Questões de Concurso
Sobre república autoritária : 1964- 1984 em história
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“A Tropicália procurou incorporar elementos da cultura de massa, do rock internacional, da tradição popular brasileira e das vanguardas artísticas, propondo uma crítica cultural ampla em um contexto marcado pela censura e pelo autoritarismo.”
Fonte: NAPOLITANO, Marcos. Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959-1969). SP: Annablume, 2001
Alguns dos integrantes da Tropicália:
Jorge Benjor, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee,
Gal Costa e Sérgio e Arnaldo Dias Batista

Fonte: https://jornalismojunior.com.br/quebrando-barreiras-culturais-com-a-tropicalia/
Considerando o contexto histórico da década de 1960 e as relações entre a Tropicália e os movimentos de contestação juvenil que ocorreram em diversas partes do mundo, observa-se que:
( ) Castelo Branco aprovou duas leis que entraram em vigor em 1967: a Lei de Imprensa, que estabeleceu a censura de materiais publicados em jornais, revistas, rádio, televisão, teatro e cinema, e a Lei de Segurança Nacional, que restringia manifestações, greves e qualquer tipo de oposição política ao governo.
( ) O presidente Costa e Silva decretou, em 1968, o AI-5. Por meio desse ato, fechou o Congresso suspendeu a garantia do habeas corpus nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
( ) A violência aumentou ainda mais a partir de 1969, quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência e intensificou as práticas de tortura e repressão. Por isso, o período de 1969 a 1974, em que Médici esteve no poder, ficou conhecido como Anos de Chumbo.
( ) No governo do general Ernesto Geisel, foi adotada uma política de crescimento econômico. Sua estratégia era ampliar o processo de modernização do país mediante a entrada de empresas multinacionais, atraídas pela isenção de impostos, pela disponibilidade de matéria-prima e pela mão de obra barata.
Assinale a sequência CORRETA:
I. Jornais de oposição denunciavam problemas do regime, e editoras continuaram publicando livros, embora sofressem perseguições.
II. O Cinema Novo produziu obras críticas ao regime militar, algumas das quais receberam reconhecimento nacional e internacional.
III. A produção artística foi totalmente interrompida pela censura, impossibilitando a realização de festivais de música e a exibição de filmes.
Estão CORRETAS:
O Presidente que o texto faz referência foi:
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos: o breve século XX – 1914–1991, p. 484)
O historiador Eric Hobsbawm utiliza a situação descrita no fragmento para analisar formas pelas quais
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 480. Adaptado)
O AI-5, de dezembro de 1968, tinha como parte de suas medidas:
O avanço nas pesquisas do Grupo de Trabalho Interinstitucional Memorial DOI-Codi permitiu identificar, com base em evidências materiais, o espaço onde ocorreram mortes já reconhecidas como simuladas durante a Ditadura Militar brasileira. O estudo identificou que José Ferreira de Almeida e o jornalista Vladimir Herzog estiveram na mesma cela do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, conectando os dois casos a partir de elementos físicos do ambiente. A identificação foi possível a partir da reavaliação de laudos da época combinada com uma análise comparativa de remanescentes materiais. Os pesquisadores mapearam correspondências estruturais entre os ambientes descritos nos documentos oficiais, observando elementos como disposição de portas, grades, marcas nas paredes e características arquitetônicas do espaço. A convergência desses fatores permitiu associar ambos os casos à chamada “cela especial nº 1” e determinar sua localização no interior do prédio 2-A do conjunto do antigo DOI-Codi.
GABRIELLI, Ligia. Departamento de Comunicação da UNIFESP, 19 maio 2026. Disponível em: https://dci.unifesp.br/assessoria-de-imprensa-ejornalismo/releases/pesquisa-reconstroi-espaco-mortes-ditadura. Acesso em: 20 mai. 2026. [Adaptado].
O texto revela qual característica do período da Ditadura Militar?

Vai Passar – Chico Buarque de Hollanda
Em uma aula de Arte do Ensino Médio, o professor apresenta a canção “Vai Passar”, de Chico Buarque, e propõe aos estudantes uma análise da letra, considerando as referências históricas e culturais presentes na composição. A atividade busca discutir os sentidos construídos pela obra e sua relação com o contexto em que foi produzida.
A proposta de abordagem da canção atende às habilidades apresentadas nas opções a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
FAOUR, Rodrigo. História da música popular brasileira: sem preconceitos. Vol. 1. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 397.
As opções a seguir indicam corretamente características do movimento musical Clube da Esquina, à exceção de uma. Assinalea.
A prática da tortura instalou-se nos quartéis ainda no início do Governo Castello Branco e se espalhou como um vírus graças ao silêncio conivente dos participantes do núcleo de poder - civis e militares, (Schwarcz, L; Starling, H. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, p. 460).
Assinale a alternativa correta, acerca da repressão na Ditadura Militar Brasileira.
Observe a imagem a seguir

https://memoriasdaditadura.org.br/fotografia/propaganda-do-mobral/
O cartaz é uma peça publicitária do Mobral, programa de alfabetização implementado durante a Ditadura Militar. Nele, convoca-se a população alfabetizada a ensinar aqueles que não sabem ler e incentiva-se os não alfabetizados a procurar o Mobral.
Assinale a opção que apresenta corretamente os objetivos desse programa de alfabetização no contexto da Ditadura Militar.
Os textos a seguir abordam a atuação de Dom Hélder Câmara durante o Regime/ditadura civil-militar brasileira (1964–1985), destacando tanto sua projeção internacional quanto a repressão sofrida internamente.
Texto 1
"(...) O povo é tão infeliz no Brasil que já se tornou fatalista. Aceita a situação e nela vê a vontade de Deus. Devemos ensiná-lo que deve lutar por sua liberdade", declarou o brasileiro ao jornal britânico. Já o "The Guardian", periódico progressista do Reino Unido, definiu Dom Hélder como "o mais turbulento dos padres", em referência ao seu histórico de resistência ao autoritarismo do regime militar. Para o jornal, o encontro do arcebispo com os estudantes do congresso não era apenas um estímulo de combate à pobreza, mas uma mensagem pela "revolução para todo o mundo". A fama de sua mobilização além do continente americano fomentaria três candidaturas ao Prêmio Nobel, todas sabotadas pelo regime militar. (...)”
JORNAL: O GLOBO 'Devemos ensinar o povo brasileiro a lutar por liberdade',
disse Dom Hélder Câmara durante ditadura, há 50 anos: 11/04/2019
Texto 2

A partir da análise conjunta dos textos, assinale a alternativa CORRETA.