Questões de Concurso
Sobre fundamentos da linguística em linguística
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A língua não é uma nomenclatura, que se opõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. No léxico, percebe-se, de maneira mais imediata, o fato de que a língua condensa as experiências de um dado povo.
FIORIN, J. L. Língua, modernidade e tradição. Diversitas, n. 2, 2014.
O trecho enfatiza uma concepção de ensino de Língua Portuguesa segundo a qual o professor, em suas aulas e avaliações, deve valorizar, prioritariamente,
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações.
BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004.
De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico
( ) A língua não é o único recurso que usamos para nos expressar. A atividade comunicativa pela linguagem para ser perfeita requer que o falante tenha bom desempenho em três domínios do saber, respectivamente: saber elocutivo, saber idiomático e saber expressivo.
( ) O saber elocutivo consiste no saber falar em geral, independentemente da língua em que se manifeste. Equivale em falar em conformidade com: a) os princípios gerais do pensamento; b)o conhecimento das coisas existentes no mundo em que vivemos; c) a interpretação do que uma língua particular (no caso aqui, o Português) deixa em aberto. É exemplo de enunciado que denuncia mau desempenho do saber elocutivo: Chegou ao Rio de Janeiro, capital do Brasil.
( ) O saber idiomático baseia em saber Português, Espanhol, Inglês, isto é, saber uma língua particular. E saber uma língua é expressar-se em conformidade com o saber tradicional de uma comunidade, com sua norma tradicional. Isto significa que temos consciência de que tradicionalmente não se diz em Português: O de Pedro livro é... em vez de O livro é de Pedro.
( ) O saber expressivo resulta em saber elaborar o discurso e o texto conforme as circunstâncias, isto é, levando em conta a situação e a pessoa com quem falamos ou a que nos vai ler. Por exemplo, é inadequado apresentar dessa maneira os pêsames a um colega que perdeu o pai: Meus sentimentos, colega. Só hoje soube que seu pai bateu as botas.
Acerca dos conceitos de língua e linguagem e da sua aplicação à LIBRAS, julgue o item a seguir.
A LIBRAS consiste em um sistema linguístico de natureza visual-motora cuja organização gramatical é dependente da língua portuguesa, uma vez que ambas compartilham o mesmo contexto sociolinguístico.
Acerca dos conceitos de língua e linguagem e da sua aplicação à LIBRAS, julgue o item a seguir.
O conceito de linguagem abrange a capacidade humana de produzir e interpretar sistemas simbólicos, sendo a LIBRAS, portanto, classificada como uma linguagem no contexto brasileiro.
Tirinhas e charges constroem o seu efeito humorístico muitas vezes pela combinação da parte verbal com a parte não verbal e, por isso, mostram-se como modalidades discursivas válidas em sala de aula. Sobre o texto acima, pode-se notar como estratégia de exemplificação linguística:
I. Na perspectiva bakhtiniana, a linguagem constitui um fenômeno social, histórico e ideológico, produzido nas interações entre os sujeitos, razão pela qual a compreensão de um enunciado depende das relações dialógicas estabelecidas em determinado contexto.
PORQUE
II. Para Bakhtin, todo enunciado é construído em diálogo com outros enunciados, incorporando diferentes vozes sociais, o que fundamenta conceitos como dialogismo e polifonia.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
( ) Estão presentes em toda realização comunicativa humana. ( ) Entende-se como “estilo” as escolhas linguísticas que falantes fazem para dizer o que desejam dizer, como escolhas lexicais ou de estrutura frasal. ( ) Não são determinados pelas esferas discursivas, pois as escolhas não vêm da necessidade de adaptação dos falantes/escritores.
I. Ao contrário do texto narrativo, não relata propriamente mudanças de situação, mas propriedades e aspectos simultâneos dos elementos descritos, considerados, pois, em uma única situação.
II. Como a simultaneidade é a característica central da descrição, os tempos verbais básicos nela utilizados são o presente ou pretérito imperfeito (às vezes, ambos), pois o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala, e o segundo, em relação a um marco temporal pretérito instalado no enunciado.
III. É um conjunto de situações referentes a personagens determinadas, mesmo que sejam coletivas, ou a coisas particulares, em um tempo preciso e em um espaço bem configurado, observando-se progressão temporal.
Quais estão corretas?
Analise as assertivas que seguem acerca da relação entre fala e escrita.
I- Os atuais estudos apontam que a fala e escrita constituem modalidades totalmente opostas, sem características comuns nem possibilidade de aproximação em contextos reais de uso.
II- Afala é sempre espontânea e pouco planejada, enquanto a escrita se caracteriza necessariamente por alto grau de monitoramento.
III- A principal diferença entre fala e escrita reside no fato de que apenas a escrita admite organização textual e apresenta recursos de coesão.
IV- Os níveis de monitoramento variam conforme a situação comunicativa, podendo haver fala altamente planejada e escrita mais espontânea, a depender do gênero textual e do contexto de produção.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia os fragmentos A e B e assinale a alternativa CORRETA a respeito do fenômeno da variação linguística retratado nos fragmentos.
A- “Apalavra VEXAME pode significar “vergonha” ou “pressa”, dependendo da origem regional do falante” (Bagno, 2007, p. 40).
B - “As palavras MIJO, XIXI e URINAse referem todas à mesma coisa” (Bagno, 2007, p. 40).
Fonte: BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
Ao final do texto, é citado que o panfleto contém a imagem do mosquito riscado com um grande "X" vermelho JUNTO À FRASE "DENGUE: AQUI NÃO". O uso simultâneo de imagens e palavras escritas para transmitir uma mensagem à população classifica-se como: