Questões de Concurso Sobre literatura
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( ) Entre Sofia e Rubião, há uma curiosa concepção do adultério no romance, porque nunca se concretiza o adultério no plano físico. Mas pode-se dizer que ele se concretiza no plano moral.
( ) A única companhia de Rubião na loucura e no fim foi o Cão Quincas Borba. Poderia estabelecer aqui um relacionamento com o início da obra, ela termina como começou. Isto pode ser explicado pela retomada que o narrador faz da mesma situação: a loucura de Rubião é também uma herança que Quincas Borba lhe legou. O cão é o elemento que substitui Quincas Borba, tem até o seu nome. Assim, a obra termina como começou, isto é, a morte como elemento de harmonia para a vida-morte de alguns para a sobrevivência de outros.
( ) Terminada a leitura da obra, poder-se-ia dizer que Humanitas é o princípio do equilíbrio, mesmo que para isso alguns paguem preços altos. A presença do cão tão humanamente encarnada é um sinal de alerta para Rubião. Porém, este não chega a perceber a advertência. O cão encarna o Humanitismo como filosofia, portanto, a advertência se refere à exploração humana pelo interesse. É importante perceber que o amor do cão pelo seu dono é o único amor desinteressado.
( ) O cão amava Rubião desinteressadamente, fielmente, Rubião amou Sofia também verdadeiramente. Outro elemento é semelhante neste relacionamento amoroso entre cão Rubião e Rubião-Sofia: tanto o cão como Rubião aceitam as situações tais como se apresentam, isto é, quando é possível demonstrar o amor, demonstra-se, quando não, conforma-se.
Coluna I.
A- Os índios expressam seus valores e sentimentos: “Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá, mas o hóspede de Tupã é sagrado, ninguém o ofenderá, Araquém o protege.
B- Do amor entre Iracema e Martim resulta um novo tipo étnico – o mameluco. “Teu sangue já vive no seio de Iracema, ela será mãe de teu filho.”
C- A natureza se manifesta viva, com sensações humanas. “Era o tempo em que o doce arati chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira, um suave arrepio erriça a verde coma da floresta.”
D- Jacaúna.
E- Irapuã.
Coluna II.
1- Amostragem da mistura de raças para a formação do povo brasileiro.
2- Guerreiro da Tribo Pitiguara, depois da conquista vai habitar nos Campos da Porangaba.
3- Tabajara, gosta de Iracema, alia-se aos franceses e combate os portugueses e pitiguaras, morre.
4- Observação e descrição da paisagem brasileira.
5- Valorização do elemento nativo do Brasil.
( ) Pode-se dizer que, num nível simbólico, Rubião se parece muito com o cão: ambos são rejeitados, ambos são desiludidos, ambos são solitários, ambos são maltratados.
( ) Os momentos altos de ação que aparecem no romance são aqueles em que Rubião se imagina o Imperador Napoleão. Na loucura Rubião realiza o que nunca pôde fazer enquanto lúcido. Pode-se perceber Humanitas nestas passagens de Rubião/Napoleão: Rubião, enquanto Napoleão, é o vencedor, usufrui imaginariamente das batatas.
( ) Rubião: o filósofo que cria o Humanitismo, uma filosofia que considera a dor uma ilusão. Quincas Borba: O protagonista da obra, amigo de Rubião e herdeiro de sua fortuna.
( ) Cristiano Palha: Um capitalista ambicioso e oportunista que conhece Rubião em uma viagem de trem. Sofia: A esposa de Cristiano Palha, uma mulher ambiciosa e vaidosa que seduz Rubião.
( ) Sofia age abertamente, aceitando a corte de Rubião. Pode-se denominar isto de adultério consciente. Sofia, entretanto, tem uma real atração por Carlos Maria, jovem bonito e rico. É possível dizer que Sofia, ao mesmo tempo em que incentiva a paixão platônica de Rubião, pretende conquistar Carlos Maria.
( ) Cristiano Palha tem consciência de que a esposa aceita a corte de Rubião, mas desconhece a simpatia crescente entre Sofia e Carlos Maria.
( ) Quem sente realmente o ciúme de Sofia é Rubião. Pode-se dizer que a posição de Palha é bastante cômoda no que se refere a Rubião. Quanto à Sofia, o que se pode dizer de seu relacionamento com Rubião não é fácil, pois seu papel é duplo: o de atrair e depois repudiar.
( ) A diferença básica entre Rubião e Carlos Maria é que o último, não ama Sofia e Rubião sim.
Para responder à questão, leia o texto abaixо.

Autor: Fernando Pessoa.
Para responder à questão, leia o texto abaixо.

Autor: Fernando Pessoa.
( ) O sujeito poético demonstra pleno controle sobre seus sentimentos, usando a inteligência para anular qualquer tipo de dor ou questionamento existencial.
( ) A angústia do sujeito poético é solucionada na última estrofe, quando ele compreende perfeitamente a origem do amor que o enlaça.
( ) A oposição entre a vela e a noite representa a batalha moral e religiosa entre o bem e o mal, em que a luz da vela é a salvação cristā.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Para responder à questão, leia o texto abaixо.

Autor: Fernando Pessoa.
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”
Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que
TEXTO III
Canção
O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.
Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja
e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.
Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.
No texto, Vieira associa o tempo a um tirano e o esquecimento dos homens a uma tirania, para mostrar a natureza desses dois elementos, que, agindo implacavelmente, apagam a memória das coisas passadas.
1.300 graus à sombra dos telheiros retos 1
2.000 cavalos invisíveis pensando
40.000 toneladas de níquel amarelo
Para sair do nível das águas esponjosas
E uma estrada de ferro nascendo do solo
Os fornos entroncados
Dão o gusa e a escória
A refinação planta barras
E lá embaixo os operários
Forjam as primeiras lascas de aço.
Anuário de Literatura, ISSNe: 2175‑7917, vol. 15, n. 1, 2010 (com adaptações).
A respeito da estrutura e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.
Leia o texto a seguir, uma música comporta por Arnaldo Baptista e Rita Lee, chamada “Balada do louco”:
"Dizem que sou louco / Por pensar assim / Se eu sou muito louco / Por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz / Não é feliz"
No trecho acima, o eu lírico estabelece uma contraposição entre a percepção que a sociedade tem dele e a sua própria vivência. A partir dessa oposição, o argumento central utilizado para rebater a acusação de "loucura" fundamenta-se na
Diante do exposto, assinale a alternativa correta.