Questões de Concurso
Sobre gêneros literários em literatura
Foram encontradas 448 questões
I. A epopeia era um gênero clássico composto em verso que narrava os feitos gloriosos de um herói que representava um povo.
II. A tragédia era um gênero da Antiguidade Clássica que mostrava a força de um herói que encontrava a felicidade por ter coragem mesmo após ter cometido um erro trágico.
III. A tragédia era um gênero teatral composto para ser encenado, como exemplos, tem-se “Édipo Rei” e “Antígona”, de Sófocles.
Quais estão corretas?
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a esta questão.
“Galopo pensando no tempo que passa,
Tão vertiginoso qual sopro do vento
Que varre caminhos e até pensamento,
Deixando pra trás, nevoeiro, fumaça…
O sopro é o que traz um alento e abraça
A vida que segue traçando caminho.
O tempo é o relógio no redemoinho
Dos dias, semanas, dos meses, dos anos
Passados, presentes, anelos e planos,
Que foram, por certo, gerados no ninho.
Seguindo o caminho de curva fechada, Um forte arrepio na espinha dorsal; Na beira da mata, um estranho arsenal De tocos, garranchos e pedra lascada Vedando o acesso, atrasam a jornada, Cansaço medonho desse galopar São léguas à frente e o tempo a rolar No despenhadeiro do dia que morre Nos braços da noite, um pranto escorre Em gotas que banham a terra e o ar.
E quando amanhece, o sol ilumina A estrada de pedra que resta a seguir. Sem olhar para trás, à frente, há porvir, Na noite cinzenta, ficou a neblina No leito do rio de água cristalina, O corpo tão frágil se banha sedento. Erguendo o olhar ao azul firmamento, Tentando alcançar a linha do horizonte Que tece a beleza que nasce da fonte E expressa a grandeza da força do vento.”
Fonte: MEIRA, Creusa. Galopando no tempo e no vento. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/literatura-cordel.htm. Acesso em: 10 fev. 2025.
Sobre a literatura e a cultura do cordel, é possível afirmar:
I - As obras literárias que seguem uma linha realista trazem a expressão da realidade cotidiana.
II -A literatura fantasista tem como principal característica o desvelar de um mundo em que a realidade (razão) se sobrepõe à fantasia.
III - Um exemplo clássico de autor que segue a linha fantasista é Monteiro Lobato.
É verdadeiro o que se afirma em:
I-
“ (...)
JOÃO GRILO - Então deixe eu ir-me embora. Acredito que o senhor saiba, isso faz parte de sua vida íntima com o senhor seu Pai, mas o que o senhor disse foi que eu podia voltar se lhe fizesse uma pergunta a que o Senhor não pudesse responder.
A COMPADECIDA - É verdade, meu filho.
MANUEL - Eu sei, mas, para que você não fique cheio de si, vou lhe confessar que já sabia que você ia-se sair bem. Minha mãe já tinha combinado tudo comigo, mas você estava precisado de levar uns apertos. Estava ficando muito saído.
JOÃO GRILO - Quer dizer que posso voltar?
MANUEL - Pode, João, vá com Deus.
JOÃO GRILO - Com Deus e com Nossa Senhora, que foi quem me valeu [Ajoelhando-se diante de Nossa Senhora e beijando-lhe a mão]. Até à vista, grande advogada. Não me deixe de mão não, estou decidido a tomar jeito, mas a senhora sabe que a carne é fraca.
A COMPADECIDA - Até à vista, João. (...) ”
(ARIANO SUASSUNA)
II-
“Seu doutor, me dê licença
pra minha história contar
Hoje eu tô na terra estranha,
é bem triste o meu penar
Eu já fui muito feliz
vivendo no meu lugar
Eu tinha cavalo bom
e gostava de campear
Todo dia eu aboiava
na porteira do curral
Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá”
(Patativa do Assaré)
III -
Canto I
“As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;”
(Luiz de Camões)
IV-
“Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã. Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.”
(Clarice Lispector)
No que diz respeito aos gêneros literários, a sequência dos textos correta é:
Hace algún tiempo, los estudios de género se enfrentaron a un problema teórico elemental: diferenciar la literatura feminista de la literatura escrita por mujeres. Hoy ese dilema ha quedado en el pasado, pues, sabemos, que no toda la literatura femenina es, necesariamente, feminista. Lo femenino es genérico, aquello que escribe cualquier mujer; el feminismo, en cambio, es sociopolítico ya que el sujeto femenino que escribe lo hace desde una postura contra el patriarcado, pues demanda la igualdad de derechos respecto al hombre, entre otras reivindicaciones.
GOLUBOV, N. La crítica literaria feminista contemporánea: entre el esencialismo y la diferencia. Disponible en: https://debatefeminista.cieg.unam.mx/index.php/debate_feminista/article/view/1754. Acceso en: 16 mar. 2020 (adaptado).
TEXTO 2
1 Amor, la noche estaba trágica y sollozante
2 cuando tu llave de oro cantó en mi cerradura;
3 luego, la puerta abierta sobre la sombra helante,
4 tu forma fue una mancha de luz y de blancura.
5 Todo aquí lo alumbraron tus ojos de diamante;
6 bebieron en mi copa tus labios de frescura;
7 y descansó en mi almohada tu cabeza fragante;
8 me encantó tu descaro y adoré tu locura.
AGUSTINI, D. “El intruso”. In: El libro blanco (Frágil). Poesías completas. Madrid: Cátedra, 2012 (adaptado).
Considerando lo que se afirma en el Texto 1, los versos de la modernista uruguaya Delmira Agustini (1886-1914), presentes en el Texto 2, representan una actitud feminista, porque
Os Ainu, embora tenham sido os primeiros habitantes de Hokkaido, foram oprimidos e marginalizados pelo domínio japonês durante séculos. Tiveram uma história difícil. Alguns acadêmicos acreditam que sejam descendentes de uma população indígena que se espalhou pelo norte da Ásia. Recentemente, as coisas começaram a melhorar para os Ainu. Em abril de 2019, eles foram legalmente reconhecidos pelo governo como um povo indígena do Japão, após muitos anos de debate.
BBC. Ainu, o povo indígena do Japão que vivia com ursos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cultura, humor e violência. É neste entrelaçamento que o anime Golden Kamuy traz referências históricas e consegue mesclar fatos com ficção. O campo ético dos homens é ameaçado por catástrofes naturais amenizadas pela sabedoria da guerreira Ainu, que ensina métodos de sobrevivência na selva. Na trama, o povo Ainu está em busca de 75 quilos de ouro, que representam 800 milhões de ienes, ouro este que os Ainus estavam juntando para formar um exército com o objetivo de lutar contra os japoneses que haviam tomado suas terras.
BARRO, B. Análise – Golden Kamuy. Disponível em: https://artejaponesaunifesp.medium.com/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio pretende elaborar uma proposta didática que relacione a literatura brasileira com a história do povo indígena japonês chamado Ainu (apresentada no Texto 1) e com o anime Golden Kamuy (resenhado no Texto 2), que tem como referência essa tribo pouco conhecida. Seu objetivo é que os alunos adaptem o anime com base em uma obra literária brasileira que guarde semelhanças com o confronto travado entre os japoneses e o povo Ainu.
Para alcançar seu objetivo, a professora deve propor a atividade de adaptação do anime tomando como base
Poeminha do Contra
Todos estes que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
QUINTANA, M. Poesia completa: Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
TEXTO 2
Disponível em: https://www.facebook.com/mentirinhas/photos/. Acesso em: 7 jun. 2024.
TEXTO 3
Disponível em: https://denisemiletto.blogspot.com/2014/05/eles-passarao-eu-passarinho.html.
Acesso em: 7 jun. 2024. A respeito da relação estabelecida entre o Texto 1 e os Textos 2 e 3, os quais apresentam uma releitura do poema, assinale a opção correta.
Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de prantos balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?
[...]
E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas as nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?
EVARISTO, C. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
Nessa situação, para promover uma discussão com a turma, é adequado o professor explicar aos alunos que a narrativa apresentada pelo texto
SILVA, J. P. S. A poesia marginal e a perspectiva do pós-modernismo. Ibanceira: Revista de Letras da Universidade do Estado do Pará, p. 19-28, abr./jun. 2017 (adaptado).
Considerando as características dessa vertente poética, assinale a opção que apresenta um exemplo desse tipo de poesia.
Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).
O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.
Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.
Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade