🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre linguística

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.308 questões

Q4174354 Linguística
Sobre a Linguística e seus campos de estudo, avalie as afirmações feitas abaixo e relacione-as numericamente com a indicação que se apresenta. 

Coluna 01
(1) Fonética
(2) Fonologia
(3) Morfologia
(4) Sintaxe

Coluna 02
( ) “Contém as regras de combinação das palavras para a formação de sentenças na língua. É nela que encontramos explicações sobre o ordenamento das palavras na sentença.”
( ) “Preocupa-se também com os sons da língua, mas do ponto de vista de sua função. Analisa como as distinções básicas entre os sons formam as palavras de uma língua, sem dar atenção a como os falantes realizam esses sons.”
( ) “Estuda as regras de combinação entre os morfemas para a formação de unidades maiores, como a palavra e o sintagma. Um morfema representa a menor sequência de sons que apresenta significado.”
( ) “Estuda os sons da fala, preocupandose com os mecanismos de produção e audição. Com o seu estudo, podemos distinguir as realizações de fala das diversas comunidades linguísticas, em seus grupamentos geográficos, sociais, de faixas etárias ou mesmo de diferenças individuais.”

A partir do que foi orientado antes, marque a alternativa que apresente a sequência correta. 
Alternativas
Q4174353 Linguística
A Análise do Discurso se propõe a estudar o discurso não com análises estritamente linguísticas, mas com uma abordagem histórico-ideológica. Segundo esse aspecto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4171571 Linguística
Conforme Fiorin (2015), inferência é a operação pela qual se admite como correta uma proposição em virtude de sua ligação com outras proposições consideradas verdadeiras. O raciocínio inferencial pode estar ou não expresso integralmente no texto. No processo argumentativo, usam-se inferências, que fazem progredir o discurso. Segundo as descrições do autor, as inferências podem ser da seguinte ordem:
I. Semântica: derivadas de regras do uso da linguagem. II. Lógica: determinadas por relações entre proposições; são decorrências necessárias de implicações entre proposições. III. Pragmática: decorrentes do significado de palavras ou expressões, como no caso dos pressupostos.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4165235 Linguística
No estudo da aquisição da linguagem oral, o termo “coronal” refere-se ao:
Alternativas
Q4156037 Linguística
Analise o trecho abaixo.
“A matéria do poema é a língua, e a poesia lida com a língua com grande liberdade. Mas qualquer um que já se pôs a escrever sabe que a língua não se dobra facilmente, que não somos só nós que fazemos a língua dizer, ela também nos força a dizer. Roland Barthes cita o linguista Roman Jakobson para dizer que um idioma se define menos pelo que ele permite dizer, do que pelo que ele obriga a dizer.”
(Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/pensar/2021/06/25/intema_pensar.1280263/ana-martins-marques-poema-tem-a-ver-com-o-atrito-entre-as-palavras.shtml - Acesso em 28 fev. 2026.)
Sobre o processo argumentativo do trecho citado, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4156018 Linguística

Leia o texto III e responda à questão.

Texto III

Mensagem de primavera

De cima desta janela da rua República do Peru, a observadora de tardes e manhãs reparou que a primavera não era uma ficção do calendário deste nosso tempo sem tempo, estagnado e apenas travestido em estações pelos figurinos. As amendoeiras de minha rua mostraram o inverno ainda mesmo quando o sol rompia por Copacabana e banhistas sem conta atulhavam a praia.

Envelheceram amarelentas, tornaram-se quase esqueléticas e negras. E, agora, a chuva maciça que cai, enquanto escrevo, mostra uma festa de folhas novas, vivas, bulindo sob a porção de água e brilhando acima dos guarda-chuvas e sombrinhas. A natureza de nossa rua fez a primavera em que tantas pessoas não acreditam, neste Rio de verde cansativo. Se a Primavera habita as minhas árvores tão pensadas, da rua República do Peru, por onde andará ela no coração das mulheres?

Creio já ter descoberto. Vi, justamente agora, passar uma mocinha límpida e lavada de gotas de chuva, que abria sorriso muito lento e doce. Ela acabava - estava claro - de ver o namorado e atravessava a rua com um clarão de quente alegria. Mais além, um pouco lerda, a mulher grávida encobre a face pelas folhas da amendoeira copada. Só seu corpo se desenha numa curva farta, desvendando difícil os pés gordinhos. A mulher carrega pela rua alguém tão importante quanto esta estação despercebida - a primavera que só alguns pressentem.

Mais adiante, a jovem que voltou do almoço retoma o lugar no balcão e, antes de entrar na loja, eleva a mãozinha ajeitando o cabelo umedecido, como um pássaro esticando uma asa. Que tem esta moça no gesto tão gentil a oferecer de primavera? Visivelmente, ela está enfrentando o seu dia com uma disposição amanhecente: ela tem planos, a mocinha.

É a pausa antes do fim do ano, a pausa da primavera. Muitas coisas vão acontecer na vida das criaturas. As mulheres sabem que há mudanças próximas em suas existências. Umas casarão, outras enfrentarão um trabalho novo com disposição nova; mãos ágeis terão no colo pequenos pedaços que significarão a cobertura de novas vidas. Como se as mulheres também criassem folhas e que elas, só elas, fossem parte desta primavera recusada de todos nós.

A minha mensagem vai para o íntimo das mulheres; para o sorriso da moça que viu o namorado, o caminhar da mulher que espera o filho, o gesto da criatura que levanta o rosto para um outro dia, numa outra primavera que começa. Eu estou com elas. Estou com o novo dia, com as folhas novas, com os seres amanhecentes e os abençoo em comunhão de fé.

(Seleta de Dinah Silveira de Queiroz. Apresentação e notas de Bella Josef. Rio de Janeiro, José Olympio, INL, 1974, pp. 25-26.)

Que elemento textual se evidencia na pergunta retórica feita no segundo parágrafo?
Alternativas
Q4156010 Linguística

Leia o texto II e responda à questão.



(MARQUES, Ana Martins. Risque esta palavra. São Paulo; Companhia das Letras, 2021. p. 75-6.)

Volapuque - língua artificial criada em 1879 pelo padre alemão Martin Schleyer, com base no inglês e alguns elementos do alemão, francês e latim, mas cujo emprego como língua auxiliar de comunicação internacional não foi bem-sucedido.

Leia o trecho abaixo.
“ou em que uma mesma palavra que numa se encontra amiúde nos contratos de aluguel na outra apenas se usa em contos de fadas e orações". (versos de 14 a 17)
As referências aos termos em destaque aludem, respectivamente:
Alternativas
Q4155995 Português

Leia o texto e responda à questão.

Texto I

'Quer adressar?', me perguntou a moça

Dicas para acessar o português moderno e não dar a resposta errada a uma boa proposta

De início, não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o envelhecer a meu favor, fingindo perda de audição pela idade avançada, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.

O cenário era a loja chique de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que - como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui - a ficha caiu:

“Eu posso adressar o produto amanhã cedo para a sua casa?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender.

Os neologismos participam da língua, inputam em alguns casos a solução onde antes havia um gap de comunicação. “Adressar’, metabolizado do inglês to address, era endereçar a paciência para um lugar muito distante de qualquer necessidade, mas entendi o approach. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping. Bastava me remeter (se quisesse falar um português bonito), me despachar (se gostasse de mostrar a chiadeira do sotaque carioca) ou simplesmente me entregar a compra - verbos que seriam imediatamente compreensíveis por qualquer idoso - amanhã cedo. Ri por dentro.

A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, rogar na de Luís de Camões, na de Ana Martins Marques, e - como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas - tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação - exibindo às vezes uma mesóclise de polainas - e já no parágrafo seguinte caio de boca - com o piercing no lábio inferior - no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.

Ela adora uma novidade, mas não é boba. Já enfrentou o gerundismo, o “a nível de”, o prefeito que proibiu usar “sale” nas vitrines, o “atravessamento”, o ministro que traduzia para o tupi-guarani as expressões que chegavam ao gabinete em inglês. Na onda do mundo digital, é natural reciclar palavras que acessem, que resetem, que escaneiem ou zapeiem o novo cotidiano agora online. Algumas logo desaparecem debaixo da risada geral (estartar, por exemplo), outras seguirão, numa nice, para os jobs do dia a dia.

Eu printo, tu printas, quem nunca? Na semana passada, uma amiga me telefonou para contar a última do vocabulário em seu escritório. Na reunião da manhã, o diretor executivo exultava de felicidade, e fez um speech dizendo que “o resultado do benchmark draivou a melhoria do processo” - isso mesmo, no sentido de “to drive” do inglês, o benchmark guiou, dirigiu com sucesso os negócios do escritório. O resto foi o de sempre, e tome deadline, upscaling, asap, trade marketing e foco no cliente.

A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial - e me fiz up to date:

“Sim, por favor, adressa, sim”.

(SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/cultura/joaquim-ferreira-dos-santos/coluna/2025/10/quer-adressar-me-perguntou-a-moca.ghtml>.

Leia o fragmento abaixo.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões, na de Ana Martins Marques, e - como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas - tirar prazer disso.” (§5°).
Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, em relação à análise textual. A seguir, assinale a opção correta.
( ) Vários elementos de análise textual podem ser estudados a partir do fragmento, dentre eles a ambiguidade e o caráter plurissignificativo da linguagem.
( ) É nítida a preocupação do cronista com o prazer advindo da criação literária, construída a partir de inspirações que remetem ao aspecto diastrático da língua.
( ) Ao aludir à “prosa vadia”, o cronista faz referência à liberdade expressiva, aliada ao formalismo da linguagem.
( ) A citação de autores consagrados evidencia o caráter polifônico do texto, o qual desconstrói a ideia de língua como elemento de identidade cultural.
Alternativas
Q4150873 Linguística
Selinker (1969, 1972) acuñó el término interlengua para explicar el sistema lingüístico del estudiante de una segunda lengua o lengua extranjera en cada uno de los estadios sucesivos de adquisición por los que pasa en su proceso de aprendizaje. Sin embargo, el primero en tratar el concepto fue Corder (1967), quien desarrolló las bases de la investigación de un modelo llamado:
Alternativas
Q4148778 Linguística
O domínio das diferentes perspectivas gramaticais é essencial para que o professor de Língua Portuguesa medeie a relação entre o aluno e o idioma. Em uma situação de análise de um roteiro de cinema que utiliza gírias e variações regionais, o docente deve mobilizar conhecimentos de diferentes tipos de gramática. Sobre essa dinâmica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148777 Linguística
A tradição gramatical ocidental, com raízes na Grécia Clássica, estabeleceu um modelo normativo e dogmático que, por séculos, orientou o ensino de línguas pautado na preservação literária. No entanto, a historiografia linguística e a pedagogia contemporânea propõem uma releitura dessa herança. Considerando a evolução dos métodos de ensino e as tipologias gramaticais, assinale a alternativa que descreve corretamente a transição para uma abordagem reflexiva no ambiente escolar.
Alternativas
Q4148771 Linguística
Um projeto interdisciplinar desenvolvido no Ensino Médio propõe a elaboração de um glossário envolvendo gírias juvenis, terminologias profissionais e expressões recorrentes em diferentes grupos sociais. Considerando os princípios da sociolinguística aplicados ao ensino de língua materna, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4148770 Linguística
Em uma discussão sobre preconceito linguístico no Ensino Médio, o professor analisa situações em que variantes regionais e sociais são associadas a avaliações negativas em determinados espaços institucionais. Considerando as relações entre variação linguística e ensino, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148240 Linguística
Ao abordar o eixo dos conhecimentos linguísticos, a BNCC propõe uma reflexão que ultrapassa a simples identificação de formas corretas ou incorretas. A análise da língua é apresentada como uma oportunidade para questionar critérios de legitimidade e participação social. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a finalidade atribuída ao estudo linguístico. 
Alternativas
Q4147973 Linguística
A linguagem pode ser compreendida como prática social marcada pela circulação de vozes, pela produção histórica dos sentidos e pelas relações construídas entre os sujeitos nos diferentes contextos de interação. Nessa perspectiva, os enunciados assumem sentidos ligados às condições concretas de produção da linguagem (BAKHTIN, 1997).
Relacione os conceitos apresentados na Coluna 1 às definições da Coluna 2.
COLUNA 1 1.Dialogismo 2.Polifonia 3.Discurso 4.Enunciado 5.Enunciação
COLUNA 2 (__)Processo de produção da linguagem vinculado às condições concretas em que ocorre a interação verbal.
(__)Materialização linguística produzida em situação comunicativa específica e marcada pela relação entre interlocutores.
(__)Relação de interação entre diferentes vozes sociais presentes na construção dos sentidos.
(__)Construção discursiva posicionamentos históricos, presentes na linguagem. vinculada aos sociais e ideológicos.
(__)Convivência de múltiplas vozes e perspectivas discursivas em uma mesma construção textual.
Assinale a alternativa correta, “de cima para baixo”.
Alternativas
Q4147971 Linguística
Os diferentes tipos de discurso organizam a inserção das falas das personagens ou interlocutores no texto, produzindo efeitos específicos de sentido e modificando a relação entre narrador, enunciado e leitor. Essas formas de representação da fala contribuem para a construção discursiva dos textos narrativos e argumentativos (KOCH; ELIAS, 2018).
Assinale a alternativa correta quanto aos tipos de discurso. 
Alternativas
Q4147966 Linguística
A linguagem pode ser compreendida como prática social construída nas relações entre os sujeitos, sendo marcada pelos contextos históricos, culturais e ideológicos em que ocorre a comunicação. Nessa perspectiva, os sentidos não permanecem fixos nas palavras, mas se constroem nas situações concretas de interação verbal (BAKHTIN, 1997).
De acordo com as concepções de língua e linguagem conforme os estudos de Bakhtin, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4146801 História e Geografia de Estados e Municípios
O nome de muitos municípios brasileiros tem origem na língua tupi-guarani e revela traços do ambiente natural onde foram fundados. No caso de Ipira-SC, escolhido em 1925, o significado guarda relação direta com elementos da paisagem local. Com base no significado da palavra "lpira" na língua tupi-guarani, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4139560 Linguística
Leia o texto a seguir.

A semântica é a ciência que estuda o significado das palavras e das construções, bem como a forma como elas se relacionam entre si. No entanto, há um ramo que lida com como esses significados podem variar ou permanecer inalterados entre as culturas: a semântica transcultural. De acordo com Underhill (2011), a semântica transcultural é um campo de estudo que analisa como significados são compartilhados, interpretados e construídos entre diferentes culturas. A semântica transcultural tem como objetivo principal analisar como palavras, frases e símbolos são interpretados e o que representam em diferentes contextos culturais. [...] O termo “transcultural” descreve algo que está além de uma única cultura, ou seja, abrange múltiplas culturas. Desse modo, a semântica transcultural investiga como os significados das palavras e símbolos variam ou permanecem consistentes entre diferentes grupos, bem como examina essas diferenças e similaridades, ajudando a compreender como os processos de comunicação e interpretação ocorrem em um contexto global diversificado. [...] Na semântica transcultural, estudar as variações de significado e entender como elas influenciam a interpretação e comunicação é essencial para uma compreensão mais profunda da diversidade cultural.

SANTOS, M. S.; MENDES JUNIOR, W. A dimensão cultural na aquisição de segunda língua: contribuições da semântica transcultural para o ensino de línguas estrangeiras. v. 21 n. 2 (2025): Linguística Cognitiva: diversidade e interfaces com os Estudos da Tradução e da Interpretação. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/68190/43976. Acesso em: 29 nov. 2025. [Adaptado].

De acordo com a discussão sobre semântica transcultural apresentada no texto, um desafio para os aprendizes de idiomas é compreender que
Alternativas
Q4139553 Linguística
No cartum, a declaração da criança sugere que a linguagem emerge de um mecanismo interno ativado à medida que a criança se desenvolve. Essa visão se relaciona com o construto teórico conhecido como  
Alternativas
Respostas
61: C
62: C
63: B
64: B
65: C
66: C
67: D
68: D
69: D
70: B
71: C
72: A
73: B
74: B
75: D
76: D
77: A
78: A
79: D
80: C