Questões de Concurso
Sobre república autoritária : 1964- 1984 em história
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Observe a imagem a seguir.

A fotografia registra um grupo de pessoas durante a manifestação no Ato pela Anistia na Praça da Sé, em São Paulo. No primeiro plano, três homens se destacam: o do centro fala ao microfone, o da direita está em pé ao seu lado, e o da esquerda exibe uma página de um jornal. Ao fundo, pode-se ver uma faixa com a inscrição: “Pela Anistia”. Avalie as afirmativas a seguir que apresentam os grupos que foram contemplados pelos benefícios da Lei da Anistia.
I. Indivíduos condenados por crimes de terrorismo e assalto, o que priorizou a liberdade dos presos políticos que estavam em presídios brasileiros.
II. Indivíduos exilados fora do Brasil, o que resultou, principalmente, no retorno de artistas brasileiros que haviam sido proibidos de permanecer no território nacional.
III. Indivíduos que cometeram crimes por motivação política, o que favoreceu os militares que participaram de torturas e assassinatos.
Está correto o que se afirma em
“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”
STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).
Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
Rodrigo Patto Sá Motta. A ditadura que mudou o Brasil:50 anos do golpe de 1964,p.49
Considerando o contexto histórico mundial e brasileiro do trecho acima, conclui-se que ocorreu:
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: Um longo caminho, p.192
O contexto histórico brasileiro citado acima se consagrou por causa da:
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: Um longo caminho, p.188
Os referidos movimentos caracterizavam-se pela:
LEITÃO, Juarez. A Praça do Ferreira - República do Ceará Moleque. 2002, p. 27.
No ano de 2024, completa 60 anos do Regime Militar implantado no Brasil, marcando 20 anos de governo autoritário. Muitas mudanças aconteceram no âmbito político e econômico e nos espaços também. Temos um exemplo colocado na citação acima que fala da Praça do Ferreira, que foi modificada supostamente para conter os protestos.
Sobre as mudanças da Praça do Ferreira, podemos considerar que:
Diante das dificuldades para que fossem encontradas saídas para a crise, os militares liderados pelo General Ernesto Geisel resolveram iniciar uma abertura política institucional “lenta, gradual e segura”, segundo as palavras do próprio presidente.

Posse do presidente Ernesto Geisel em 15 de março de 1974.
(https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/a-trajetoria-de-geisel-de-vargasfh-20071396)
“A eleição do general Ernesto Geisel foi considerada um marco nessa transição (...). Para tanto, enfrentou os grupos da linha dura, alterou os comandos militares e procurou lentamente subordinar ao Ministério da Justiça os aparelhos repressivos militares que haviam saído do controle.”
(PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 4. República. Testemunhos (1951 – 2000). Leya, Editora casa dos Mundos. 2019. p. 128.)
Caracterizou esse contexto histórico que assinalou o início do processo de abertura política e o fim do regime autoritário que existiu no país entre 1964 e 1985:
“As características do modelo eram bem conhecidas: abertura da economia ao exterior, mediante estímulos às exportações e ampla importação de capital, tanto sob a forma de investimento como o de empréstimos, expansão do crédito ao consumidor; estímulo à poupança interna mediante a correção monetária das taxas de juros, política salarial e trabalhista capaz de proporcionar às empresas mão-de-obra barata, abundante e bem disciplinada (...).
Na verdade, o modelo começou a fazer água em 1973, quando a inflação, que vinha declinando vagarosamente, voltou a crescer com ímpeto. (...) Os salários foram reajustados (...) em níveis inferiores à elevação do custo de vida. (...)
“O resultado geral dessas medidas foi, como não podia deixar de ser, uma queda acentuada da demanda [da procura por bens], que se refletiu numa redução cada vez mais grave (...) das vendas dos bens de consumo”.
(SINGER, Paul. A crise do “milagre”. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, pp. 163-164.)
A partir do que é apresentado pelo autor do texto acima, podemos afirmar: