Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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I. Em relação ao médico de família, é quase geral entre os entrevistados o clamor por uma melhor formação do mesmo, inclusive no que tange à atenção à criança. II. Utilizando metodologia qualitativa e entrevistas semi-estruturadas, foram entrevistados pediatras e médicos de família de dez equipes indicadas pelos gestores como as de melhores resultados. O objetivo foi conhecer a visão dos mesmos sobre a atenção à saúde da criança por eles praticada, o papel de cada um e a existência do pediatra no programa. III. Chama a atenção o envolvimento de uma grande variedade de profissionais da equipe nessas ações, enquanto a maioria dos pediatras prefere não participar das mesmas. Trata-se de situação surpreendente, pois seria esperada uma atuação mais proativa e mesmo de liderança do pediatra em relação ao tema. IV. Para verificar na prática como se deu a atenção à saúde da criança e adolescente nas ESF dos médicos entrevistados, foi pedido aos mesmos que descrevessem as ações desenvolvidas nessa área
Com relação aos termos destacados, indique a alternativa CORRETA:
Fragmentos de texto:
Devido às movimentações que exige das políticas de saúde e às implicações socioeconômicas, o problema da síndrome de burnout deve ser abraçado e trabalhado também pelos médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico (Brekalo-Lazarević et al., 2010). O conhecimento atual mostra que a síndrome de burnout é uma precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004).
I. De acordo com Brekalo-Lazarević et al. ( 2010), os médicos, inclusive psiquiatras, têm como desafio científico, diagnóstico e terapêutico dedicar-se ao problema da síndrome de burnout, pois há evidências de que ela seja precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004). Trata-se de uma necessidade premente, visto que a questão dessa síndrome apresenta implicações socioeconômicas e exige movimentações das políticas de saúde.
II. Elinson et al. (2004) esclarecem haver evidências de que a síndrome de burnout seja precursora ou um fator de risco para a doença depressiva. Por exigir movimentações das políticas de saúde e envolver questões socioeconômicas, o problema dessa síndrome é uma causa a ser abraçada e trabalhada por médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico (Brekalo-Lazarević et al., 2010).
III. O problema da síndrome de burnout deve ser abraçado e trabalhado também pelos médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico, devido às movimentações que exige das políticas de saúde e às implicações socioeconômicas. Atualmente, considera-se que a síndrome de burnout é uma precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004 e Brekalo-Lazarević et al., 2010).
Indique a alternativa CORRETA.
As alternativas abaixo apresentam na coluna 2 uma opção mais enxuta para a expressão da coluna 1. Apenas uma delas é uma proposta INADEQUADA; indique-a.
Leia o Texto 5, a seguir, e responda o que se pede.


A sequência CORRETA, resultante da correlação entre as colunas, é
A função exercida pela palavra “aí”, nas ocorrências em destaque, é, respectivamente de
1. A charge satiriza a atual situação econômica do país por meio dos exercícios escolares de conjugação de verbos. 2. Se o verbo assistir estivesse conjugado com o pronome “tu”, teria a forma “assiste”. 3. O pronome “ele”, utilizado com o verbo aumentar, faz referência ao governo. 4. Se a conjugação se desse no futuro simples, teríamos a conjugação “eles reprimiram”.
Assinale a alternativa correta.
(Disponível em: <www.ivancabral.com>. Acesso em 08 nov. 2017)___________ com uma pesquisa publicada pela revista americana Reader’s Digest, tomar café em jejum pode prejudicar o sistema digestivo, _________ o café, quando entra em contato com o estômago, _______ produz ácidos estomacais _______ podem danificar as paredes do próprio órgão, causa indigestão e azia. (Adaptado de:<https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-voce-nunca-deve-beber-cafe-de-barriga-vazia/> . Acesso em 13, nov. 2017)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Mais uma vez, vem do lixo a produção de objetos que ajudam a melhorar a vida de moradores de comunidades carentes. Ao juntar copos de café descartados e cascas de coco de babaçu, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPa) transformaram esses rejeitos em lajotas tão resistentes e belas quanto as disponíveis no mercado, de modo a forrar o chão de residências populares.
Numere os parênteses a seguir, estabelecendo a ordem textual lógica das ideias que dão continuidade ao texto acima. ( ) O produto, batizado de ecopiso e com patente já registrada, será fabricado e aplicado agora por pescadores de Colares, município do nordeste paraense. ( ) Depois de analisar os rejeitos, ela concluiu que as cascas do coco, associadas a copos de café descartáveis, formavam uma mistura muito consistente e ideal para a fabricação de pisos: o plástico (poliestireno) e a fibra do babaçu juntos conferem dureza e resistência às lajotas comparáveis às encontradas no mercado, mas a um custo de produção muito inferior. ( ) Além disso, o material é menos pesado e confere maior conforto térmico. ( ) Buscando uma alternativa barata para cobrir o chão batido de casas de mulheres que trabalham como abridoras de coco de babaçu, no Maranhão, a engenheira mecânica Poliana Borges Bringel examinou o lixo dessa comunidade durante sua pesquisa de mestrado na UFPa, em 2007.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Ladrões podem roubar sua impressão digital a
partir de fotos
A mente criminosa não tem limites. Desta vez, os ladrões estão usando uma nova tecnologia para roubar impressões digitais de fotografias. Detalhe: as imagens em que as pessoas aparecem fazendo o simpático símbolo de “paz e amor” são os principais alvos.
O alerta foi feito por uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão que afirmou que as técnicas de reconhecimento de digitais estão se tornando cada vez mais comuns – seja para logar em smartphones e tablets, seja para verificar identidades. E isso está começando a ser explorado pelos criminosos.
As câmeras de alta qualidade dos smartphones e as redes sociais têm aumentado o risco de vazamento de informações pessoais. Os cientistas japoneses copiaram impressões digitais com base em fotos tiradas por uma câmera digital a 3m de distância do indivíduo.
“Fazer um sinal de paz na frente da câmera, por exemplo, pode tornar as impressões amplamente disponíveis”, explicou o pesquisador Isao Echizen ao jornal Sankei Shimbun que publicou a pesquisa. Segundo ele, os golpistas nem precisariam de equipamentos avançados para recriar os traços dos dedos – principalmente se a área da digital estiver iluminada.
O mesmo instituto desenvolveu um filme transparente, à base de óxido de titânio, que pode ocultar as impressões digitais em fotografias. Essa seria uma alternativa para confundir os larápios virtuais. O problema é que os cientistas vão levar, pelo menos, dois anos para aperfeiçoar a técnica antes de lançá-la. Até lá, esconda os dedos.
HIRATA, Gisele. Ladrões podem roubar sua impressão digital a partir de fotos. Revista Super
Interessante. São Paulo: Abril, 2017. Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/ladroespodem-roubar-sua-impressao-digital-a-partir-defotos/>.
Considere o seguinte trecho do texto para responder a questão: “Desta vez, os ladrões estão usando uma nova tecnologia para roubar impressões digitais de fotografias.”
No trecho, o termo “para” é um elemento
coesivo que expressa a ideia de:
TEXTO 1
Inteligência o quê?
Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
Na idade média, os filósofos se referiam à inteligência como a parte superior da alma e sua capacidade de conhecimento. Desde então, compõe um trio inseparável: memória-inteligência-vontade.
Quando se fala em inteligência artificial, ninguém pode deixar de lado esse ternário. É aterrorizante imaginar essas três atividades operando conjuntamente em outro local que não o cérebro humano.
Seria possível dotar um computador de razão? Capaz de compreender, julgar, ter bom senso, juízo?
Os computadores guardam ainda a base de seu desenvolvimento na década de 40, a capacidade algorítmica, aptos para resolver cálculos científicos, mas não para analisá-los, como se explica na “Enciclopédia Filosófica Universal”,o local menos suspeito para uma consulta sobre máquinas teoricamente habilitadas a simular a inteligência.
O computador tem conseguido ultrapassar o homem na rapidez e na confiabilidade das operações matemáticas, nas tarefas de rotina, nos encadeamento lógicos. A máquina na qual escrevi essa coluna, evidentemente, não compreende o texto escrito nela. Pode até vertê-lo para outra língua, mas jamais vai poder entender e traduzir em toda a sua profundidade o significado doce e doloroso de uma palavra como saudade, existente somente na língua portuguesa.
Já inventaram programas de computador como o Elisa que “conversa” com as pessoas e parece compreendê-las. Representa comportamentos pré-definidos como o de um psicanalista e responde com alguma lógica a questões menos profundas. Tudo pré-programado e incapaz de evitar o inesperado.
Enganar com o computador, como se vê, pode ser possível. Calma. Ninguém se preocupe se a técnica parece dominar tudo e os técnicos assumem ares de seres superpoderosos e únicos receptáculos de um saber só entendido por eles, porque falam entre si numa linguagem cifrada e incompreensível.
Tudo pode ser decodificado facilmente, e o que hoje perece intransponível não o será logo mais. Basta ver a facilidade da criançada com os computadores. Assim, termos como inteligência artificial ainda servem apenas para ocultar a vontade de um domínio tecnicista sobre o saber universal e humanista.
Se é possível criar máquinas habilitadas no domínio da lógica para resolver problemas estratégicos, não é possível dotá-las de atributos inerentes à condição humana.
Conforme defende L.H. Dreyfus (“intelligence artificiele – Mythes et limites”, 1984), existem quatro postulados bastantes discutíveis quando se fala de inteligência-artificial: o biológico (os impulsos cerebrais), o psicológico (a própria mente), o epistemológico (relativo ao saber e às suas formulações) e o ontológico (os elementos determinados e independentes de todo contexto).
Na porta do século XXI, o desenvolvimento das tecnologias é exponencial, basta refletir com tranquilidade para saber que a técnica ajuda, facilita e até resolve, mas não é tudo e nem pode superar o cérebro humano naquilo que ele tem de melhor – e pior: a razão – ou desrazão.
A desafiadora expressão inteligência artificial, portanto pode enganar mais do que esclarecer. Prefiro a reação de Millor Fernandes ao saber deste diálogo impertinente: “Me chamem quando forem discutir a burrice natural”.
Caio Túlio Costa in Folha de São Paulo, 23 jul. 2017.
Assinale abaixo as versões em que se mantém o mesmo sentido do primeiro parágrafo do texto?
I - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Porém, por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
II - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher), ou seja, por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
III- Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Isso significa que por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
IV - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Entretanto, por meio da seleção e da escolha, os humanos compreendem as coisas.
Assinale a alternativa que corresponde às opções verdadeiras:
O gordo é o novo fumante
Nunca houve tanta gente acima do peso – nem tanto preconceito contra gordos.
De um lado, o que há por trás é uma positiva discussão sobre saúde. Por outro, algo de podre: o nascimento de uma nova eugenia.
(Adaptado de: Super Interessante. Editora Abril. 306.ed. jul. 2012. p.21.)

( ) A supressão do advérbio também (l. 05) não provoca nenhuma alteração no contexto de ocorrência. ( ) A substituição de para as dezenas de milhares (l. 06) por um disparatado número não mantém o sentido original. ( ) O vocábulo rol (l.14), sem provocar qualquer alteração ao período, poderia ser substituído por lista.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

I. Poderíamos reescrever a oração “Sente-se sufocado e quer mudar de ares?” retirada do texto, sem provocar erro – segundo a norma culta formal – ou alteração de sentido, da seguinte maneira: Sufoco é sentido, mesmo assim quer mudanças no ar. II. Poderíamos substituir a preposição em, na frase “e vão em frente” (l. 17), por na, sem que isso provocasse erro à estrutura frasal ou alteração de sentido. III. Caso suprimíssemos a preposição por em “Ela está por trás das inúmeras voltas por cima.” (l. 19)”, não ocorreria nenhuma alteração no sentido da oração.
Quais estão INCORRETAS?
I. No 1º parágrafo, para compreender a informação de que “o que o escritor tão bem percebeu é que...” o leitor deve inferir que “o escritor” faz referência a “Guimarães Rosa”, citado no início do texto. II. No exemplo inserido no 3º parágrafo – “Por isso, quando alguém diz „fiquei muito satisfeito com você‟” –, o termo sublinhado, claramente, faz referência explícita ao leitor do texto. III. No seguinte trecho do 4º parágrafo: “Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela...”, a compreensão do segmento destacado é possibilitada pela relação que, na nossa cultura, fazemos entre “tela” e “filme”. IV. No 8º parágrafo, na afirmação de que “Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira.”, o leitor deve compreender que o termo sublinhado, apesar da ausência do artigo, corresponde à forma pronominal “a gente”.
Estão CORRETAS, apenas:
Se eu me defino, castro-me, pois identifico-me parte. A gradação de uma escala não executa a escala. É uma sugestão de grandeza que se pode diluir na profundeza de uma síncope ou no abissal de uma explosão. Na verdade, às vezes, me busco lá fora, na multidão das gentes e das coisas. Então me disperso em passos e voos, cada vez menos identificáveis. Às vezes, me busco por dentro e maior a multidão e mais me espalho, pulverizo na refração do ser.
Sem dúvida, sou a procura do todo, a agonia do homem. O primeiro passo, como a primeira palavra e o primeiro gesto, é a perdição do eu, a danação do indivíduo, cosmopolita de sensações. Nem o rastro, nem o eco respondem mais pela unidade do passo e da palavra [...].
I- há um caso de próclise pela exigência da partícula negativa. II- o termo “porque” é um elo coesivo, justificando o que foi dito anteriormente. III- “A minha resposta é múltipla” não apresenta nenhuma sintonia com as inquietações do autor sobre si mesmo.
Conclui-se que

Leia o Texto para responder a questão.
Texto
“Carlos Nuzman é fantástico”
(Juca Kfouri)
Carlos Nuzman jamais imaginou aparecer, como acaba de acontecer, durante tanto tempo, no “Fantástico”. Além de ver e ouvir todas as acusações que pesam contra ele como intermediário de compra de votos para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016, teve a honra do destaque de uma frase sua na abertura dos jogos “Aqui é o melhor lugar do mundo”. Era mesmo. Para quem imaginava impunidade eterna. Ricardo Teixeira também disse a mesma coisa em entrevista recente à “Folha de S. Paulo”. Parece que está deixando de ser. E eles precisam aproveitar o tempo que lhes resta por aqui mesmo, porque não podem mais sair do “melhor lugar do mundo”. Nuzman ainda teve o direito de aparecer na mesma reportagem com referências aos malfeitos de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Minutos intermináveis, imagens expostas, visita forçada à Polícia Federal. Jesus! Difícil, agora, tamanha popularidade, ir ao restaurante preferido, ao cinema, teatro, a um simples jogo de vôlei. Maracanã? Nem pensar! Pobres cartolas milionários do esporte brasileiro. A mão que afagava é a mesma que apedreja.
Disponível em: <http://blogdojuca.uol.com.br/2017/09/carlos-nuzman-e-fantastico/>
Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente castigado. Não era de espantar: estava inteiramente fora de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham produzido seus efeitos. O combativo boxeador de outrora, o homem que, para muitos, fora estrela do pugilismo mundial, estava reduzido a um verdadeiro trapo. O público não tinha a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os palavrões.
De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de ter recebido um cruzado devastador, Raul ergueu a cabeça e viu, sentada na primeira fila, sua sobrinha Dóris, filha do falecido Alberto. A menina fitava-o com o olhos cheios de lágrimas. Um olhar que trespassou Raul como uma punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu renascer em si a energia que fizera dele a fera do ringue. De um salto, pôs-se de pé e partiu como um touro para cima do adversário. A princípio o público não se deu conta do que estava acontecendo. Mas quando os fãs perceberam que uma verdadeira ressurreição se tinha operado, passaram a incentivá-lo. Depois de uma saraivada de golpes certeiros e violentíssimos, o adversário foi ao chão. O juiz procedeu à contagem regulamentar e proclamou Raul o vencedor.
Todos aplaudiram. Todos deliraram de alegria. Menos este que conta a história. Este que conta a história era o adversário. Este que conta a história era o que estava caído. Este que conta a história era o derrotado. Ai, Deus.
(SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.58-59)
No último parágrafo do texto, ocorre a reiteração do pronome “este” que, além de um papel coesivo, cumpre função expressiva pois: