Questões de Concurso
Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português
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Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO
Jean Paul Prates
A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.
É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.
A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]
Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.
A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.
Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.
O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.
Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.
A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto
Leia o poema “O poeta”, de Mia Couto, para responder à questão:
O poeta não gosta de palavras:
escreve para se ver livre delas.
A palavra
torna o poeta
pequeno e sem invenção.
Quando,
sobre o abismo da morte,
o poeta escreve terra,
na palavra ele se apaga
e suja a página de areia.
Quando escreve sangue
o poeta sangra
e a única veia que lhe dói
é aquela que ele não sente.
Com raiva,
o poeta inicia a escrita
como um rio desflorando o chão.
Cada palavra é um vidro em que se corta.
O poeta não quer escrever.
Apenas ser escrito.
Escreve,
talvez, apenas enquanto dorme.
(Poemas escolhidos, 2016)
Leia o poema “O poeta”, de Mia Couto, para responder à questão:
O poeta não gosta de palavras:
escreve para se ver livre delas.
A palavra
torna o poeta
pequeno e sem invenção.
Quando,
sobre o abismo da morte,
o poeta escreve terra,
na palavra ele se apaga
e suja a página de areia.
Quando escreve sangue
o poeta sangra
e a única veia que lhe dói
é aquela que ele não sente.
Com raiva,
o poeta inicia a escrita
como um rio desflorando o chão.
Cada palavra é um vidro em que se corta.
O poeta não quer escrever.
Apenas ser escrito.
Escreve,
talvez, apenas enquanto dorme.
(Poemas escolhidos, 2016)

I – Apresenta rimas.
II – Foi escrito para ser acompanhado por música.
III – Tem por objetivo entreter, estimular emoções, expressar sentimentos.
IV – Escolhe formas de produzir sonoridade com as palavras.
Estão CORRETOS apenas os casos em:
( ) Possui uma dimensão escrita inquestionável.
( ) Lança mão de recursos semelhantes ao processo de criação poética.
( ) Emprega recursos sonoros.
( ) Emprega recursos semânticos.
( ) Utiliza linguagem literal.
A sequência CORRETA é:
Leia o texto a seguir para responder à questão
A maldade tem cara
A maldade tem cara. Pode ser vista nas ruas da cidade, nas centenas de cães abandonados correndo pelas ruas ou encolhidos num canto de muro, com medo, sem destino, sem entender o que acontece, sem saber do dono que andava ao seu lado.
O que leva alguém a maltratar animais está além da compreensão humana. No entanto, acontece com muito mais frequência do que imaginamos.
Animais presos em cordas e correntes, sem comida e sem água ou trancados em cômodos escuros e sem ar são libertados todos os dias, mas não dão noticia na imprensa porque existem outros fatos, ações piores ainda, que ocupam os espaços.
Ainda bem que existem organizações e pessoas que procuram minimizar os estragos e se encarregam de tentar recuperar os animais, que vão muito além de cães e gatos, chegando a ledes ¢ outros animais de grande porte, encontrados maltratados, muitas vezes quase mortos, marcados pela violência de um boçal sem qualquer noção de piedade.
Mas mais terrível são os animais abandonados. O que leva alguém que tem um animal de estimação a se desfazer dele, normalmente o soltando num lugar distante de sua casa, para que o bicho não encontre o caminho de volta?
É uma pergunta apavorante. E que é feita varias vezes por dia, por dezenas de pessoas que encontram animais abandonados, zanzando sem rumo pelas quebradas da cidade.
O que leva um ser humano a fazer isso? Eu não tenho a resposta, mas tenho certeza de que alguém que abandona um animal ¢ alguém que tem muito mais chances de matar uma pessoa, maltratar uma criança, bater numa mulher ou de alguma forma fazer mal ou torturar um ser humano.
MENDONCA, Antonio Penteado. A maldade tem cara.
Crônicas
da
cidade.
Disponível
em: <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/06/01/a

https://www.instagram.com/p/DWZGLG8FbB0/
A principal estratégia argumentativa utilizada na campanha consiste em
Governo de Pernambuco lança Programa Colo de Mãe para fortalecimento da atenção materno-infantil
O programa representa um avanço importante no cuidado com gestantes, puérperas e crianças de até dois anos de idade, com foco especial nos primeiros mil dias de vida, período fundamental para o desenvolvimento infantil. Com investimento de R$ 46,9 milhões, a estratégia prevê cofinanciamento direto aos municípios, além de repasses mensais que variam entre R$ 30 mil e R$ 90 mil para maternidades, fortalecendo a rede de assistência e qualificando o atendimento em todo o território pernambucano.
https://sjdh.pe.gov.br/governo-de-pernambuco-lanca-programa-colo-de-mae-parafortalecimento-da-atencao-materno-infantil/
A expressão “Colo de Mãe”, utilizada para nomear o programa do Governo de Pernambuco, produz um efeito de sentido que se explica, predominantemente, pelo fato de
Coluna I.
A- Função fática.
B- Função metalinguística.
C- Função poética.
Coluna II.
1- Centrada no contato, no canal, caracteriza-se pelo uso de certas expressões, visando a estabelecer e manter o contato com o interlocutor.
2- Centrada na própria mensagem, valoriza a informação pela forma como é veiculada. O ritmo, a sonoridade e a estrutura da mensagem têm importância igual à do conteúdo das informações. É a função do estético, mas não exclusiva da poesia, pois pode existir também na prosa. Predominam a conotação e o subjetivismo.
3- Centrada no código, traz sempre uma explicação, procurando definir o que não está claro.
Coluna I.
A- Função referencial, informativa ou cognitiva.
B- Função emotiva ou expressiva.
C- Função conativa ou apelativa.
Coluna II.
1- O Sol é o centro do nosso sistema planetário.
2- Você acha que o mundo possa um dia viver em paz?
3- Meu maior sonho é ver o mundo viver em paz.
Coluna I.
A- Função referencial, informativa ou cognitiva.
B- Função emotiva ou expressiva.
C- Função conativa ou apelativa.
Coluna II.
1- É a comunicação pura e simples, está centrada no assunto ou referente, por isso, a maior preocupação é a mensagem, o emissor se limita a informar. Caracteriza-se pelo uso da terceira pessoa do discurso e pela denotação.
2- Centrada no receptor da mensagem, visa a uma atitude ou tomada de posição por parte do interlocutor ou receptor; por isso, o texto é geralmente sedutor, persuasivo. Toda mensagem publicitária é exemplo flagrante deste tipo de função.
3- Centrada no emissor da mensagem, veicula seus sentimentos, emoções e julgamentos; por isso, o texto é eminentemente subjetivo e , às vezes, crítico.
