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Questões de Concurso Comentadas sobre literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.968 questões

Q4235834 Literatura
Publicado em 1938, o romance do escritor gaúcho Erico Verissimo apresenta uma reflexão sobre escolhas pessoais, valores humanos, ambição, ética e o verdadeiro sentido da felicidade. A obra acompanha a trajetória de Eugênio Fontes, um médico que passa por conflitos entre o desejo de ascensão social e a busca por uma vida mais simples e significativa. A obra literária descrita é: 
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Q4232942 Literatura
TEXTO I (O texto a seguir servirá de base para a análise da questão)

CONTO DE ESCOLA

Machado de Assis

    A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
    Na semana anterior tinha feito dois suetos, e, descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai, que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era um menino de virtudes.
    Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos.
    - Seu Pilar, eu preciso falar com você, disse-me baixinho o filho do mestre. 
   Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco.
    - O que é que você quer?
    - Logo, respondeu ele com voz trêmula.
   Começou a lição de escrita. Custa-me dizer que eu era dos mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Notese que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre antes de todos, mas deixava-me estar a recortar narizes no papel ou na tábua, ocupação sem nobreza nem espiritualidade, mas em todo caso ingênua. Naquele dia foi a mesma coisa; tão depressa acabei, como entrei a reproduzir o nariz do mestre, dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes, das quais recordo a interrogativa, a admirativa, a dubitativa e a cogitativa. Não lhes punha esses nomes, pobre estudante de primeiras letras que era; mas, instintivamente, dava-lhes essas expressões. Os outros foram acabando; não tive remédio senão acabar também, entregar a escrita, e voltar para o meu lugar.
    Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano. Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do Morro do Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma coisa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.
    - Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.

Fonte: ASSIS. Machado; Conto de Escola. (adaptado) https://contobrasileiro.com.br/conto-deescola-machado-de-assis/ 
A partir do conhecimento sobre as escolas literárias brasileiras, pode-se afirmar corretamente sobre o texto I e o autor que seu estilo de produção pertence essencialmente ao
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Q4230506 Literatura
Clarice Lispector é uma das vozes mais singulares e influentes da literatura brasileira, consagrada por sua prosa introspectiva, metafórica e de forte impacto psicológico. Uma obra de sua autoria é: 
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Q4229201 Literatura
Leia o texto para responder à questão.

Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)

A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
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Q4228959 Literatura
Em uma aula sobre arte brasileira do século XX, o professor apresenta manifestos, obras visuais, textos literários, críticas publicadas em jornais, debates sobre nacionalidade e registros de exposições ocorridas em diferentes regiões do país. A proposta busca analisar o Modernismo como fenômeno artístico e cultural situado historicamente. Sobre o Modernismo brasileiro e os debates culturais das décadas de 1920 e 1930, marque a alternativa CORRETA.
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Q4222970 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Entre Sofia e Rubião, há uma curiosa concepção do adultério no romance, porque nunca se concretiza o adultério no plano físico. Mas pode-se dizer que ele se concretiza no plano moral.
( ) A única companhia de Rubião na loucura e no fim foi o Cão Quincas Borba. Poderia estabelecer aqui um relacionamento com o início da obra, ela termina como começou. Isto pode ser explicado pela retomada que o narrador faz da mesma situação: a loucura de Rubião é também uma herança que Quincas Borba lhe legou. O cão é o elemento que substitui Quincas Borba, tem até o seu nome. Assim, a obra termina como começou, isto é, a morte como elemento de harmonia para a vida-morte de alguns para a sobrevivência de outros.
( ) Terminada a leitura da obra, poder-se-ia dizer que Humanitas é o princípio do equilíbrio, mesmo que para isso alguns paguem preços altos. A presença do cão tão humanamente encarnada é um sinal de alerta para Rubião. Porém, este não chega a perceber a advertência. O cão encarna o Humanitismo como filosofia, portanto, a advertência se refere à exploração humana pelo interesse. É importante perceber que o amor do cão pelo seu dono é o único amor desinteressado.
( ) O cão amava Rubião desinteressadamente, fielmente, Rubião amou Sofia também verdadeiramente. Outro elemento é semelhante neste relacionamento amoroso entre cão Rubião e Rubião-Sofia: tanto o cão como Rubião aceitam as situações tais como se apresentam, isto é, quando é possível demonstrar o amor, demonstra-se, quando não, conforma-se.
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Q4222299 Literatura
Relacione a Coluna I com a Coluna II as afirmações sobre o romance Iracema, de José de Alencar, e deyermine a alternativa certa.
Coluna I.
A- Os índios expressam seus valores e sentimentos: “Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá, mas o hóspede de Tupã é sagrado, ninguém o ofenderá, Araquém o protege.
B- Do amor entre Iracema e Martim resulta um novo tipo étnico – o mameluco. “Teu sangue já vive no seio de Iracema, ela será mãe de teu filho.”
C- A natureza se manifesta viva, com sensações humanas. “Era o tempo em que o doce arati chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira, um suave arrepio erriça a verde coma da floresta.”
D- Jacaúna.
E- Irapuã.
Coluna II.
1- Amostragem da mistura de raças para a formação do povo brasileiro.
2- Guerreiro da Tribo Pitiguara, depois da conquista vai habitar nos Campos da Porangaba.
3- Tabajara, gosta de Iracema, alia-se aos franceses e combate os portugueses e pitiguaras, morre.
4- Observação e descrição da paisagem brasileira.
5- Valorização do elemento nativo do Brasil.
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Q4222184 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Pode-se dizer que, num nível simbólico, Rubião se parece muito com o cão: ambos são rejeitados, ambos são desiludidos, ambos são solitários, ambos são maltratados.
( ) Os momentos altos de ação que aparecem no romance são aqueles em que Rubião se imagina o Imperador Napoleão. Na loucura Rubião realiza o que nunca pôde fazer enquanto lúcido. Pode-se perceber Humanitas nestas passagens de Rubião/Napoleão: Rubião, enquanto Napoleão, é o vencedor, usufrui imaginariamente das batatas.
( ) Rubião: o filósofo que cria o Humanitismo, uma filosofia que considera a dor uma ilusão. Quincas Borba: O protagonista da obra, amigo de Rubião e herdeiro de sua fortuna.
( ) Cristiano Palha: Um capitalista ambicioso e oportunista que conhece Rubião em uma viagem de trem. Sofia: A esposa de Cristiano Palha, uma mulher ambiciosa e vaidosa que seduz Rubião. 
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Q4222088 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Sofia age abertamente, aceitando a corte de Rubião. Pode-se denominar isto de adultério consciente. Sofia, entretanto, tem uma real atração por Carlos Maria, jovem bonito e rico. É possível dizer que Sofia, ao mesmo tempo em que incentiva a paixão platônica de Rubião, pretende conquistar Carlos Maria.
( ) Cristiano Palha tem consciência de que a esposa aceita a corte de Rubião, mas desconhece a simpatia crescente entre Sofia e Carlos Maria.
( ) Quem sente realmente o ciúme de Sofia é Rubião. Pode-se dizer que a posição de Palha é bastante cômoda no que se refere a Rubião. Quanto à Sofia, o que se pode dizer de seu relacionamento com Rubião não é fácil, pois seu papel é duplo: o de atrair e depois repudiar.
( ) A diferença básica entre Rubião e Carlos Maria é que o último, não ama Sofia e Rubião sim. 
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Q4221262 Literatura
Sobre a obra O Pequeno Príncipe, amplamente utilizada em contextos educativos por abordar valores humanos, relações interpessoais e reflexões sobre a infância, assinale a alternativa CORRETА.
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Q4216709 Literatura
Considerando o Romantismo no Brasil e as suas gerações, assinalar a alternativa CORRETA. 
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Q4215778 Literatura
O romance São Bernardo, de Graciliano Ramos é um registro de impressões pessoais do narrador. Ao iniciar a tarefa de escrever o romance, esse narrador pensava em dividi-la entre amigos, mas logo apareceram as dificuldades, como indica o seguinte trecho:
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”

Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que
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Q4214747 Literatura
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
A valorização das emoções, das relações humanas e da subjetividade presente no texto aproxima-se de qual característica do Romantismo?
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Q4214555 Literatura
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
Embora o texto tenha caráter informativo, ele apresenta uma linguagem clara, direta e acessível ao público. Essa característica se aproxima de qual princípio do Modernismo brasileiro?
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Q4206838 Literatura
Reconhecida como uma das maiores escritoras da literatura brasileira, Clarice Lispector destacou-se por sua escrita introspectiva e pela profundidade psicológica de seus personagens. Assinale a alternativa que apresenta uma obra de sua autoria. 
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Q4204633 Literatura

TEXTO III



Canção


Nunca vi ninguém viver
tão de rastro como eu vivo.
Comendo o que ninguém quer,
bebendo o que não tem gosto,
sempre de rosto para o chão,
como se o chão fosse o rosto
de quem me pudesse amar.

Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

(Cecília Meireles, em "Viagem"

Na segunda estrofe, ao afirmar "Não sou alegre nem sou triste: / sou poeta", o eu lírico se define como 
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Q4197837 Literatura

Leia o texto a seguir, uma música comporta por Arnaldo Baptista e Rita Lee, chamada “Balada do louco”:


"Dizem que sou louco / Por pensar assim / Se eu sou muito louco / Por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz / Não é feliz"


No trecho acima, o eu lírico estabelece uma contraposição entre a percepção que a sociedade tem dele e a sua própria vivência. A partir dessa oposição, o argumento central utilizado para rebater a acusação de "loucura" fundamenta-se na

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Q4186848 Literatura
As escolas literárias de língua portuguesa constituem conjuntos estéticos que refletem modos específicos de representação da realidade, da subjetividade e da linguagem, articulando contexto histórico, concepção de arte e postura crítica diante da sociedade. Cada movimento literário estabelece princípios próprios de composição formal, escolha temática e visão de mundo, dialogando com correntes filosóficas, científicas e culturais de seu tempo (CANDIDO, 2011).
Assinale a alternativa correta.
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Q4186845 Literatura
Os textos literários são produzidos em contextos históricos e sociais determinados, circulam por meios específicos e são apropriados por leitores situados em diferentes realidades culturais. A compreensão da literatura, nessa perspectiva, pressupõe a análise das condições de produção das obras, dos modos de circulação e dos processos de recepção, que interferem diretamente na construção de sentidos, na legitimação cultural dos textos e em sua permanência ou ressignificação ao longo do tempo (ZILBERMAN, 2017).
Assinale a alternativa correta.
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Q4185985 Literatura
“Frankenstein”, written by Mary Shelley, has been recently adapted into a film by Guillermo del Toro. The book has spanned across centuries and has gathered a cult following. Some of its main themes concern:
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Respostas
1: D
2: D
3: A
4: C
5: D
6: A
7: C
8: A
9: B
10: C
11: A
12: D
13: B
14: B
15: B
16: A
17: B
18: D
19: B
20: A