Questões de Concurso Sobre gêneros literários em literatura

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Q4342415 Literatura
En una clase de literatura de la enseñanza fundamental, el profesor retoma la organización interna del enredo de un cuento leído por el grupo y recuerda que sus partes se encadenan según una progresión definida. Considere las partes del enredo listadas a continuación:
(1)Punto de mayor tensión, en el que el conflicto alcanza su momento decisivo.
(2)Presentación de los personajes, del espacio y de la situación inicial de la historia.
(3)Solución del conflicto y cierre de la situación narrada.
(4)Surgimiento del conflicto que rompe el equilibrio inicial y mueve la acción.
Señale la alternativa que presenta el orden en que esas partes estructuran la progresión del conflicto: 
Alternativas
Q4339110 Literatura
O texto II a seguir serve de base de análise para a questão.

TEXTO II
Caboclo do sertão
(Rita de Cássia)

Eu vou te levar onde canta o sabiá
Onde a lua nos espia com olhar de menina
O cheiro do mato vem surgindo das colinas
Nossa cama é a grama pra fazer amor, menina

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida é viver
Tudo pra eu e ocê

Lá tem um riacho para a gente se banhar 
Pegar peixe, nadar junto e até vadiar
Quando for de noite nós acende o nosso amor
Pois fogueira não tem frio, pois sou teu cobertor

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida a viver
Tudo pra eu e ocê

Quando for cedinho a passarada a cantar
Tem o sol alumiando pra nos acordar
Lá no paraíso tudo é feito com amor
Só faltava uma deusa, e você chegou...

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida é viver
Tudo pra eu e ocê

Fonte: Onde Canta o Sabiá - Rita de Cássia - LETRAS.MUS.BR
Levando-se em consideração a tipologia e a estrutura do texto II em evidência, pode-se afirmar que ele
I. Foi elaborado em forma de versos a fim de realçar uma expressividade rítmica.
II. Fundamenta-se na variedade dialetal a fim de realçar o falar próprio de uma região.
III. Na sua composição, prescinde de vocabulário sociocultural representativo de um povo específico.
IV. Restringe sua expressividade linguística a uma modalidade escorreita conforme o contexto em que se encontra.
Pode-se dizer que está correto o que se afirma
Alternativas
Q4339107 Literatura
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
Uma importância fulcral da obra literária em sala de aula é a observação de modelos sociais às vezes compatíveis com a realidade dos alunos a fim de despertar nestes a curiosidade linguística e criativa para a importância da leitura nas suas vidas. Sobre isso, pode-se constatar que a obra Campo Geral, de Guimarães Rosa, serve como exemplo de um certo contexto ao evidenciar:
Alternativas
Q4337362 Literatura
For a literary unit, a teacher selects a Nigerian short story in English, a Jamaican poem, and a Canadian graphic narrative. The objective is to broaden students' literary repertoire while preventing the works from being treated as transparent summaries of entire national cultures.

Which procedure is pedagogically CORRECT?
Alternativas
Q4319900 Literatura
A sopa 


    Subiu lentamente a escada, arrastando os pés. Estacou para respirar apenas uma vez, no meio dos trinta degraus: ainda era um homem. Entrou na cozinha e, sem olhar para a mulher, sem lavar as mãos, sentou-se à mesa. Ela encheu o prato de sopa, colocou-o diante do marido.

    Olho vermelho de dorminhoco, o filho saiu do quarto e atravessou a cozinha. O homem batia as pálpebras, embevecido com os vapores capitosos.

    – Aonde é que vai?

    O filho abriu a torneira do banheiro:

    – Fazer a barba.

    – Hora da janta. Vem comer.

    Demorava-se o rapaz, torneira fechada. Com a toalha no pescoço, não olhou o pai.

    – Não quero jantar. Sem fome.

    O homem suspendeu a colher:

    – Não quer jantar, mas vem para a mesa.

    Todas as noites, esfomeado. Enchia a colher, aspirava o caldo de feijão e, fazendo bico nos lábios; grossos, tragava-o com delícia. O filho desenhava com o garfo na toalha de flores estampadas. A mulher, essa, contemplava o fogo, mão no queixo.

    – Vou dar uma volta.

    O homem sugava ruidosamente e, a cada chupão, o filho revolvia a ponta do garfo no coração das margaridas.

    – Saiu agora do quarto, filho de barão! Mas eu... Quando me deitar de dia na cama! É para morrer!

    A mão do filho abandonou o garfo e não se mexeu.

    – Volta cedo, não é?

    A voz cansada da mãe, ainda de costas para a mesa. Não sabia ela que, ao defendê-lo, perdia a causa do filho? O homem esvaziou o prato e, descansando a colher, examinou as mãos enrugadas.

    – Estas mãos – sacudidas de ligeiro tremor – de um velho!

    A mulher apanhou o prato, encheu-o até a beirada. O marido retorceu as pontas úmidas do bigode:

    – Você não come?

    O filho contornava com o garfo as pétalas na toalha.

    – Não estou com vontade.

    – Depois o senhor vai para o quarto.

    Cheirava a colher e sorvia a sopa, estalando a língua. O filho ergueu-se da mesa.

    – O senhor fica sentado. Não tem pão nesta casa?

    A mulher trouxe o pão. Ele não o cortava: agarrava-o inteiro na mão e mordia várias vezes; em seguida partia-o em pedaços, alinhados diante do prato, atacando um por um, entre as colheradas.

    – Volta cedo, não é, meu filho?

    De novo a mãe, nunca aprenderia.

    – Agora não vou mais. O pai dizia a última palavra:

    – Uma vergonha! O chefe tem de jantar sozinho. O filho preguiçoso... até para comer. A mulher – com seus brados retiniam os talheres – tem o estômago delicado.

    Não se mexeu, curvada sobre o fogão.

    – Olhe para mim quando falo com a senhora!

    Ela se virou, a enxugar as mãos na saia.

    – Depois de velha, melindrosa. Não pode comer com o rei da casa, que lhe sustenta o filho e lhe dá o dinheiro?

    – Sabe por que não sento.

    Os dois a olharam com espanto, nunca discutiu as ordens do marido.

    – Sei não, dona princesa. Pois me conte.

    Ele pedia, a colher no ar:

    – Perdeu a coragem, que não fala?

    Outra vez a mulher deu-lhe as costas.

    – Só nojo de você.

    Ele começou a soprar, manchava de borrifos a toalha.

    – O quê? O quê? Repita, mulher.

    A dona abriu o fogão, espertou as brasas, encheu-o de lenha:

    – Nada espero da vida. Mas não posso te ver comer. Sei que é triste para a mulher ter nojo do marido. Você chupa a colher se fosse tua última sopa. Come o pão como se eu fosse te roubar. Não sei o que fiz a Deus para esse castigo mais desgraçado. Fui boa mulher, ainda que tenha nojo. Lavo tua roupa, deito na tua cama, cozinho tua sopa. Faço isso até morrer. Me peça o que quiser. Não que me sente a essa mesa com você e tua sopa.

    O filho abandonou a cozinha e desceu a escada. Os dois ouviram bater a porta da rua.

    O marido encarou primeira vez a mulher. Baixou os olhos, cabelos de gordura boiavam no caldo frio. Erguendo um lado do prato, acabou o resto de sopa e lambeu a colher.


(TREVISAN, D. Novelas Nada Exemplares. Rio de Janeiro: Record, 2020. Adaptado)
O desfecho do conto apresenta uma mudança sutil no comportamento do marido após o contundente desabafo da esposa. A análise do trecho final permite concluir que a ação de “erguer um lado do prato, acabar o resto de sopa e lamber a colher” (47º§) simboliza:
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Q4309145 Literatura
Para a teoria literária, a tripartição dos gêneros estabelecida pelos gregos em lírico, épico e dramático é central. “Ela obedece à presença de dois fatores essenciais: a maneira usada para a imitação (ou representação da realidade), o objeto dessa imitação ou a face que daquela realidade foi escolhida para a transfiguração artística.” (COELHO, N. N. Literatura & Linguagem. 5. ed. São Paulo: Edições Quíron, 1980, p. 36). Em relação a esse tópico, partindo das maneiras de imitação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Poema lírico. (2) Epopeia. (3) Tragédia. (4) Comédia.
( ) O mundo do materialismo grosseiro, em que agem homens inferiores, medíocres ou tolos, é mostrado por meio de poesia representada.
( ) A consciência do poeta quanto ao seu mundo interior é revelada por meio de poesia cantada.
( ) Os grandes conflitos da condição humana vividos por homens superiores são mostrados por meio de poesia representada.
( ) Fatos ou acontecimentos grandiosos do mundo das realizações humanas são narrados por um poeta observador.
( ) Seus heróis são compelidos pela fatalidade.
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Q4307124 Literatura
Leia o texto a seguir.

No meu peito a mesma dor Que afoga Faz lembrar tudo que sou Sou mais Sou mais Mesma pele a mesma cor E sonho Pra vibrar feito tambor Guiar meu peito Todo choro de rancor Se apague Nossas filhas verão mais amor que nós E ouça essa voz Sonho sob meus pés Que as minhas mãos Só toquem ouro Oração dos meus pais E bem mais atrás Nosso tesouro Que essa pele marrom Suba o tom se for preciso Muito além dessa dor Bem mais amor Eu sei pelo que brigo.

JOTA.PÊ. Ouro Marrom. In: JOTA.PÊ. Se o Meu Peito Fosse o Mundo. Rio de Janeiro: SLAP/Som Livre, 2024. 1 faixa (4 min 38 s). Disponível em: plataformas de streaming. Acesso em: 26 jun. 2026.

O texto é um trecho da canção Ouro Marrom, do cantor e compositor Jota.pê. A partir da construção do texto, inferese que o eu lírico elabora sua identidade discursiva mediante a
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Q4307121 Literatura
Leia o texto a seguir.

Era meu irmão quem organizava da Inglaterra as chamadas dominicais de Zoom, nosso turbulento ritual de lockdown: dois de nós entravam de Lagos, outros três dos Estados Unidos, e meus pais, às vezes com muitos ecos e chiados, de Abba, a cidade de nossos antepassados no Sudoeste da Nigéria. No dia 7 de junho lá estava meu pai, como de costume só com a testa aparecendo na tela, porque ele nunca sabia muito bem como segurar o telefone durante as chamadas de vídeo. “Mude um pouco a posição do telefone, pai”, dizia um de nós. Meu pai estava provocando meu irmão Okey por causa de um novo apelido, depois disse que não jantou porque tinha almoçado tarde, depois falou sobre o bilionário da cidade vizinha que queria confiscar as terras ancestrais da nossa aldeia. Não estava se sentindo muito bem e andava dormindo mal, mas não precisávamos nos preocupar. No dia 8 de junho, Okey foi visitálo em Abba e disse que ele parecia cansado. No dia 9, não me alonguei muito em nossa conversa para ele poder descansar. Ele riu baixinho quando fiz minha imitação brincalhona de um parente. “Ka chi fo”, disse. Boa-noite. Suas últimas palavras para mim. No dia 10 de junho, ele se foi. Meu irmão Chuks me ligou para avisar, e eu desmoronei.

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Notas sobre o luto. Tradução de Fernanda Abreu. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

O texto foi extraído do livro de Chimamanda Adichie intitulado Notas sobre o luto. Analisando a organização textual do fragmento, a progressão dos acontecimentos constrói-se por meio da
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Q4303423 Literatura
Leia as afirmações sobre o Conto de Escola, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e determine a alternativa propícia.

( ) No Conto de Escola há uma oposição entre um mundo de corrupção e deslealdade e outro, puro e natural. A criança está justamente colocada entre os dois.
( ) Desde o início do conto, a escola se opõe aos espaços abertos e livres: o Morro de São Diogo e o Campo de Sant’ana.
( ) A escola é o lugar onde os pais obrigam o menino a ir para que se transforme numa pessoa capaz de ganhar dinheiro e onde há um mestre severo e distante, pronto a puni-lo quando não realizar as tarefas.
( ) À sensação de opressão sentida na escola opõe-se a sensação de liberdade adivinhada, (já no meio do conto), além da vidraça da sala de aula, “no claro azul do céu”, no papagaio de papel solto no ar. No final do conto, a escola silenciosa, associada depois dos últimos acontecimentos à delação e à corrupção, se opõe à rua, com o som dos tambores.
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Q4303414 Literatura
Leia o texto para responder à próxima.


Carrego seu Coração Comigo. (E. E. Cummings).


Carrego seu coração comigo.

Eu o carrego no meu coração

Nunca estou sem ele

Onde quer que vá, você vai comigo

E o que quer eu que faça sozinho

Eu faço por você

Não temo meu destino

Você é meu destino, minha doçura

Eu não quero o mundo por mais belo que seja

Porque você é meu mundo, minha verdade.


Eis o grande segredo que ninguém sabe.

Aqui está a raiz da raiz

O broto do broto e o céu do céu

De uma árvore chamada vida

Que cresce mais que a alma pode esperar

ou a mente pode esconder

E esse é o prodígio que mantém

as estrelas a distância.


Eu carrego seu coração comigo

Eu o carrego no meu coração.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
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Q4303008 Literatura
Em O Seminarista, de Bernardo Guimarães, leia as afirmações, indique se elas são (F) falsas ou (V) verdadeiras e identifique a alternativa propícia.

( ) A fazenda do Capitão Antunes ficava próximo à antiga Vila de Tamanduá.
( ) O seminário onde Eugênio foi estudar ficava em São Paulo.
( ) O Padre Eugênio vai dizer sua primeira missa na Vila de Tamanduá.
( ) No capítulo IV, o narrador, ao descrever a Capela do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, refere-se às estátuas de um famoso escultor que viveu no século XVII: Aleijadinho, (Antônio Francisco Lisboa).
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Q4302683 Literatura

Leia o texto abaixo para a questão:


        “[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo. 

        E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.

        — Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...

        Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo. 

        Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.

        Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!

        […] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.

        — A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem. 

        Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.

        […]

        Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]


(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)

O fragmento textual apresentado caracteriza-se como parte de uma obra da literatura regional amazônica, porque
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Q4302578 Literatura
Considere a descrição a seguir: “Poeta, romancista, memorialista, teatrólogo e crítico de arte, deixou uma obra extensa em todos os gêneros, inclusive para o público infantojuvenil, pelo que foi um dos escritores mais premiados de sua geração, em todos as áreas de sua atuação. Viveu por um período em Saquarema, até o final dos anos 1980.”
O texto acima se refere à seguinte personalidade de Saquarema:
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Q4300634 Literatura
A coordenação aprovou uma atividade inspirada na Catequese Poética, com leituras breves em espaços de circulação da Casa e distribuição de poemas ao público. O apoio mais coerente com a proposta é:
Alternativas
Q4300625 Literatura
Leia o excerto a seguir, retirado de um poema em que o autor evoca um ribeirão de sua infância:
"Nunca o fotografei. Mas é passaporte de saudade."
(BELL, Lindolf. O código das águas. São Paulo: Global, 1984, p. 32.)
Ao apoiar uma leitura comentada na Casa do Poeta, a interpretação mais consistente do excerto é:
Alternativas
Q4299391 Literatura
Um instrutor de leitura prepara uma sessão de contação de histórias em praça pública, para público intergeracional reunido pela primeira vez, com ruído externo e pessoas que chegam e saem durante a atividade. A preparação mais consistente é:
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Q4298594 Literatura
Considere as afirmativas sobre planejamento e execução de recitais, lançamentos literários e contação de histórias. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Um recital pode organizar textos por eixo curatorial e inserir breves contextualizações, sem transformar a experiência em palestra contínua.
(__)A qualidade da contação de histórias deve ser medida principalmente pelo silêncio do público e pela duração da atividade, pois perguntas prejudicam a experiência.
(__)Um lançamento literário pode relacionar o diálogo com autor ou editor a documentos do acervo, desde que a pertinência e as fontes sejam explicitadas.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4296285 Literatura
Considerando a obra Quem vai ficar com o pêssego?, escrita por Yoon Ah-Hae e ilustrada por Yang Hye-Won, relacione as personagens da Coluna 1 com suas respectivas funções no livro, dispostas na Coluna 2:
Coluna 1:
(1) Girafa. (2) Rinoceronte (3) Macaco.
Coluna 2:
( ) Personagem que utiliza sua habilidade corporal para alcançar o pêssego localizado no alto da árvore, embora a conquista do f ruto não represente a solução definitiva do impasse vivido pelos animais.
( ) Personagem que busca resolver a situação recorrendo à força física e à iniciativa direta, contribuindo para o desenvolvimento da narrativa sem eliminar a disputa existente.
( ) Personagem que emprega agilidade e destreza na tentativa de obter o fruto, evidenciando que capacidades individuais, por si sós, não asseguram a superação do conflito.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4285666 Literatura
Observe a imagem a seguir para responder à questão.

A partir da leitura do texto na imagem, é correto afirmar que o eu lírico: 
Alternativas
Q4285561 Literatura
¿En cuál de los versos del texto no aparece un lenguaje metafórico?
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: A
4: A
5: C
6: D
7: C
8: A
9: C
10: B
11: B
12: B
13: B
14: D
15: D
16: B
17: E
18: D
19: B
20: B