Questões de Concurso Sobre história
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Foto: Rede Pense Piauí. “Expedição visita patrimônio colonial e natural do Piauí”. Portal Cidade Verde. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/300490/expedicao-visita-patrimonio-colonial-e-natural-do-piaui. Acesso em: 01 fev. 2026.
Dentre os diversos debates que marcam a construção historiográfica do Piauí, destacam-se as teses relativas ao processo de ocupação e colonização do território no período colonial. Tradicionalmente, a interpretação consolidada defende que a colonização teria se iniciado a partir do sul do atual estado, por meio da expansão dos currais de gado, tendo Oeiras como núcleo organizador e símbolo da centralização administrativa.
Em contraposição, outra vertente historiográfica sustenta a chamada “tese do Norte”, que enfatiza a ocupação por meio das zonas litorâneas e dos espaços ligados às atividades costeiras, atribuindo aos grupos parnaibanos papel fundamental nesse processo. Essa perspectiva desloca o foco da colonização para áreas tradicionalmente consideradas periféricas pela narrativa oficial.
Dessa forma, o uso do sítio histórico de Frecheiras, no debate historiográfico sobre a colonização do Piauí:
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2022, p.70-71.
A respeito do tráfico transatlântico de africanos, assinale a alternativa CORRETA:
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.83.
Considerando o trabalho sistemático em torno da exploração do açúcar, é CORRETO afirmar que:
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.143-144
Considerando esse processo histórico, a expansão territorial da pecuária na Colônia Portuguesa caracterizou-se principalmente por:
“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das fi guras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”
GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.
Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que:
BLOCH, Marc. Apologia da História ou oficio do historiador. São Paulo: Zahar, 1989.
A reflexão de Marc Bloch evidencia o caráter relacional do conhecimento histórico, que articula passado e presente por meio da análise crítica das fontes e das interpretações. Considerando a construção do conhecimento histórico e as habilidades desenvolvidas pela disciplina de História, assinale a alternativa CORRETA:
Adaptado de “Lamento de una hija”, Ercilla, n. 1858, 1971, p. 27.
Considerando que posteriormente foi confirmado o assassinato de Rubens Paiva sob custódia do Estado, o professor utilizou o testemunho como fonte histórica para discutir os impactos da repressão e os limites do uso de relatos de experiência na investigação do passado.
Com base na atividade didática, é correto afirmar que o uso desse tipo de fonte em sala de aula permite
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Fonte: Rea Irvin. The New Yorker, October 31, 1942 / Manuscripts and Archives Division.
Em 1942, menos de um ano após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Rea Irvin desenhou Adolf Hitler como uma bruxa empoleirada em uma vassoura para a capa de Halloween da revista “The New Yorker”. Irvin também caricaturou outra potência do Eixo, desenhando as três abóboras de Halloween no lado esquerdo da capa com traços estereotipados associados a pessoas asiáticas.
Adaptado de https://www.nypl.org/events/exhibitions/galleries/3-new-yorkermakes-its-mark/item/18958
Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, durante a Segunda Guerra Mundial, a caricatura do Eixo na mídia estadunidense
Adaptado de CAMARGO, Angélica. Conselho Florestal Federal. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, 2025.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta a postura do governo Vargas em relação à natureza.
Adaptado de AREND, Silvia; Fábio Macedo. “Sobre a história do tempo presente: entrevista com o historiador Henry Rousso”, Tempo e Argumento, vol. 1, n. 1, p. 202.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor considera que a História Contemporânea
Adaptado de LEVI, Giovanni. O pequeno, o grande e o pequeno, Revista Brasileira de História, v. 37, nº 74, 2017, pp. 169-170.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a abordagem historiográfica descrita.
Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire, Representations, No. 26, 1989, p. 8
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
Eu, Sabina da Cruz, achando-me incomodada de saúde, delibero meu testamento. Declaro que sou católica, e professo a Religião de Jesus Cristo, pois que desde que vim de minha terra de África, onde nasci, chegando nesta Capital há muitos anos fui batizada na fé da qual tenho sempre vivido, e desejo morrer. Declaro que sendo escrava do Senhor Manoel Gonçalves da Cruz, já falecido, de seu poder me libertei há muitos anos dando-lhe dois escravos por minha liberdade. Declaro que os bens que possuo consistem nos escravos Lino Gege, Maria Luiza Nagô, Antônio da mesma Nação, Mauricia e Francisca crioulas, cujos escravos os possuo desembargados. Deixo a minha afilhada, filha do meu Senhor Manoel Gonçalves da Cruz duas voltas de cordão de ouro para seu ornato. Meu testamenteiro me mandará celebrar uma capela de Missas pela minha alma, e fará repartir com os pobres a quantia de vinte mil reis.
Adaptado de DAMIÃO, Erika. “O que deixei: testamento de Sabina da Cruz, “a denunciante” da Revolta dos Malês”, Revista de fontes, v. 12, n. 22, 2025, p. 60.
Com base na leitura do testamento, assinale a opção que identifica corretamente aspectos da vida das pessoas escravizadas no Brasil presentes no documento.
Adaptado de LATOUR, Bruno. We have never been modern. Cambridge: Harvard University Press, 1993, p. 35.
II. Para muitos estudiosos do Iluminismo, parece haver uma ruptura radical. Nessa interpretação, o foco central é o suposto culto do Iluminismo à ciência, à razão e à universalidade, bem como a uma forma de poder/conhecimento baseada no controle tanto do mundo físico quanto do social. No entanto, quando se começa a questionar o que realmente estava implícito por trás desse motor de mudança cultural e social, abrem-se caminhos para reavaliar o chamado “projeto do Iluminismo”. Questiono a noção de um projeto iluminista unificado, orientado e impulsionado por uma linguagem da natureza baseada na filosofia natural mecanicista, que reduzia a natureza a um mecanismo e os seres humanos a máquinas ou autômatos.
Adaptado de REILL, Peter. Vitalizing nature in the enlightenment. Berkeley: University of California Press, 2005, p. 3.
Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos autores sobre o Iluminismo.
Observe a imagem a seguir e leia sua descrição.

Fonte: Chez L’Epicier, Republican Schoolteacher, 1793, Biblioteca Nacional da França.
Uma professora ao mesmo tempo sedutora e maternal instrui seu aluno nos princípios da liberdade. Juntos, leem a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O seio esquerdo exposto da mulher acentua o papel nutridor desempenhado tanto pela família quanto pelo Estado, ao qual o menino pertence. A linha que separa mãe e professora, assim como aquela entre natureza e cultura, é transposta na ideologia republicana, pois a mulher “natural” transmite intuitivamente os princípios da liberdade à geração seguinte.
Adaptado de LANDES, Joan. Visualizing the Nation. Gender, Representation, and Revolution in Eighteenth-Century France. Ithaca: Cornell University Press, 2002, p.159.
Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, no contexto pós-Revolução Francesa, a alegoria representou as mulheres como
I. Se os índios do Brasil são agora mais guerreiros e mais maldosos, é porque nenhuma necessidade têm das coisas dos cristãos, e têm as casas cheias de ferramentas, pois os cristãos andam de lugar em lugar enchendo-lhes de tudo o que desejam. E o índio, que em outros tempos não era ninguém e que sempre morria de fome por não ter sequer uma ferramenta para abrir uma roça, agora dispõe de quantas ferramentas quiser. Comem e bebem continuamente e passam a frequentar as aldeias bebendo vinho, organizando guerras e praticando muitos males.
Adaptado de Pedro Correia a Simão Rodrigues, 10/ 3/ 1553 citado por MONTEIRO, John. Negros da terra, São Paulo: Cia das Indias, 1994, p. 31.
II. Por aqui se vê que os maiores impedimentos nascem dos próprios portugueses. O primeiro é a falta de zelo pela salvação dos indígenas, pois os consideram selvagens. O que mais os espanta e os faz fugir dos portugueses e, por consequência, das igrejas, são as tiranias a que são submetidos: obrigados a servir como escravos, separados de suas famílias e vendidos. Por isso, muitos fogem para o mato e, quando não encontram outra saída, preferem entregar-se aos inimigos a voltar ao domínio dos portugueses.
Adaptado de ANCHIETA, José de. Informação do Brasil e de suas capitanias, 1584, p. 342.
Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que interpreta corretamente as visões sobre o contato entre portugueses e indígenas no Brasil colonial.