Questões de Concurso Sobre fundamentos da linguística em linguística

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Q1705790 Linguística
A verdadeira substância da linguagem não é constituída por um sistema abstrato de formas linguísticas, nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada pela enunciação ou pelas enunciações. A interação constitui, assim, a realidade fundamental da linguagem (BAKHTIN, 1988). Assinale a alternativa em que sua proposição contrapõe esses pressupostos, ou seja, que NÃO está de acordo com a terceira concepção ou ainda que NÃO leva em consideração a interação.
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Q1705785 Linguística

Leia o excerto a seguir e responda à questão.

“... o dialogismo é o modo de funcionamento real da linguagem, é o princípio constitutivo do enunciado. Todo enunciado constitui-se a partir de outro enunciado, é uma réplica a outro enunciado. Portanto, nele ouvem-se sempre, ao menos, duas vozes. Mesmo que elas não se manifestem no fio do discurso, estão aí presentes. Um enunciado é sempre heterogêneo, pois ele revela duas posições, a sua e aquela em oposição à qual ele se constrói.”

(FIORIN, 2011, p.16)

Ao afastar o falante de sua dimensão social e histórica, tem-se uma visão monológica de língua, voltada para si mesma, formalista, valorizando-se apenas o seu funcionamento interno. A concepção de linguagem desenvolvida por Bakhtin, ao contrário, deve considerá-la como fenômeno socioideológico, determinado pelo contexto. De acordo com o pensamento bakhtiniano, portanto, é correto afirmar que
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Q1682612 Linguística

Pronominais


Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.

(ANDRADE, O. de. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972) 


Para definir o que é ou não adequado para o uso da língua, a prescrição da linguagem e a gramática tradicional estabelecem normas que definem a estética ideal para a escrita, taxando como “erro” as demais convenções. Diante disso, a escola age como disseminadora do “falso uso da língua”, como evidenciado no poema, unificando a gramática.


Diante do texto poético apresentado, aponte como o professor de Língua Portuguesa pode trabalhar o ensino de gramática em sala de aula. 

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Q1293674 Linguística
Assinale a alternativa incorreta sob a visão de Saussure a respeito da língua.
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Q1278223 Linguística
De acordo com a obra de Rodrigues e Pedrosa (2018, p. 3), o linguista americano que em 1960, atribuiu o status de língua para as línguas de sinais através do estudos acerca da Língua Americana de Sinais (ASL) foi:
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Q1999766 Linguística

Analise a correlação entre as concepções de língua abaixo e a palavra ou expressão que as representa.


1. Concepção estruturalista – oralidade


2. Concepção instrumental – código


3. Concepção cognitivista – gramática normativa


4. Concepção sociointeracionista – interlocução


A correlação está CORRETA em: 

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Q1999765 Linguística

TEXTO 1 


De acordo com as diferentes posições existentes, pode-se ver a língua: 


a) como forma ou estrutura – um sistema de regras que defende a autonomia do sistema diante das condições de produção (posição assumida pela visão formalista);


b) como instrumento – transmissor de informações, sistema de codificação (posição assumida pela teoria da comunicação);


c) como atividade cognitiva – ato de criação e expressão do pensamento, típica da espécie humana (representada pelo cognitivismo);


d) como atividade sociointerativa situada – a perspectiva sociointeracionista relaciona os aspectos históricos e discursivos.


MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008, p.59. Excerto adaptado



No Texto 1, Marcuschi apresenta diferentes concepções de língua. Acerca dessas concepções, assinale a alternativa CORRETA.. 

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Q1999757 Linguística


A língua que nos separa 


(01) Dia desses, no Facebook, o linguista português Fernando Venâncio desabafou: “Poucas coisas me irritam tanto como o antibrasileirismo primário e militante que encontro por estas paragens”. Referia-se ao antibrasileirismo linguístico, marca bandeirosa da cultura lusitana.


(02) Qualquer escritor brasileiro que tenha lançado livros em Portugal nas últimas décadas (sou um desses) sabe o que Venâncio quer dizer. As portas que Jorge Amado escancarou de par em par no século passado se fecharam em algum momento sobre corredores cada vez mais estreitos e labirínticos.


(03) Sim, é claro que muitos editores, críticos, jornalistas e outros portugueses esclarecidos insistem em furar com brio essas defesas. Infiltrando-se nas brechas, porém, os brasileiros que se expressam por escrito logo se veem escalados pelos leitores comuns d’além-mar como representantes de uma versão menor, tosca e corrompida da língua “deles”. 


(04) Nas palavras de Venâncio, há em Portugal uma “desavergonhada altanaria perante os pretensos ‘erros’ de que o português brasileiro estaria inçado”. O linguista vê esse sentimento integrado ao senso comum, cultivado por “gente visivelmente de poucas letras, e poucas luzes”. Refere-se a ele como “assustador”.


(05) Eu prefiro o adjetivo “triste”. Assustador é constatar que um antibrasileirismo tão pimpão e ignorante quanto o luso viceja aqui também. Como reclamar do insulto de nos negarem em terra estrangeira o direito de gozar livremente de algo tão pessoal e profundo quanto a língua materna, sem ouvir sermões abestalhados sobre algum ideal platônico de gramática? Negamos a mesma coisa por conta própria, o que é bem pior.


(06) Parte dessa dissonância é comum às línguas imperiais. A relação de amor e ódio entre o inglês britânico e o americano é tema do recém-lançado “The Prodigal Tongue” (A língua pródiga), de Lynne Murphy, linguista americana que mora e leciona na Inglaterra. Ela identifica em seus compatriotas um “complexo de inferioridade verbal” e, nos britânicos, o que chama de “amerilexofobia”, a versão esnobe a americanismos.


(07) Nada tão diferente assim do que se vê no universo da língua portuguesa ou da espanhola. Ex-colônias crescidinhas e ex-impérios em queda vão sempre se emaranhar em teias complicadas de amor e ódio, admiração e desprezo. Contudo, vale atentar para a diferença que Venâncio, repetindo no post-desabafo o que já defendeu em livros, aponta entre os projetos linguístico-coloniais de Lisboa e de Madri.


(08) “No Brasil, Portugal abandonou a língua portuguesa à sua sorte. E ainda bem! Pense-se na uniformidade lexical, gramatical e ortográfica que a Espanha impõe como ideal à América de fala espanhola”, escreve o linguista, concluindo que “o Português Brasileiro pôde desenvolver em invejável liberdade a sua norma, e vive bem nela”.


(09) O texto termina exigindo, ainda que de forma jocosa, gratidão: “E venha daí um ‘obrigadinho’ a este Portugal que, oh felicidade, nunca teve um projecto linguístico, nem cultural, para o seu Império”.


(10) Muito bem, mas não estou tão certo de que o deus-dará cultural seja algo que devemos agradecer. Seria necessário investigar primeiro até que ponto se funda nele a ridícula autoestima linguística que leva o brasileiro médio a situar nosso português três degraus abaixo do português europeu, e este, pelo menos sete palmos abaixo do inglês. Sérgio Rodrigues Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.


COMENTÁRIOS


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1. O brasileiro está cada vez mais distante da língua portuguesa (ou do português brasileiro); basta ler o que se escreve nos jornais, revistas e em qualquer outro meio que se utiliza da língua escrita. Lê-se pouco, fala-se muito e agride-se demais a Última Flor do Lácio. (José Pucci)

2. Como defender o idioma português usando termos como "fake news"? (Jose Campos)

3. Recentemente vi o Paul McCartney num vídeo dizendo da reação de seu pai, ao ouvir o refrão ie, ie, ie em uma de suas músicas, quando ainda iniciava sua carreira. O velho achou que havia muitos "americanismos" desse tipo e aconselhou mudar para yes, yes, yes, pronunciando bem o "s". Nunca saberemos o que seriam dos Beatles se o conselho tivesse sido obedecido.


(José Cláudio) Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2018/07/a-lingua-que-nos-separa.shtml Acesso em: 10/11/2018. Adaptado. 

Releia o parágrafo a seguir.

Nas palavras de Venâncio, há em Portugal uma “desavergonhada altanaria perante os pretensos ‘erros’ de que o portuguêsbrasileiro estaria inçado”. O linguista vê esse sentimento integrado ao senso comum, cultivado por “gente visivelmente depoucas letras, e poucas luzes”. Refere-se a ele como “assustador”.

No referido trecho, o discurso de um brasileiro se entrelaça ao de um português. Para distinguir um discurso do outro, oleitor tem a sua disposição as seguintes marcas linguísticas: 


1. expressão introdutora do discurso alheio: Nas palavras de Venâncio;
2. aspas que separam o discurso citante do discurso citado;
3. vocabulário ‘diferente’ do comumente empregado no Brasil: altanaria  ➜ soberba; inçado    ➜ coberto;
4. flexão do termo “pouco”: poucas letras, poucas luzes.

São marcas linguísticas que distinguem um discurso do outro:
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Q1840827 Linguística
Sobre Linguística:
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Q1834159 Linguística
Uma perspectiva dicotômica entre as modalidades de uso da língua, que faz parte da tradição dos estudos linguísticos, na atualidade é contestada em razão da impossibilidade de
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Q1765592 Linguística
Nos últimos anos, houve grande abertura para a pluralidade de usos da linguagem no contexto escolar. Como consequência direta desse fenômeno, ocorreu uma mudança significativa na configuração dos materiais didáticos. Posts, chats, tweets, memes, gifs… O avanço crescente das tecnologias digitais de comunicação e informação confere às mais diversas práticas sociais novas configurações linguísticas, que lançam mão de multissemioses. Essas mudanças significativas trazem à tona um novo tipo de texto: _______________________________________ aquele cujo significado se realiza por mais de um código semiótico (texto escrito, imagem estática, vídeo, áudio etc.).
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Q1757320 Linguística
Nos estudos linguísticos, o termo polifonia representa a pluralidade ou multiplicidade de vozes presentes nos textos, que, por sua vez, estão fundamentados em outros. Nesse sentido, a polifonia está intimamente relacionada com a intertextualidade. Assinale a alternativa que apresenta o nome do linguista que criou o termo polifonia, sobretudo, após a análise de diversos romances do escritor russo Fiódor Dostoiévski.
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Q1748635 Linguística
Relacione as colunas sobre as diferenças entre fala e escrita na perspectiva da dicotomia: 1- Fala: 2- Escrita: ( ) contextualizada, dependente (de contexto), implícita, redundante. ( )descontextualizada , autônoma (em relação ao contexto), explícita, condensada. ( ) não-planejada ,imprecisa ,não-normatizada, fragmentária. ( ) planejada, precisa, normatizada, completa. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Q1748633 Linguística
Analise os contextos abaixo [1] Na linguística, a polifonia textual é uma característica dos textos em que estão presentes diversas vozes. Em outras palavras, a polifonia aponta a presença de obras ou referências que aparecem dentro de outra. [2] Nos estudos linguísticos, o termo polifonia foi criado pelo filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895-1975). Esse conceito representa a pluralidade ou multiplicidade de vozes presentes nos textos, que, por sua vez, estão fundamentados em outros. Assinale a alternativa CORRETA.
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Q1744663 Linguística
Assinale a alternativa correta quanto às semelhanças e diferenças entre escrita e oralidade:
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Q1744659 Linguística
São características da língua, exceto:
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Q1744658 Linguística
“ Capacidade que os seres humanos têm para produzir, desenvolver e compreender a língua e outras manifestações, como a pintura, a música e a dança.”
“Conjunto organizado de elementos que possibilitam a comunicação.” (Margarida Maria Taddoni Petter)
As definições acima conceituam, respectivamente:
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Q1740279 Linguística
Assinale a concepção de linguagem que representa o ensino tradicional de Língua Portuguesa.
Alternativas
Q1740037 Linguística
Há situações em que a expressão oral exige a apropriação de falas padronizadas. É o caso da discussão em grupo e do seminário englobados no grupo dos:
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Q1740028 Linguística
É a condição do sentido do discurso, da linguagem.
Alternativas
Respostas
521: D
522: A
523: B
524: A
525: D
526: C
527: A
528: B
529: B
530: B
531: D
532: B
533: B
534: C
535: A
536: A
537: D
538: E
539: C
540: D