Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Diz-se algumas vezes: “A história é a ciência do passado.”
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
Marc Bloch discorda dessa afirmação, entendendo que a história é
As características mais visíveis da informação histórica foram muitas vezes descritas. O historiador, por definição, está na impossibilidade de ele próprio constatar os fatos que estuda. Nenhum egiptólogo viu Ramsés; nenhum especialista das guerras napoleônicas ouviu o canhão de Austerlitz. Das eras que nos precederam, só poderíamos falar segundo testemunhas. Estamos, a esse respeito, na situação do investigador que se esforça para reconstruir um crime ao qual não assistiu; do físico, que, retido no quarto pela gripe, só conhecesse os resultados de suas experiências graças aos relatórios de um funcionário de laboratório.
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
Para Bloch, em contraste com o conhecimento do presente, o conhecimento do passado é necessariamente
Por maior que seja a variedade de conhecimentos que se queira proporcionar aos pesquisadores mais bem armados, eles encontrarão sempre, e geralmente muito rápido, seus limites. Nenhum remédio, então, senão substituir a multiplicidade de competências em um mesmo homem por uma aliança de técnicas praticadas por eruditos diferentes, mas todas voltadas para a elucidação de um tema único.
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
O método proposto por Bloch pressupõe
Um dos desafios que se coloca no Ensino Fundamental é a necessidade de estudantes e professores assumirem uma “atitude historiadora”.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
O termo “atitude historiadora”, no Currículo Paulista, refere-se
O trabalho escravo mantém-se como significante, mas com significado diverso. Trata-se de conceito com conteúdo mutável como são todas as definições jurídicas em geral. Não se trata de conceito neutro, mas algo que tem contornos definidos de acordo com o momento histórico em que se localiza.
(CAVALCANTI, Tiago Muniz. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)
No texto, o autor defende a
Se olharmos para o esqueleto e não apenas para a nova face e as novas roupagens do Ocidente no século XX, encontraremos muito da Idade Média. Ainda que popularmente pouco entendida e percebida, ela está presente no cotidiano dos povos ocidentais, mesmo daqueles que como nós, na América, não tiveram um “período medieval”. É verdade que há tendência a se creditar muitas dessas características a outros momentos históricos (Grécia clássica, Modernidade), mas isso se deve ao enraizamento do preconceito em relação à Idade Média. Ainda agora, na passagem do século XX ao XXI, vivemos no Ocidente muito ligados à herança medieval.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
Entre os aspectos relacionados às heranças medievais no Ocidente contemporâneo, é possível reconhecer a União Europeia
A recuperação da crise do século XIV deu-se em novos moldes, estabeleceu novas estruturas, porém ainda assentadas sobre elementos medievais: o Renascimento (alicerçado no Renascimento do século XII), os Descobrimentos (continuadores das viagens dos normandos e dos italianos), o Protestantismo (sucessor vitorioso das heresias) e o Absolutismo (consumação da centralização monárquica).
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
O trecho descreve a passagem do mundo medieval para o mundo moderno, destacando
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII, sem dúvida, apresenta uma feição própria, não mais “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-lo de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo de Antiguidade Tardia, pois nele teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval. Elementos que, por isso, foram chamamos de Fundamentos da Idade Média: herança romana clássica, herança germânica e cristianismo.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
Para o autor, o cristianismo foi o principal elemento que
A “Idade Média” teria sido uma interrupção no progresso humano, inaugurado pelos gregos e romanos e retomado pelos homens do século XVI. Ou seja, também para o século XVII os tempos “medievais” teriam sido de barbárie, ignorância e superstição. Os protestantes criticavam-nos como época de supremacia da Igreja Católica. Os homens ligados às poderosas monarquias absolutistas lamentavam aquele período de reis fracos, de fragmentação política. Os burgueses capitalistas desprezavam tais séculos de limitada atividade comercial.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
Na perspectiva renascentista,
A ação da igreja católica no fim da idade média caracterizava-se por
Na Conferência de Bandung, os chamados países não alinhados defenderam a soberania e a integridade territorial das nações, alinhando-se assim com proposições discutidas na antecessora Conferência de Colombo.
No que se refere a aspectos dos regimes fascistas e dos regimes autoritários, julgue o item subsequente.
O século XX foi marcado pelo surgimento de regimes autoritários em diferentes partes do globo, excetuando-se as Américas, já que não é possível compreender o caudilhismo como experiência ditatorial.
No que se refere a aspectos dos regimes fascistas e dos regimes autoritários, julgue o item subsequente.
Quando Hobsbawm denomina os fascistas de revolucionários da contrarrevolução, ele chama a atenção para a natureza paradoxal e complexa das estratégias e dos fins dos fascistas: para defender ideais reacionários, eles adotavam métodos que podiam ser considerados, no contexto, revolucionários.
No que se refere a aspectos dos regimes fascistas e dos regimes autoritários, julgue o item subsequente.
A aliança, ainda que temporária, entre o capitalismo liberal e o comunismo foi fundamental para a derrota do regime nazista alemão na Segunda Guerra Mundial.
No que se refere a aspectos dos regimes fascistas e dos regimes autoritários, julgue o item subsequente.
O nacional-socialismo foi amplamente aceito na Alemanha, sobretudo pelas velhas elites e estruturas institucionais imperiais, que foram fundamentais para a ascensão de Hitler ao poder.
No que se refere a aspectos dos regimes fascistas e dos regimes autoritários, julgue o item subsequente.
Segundo Hobsbawm, o desaparecimento das poupanças e as grandes inflações pouco contribuíram para o florescimento do fascismo na Europa central.
No que se refere à formação da Alemanha e da Itália, julgue o item a seguir.
Antes mesmo de se constituir como Estado-nação, a Alemanha já se via como uma nação, o que se pode concluir do fato de seus principados terem constituído o Sacro Império Romano da Nação Germânica e a Federação Germânica.