Questões de Concurso Sobre gêneros literários em literatura

Foram encontradas 417 questões

Q4184416 Literatura
Uma das mais conhecidas obras da literatura mundial retrata a história de dois jovens pertencentes a famílias rivais, cujo amor proibido termina em tragédia, tornando-se símbolo do amor impossível. A obra descrita no trecho é:
Alternativas
Q4184064 Literatura
Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.
Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
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Q4176306 Literatura
Leia as proposições abaixo:

(__)- Carlos Drummond de Andrade: considerado um dos maiores poetas brasileiros, sua vasta obra foca em poesia, crônicas e contos;
(__)- Ferreira Gullar: conhecido por sua poesia lírica e sensível, além de traduções e livros infantis, mas não por obras dramáticas;
(__)- Mário Quintana: importante figura do neoconcretismo e da poesia brasileira, cuja produção é majoritariamente poética e ensaística;
(__)- Paulo Leminski: poeta, tradutor e escritor, sua obra é predominantemente poética, com experimentações e biografias.


Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência das proposições acima é:
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Q4164518 Literatura
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os autores considerados contemporâneos às informações sobre suas obras e trajetórias.
Coluna 1
1. Rubem Braga. 2. Nelson Rodrigues. 3. Ferreira Gullar.

Coluna 2
( ) Poeta engajado política e socialmente que, por vezes, revela certa tendência panfletária e eventuais quedas no prosaísmo. É autor de “Poema sujo”, que apresenta interrogações contínuas do poeta a respeito da permanência e da transitoriedade das coisas.

( ) Um dos grandes cronistas brasileiros, foi aquele que deixou uma obra singular e permanente. Partindo de fatos triviais do cotidiano, ele conseguiu ultrapassar os limites formais da crônica (compromisso excessivo com acontecimentos quase sempre corriqueiros e linguagem pouco elaborada) e alcançou um patamar artístico apreciável.

( ) Renomado autor teatral, conseguiu, na crônica esportiva, capturar outras nuances de uma partida de futebol, vendo-a como uma metáfora vital de paixões e tragédias que movem a existência humana. Seus escritos apresentam um estilo personalíssimo, marcado por uma capacidade quase inesgotável de criar frases de efeito.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q4164517 Literatura

 Leia o poema a seguir, de Conceição Evaristo. 


Meu rosário


Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.

Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo

padres-nossos, ave-marias.

Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques

Do meu povo

e encontro na memória mal adormecida

as rezas dos meses de maio de minha infância.

As coroações da Senhora, onde as meninas negras,

apesar do desejo de coroar a Rainha,

tinham de se contentar em ficar ao pé do altar

lançando flores.

As contas do meu rosário fizeram calos

nas minhas mãos,

pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas,

nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.

As contas do meu rosário são contas vivas.

(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,

eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).

Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos

sonhos de esperanças.

Nas contas do meu rosário eu vejo rostos escondidos

por visíveis e invisíveis grades

e embalo a dor da luta perdida nas contas

do meu rosário.

Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.

Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome

no estômago, no coração e nas cabeças vazias.

Quando debulho as contas de meu rosário,

eu falo de mim mesma em outro nome.

E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,

vidas que pouco a pouco descubro reais.

Vou e volto por entre as contas de meu rosário,

que são pedras marcando-me o corpo-caminho.

E neste andar de contas-pedras,

o meu rosário se transmuda em tinta,

me guia o dedo,

me insinua a poesia.

E depois de macerar conta por conta do meu rosário,

me acho aqui eu mesma

e descubro que ainda me chamo Maria.



Sobre o texto, analise as assertivas a seguir:


I. O poema traz uma questão que marcou profundamente a religiosidade dos escravizados: o sincretismo religioso, que ainda marca os ritos de matriz africana no Brasil.


II. Ao longo do poema, pode-se perceber trechos que comprovam a teoria da “escrevivência”, termo cunhado pela própria Conceição e que define a escrita de autoria negra como uma voz que ecoa ancestralidade e experiências partilhadas.


III. Ao trazer para o poema a experiência memorialística da infância, a poeta aproxima-se da visão saudosista e pueril de autores clássicos e consagrados pelo cânone, como Casemiro de Abreu, inclusive na questão formal.



Quais estão corretas?


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Q4163279 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
A produção poética de Alberto Caeiro, como se observa em Estas Verdades, filia-se ao gênero lírico. Sobre as características estruturais e conceituais que definem esse gênero literário, analise as partes que seguem:

(1a parte): O texto lírico é marcado pela abertura interpretativa, permitindo que uma mesma construção poética gere múltiplos efeitos de sentido e leituras distintas.
(2a parte): Para garantir que o leitor compreenda o sentimento exato do poeta, o gênero lírico exige o uso rigoroso da linguagem denotativa e factual.
(3a parte): Ao contrário do gênero narrativo, o lírico foca na suspensão do tempo e na intensidade de um momento ou sentimento, não possuindo como eixo central uma progressão cronológica de ações.

Pode-se afirmar que
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Q4158800 Literatura
Uma vela para Dario


   Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.

   Dois ou trés passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.

   Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espumа surgem no canto da boca.

   Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

   A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

    Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.

    Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.

   Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.

     Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.

     O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete A polícia decide chamar o rabecão.

     A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vé-lo, todo o ar de um defunto.

     Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

     Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

     Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.


(Adaptado de: TREVISAN, Dalton. 33 contos escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 2005)
Segundo o escritor e crítico Ricardo Piglia, o conto clássico é aquele que narra em primeiro plano a história 1 e constrói em segredo uma história 2, de modo que as duas se encontrem ao fim. Piglia afirma: "A arte do contista consiste em saber cifrar a história 2 nos interstícios da história 1. Um relato visível esconde um relato secreto, narrado de um modo elíptico e fragmentário".
(Adaptado de: Ricardo Piglia, "Teses sobre o conto", em Formas breves. Trad. de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. pp. 89-90).

Em conformidade com o texto acima, os dois planos que compõema narrativa de "Uma vela para Dario" estão mais bem definidos em:
Alternativas
Q4156008 Literatura

Leia o texto II e responda à questão.



(MARQUES, Ana Martins. Risque esta palavra. São Paulo; Companhia das Letras, 2021. p. 75-6.)

Volapuque - língua artificial criada em 1879 pelo padre alemão Martin Schleyer, com base no inglês e alguns elementos do alemão, francês e latim, mas cujo emprego como língua auxiliar de comunicação internacional não foi bem-sucedido.

Considere os versos abaixo.
“Somos como duas línguas estrangeiras [...] movendo-se como placas tectônicas com suas camadas de sedimento antigo e pequenos seixos, rolantes, desprendendo-se no [caminho” (versos 1 e 23-25)
Nos versos citados acima, que aspecto dessas línguas é enfatizado?  
Alternativas
Q4149531 Literatura
Welcher deutsche Schriftsteller hat das Buch “Die Räuber” geschrieben und zu welcher Literaturperiode wird es geordnet?
Alternativas
Q4147967 Literatura

A literatura brasileira reúne autores e obras que dialogam com diferentes contextos históricos, sociais e estéticos, contribuindo para a consolidação de distintas formas de representação artística ao longo da formação literária nacional (BOSI, 2020).


Relacione os autores apresentados na Coluna 1 as respectivas obras indicadas na Coluna 2.


COLUNA 1

1.Machado de Assis

2.Graciliano Ramos

3.José de Alencar

4.Clarice Lispector

5.Aluísio Azevedo


COLUNA 2

(__) A Hora da Estrela

(__)Casa de Pensão

(__)Memorial de Aires

(__)Vidas Secas

(__)lracema


Assinale a alternativa correta, "de cima para baixo".  

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Q4147045 Literatura
No Brasil, a produção literária tem incorporado vozes que utilizam a escrita como forma de resistência ao apagamento histórico, articulando experiências ligadas à identidade, ao território e à memória coletiva. Esse movimento ganha visibilidade em obras de autores como Conceição Evaristo e Daniel Munduruku, que contribuem para ampliar o reconhecimento de perspectivas historicamente marginalizadas. Considerando esse contexto, qual alternativa identifica corretamente o conjunto de expressões literárias associadas a essa produção?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Farmácia Bioquímica |
Q4141763 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.


(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140546 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
Alternativas
Q4140296 Literatura
Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930) 
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR
Q4139911 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.


(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
Alternativas
Q4135695 Literatura
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e aponte a alternativa correta.
( ) No capítulo I, Rubião se nos apresenta como um homem bem colocado na vida. Após o flash-back, o narrador deixa bem claro que Rubião não se encaixa muito bem no papel de um capitalista, Cristiano Palha administrará sua riqueza, com o objetivo de tirar proveito dela. O administrador valer-se-á de sua própria esposa, ele a usa como elemento de empatia.
( ) Sofia é uma mulher ambígua. Usa de seu charme para cativar Rubião. Quando percebe que ele está apaixonado, alimenta cada vez mais a paixão, a fim de que ele se renda à necessidade de se aproximar cada vez mais do casal. Isto feito, pode-se dizer que Sofia brinca com os sentimentos de Rubião. Ao mesmo tempo, sente-se lisonjeada com o amor dele, pois é uma mulher vaidosa.
( ) O papel de Sofia neste romance, além de ser o de um chamariz, também revela uma das características machadianas, ou seja, outorgar à mulher o caráter de dissimulada, calculista, verdadeira parasita social: um ornamento, embora ornamento inteligente e capaz, mas ornamento.
( ) A personagem que mais se aproxima de Sofia, no que se refere á argúcia e inteligência é Fernanda. Esta mulher, no entanto, não tem os mesmos defeitos do caráter de Sofia.
Alternativas
Q4135139 Literatura
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





Acerca do poema de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4124476 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
Alternativas
Q4123596 Literatura
No Brasil, a produção literária tem incorporado vozes que utilizam a escrita como forma de resistência ao apagamento histórico, articulando experiências ligadas à identidade, ao território e à memória coletiva. Esse movimento ganha visibilidade em obras de autores como Conceição Evaristo e Daniel Munduruku, que contribuem para ampliar o reconhecimento de perspectivas historicamente marginalizadas. Considerando esse contexto, qual alternativa identifica corretamente o conjunto de expressões literárias associadas a essa produção?
Alternativas
Q4122878 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro? 
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: D
4: A
5: C
6: C
7: A
8: B
9: B
10: D
11: D
12: C
13: C
14: C
15: C
16: A
17: D
18: B
19: A
20: D