Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Leia a historinha O limoeiro de Maurício de Sousa.
Legenda:
CB – Chico Bento (falando com um limoeiro que ele plantou)
P – Pai do Chico Bento
M – Mãe do Chico Bento
CB: – Vixi! Como você cresceu! Inté parece qui foi onte qui prantei esse limoero! Agora, já ta cheio di gaio! Quase da minha artura! Como o tempo passa, né? Uns tempo atrais, ocê era deste tamanhico! Fiz um buraquinho i ponhei ocê inda mudinha dentro! Protegi dos ventos, do sor, das geada... i nunca dexei fartá água! Imagina si eu ia dexá ocê passá sede! Hoje você ta desse tamanhão! Quero vê o dia im qui ocê tivé mais grande qui eu! Imagina só! Cum uns gaio cumprido cheio di limão i umas fia bem larga, pra dá sombra pra quem tivé dibaxo! Aí, num vô percisá mais mi precupá c’ocê, né limoero? Pruque aí ocê vai tá bem forte! Vai sabê si protegê do vento do sor i da geada, sozinho! I suas raiz vão tá tão cumprida qui ocê vai podê buscá água por sua conta! Ocê vai sê dono doce mesmo! Sabe, limoero...Tava pensando...Acho que dispois, vai sê eu qui vô percisá docê! Isso é... Quando eu ficá mais véio! Craro! Cum uns limão tão bão qui ocê tem... i a sombra qui ocê dá, pode mi protegê inté dos pongo di chuva! Ocê vai fazê isso, limoeiro? Cuidá de mim também? Num importa! O importante é qui eu prantei ocê! I é ansim qui eu gosto! Do jeito qui ocê é.
P (para M): – Muié... tem reparado como nosso fio cresceu?
Fonte: Chico Bento, nº 354.
Considerando a variação linguística utilizada, assinale
a opção que apresenta uma visão preconceituosa a
respeito do texto.
Atente para a seguinte reprodução de uma tirinha da Turma da Mônica, de Maurício de Souza:
Cascão (de joelhos): Por favor, Mônica! Me dá um teco desse sorvete! Me dá um teco desse sorvete!
Mônica: Oh, Cascão! Por que esse desespero todo?
Cascão: Estou ficando com água na boca!
Fonte: https://brainly.com.br/tarefa/1475204. Acesso em 19/08/2018. Adaptação.
Considerando o texto acima, assinale a afirmação verdadeira.
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o próximo item.
Em “servindo-nos” (ℓ.3), o pronome “nos” poderia ser suprimido, sem prejudicar a correção gramatical e a coesão do texto.
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item subsecutivo.
A substituição da forma verbal “compreender” (ℓ .6) por compreendermos prejudicaria a correção gramatical do texto, assim como alteraria os seus sentidos originais.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Na linha 9, caso a expressão “às vezes” fosse deslocada para imediatamente após “justiça”, feitos os devidos ajustes de pontuação, a correção gramatical seria mantida, mas o sentido original do texto seria alterado.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “Quando nos defrontamos, por exemplo, com uma alastrada fome coletiva” (ℓ. 11 e 12), a forma pronominal “nos” fosse suprimida.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Na expressão “fazê-lo” (ℓ.16), a forma pronominal “lo” retoma a ideia de agir para tentar evitar uma calamidade.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso o trecho “uma calamidade seria um caso de injustiça apenas se pudesse ter sido evitada” (ℓ. 14 e 15) fosse reescrito da seguinte maneira: apenas uma calamidade que poderia ter sido evitada é um caso de injustiça.
Texto 3

Em relação ao emprego dos pronomes no Texto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I- A expressão “qualquer lugar” (linha 20) é composta por dois pronomes indefinidos, sendo um adjetivo e outro substantivo;
II- A palavra “mesmo” (linha 23) classifica-se como pronome indefinido, assim como em “Nós mesmos estamos trabalhando nisso”;
III- O pronome oblíquo “nos” (linha 20) refere-se de forma abrangente aos leitores e classifica-se como objeto direto do verbo a que se relaciona.
Dos itens acima:
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do trecho da letra de música anteriormente apresentado, julgue o item que se segue.
No verso “Às vezes é ela quem diz” (v.2), a supressão de “é”
e “quem” prejudicaria a coerência do trecho.
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Na linha 4, o termo “como” estabelece uma comparação de
igualdade entre o que se afirma no primeiro período do texto
e a informação presente na oração “a sua ausência culminaria
na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas”
(ℓ. 4 a 6).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
A expressão “a polícia” presente em “da polícia” (ℓ.1) é
retomada, ao longo do primeiro parágrafo do texto, por meio
das expressões “dessa agência de segurança” (ℓ.2), “sua”
(ℓ.5), “seu” (ℓ.6), “sua” (ℓ.6) e “dessa instituição” (ℓ.9).
No texto sobre a rotina do escritor Charles Dickens, para se alcançar a coerência, foram utilizados alguns recursos da língua.
Assinale a alternativa cujo recurso utilizado NÃO foi identificado corretamente.
I. Alia-se ao discurso normativo o estilo de um gênero que pede segmentos expositivos, como o caput do Art. 1o da Lei para Educação Ambiental; entretanto, como acontece no Art. 10 da Lei no 5.197, ocorrem expressões de interdição como são proibidas. II. Articulam-se as partes dos textos sem a coesão feita por procedimentos linguísticos; para compor a estruturação superficial do texto bastam os números dos artigos, o símbolo §, indicador de parágrafo, os algarismos romanos, indicadores de incisos. III. É promovida a remissão anafórica no caput do artigo 225 da Constituição Federal por meio do uso do pronome oblíquo de terceira pessoa, o, em defendê-lo, preservá-lo; a considerável distância entre o termo retomado (meio ambiente) e a forma remissiva aumenta a complexidade do ato de leitura.
Está correto o que se afirma APENAS em
Há pouco, em belo artigo, anunciou-se num jornal “a morte da voz humana”. Nenhum exagero no título. Um software que “aperfeiçoa” a afinação dos cantores está criando padrões de perfeição inatingíveis para humanos, oferecendo a recompensa sem esforço e tornando dispensáveis a vocação, o talento e o mérito na música popular. “É como se Ronaldinho Gaúcho usasse uma chuteira que acertasse o gol por si. Treinar pra quê?”
O grito de protesto foi dado por quem tem toda a autoridade para fazê-lo: João Marcello Bôscoli, músico, produtor e diretor de gravadora. Como se não bastasse, é filho de Elis Regina e do compositor Ronaldo Bôscoli, um dos criadores da bossa nova, e enteado do pianista César Camargo Mariano, com quem Elis se casou ao se separar de Bôscoli. Nunca houve gente mais exigente em música.
Para João Marcello, pior até do que dar afinação a quem não tem, o programa faz com a voz o que outro já fez com a figura humana. Assim como um software de retoque fotográfico “gerou um padrão estético em que poros, rugas de expressão e outras características se tornaram defeitos”, o software de afinação passa o rodo e “corrige” tudo o que considera imperfeito num cantor: afinação, respiração, pausas, volume, alcance − sem se importar se pertencem à sua expressão e emoção.
Ele vai mais longe: “Hoje em dia, tomamos remédio quando sentimos tristeza, dopamos as crianças quando estão agitadas, passamos horas no computador quando nossa vida nos parece desinteressante” etc. − e “usamos softwares de afinação quando temos um cantor desafinado”.
O filho da cantora mais afinada do Brasil defende os desafinados no que eles têm de mais precioso: sua falível condição humana, essencial à obra de arte.
(Adaptado de: CASTRO, Ruy. A arte de querer bem: crônicas. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. Edição digital)





