Questões de Concurso Sobre linguística

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Q3929966 Linguística
“Teceu também peças de fita..”- Os fonemas consonânticos /f/ e /t/, presentes na palavra, são classificados quanto ao ponto de articulação, respectivamente, em:
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Q3928976 Linguística
Phonotactic constraints determine the distribution of phonemes within the English syllable structure. Consider the phonemes /h/ and /ŋ/ (eng). What is the specific phonological phenomenon that characterizes their distribution in Standard English?
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Q3925120 Linguística
A Semântica Argumental e a Sintaxe Gerativa distinguem a função sintática (nível da estrutura) do papel temático (nível do significado). Na análise da estrutura argumental, quando o sujeito sintático de uma oração não executa voluntariamente uma ação, mas é o lócus de um processo psicológico, sensorial ou cognitivo, o papel temático atribuído a esse argumento é tecnicamente classificado como: 
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Q3925118 Linguística
Sob a ótica da Linguística Funcional e da Sociolinguística Histórica, a língua está em constante fluxo. O processo de mudança linguística unidirecional mediante o qual um item lexical de conteúdo pleno perde progressivamente seus traços semânticos originais e assume funções estritamente relacionais, morfológicas ou sintáticas no sistema linguístico é conceituado como: 
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Q3925116 Linguística
Nos estudos de semântica formal e pragmática, a distinção entre conteúdos implícitos é crucial para a interpretação textual. O tipo específico de inferência que está atrelado à própria estrutura lexical de certas palavras (como verbos factivos ou iterativos), cuja verdade é condição sine qua non para que a sentença tenha valor de verdade, mantendo-se inalterada mesmo sob a negação da sentença matriz, é tecnicamente definida como: 
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Q3925115 Linguística
A variação linguística deve ser tratada em sala de aula sob a ótica da sociolinguística. A variação que ocorre em função do contexto comunicativo, determinando o nível de formalidade e o estilo utilizado pelo falante (registro formal vs. informal) para adequar-se à situação de interlocução, é tecnicamente denominada variação:
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Q3925085 Linguística
No Transtorno do Espectro Autista (TEA), os prejuízos na linguagem muitas vezes não são estruturais, mas funcionais. A dificuldade específica em compreender o uso social da linguagem, incluindo a incapacidade de entender ironias, metáforas e duplos sentidos (interpretação literal), revela um déficit primário na:
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Q3924089 Linguística
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às variações linguísticas. 
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Q3920988 Linguística
O que é um alofone? 
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Q3919399 Linguística
Com base na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nas concepções contemporâneas de ensino de Língua Portuguesa, analise as afirmações a seguir:
( ) A BNCC compreende a linguagem como prática social situada, o que implica trabalhar os gêneros discursivos em seus contextos reais de circulação.
( ) O eixo de Análise Linguística/Semiótica deve ocorrer prioritariamente de forma desarticulada dos eixos de Leitura e Produção Textual, a fim de garantir domínio estrutural da norma.
( ) A noção de competência comunicativa, implícita na BNCC, envolve a capacidade de atuar discursivamente em diferentes esferas sociais.
( ) A organização por campos de atuação social reforça a ideia de que a linguagem é inseparável das práticas sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q3911923 Linguística

Leia o texto e responda à questão.



A vida secreta dos áudios: por que a gente ouve em 1,5x e responde “kkk” com seriedade.



Tem gente que escreve “bom dia” e segue a vida. E tem gente que aperta o microfone, inspira como quem vai narrar um documentário e manda: “Vou te explicar rapidinho”, sinal claro de que nada ali será rápido. A verdade é que o áudio virou uma espécie de bilhete falado, só que com um tempero de intimidade e um toque de suspense, porque nunca dá para saber se vem uma dúvida simples ou uma novela em capítulos, com participação especial do cachorro latindo e da panela de pressão opinando ao fundo.

Eu, que já fui uma pessoa que ouvia em velocidade normal, hoje sou um cidadão da era 1,5x. É um estilo de vida. Não é pressa, é sobrevivência. O áudio chega, eu já imagino a cena: alguém andando na rua, vento no microfone, passos dramáticos, e a frase clássica: “Você tá me ouvindo?”. Estou. Só não do jeito que você imaginou. Eu ouço em 1,5x com a mesma seriedade de quem lê um contrato. Às vezes, em 2x, quando aparece aquele “deixa eu contextualizar” que vem junto com quinze anos de história familiar e um resumo do clima na cidade.

E aí surge o grande dilema moral: como responder? Porque o áudio tem um peso. Um texto pode ser seco, mas o áudio tem sorriso, tem pausa, tem o “ééé…” que revela o pensamento chegando atrasado. Só que a gente, prático e moderno, devolve um “kkk” que, dependendo do momento, significa: “entendi”, “tô com você”, “vou responder depois”, “não sei o que dizer” e, em casos extremos, “só Deus na causa”. O “kkk” é o canivete suíço das relações humanas. Você abre e ele vira o que precisar.

No grupo de trabalho, então, o áudio ganha vida própria. Tem o colega que manda um áudio de quatro minutos para dizer que atrasou cinco. Tem o professor que, no intervalo, grava olhando para o pátio e, sem querer, dá aula de sociologia e de meteorologia ao mesmo tempo. Tem a pessoa que fala baixinho, como se estivesse dentro de uma biblioteca secreta, e você aumenta o volume só para ouvir junto o som da vida inteira do prédio. E tem aquele áudio perigoso, o do “posso te ligar?”. Esse é o áudio que não é áudio, é um aviso de tempestade.

Eu gosto de pensar que existe uma etiqueta invisível. Tipo: se é urgente, escreve. Se é longo, avisa. Se é confidencial, não manda no meio da feira. Mas a etiqueta do século é outra. A etiqueta é: manda, e quem recebe que se vire. E a gente se vira. A gente aprende a ler emoções em velocidade acelerada, como se o coração também tivesse um botão de ajuste. A gente identifica tristeza em 1,5x, alegria em 2x, e indignação até em 0,5x, que é quando você volta para entender exatamente onde a conversa desandou.

Naquele dia, eu estava prestes a responder um áudio enorme com o meu “kkk” diplomático, quando reparei num detalhe. A voz do áudio tinha um ritmo estranho, como se fosse uma versão ligeiramente mais rápida do que eu lembrava. Voltei para 1x. A voz ficou… conhecida demais. Voltei para 0,5x, só para garantir. E foi aí que eu ouvi, no fundo, bem baixinho, uma coisa que eu nunca esperaria ouvir no áudio de outra pessoa.

O clique do meu próprio microfone. E a minha própria voz, do mês passado, dizendo: “Vou te explicar rapidinho”.

Na hora, eu entendi o desfecho inesperado dessa era. Eu não estava só ouvindo áudios demais. Eu estava, discretamente, virando o tipo de pessoa que manda áudios demais. E, por um segundo, eu tive vontade de me responder com um “kkk” bem sério, em 2x, só para manter a tradição.

 

Fonte: Banca Examinadora

Na teoria do signo linguístico, ao considerar a palavra “áudio”, a relação entre significante e significado se define por:
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Q3910725 Linguística
Assinale a alternativa em que existe variação linguística diastrática. 
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Q3909360 Linguística
Colorindo Sentimentos

− Mamãe, qual cor você acha que tem o amor?

− Acho que vermelho, porque o coração e tudo ligado ao amor é vermelho.

− Durante a pandemia, eu escutava muito um álbum do Emicida. As músicas falavam sobre união, força e relações afetivas. Na música principal, ele diz que o amor é amarelo.

− Amarelo? Como assim?

− Ele fala de um amor mais amplo, ligado à empatia, às pessoas e à união. Um trecho famoso diz: "Tudo que nóis tem é nóis".

− E você, que cor acha que o amor tem?

− Antes eu achava que era só vermelho, como o amor romântico. Mas hoje vejo que também pode ser amarelo.

Quando penso nas pessoas importantes da minha vida, percebo que o amor não é uma única cor. O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem.

− Qual o nome da música?

− Principia. − E o álbum?

− Amarelo.

Texto Adaptado

LOPES, Damaris Caroline. Colorindo sentimentos. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: USP, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 199/1094/4129 . Acesso em: 22 fev. 2026.
No trecho "Um trecho famoso diz: 'Tudo que nóis tem é nóis'.", a fala citada apresenta traços que se afastam da norma-padrão. Considerando os estudos sobre variação linguística e as modalidades de uso da língua, assinale a alternativa que interpreta corretamente o fenômeno observado.
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Q3907122 Linguística

“Atento ao olhar de luminosidade


Esquadrinha a geometria de um flagrante


Magnífica captura de um insight


Doce acalanto da imortalidade evidente.”


Isa Colli



Fragrante


Assim como o aroma


Você me transforma!


Mirando o universo


Deixa-me no ar


A cada vento


De todos os momentos,


Não me esqueço De você inadmissível


Fragrância


Vinda de todas


As partes do universo!


Valter Bitencourt Júnior



Nos vocábulos destacados, nos textos acima, ocorre um fenômeno semântico denominado: 

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Q3897446 Linguística
Em regiões de colonização alemã, é comum identificarmos o processo fonológico de ensurdecimento na fala das crianças.
Nesse caso a transcrição correta do fonema na palavra ‘gente’ ao sofrer esse processo seria:
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Q3897445 Linguística
A fonologia é uma interpretação daquilo que a fonética apresenta, restrita a uma língua e aos modelos teóricos que descrevem essa língua.
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
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Q3897444 Linguística
As principais classificações acústicas das consoantes consideram a sonoridade, o modo de articulação e o ponto de articulação.
Dessa forma, fricativa, alveopalatal e sonora refere-se à:
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Q3897437 Linguística
Ao classificar as vogais [i] e [a] em relação à altura da língua, é correto afirmar que são, respectivamente:
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Q3891612 Linguística

De acordo com Austin (1990), as classes de atos de fala são atos locucionários, ilocucionários e perlocucionários. Para os atos ilocucionários, ele classificou cinco categorias:


I. Vereditivos: atos de fala que expressam julga mento;


II. Exercitivos: atos de fala que exercem poder ou tomada de decisão;


III. Comissivos: atos de fala que indicam curso de ação no futuro/;


IV. Comportamentais: atos de fala relacionados a atitudes e comportamentos sociais;


V. Expositivos: atos de fala que organizam, clarificam o contexto da enunciação.


Fonte: Austin, John. Quando dizer é fazer: palavras e ação. Tradução de Marcondes Filho, Danilo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.


Com base no conceito de Austin (1990), marque a resposta que contém a relação correta:

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Q3885401 Linguística

A seguir, é reproduzido o trecho de um verbete de dicionário especializado na área dos Estudos da Linguagem. 


[...] relações que todo enunciado mantém com os enunciados produzidos anteriormente, bem como com os enunciados futuros que poderão os destinatários produzirem. Mas o termo é carregado de uma pluralidade de sentidos muitas vezes embaraçantes. [...] Mais ainda: os enunciados longamente desenvolvidos, ainda que emanem de um interlocutor único – por exemplo, o discurso de um orador, o curso de um professor, as reflexões em voz alta de um aluno – apresentam, em sua estrutura interna, semântica e estilística, essa propriedade.


CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique.

Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2004. p. 160. Adaptado.


A que conceito relativo à linguagem esse verbete faz referência?

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Respostas
41: A
42: C
43: E
44: D
45: C
46: D
47: E
48: E
49: B
50: A
51: B
52: C
53: B
54: D
55: A
56: E
57: B
58: A
59: A
60: A