doença em todo o país. No mesmo período de 2025, o número ultrapassava 916 mil registros.


De acordo com o governo federal, a queda está relacionada ao reforço das campanhas de prevenção, ao aumento das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e à ampliação do monitoramento epidemiológico nos estados e municípios.


Apesar da redução expressiva, autoridades de saúde alertam que a população deve continuar adotando medidas preventivas, como eliminar recipientes com água parada, utilizar repelentes e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias nas residências. Em março de 2026, o país ainda acumulava mais de 148 mil casos prováveis e dezenas de mortes em investigação relacionadas à doença.


Especialistas afirmam que fatores climáticos, como calor intenso e períodos de chuva, continuam favorecendo a proliferação do mosquito transmissor. Por isso, o Ministério da Saúde reforça que o combate à dengue precisa ocorrer durante todo o ano, não apenas nos períodos de epidemia.


Fonte: Ministério da Saúde e Agência Brasil.


A notícia sobre a redução dos casos de dengue no Brasil combina informações estatísticas, posicionamentos institucionais e orientações preventivas. Considerando os efeitos de sentido produzidos no texto, analise as assertivas a seguir.


I. O emprego de dados numéricos e comparativos entre 2025 e 2026 contribui para construir credibilidade e reforçar o caráter informativo da notícia.


II. Ao mencionar que “o combate à dengue precisa ocorrer durante todo o ano”, o texto abandona a neutralidade jornalística e passa a defender exclusivamente a opinião pessoal do autor.


III. A notícia estabelece uma relação de causa e consequência ao associar fatores climáticos, como calor e chuva, ao aumento da proliferação do mosquito transmissor.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4161212 Português
Texto 01


O mistério da poesia

    Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.
    E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.
    O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram. Lembro-me delas às vezes, numa viagem. Quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.
    Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.
     De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não é apenas do sentido. Se ele dissesse: Era bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo; ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com os elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.
   Isso me lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.
   Talvez o que impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano, a ideia da canoa é também um motivo de emoção.
    Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de uma grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.
    Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas modernos que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem mais profundas…

Fonte: BRAGA, Rubem. O mistério da poesia. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/. Acesso em: 1 maio 2026. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de linguagem usados na composição do texto.
I- intertextualidade. II- subjetividade. III- conotatividade. IV- metalinguagem. V- denotatividade.
Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q4160936 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

ONU prevê que temperaturas globais permaneçam 'em níveis recordes ou quase recordes' entre 2026 e 2030

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As temperaturas médias globais devem permanecer "em níveis recordes ou quase recordes" entre 2026 e 2030, segundo alerta divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). O novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima em 75% a probabilidade de que a média desses cinco anos ultrapasse em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais.

A previsão reforça a tendência observada na última década. De acordo com a OMM, os anos entre 2015 e 2025 foram os 11 mais quentes já registrados, cenário que deve continuar nos próximos anos.

O boletim anual e decenal sobre o clima global, elaborado pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido com dados de 13 institutos internacionais, também considera "provável" — em 86% — que ao menos um ano entre 2026 e 2030 supere o recorde atual de calor, registrado em 2024.

— Há previsão de um episódio de El Niño até o fim de 2026, o que aumentou as chances de que o ano seguinte, 2027, seja o próximo ano recorde — declarou Leon Hermanson, principal autor do relatório.

Segundo a OMM, as previsões de temperatura no centro do Pacífico tropical indicam "uma tendência preocupante de condições de El Niño", sobretudo em 2027 e 2028.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento da superfície do oceano Pacífico equatorial e costuma alterar padrões climáticos em diversas regiões do planeta. O último episódio, entre 2023 e 2024, esteve associado a um dos períodos mais quentes desde o início dos registros meteorológicos.

[...]
Considerando a finalidade predominante do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4160338 Português

A IA e eu


    No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

    – IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

    – A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

    – Não, a do lado, de…

    – De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

    – Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

    – Ok. Carolina Medeiros

    – Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

    – Pra valer?

    – Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

    – Como você sabe em quem ela votou?

    – Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

    – Tá bom. Me passa o zap dela.

    – Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

    No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”


AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Me passa o zap dela”, a palavra “zap” é usada como forma popular e atual para se referir ao aplicativo de mensagens WhatsApp. Esse uso mostra uma palavra:
Alternativas
Q4160107 Português

Leia o texto a seguir:


txt01.png (349×346)


Fonte: https://www.srh.ce.gov.br/governo-do-ceara-lanca-campanhaeducativa-de-economia-de-agua/. Acesso em11/05/2026 

Na frase "Só de ler esse post com ela fechada, você já economizou bastante", há uma: 
Alternativas
Q4159385 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 2


Seu cérebro para de se desenvolver aos 25 anos? A neurociência mostra que isso é um mito

Estudos recentes apontam que o lobo frontal, relacionado à tomada de decisões, continua se modificando até os 32 anos


    Se você navegar pelo TikTok ou Instagram por tempo suficiente, inevitavelmente se deparará com a frase: “Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido”. Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins, como pedir uma bebida a mais no bar ou enviar uma mensagem para um ex que você jurou não contatar mais. 

    O lobo frontal desempenha um papel central em funções de nível superior, como planejamento, tomada de decisão e julgamento. 

    É fácil encontrar conforto na ideia de que existe uma desculpa biológica para por que às vezes nos sentimos instáveis, impulsivos ou como uma obra em construção. A vida aos 20 e 30 anos é imprevisível, e a ideia de que seu cérebro simplesmente não terminou de se desenvolver pode ser estranhamente reconfortante.

     Mas a noção de que o cérebro, particularmente o lobo frontal, para de se desenvolver aos 25 anos é um equívoco generalizado na psicologia e na neurociência. Como muitos mitos, a ideia dos “25 anos” tem origem em descobertas científicas reais, mas é uma simplificação excessiva de um processo muito mais longo e complexo. 

    Na realidade, novas pesquisas sugerem que esse desenvolvimento se estende até os 30 anos. Essa nova compreensão muda a forma como vemos a idade adulta e sugere que os 25 anos nunca foram considerados a linha de chegada.


De onde surgiu o mito dos “25 anos”?


    O “número mágico” tem origem em estudos de imagem cerebral realizados no final da década de 1990 e início da década de 2000. Em um estudo de 1999, pesquisadores acompanharam as mudanças cerebrais por meio de exames repetidos em crianças e adolescentes. Eles analisaram a chamada massa cinzenta, que consiste em corpos celulares e pode ser considerada o componente “pensante” do cérebro. 

    Os pesquisadores descobriram que, durante a adolescência, a massa cinzenta passa por um processo chamado poda. No início da vida, o cérebro constrói um número enorme de conexões neurais. À medida que envelhecemos, ele gradualmente elimina as que não são usadas com muita frequência, fortalecendo as que permanecem. 

    Este trabalho inicial destacou que o crescimento e a perda de volume da massa cinzenta são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro.

    Em um influente trabalho de monitoramento liderado pelo neurocientista Nitin Gogtay, participantes com apenas quatro anos de idade tiveram seus cérebros examinados a cada dois anos. Os pesquisadores descobriram que, dentro do lobo frontal, as regiões amadurecem da parte posterior para a anterior.

     As regiões mais primitivas, como as áreas responsáveis pelo movimento muscular voluntário, se desenvolvem primeiro, enquanto as regiões mais avançadas, importantes para a tomada de decisões, a regulação emocional e o comportamento social, ainda não estavam totalmente maduras nas últimas tomografias cerebrais, realizadas por volta dos 20 anos.

    Como os dados pararam aos 20 anos, os pesquisadores não puderam dizer com precisão quando o desenvolvimento terminou. A idade de 25 anos tornou-se a melhor estimativa para o ponto final presumido e acabou se consolidando no imaginário cultural.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/seu-cerebro-parade-se-desenvolver-aos-25-anos-a-neurociencia-mostra-que-isso-e-um-mito/. Acesso em: 05 jan. 2026.
A respeito das funções da linguagem, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. No excerto “Se você navegar pelo TikTok ou Instagram por tempo suficiente, inevitavelmente se deparará com a frase: ‘Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido’.”, há a presença da função conativa/apelativa, em que há comunicação com o leitor.
II. Apesar de o texto conter aspectos da função poética, ela não é predominante em sua forma total.
III. A função referencial é predominante no texto, visto que ele transmite informações objetivas, fatos e dados.
IV. O texto utiliza frequentemente a função emotiva da linguagem, a exemplo do seguinte excerto: “Em um influente trabalho de monitoramento liderado pelo neurocientista Nitin Gogtay, participantes com apenas quatro anos de idade tiveram seus cérebros examinados a cada dois anos.”. 
Alternativas
Q4156029 Português

Leia o texto IV e responda à questão.

Texto IV

Espelho do tempo: envelhecemos microscopicamente e nos perguntamos se perdemos o frescor

Assista a um telejornal, distraída, quando apareceu na tela o depoimento de um coroa que eu não conhecia, mas, por algum motivo, a imagem me atraiu. Ao ler o nome dele nos créditos, pensei: já conheci um cara com este nome... Peral... Não pode ser. Caramba, é ele. Um amigo que sumiu de vez do meu radar. Pertencemos à mesma turma de praia quando tínhamos 20 anos. Lembro que ele surfava, tinha um jipe e era um gozador nato. E agora estava ali, sisudo na tela da tevê, de terno e gravata, com a pele acinzentada, um fiapo de cabelo, um senhor - da minha idade.

No espelho do banheiro, nosso rosto é o mesmo todo dia. Envelhecemos microscopicamente. De terça para quarta, nenhuma diferença. Até que você encontra na rua uma ex-colega de faculdade ou se depara na tevê com alguém que já fez parte da sua juventude e se pergunta: será que eu também perdi o frescor? Eles se perguntam a mesma coisa quando te veem.

O espelho do banheiro não conta a verdade pelo simples fato de que ignoramos o que é visto toda hora. Já fotografias antigas são espelhos retroversos, demarcam com precisão as diferenças entre o antes e o agora. Outro dia, mostrei para minha filha uma foto de nós duas em 1992; eu a segurava em meu colo. Ela ficou impactada: “Era uma criança.” “Claro, você tinha um aninho.” “Estou falando de ti, mãe”.

É uma questão de perspectiva. Para os bebês, os pais são Matusaléns. No entanto, naquela foto, eu tinha menos idade do que ela tem hoje - éramos não uma, mas duas crianças. Um dia, ela me verá com o rosto completamente craquelado, miúda, corcunda pelo peso dos anos transcorridos, e o susto será outro: serei um espelho do seu futuro. Será obrigada a encarar a velhice que, gostemos ou não, está sempre em nossos calcanhares.

O tempo tem rosto, o tempo tem mãos, o tempo tem voz - e nada disso permanece o mesmo. As superfícies espelhadas reproduzem uma imagem de aparente, visto que, de hoje para amanhã, não se nota alteração. Mas quando encontro minhas amigas a intervalos de tempo, sou atravessada pela verdade óbvia de que não somos mais as meninas do pátio do colégio.

O que me consola é que estes espelhos vivos (a feição atual de nossos velhos afetos) trazem tanto, mas como boas notícias. Em vez de sofrer pelo que está arruinado, busco em cada rosto o sorriso moleque de antigamente, o olhar ainda curioso, a eternidade que mora nos detalhes. Aquele amigo que apareceu na tevê, tão concentrado em sua declaração em frente às câmeras, talvez tenha deixado escapar um filete de irreverência em meio aos verbos empolados que usava, e foi isso que me fez reconhecê-lo. Mesmo o mais implacável dos espelhos reflete algo em nós que não muda.

(MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/elaimartha-medeiros/coluna/2025/11/espelhodo-tempo-envelhecemos-miscroscopicamente-e-nos-perguntamos-seperdemos-o-frescor.ghtml> - Texto adaptado.)

Analise as afirmativas acerca das funções de linguagem presentes nos textos III e IV.
I- Existem, no texto III, as funções de linguagem poética e conativa, e no IV, a expressiva.
II- Em ambos os textos, existem as funções expressiva, referencial e poética.
III- Tanto no texto III quanto no texto IV, existem as funções referencial, apelativa e expressiva.
IV- No texto III, só existe a função metalinguística. Já no IV, encontram-se as funções expressiva e fática.
Assinale a opção correta.  
Alternativas
Respostas
41: C
42: D
43: A
44: B
45: C
46: D
47: C
48: E
49: E
50: C
51: C
52: C
53: C
54: C
55: E
56: B
57: D
58: A
59: C
60: E