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Questões de Concurso Comentadas sobre literatura

Foram encontradas 1.965 questões

Q3167933 Literatura
"Aluísio Azevedo, Raul Pompeia, Machado de Assis." São escritores pertencentes ao: 
Alternativas
Q3164779 Literatura

Época marcada pelos conflitos e contradições espirituais, o que acabou, consequentemente, influenciando na literatura. As obras do período são marcadas pela angústia, melancolia e oposição entre o mundo material e o espiritual, emulando o confronto interno dos indivíduos divididos entre os mundos Medieval (teocêntrico) e Moderno (Antropocêntrico).

O texto acima refere-se ao: 

Alternativas
Q3158244 Literatura
Todas as características fazem parte da vida e da obra de Macho de Assis, exceto: 
Alternativas
Q3158241 Literatura
Todas as alternativas a seguir representam características do barroco, exceto: 
Alternativas
Q3158239 Literatura
Todas as obras a seguir foram escritas por Aluísio de Azevedo, exceto: 
Alternativas
Q3158227 Literatura
Todas as obras fazem parte do vasto repertório literário de José de Alencar, exceto: 
Alternativas
Q3148824 Literatura
A interpretação de textos literários exige que o leitor compreenda elementos subjacentes ao enredo. Na leitura de um conto de Machado de Assis, qual estratégia seria mais apropriada para compreender o tom irônico característico do autor?
Alternativas
Q3147697 Literatura
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber. Rua da padaria. São Paulo: Record, 2013.

A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir. 


Os doze versos do poema sugerem o percurso de um relacionamento até o seu fim.

Alternativas
Q3147696 Literatura
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber. Rua da padaria. São Paulo: Record, 2013.

A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir. 


No poema, a anáfora marca o ritmo dos versos e assume um sentido diferente em cada ocorrência.

Alternativas
Q3147695 Literatura
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber. Rua da padaria. São Paulo: Record, 2013.

A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir. 


Apesar de não apresentarem esquema de rimas, os versos têm métrica regular, medida pelas repetições.

Alternativas
Q3146669 Literatura
        Paris, fim do inverno, 1979.

        Apesar do frio, abri um pouco a janela, o cheiro no estúdio é insuportável. Tento fazer uma versão francesa de Tecendo a manhã, meu aluno de Neuilly-sur-Seine se interessou pela poesia brasileira, pinçou esse poema belíssimo e cabeludo do João Cabral de Melo Neto, e ainda me pediu um comentário, promessa de uma ótima gorjeta. É o aluno mais antigo, e o mais empenhado em aprender a língua portuguesa. A gente se conheceu no Café des Arts, onde eu distribuía folhetos anunciando aulas de português (Brasil). É um diletante solitário, entusiasmado com a arte e a literatura da América Latina e da África. Nas primeiras aulas, depois dos meus comentários sobre a situação política na América do Sul, ele disse que as atrocidades só mudam de tempo e lugar. Ele se interessou pela poesia do João Cabral quando lhe mostrei Estudos para uma bailadora andaluza; quis ler outros, e assim chegamos ao Tecendo a manhã. “Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos.” Comecei a escrever uma versão francesa do poema, mas empaquei nestes versos: “e de outros galos / que com muitos outros galos se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos”. Nesta solidão e com esse frio, sem fios de sol e gritos de galo, será difícil tecer a manhã em Paris.

Milton Hatoum. Pontos de fuga.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 59-60 (com adaptações)

Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.


No trecho “meu aluno de Neuilly-sur-Seine se interessou pela poesia brasileira, pinçou esse poema belíssimo e cabeludo do João Cabral de Melo Neto” (segundo período), o autor contrasta poesia e poema, uma vez que, em sentido literário, poesia é entendida como gênero de produção textual, de estrutura variada, que usa palavras como matéria-prima, ao passo que poema aponta obra específica da poesia, caracterizada por sua forma fixa, relativamente aos versos e às sílabas dos versos.

Alternativas
Q3142912 Literatura
Leia as assertivas abaixo:

I - As obras literárias que seguem uma linha realista trazem a expressão da realidade cotidiana.
II -A literatura fantasista tem como principal característica o desvelar de um mundo em que a realidade (razão) se sobrepõe à fantasia.
III - Um exemplo clássico de autor que segue a linha fantasista é Monteiro Lobato.

É verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português e Inglês |
Q4158897 Literatura
Seja em nome da ordem, da liberdade ou do prazer, o certo é que a literatura não está sendo ensinada para garantir a função essencial de construir e reconstruir a palavra que nos humaniza. Em primeiro lugar porque falta um objeto próprio de ensino. Os que se prendem aos programas curriculares escritos da história da literatura precisam vencer uma noção conteudística do ensino para compreender que, mais que um conhecimento literário, o que se pode trazer ao aluno é uma experiência de leitura a ser compartilhada.
COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014 (adaptado).

Com o intuito de ensinar aos alunos sobre os principais autores do Romantismo no Brasil, um professor da 2ª série do Ensino Médio elaborou uma sequência didática que trazia os seguintes passos: 1) Esquema no quadro contendo as principais características de cada uma das três fases do Romantismo no Brasil; 2) Fichas impressas com foto e resumo das biografias dos principais autores; 3) Fotocópias com trechos das obras I-Juca-Pirama, Senhora e Os escravos; 4) Atividade escrita na qual os alunos precisariam identificar as características de cada fase nos trechos selecionados das obras.

Considerando o exposto por Rildo Cosson e a sequência apresentada nessa situação, é correto afirmar que
Alternativas
Q4152846 Literatura
Um professor de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio abordará, em uma de suas aulas, o ensino da leitura do texto literário. Para isso, ele apresenta o seguinte trecho de Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, a fim de observar questões como ritmo e estilo.

[...] os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. [...] A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade.
SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (adaptado).

A partir da situação apresentada, é uma alternativa possível para o professor
Alternativas
Q4152844 Literatura
Una noción clave para comprender el conflicto entre tradición/modernidad en América Latina es la de transculturación. Ángel Rama define la transculturación como la estrategia de echar mano de las aportaciones de la modernidad, revisar a la luz de ellas los contenidos culturales regionales y con unas y otras fuentes componer un híbrido que sea capaz de seguir transmitiendo la herencia recibida.
RAMA, Á. Transculturación narrativa en América Latina. México: Siglo XXI, 1987. p. 143 (adaptado).

Uno de los exponentes del fenómeno transculturador en nuestra literatura es el peruano José María Arguedas, quien, en su famoso discurso “No soy un aculturado”, declara en una parte: “Yo no soy un aculturado; yo soy un peruano que orgullosamente, como un demonio feliz habla en cristiano y en indio, en español y en quechua”.

Considerando que Arguedas representa la figura del sujeto transculturado, o sea, que entre la tradición y la modernidad se ubica en un punto intermedio, es correcto afirmar que
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Q4152839 Literatura
TEXTO 1
Hace algún tiempo, los estudios de género se enfrentaron a un problema teórico elemental: diferenciar la literatura feminista de la literatura escrita por mujeres. Hoy ese dilema ha quedado en el pasado, pues, sabemos, que no toda la literatura femenina es, necesariamente, feminista. Lo femenino es genérico, aquello que escribe cualquier mujer; el feminismo, en cambio, es sociopolítico ya que el sujeto femenino que escribe lo hace desde una postura contra el patriarcado, pues demanda la igualdad de derechos respecto al hombre, entre otras reivindicaciones.
GOLUBOV, N. La crítica literaria feminista contemporánea: entre el esencialismo y la diferencia. Disponible en: https://debatefeminista.cieg.unam.mx/index.php/debate_feminista/article/view/1754. Acceso en: 16 mar. 2020 (adaptado).

TEXTO 2
1 Amor, la noche estaba trágica y sollozante
2 cuando tu llave de oro cantó en mi cerradura;
3 luego, la puerta abierta sobre la sombra helante,
4 tu forma fue una mancha de luz y de blancura.
5 Todo aquí lo alumbraron tus ojos de diamante;
6 bebieron en mi copa tus labios de frescura;
7 y descansó en mi almohada tu cabeza fragante;
8 me encantó tu descaro y adoré tu locura.
AGUSTINI, D. “El intruso”. In: El libro blanco (Frágil). Poesías completas. Madrid: Cátedra, 2012 (adaptado).

Considerando lo que se afirma en el Texto 1, los versos de la modernista uruguaya Delmira Agustini (1886-1914), presentes en el Texto 2, representan una actitud feminista, porque
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Q4152836 Literatura
En una clase de la 1ª serie de la Enseñanza Media, el profesor solicitó la lectura del siguiente poema de Santa Teres
¡Oh qué bien tan sin segundo!
¡Oh casamiento sagrado!
Que el Rey de la Magestad,
Haya sido el desposado.
¡Oh qué venturosa suerte,
Os estaba aparejada,
Que os quiere Dios por amada,
Y ha os ganado con su muerte!
En servile estad muy fuerte,
Pues que lo habeis profesado,
Que el Rey de la Magestad,
Es ya vuestro desposado.
Ricas joyas os dará.
DE JESÚS, S. T. Poesías de Santa Teresa. Madrid: M. Rivadeneyra, 1861. p. 513.

Después de la lectura, un estudiante dice que el poema era un buen ejemplo de poesía mística.

La afirmación del estudiante está correcta porque en el poema, por medio del lenguaje amoroso y religioso, concreta la vía
Alternativas
Q4152831 Literatura
O discurso indireto livre, presente em diversos romancistas do século XIX e desenvolvido, sob formas refinadas, no romance do século XX, manifesta-se mesclando, no mesmo enunciado, a voz do narrador e a voz da personagem, resultando, de acordo com a elucidativa expressão de Roy Pascal, em uma voz dual. Essa voz dual, na sua contaminação, ora satírica, ora irônica, ora simpateticamente lírica, da voz da personagem e da voz do narrador, pode gerar no leitor dificuldade na interpretação do texto, em particular no que diz respeito à focalização.
SILVA, V. M. A. Teoria da Literatura. 8. ed. Coimbra: Almedina, 2018. p. 764 (adaptado).

Considerando essa abordagem, assinale a opção que apresenta um trecho da obra Quincas Borba, de Machado de Assis, em que se encontra essa voz dual por meio do discurso indireto livre.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152296 Literatura
Entre os gêneros textuais digitais que têm surgido no contexto da cibercultura e que têm provocado novas possibilidades de acesso ao conhecimento, há o gênero narrativa digital (digital storytelling). Visando à sua produção, os alunos, em sua maioria, além de tablets e notebooks, possuem um artefato digital quase indispensável atualmente: o smartphone. Este agrega múltiplas funções: acesso às redes sociais e a sites diversos, jogos, câmeras fotográficas, ferramentas de gravação de áudio. Essas e outras funcionalidades permitem a participação ativa em construções de narrativas variadas, de forma autoral, individual e(ou) coletivamente, criando-se e recriando-se histórias.
OLIVEIRA, J. V. dos S.; SILVA, S. B. B. da. Os gêneros textuais digitais como estratégias pedagógicas no ensino de língua portuguesa na perspectiva dos (multi)letramentos e dos multiletramentos. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 59, n. 3, p. 2162-2182, 2021 (adaptado).

A leitura escolar, em seu formato canônico, normalmente não autoriza ligações com aquilo que se situa fora do literário: o universo do leitor. Ciente disso, o professor de uma escola dos anos finais do Ensino Fundamental tem o propósito de oportunizar a formação de leitores trazendo para a sala de aula autores que questionem o valor do cânone, aproximando a literatura da cultura de massa.

Para relacionar a literatura não canônica com o contexto digital apresentado anteriormente, uma estratégia adequada seria o professor abordar
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152276 Literatura
O cortiço
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
AZEVEDO, A. O cortiço. SP: Ática, 1995. p. 36.

Uma das características da literatura está na literariedade, termo cunhado pelo formalismo russo na tentativa de identificar propriedades presentes nas obras literárias que as diferenciam de outros discursos produzidos na sociedade.
No fragmento apresentado de O cortiço, a literariedade está presente no trecho 
Alternativas
Respostas
581: A
582: C
583: A
584: A
585: B
586: E
587: D
588: C
589: E
590: E
591: E
592: D
593: D
594: B
595: B
596: D
597: A
598: A
599: D
600: D