Questões de Concurso Sobre gêneros literários em literatura

Foram encontradas 448 questões

Q3877491 Literatura
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
O texto de Otto Lara Resende é uma crônica. No componente Língua Portuguesa da BNCC, prevê-se a ampliação do “contato dos estudantes com gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, partindo-se de práticas de linguagem já vivenciadas pelos jovens para a ampliação dessas práticas, em direção a novas experiências.” (BRASIL, 2018, p. 136)

Dentre as classificações previstas na BNCC, é correto afirmar que a crônica de Lara Resende é
Alternativas
Q3872323 Literatura

Leia atentamente o trecho do poema Ternura, de Vinicius de Moraes, escritor brasileiro, para responder à questão.


Ternura


Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta, muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

Leia atentamente as afirmações a seguir: 



I- No verso “Eu te peço perdão por te amar de repente”, o eu lírico demonstra seu arrependimento pelo amor sentido.


II- É possível afirmar que o eu lírico critica a mulher amada pelo sentimento não correspondido.


III- É possível afirmar que o eu lírico está inconformado em razão da não reciprocidade do amor.



É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Q3871109 Literatura
Não corresponde a um escritor que fez dramaturgia de renome mundial:
Alternativas
Q3869956 Literatura
Monteiro Lobato ficou conhecido por suas obras de: 
Alternativas
Q3867783 Literatura
Marque a única alternativa abaixo que NÃO corresponde a um escritor que fez dramaturgia de renome mundial. 
Alternativas
Q3826124 Literatura
"O pobre mogo nem sabe se perdeu o consenso ou se o mundo rodou mais rapido que as mulheres endoidadas. Sabe apenas que esta saindo de um escuro e as luzes pirilampejam, —abrindo solugos no céu" (Terra Sonambula, Mia Couto)
A obra do escritor mogambicano Mia Couto ocupa lugar de destaque na literatura contemporanea de lingua portuguesa. Seus textos articulam meméria, oralidade, identidade cultural e reinvenção da lingua, produzindo uma escrita singular que tensiona os limites entre gêneros literários tradicionais. Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o estilo predominante na obra de Mia Couto.
Alternativas
Q3826117 Literatura
As obras de Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo), Ailton Krenak, Hannah Limulja e o livro A queda do céu, de Davi Kopenawa Yanomami e Bruce Albert, constituem produções fundamentais do pensamento contemporâneo brasileiro e indígena. Embora apresentem diferenças de forma e autoria, esses textos compartilham uma abordagem crítica ao colonialismo, à separação entre natureza e cultura e às epistemologias ocidentais hegemônicas, articulando memória, oralidade, territério, espiritualidade e política Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o tipo de literatura relacionada a essas obras.  
Alternativas
Q4233621 Literatura

Leia o poema a seguir:


As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

 

Nesse poema, é possível identificar:


I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.


II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que se relaciona com o significado do restante do poema. Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente: mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível enumerá-lo.


III - O eu-lírico expressando a sua perspectiva acerca do amor.


Após analisar as alternativas, indique a opção correta:

Alternativas
Q4202249 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A proeza do caçador contra o curupira


    Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.


    O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.


    O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.


    Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.


    A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.


    O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.


(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o gênero textual a que pertence o texto de Daniel Munduruku circula no domínio social de comunicação da cultura literária ficcional, estando a sua capacidade de linguagem dominante relacionada a
Alternativas
Q4188902 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Assim, sem nada feito e o por fazer


Q1_4.png (316×357)

Autor: Fernando Pessoa.
No poema, o eu lírico refere-se a si mesmo como Vadio sem andar (l.13), expressão que contribui para a compreensão de sua condição existencial. A partir dessa imagem, é possível inferir que:
Alternativas
Q4175140 Literatura
Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas amiúde

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força ou de Vênus

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão
Na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over, baby
Freud explica

Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular

No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais

Fonte: https://www.letras.mus.br/ze-ramalho/49364/
No verso “Há meros devaneios tolos a me torturar”, o eu lírico demonstra estar aprisionado por lembranças e sentimentos que reconhece como inúteis, mas dos quais não consegue se libertar. Nesse sentido, marque a opção que apresenta os trechos que reforça essa mesma sensação de aprisionamento emocional e retorno constante ao passado. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145170 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Um professor de literatura do Ensino Médio resolve elaborar uma proposta de intervenção que ajude os estudantes a se interessarem e a compreenderem melhor a poesia brasileira oitocentista, relacionando-a com a produção contemporânea. Para tanto, decide explorar o verso “Hei de amar-te até morrer” na tradição poética e musical brasileiras, com enfoque na oralidade, na performance e na fruição a partir do uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs). Como trabalho final, os estudantes devem elaborar desafios poéticos com base nesse verso. Qual proposta didática atende a essa finalidade?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145166 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





O Texto 2 rompe com alguns aspectos do padrão clássico da literatura ocidental presentes no Texto 1. Esse rompimento se expressa no(a)
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145164 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





Os textos 1 e 2 apresentam diferentes recursos expressivos que revelam o modo como cada um constrói representações da mulher. Enquanto o Texto 1 reafirma marcas de uma lírica tradicional; o Texto 2 inova ao 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145160 Literatura
O poema contemporâneo de Arnaldo Antunes apresenta uma compreensão crítica das questões sociais, pois 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145159 Literatura
A partir da leitura e da análise do texto, foi proposta uma atividade de produção de poemas concretos, com ênfase na crítica social expressa pelo poema estudado, na sua construção literária e nas suas implicações cotidianas. Diante desse contexto, qual proposta atende à finalidade da atividade?
Alternativas
Q4110288 Literatura
Sobre la obra Don Quijote de la Mancha señala la alternativa correcta. 
Alternativas
Q4110279 Literatura
La literatura hispano-americana Abarca toda la producción literaria escrita en español en América Latina, desde el período colonial hasta la actualidad. Es un campo vasto y diverso, marcado por diferentes movimientos, estilos y temas, que reflejan la historia y la cultura de la región. Uno de los autores más importantes es 
Alternativas
Q4109152 Literatura

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Lenda da Araucária: árvore sagrada do Sul


    Nas terras altas do Sul do Brasil, entre serras e florestas, a araucária é considerada uma árvore sagrada, pois nela reside o espírito dos antigos que protege o povo e a floresta.


    Conta-se que, tempos atrás, um grande espírito da natureza desejou presentear os homens com uma árvore que oferecesse alimento e abrigo, além de representar a força da vida e da renovação.


    Assim, foi criada a araucária, cuja semente, o pinhão, tornou-se alimento precioso para o povo indígena. A ave gralha-azul, símbolo da região, passou a enterrar os pinhões, garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.


    Desde então, a araucária é celebrada como a guardiã da vida e da memória do povo indígena do Sul, um elo entre a terra, o céu e as gerações futuras.


Adaptado de: Júnia Ferreira Furtado, Povos Indígenas do Sul do Brasil: Culturas, Lendas e Tradições (2009).

Considerando o gênero textual apresentado no Texto 1, assinale a alternativa correta a respeito da definição de lenda e de sua finalidade no contexto do folclore indígena.
Alternativas
Respostas
61: B
62: C
63: B
64: D
65: D
66: B
67: B
68: D
69: B
70: D
71: A
72: B
73: B
74: A
75: A
76: C
77: B
78: A
79: E
80: E