Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q4242206 Português
Texto


Já notou que seus avós encolhem enquanto você cresce? A medicina explica


— Como em uma gangorra, idosos perdem até sete centímetros, enquanto a altura dos netos aumenta


— Funcionamento dos ossos e dos músculos em idades avançadas contribuem para o encolhimento


Autor: João Kawada


Beatriz, de 11 anos, passa parte das férias na casa da avó Thereza, de 80. Juntas, adoram pintar quadros de gatinhos e paisagens coloridas.

Entre uma visita e outra, Bibi, o apelido da mais nova, foi percebendo que a avó parecia menor diante do cavalete, enquanto ela o alcançava sem esforço. Dona Thereza até brinca com a situação: “Vou começar a pintar de salto alto”.

Talvez você já tenha percebido esse fenômeno. Com o tempo, os netos crescem, ficando cada vez mais altos, e os avós decrescem, encolhendo conforme avança a idade. É como numa gangorra: as coisas se invertem. E isso não é mera impressão, segundo a medicina.

A partir dos 40 anos, o ser humano a perde cerca de 1 centímetro por década, segundo o MedlinePlus, site que funciona como uma enorme biblioteca de medicina. Depois dos 70, o processo acelera, podendo variar de 2,5 cm a 7,5 cm ao longo do restante da vida — equivalente ao tamanho de uma bola de tênis.

Isso acontece por vários motivos. É comum, por exemplo, a postura encurvar, em especial na parte de cima das costas, explica o ortopedista Henrique Motizuki, da Sociedade Brasileira de Coluna — ortopedista é o médico que cuida de ossos, músculos e coluna.

Os ossos funcionam como pilares que sustentam o corpo, parecidos com os mesmos pilares usados para segurar uma casa ou os famosos templos da Grécia. Sem eles, seríamos moles como gelatina. Com o tempo, eles ficam mais fracos e achatados, o que nos faz diminuir.

Se você já notou que sua avó encolhe mais do que o seu avô, há uma explicação também para isso. Os ossos dela tendem a ficar mais frágeis depois da menopausa, fase na qual o corpo da mulher deixa de poder ter filhos e diminui a produção de hormônios — substâncias mensageiras que indicam ao organismo suas tarefas.

[…]


Os músculos também mudam. São como elásticos que puxam ossos para correr, brincar, falar e até respirar. Com o passar dos anos, ficam menores e mais fracos, o que pode dificultar movimentos simples, como levantar-se de uma cadeira ou carregar peso. E tem mais: a coluna é um tubo de ossos empilhados nas costas com a função de mexer, virar e dobrar. Nela, há 23 discos —parecidos com almofadinhas cheias de água— que amortecem movimentos.

Durante o dia, eles perdem líquido quando andamos e pulamos. À noite, recuperam parte da água, mas, com os anos, param de “inchar” como antes. Nesse processo, alguns centímetros também se vão.

Mas dá para prevenir tudo isso? Sim. O ortopedista Lucas Jacobus, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, recomenda alguns cuidados durante a juventude: alimentar-se bem, com cálcio e vitamina D, tomar sol e praticar atividades físicas de força e equilíbrio.

Também é importante, ele diz, evitar o cigarro e o excesso de álcool, além de tratar cedo doenças que enfraquecem.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/09/ja-notouque-seus-avos-encolhem-enquanto-voce-cresce-a-medicinaexplica.shtml
No trecho “É como numa gangorra: as coisas se invertem”, a comparação com uma gangorra significa que:
Alternativas
Q4242188 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Já lhe falei isto um milhão de vezes. 2- Estarei lá, faça chuva ou faça sol. 3- Você é o sol da minha vida. 4- O rio abraçava as margens. 5- Aquela mulher disse uma inverdade.
Alternativas
Q4241263 Português
Transparência, o melhor antídoto contra a corrupção


A Controladoria-Geral da União (CGU) acredita que a transparência é o melhor antídoto contra a corrupção, uma vez que ela é um importante mecanismo indutor para que os gestores públicos ajam com responsabilidade. Quando as informações sobre a arrecadação e a destinação do dinheiro público circulam de forma clara e acessível, cria-se um ambiente em que as decisões precisam ser justificadas e prestadas contas à população.

Uma gestão pública transparente permite à sociedade, com informações, colaborar no controle das ações de seus governantes, com o intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam. Esse acompanhamento não se restringe aos órgãos de fiscalização: o cidadão que consulta portais oficiais, questiona contratos e acompanha obras também exerce uma forma de vigilância sobre o uso do que pertence a todos.

Por isso, a participação social é tratada como um complemento necessário ao trabalho técnico dos órgãos de controle. Ao instituir canais de diálogo com diferentes segmentos da sociedade civil, o poder público busca fortalecer os mecanismos democráticos e promover uma atuação conjunta na implementação das políticas públicas, aproximando quem paga os tributos das decisões sobre onde e como aplicá-los.


BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Transparência Pública. Brasília, DF: CGU, [2024]. Disponível em: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transparencia-publica. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Avalie a asserção e a razão a seguir, relativas aos efeitos de sentido construídos no texto, e o vínculo lógico entre elas.

I.O vocábulo "antídoto", aplicado à transparência, projeta sobre a corrupção o traço de enfermidade, de modo que combatê-la se assemelha ao esforço de curar um organismo doente.
PORQUE
II.Trata-se de metáfora já cristalizada no uso (uma catacrese), razão por que "antídoto" perdeu, nesse contexto, o valor figurado e passou a operar com sentido estritamente literal.
Alternativas
Q4231791 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Leia as afirmações a seguir antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. (1º par.), nota-se em destaque uma expressão de natureza anafórica a qual auxilia na progressão das ideias como recurso estilístico.
( ) Em “O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!” (5º par.), nota-se que a metonímia em destaque prescinde de associação semântica em relação à aprovação da mudança da escala feita anteriormente.
( ) Em “É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.” (7º par.), nota-se em evidência uma antítese contextualmente produzida para justificar a necessidade de aprovação da mudança da escala de trabalho, a qual é exposta pelo articulista como “medida eleitoreira” (3º par.), “pura demagogia” (6º par.) e “atalho” (9º par.) no cenário econômico local.
( ) Em “Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido.” (8º par.), o articulista deixa evidente, após as ideias apresentadas ao longo do texto, que a crítica em destaque se refere unicamente a políticos da “base governista” (2º par.) como Erika Hilton (6º par.).
( ) Em “Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.” (9º par.), a passagem em destaque, por meio das expressões conotativas sublinhadas, prescinde de associação direta quanto à aprovação do fim da escala 6x1.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas em relação às afirmações acima, tem-se pela ordem:
Alternativas
Q4231733 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca lança mão da figura de linguagem denominada antítese no seguinte trecho: 
Alternativas
Q4231608 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o poema "Vela" de Sophia de Mello Andresen.



Nos versos A casa sai da sombra / Intensamente atenta (1º estrofe) observa-se a figura de linguagem conhecida como
Alternativas
Q4231602 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
O verbo empregado em sentido conotativo está no trecho:
Alternativas
Q4230495 Português
Leia-o atentamente antes de respondê-la

No segmento “[...], 2 milhões delas ainda não entraram na conta.” (linhas 26 e 27), verifica-se um recurso expressivo que afasta momentaneamente o Texto da linguagem estritamente técnica. Esse efeito estilístico ocorre por meio de:
Alternativas
Q4228488 Português
“O rabisco é de fundamental importância. Rabiscar é pensar com o traço.” (Roger Mello)

Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem em que se enquadra o enunciado destacado no pensamento acima. 
Alternativas
Q4226652 Português
Texto 3


“Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz!”

QUINTANA, Mário. Espelho mágico. São Paulo: Globo, 2005. p. 105. 
Nos versos acima, a construção de linguagem figurada configura:
Alternativas
Q4226240 Português
A saudade é azul





(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/asaudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).




Assinale a alternativa que apresenta um trecho no qual NÃO foi empregada linguagem figurada. 
Alternativas
Q4224181 Português
As figuras de linguagem são recursos expressivos que conferem maior criatividade, beleza e impacto à mensagem, afastando-se do uso literal das palavras. Entre elas destacam-se a metáfora, a metonímia, a prosopopeia, a hipérbole e a ironia. Identificar essas figuras é fundamental para a correta interpretação de textos literários e não literários. Leia o trecho abaixo e responda: no trecho "O sol sorria para a cidade adormecida", a figura de linguagem presente é?
Alternativas
Q4223714 Português
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade


Por Maria Fernanda Ziegler


Q1_10.png (664×601)
Q1_10_.png (661×245)

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-dofigado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação às figuras de linguagem presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4222968 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Minha mulher demorou uma vida para ficar pronta.
2- A luz só existe por causa da escuridão.
3- Minha avó é uma biblioteca.
4- O fogo dançava na mata.
5- O prefeito foi infeliz em seu pronunciamento.
Alternativas
Q4222298 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e identifique a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo.
B- Antítese.
C- Hipérbole.
D- Metáfora.
E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Minha fome é tanta, que comeria um boi.
2- O fogo que aquece é o mesmo que queima.
3- Esta criança é um anjo.
4- A neblina abraçou a rodovia.
5- Ele pegou emprestado, sem avisar.
Alternativas
Q4222237 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Estou congelando de frio.
2- O ódio destrói, o amor constrói.
3- Sua mente é um labirinto.
4- A ventania agitava as árvores, que reclamavam.
5- Deixou de existir. 
Alternativas
Q4221236 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
Tendo como referência as escolhas lexicais, о emprego de figuras de linguagem e os recursos estilísticos que estruturam a argumentação do texto, analise as assertivas que seguem:

I. O trecho O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade, no primeiro parágrafo, exemplifica o uso da hipérbole, uma vez que os autores recorrem a um exagero retórico desprovido de base histórica para valorizar subjetivamente a leitura.
II. No segundo parágrafo, o termo engajamento consiste em um neologismo absoluto, tendo sido cunhado pelas teorias modernas de letramento para designar, com exclusividade, as novas formas de interação social que ocorrem dentro do espaço físico escolar.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4219713 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que a figura de linguagem indicada entre parênteses NÃO está presente no excerto.
Alternativas
Q4219578 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixо.


Q37_40.png (244×262)


Autor: Fernando Pessoa.

No que concerne às figuras de linguagem e aos recursos expressivos empregados por Fernando Pessoa no texto, analise as afirmativas a seguir:

I. A oposição entre a transitoriedade da vela (passa) e a permanência da noite (fica) configura uma hipérbole.
II. O uso sucessivo de interrogações na última estrofe do poema funciona como um recurso de pergunta retórica, cujo objetivo não é obter respostas objetivas, mas sim enfatizar a dúvida metafísica do eu lírico.
III. A atribuição do adjetivo serena ao substantivo vela é um exemplo de metonímia, pois transfere um estado de espírito tipicamente humano a um objeto inanimado em movimento.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4218056 Português

Observe a letra da música a seguir para responder à questão. 


Algoritmo Íntimo

Criolo & Ney Matogrosso


Eu queria você aqui

Perto de mim

Quando a gente gosta, não dá pra esconder

Quando a gente ama, corpo fala

Coração quer explodir de amor

Eu (eu) sinto (sinto) tua falta (tua falta), bebê

Você é uma flor

Eu não sei se dá pra ver (uma flor) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)


Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade)

Me responde

Pra gente não se afastar mais

O tempo é danado

Muda o prumo e a prosa, meu bem (meu bem)

Meu corpo em chamas grita

E implora por teu abraço

Eu não sei se dá pra ver (volta) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)

Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade).


Fonte: https://www.letras.mus.br/ Acesso em 10/06/2026



Considere o excerto da canção:
"Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade"
A expressão algoritmo íntimo exemplifica um processo de construção de sentido em que: 
Alternativas
Respostas
141: E
142: B
143: D
144: E
145: E
146: B
147: A
148: E
149: D
150: C
151: D
152: C
153: B
154: C
155: C
156: B
157: C
158: B
159: A
160: E