Questões de Concurso Sobre história geral em história

Foram encontradas 10.716 questões

Q3529836 História
Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não julgar o passado. Logo, o único referencial possível para se ver a Idade Média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborando, para concretizá-la, inúmeras novas metodologias e técnicas, a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo.
        Isso não quer dizer, é claro, que os historiadores do século XX tenham resgatado a “verdadeira” Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Para Franco Júnior, não houve o resgate da “verdadeira” Idade Média porque
Alternativas
Q3529829 História
Nas últimas décadas do século XX, na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surgiu um novo conceito, voltado ao período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
O “novo conceito” refere-se à
Alternativas
Q3529825 História
O passado deve ser interrogado a partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e com o presente. Compromisso com o presente não significa, contudo, presentismo vulgar.
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma História prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
No artigo citado, considera-se “presentismo vulgar” 
Alternativas
Q3529280 História
O modelo heliocêntrico de cosmo foi inicialmente proposto por Copérnico no século XVI, baseado, segundo suas próprias palavras, nos antigos pitagóricos. De início, foi proposto apenas como hipótese, o que o tornava mais facilmente aceitável. Mas não foi aceito de imediato, apesar da maior precisão dos cálculos de Copérnico, talvez porque abalasse crenças arraigadas na ideia da Terra fixa no centro do universo.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, a confirmação empírica do modelo copernicano ocorreu no século XVII graças
Alternativas
Q3529048 História
Assinale a alternativa que melhor expressa a caracterização de Eric Hobsbawm, em Era do extremos, sobre a Primeira Guerra.
Alternativas
Q3529047 História
Leia o texto a seguir:

    Visto que o século XX nos ensinou e continua a ensinar que os seres humanos podem aprender a viver nas condições mais brutalizadas e teoricamente intoleráveis, não é fácil apreender a extensão do regresso, por desgraça cada vez mais rápido, ao que nossos ancestrais do século XIX teriam chamado padrões de barbarismo.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos Extremos, 1995. Adaptado)

Com base na análise crítica apresentada por Eric Hobsbawm e considerando os eventos centrais do período a que se refere, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação do autor sobre os traços marcantes da trajetória histórica do século 20.
Alternativas
Q3529046 História
Considerando a obra de Eric Hobsbawm, Era dos extremos, os fatos que inauguram e encerram este período, segundo o autor, são, respectivamente, a 
Alternativas
Q3529042 História
Leia o texto a seguir:

    Após a Segunda Guerra, além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?
(Enrique Serra Padrós, “Capitalismo, prosperidade e estado de bem-estar- -social”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)

A manutenção dos impérios coloniais, segundo Padrós, foi dificultada
Alternativas
Q3529041 História
Leia o texto a seguir:

    Antiliberalismo, antimarxista, organicismo social, liderança carismática e negação da diferença marcam, a nosso ver, a possibilidade de identificação do fascismo enquanto regime ou forma dominação específica. Neste sentido, insistimos em diferenciar o fascismo das diversas vertentes políticas possíveis existentes no interior da direita.
(Francisco Carlos Teixeira da Silva, “Os fascismos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)

Para Teixeira da Silva, o fascismo se distingue de outras vertentes políticas por
Alternativas
Q3529040 História
Leia o texto a seguir:

    Com o crack da Bolsa de Nova York, a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.
(José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo liberal”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha, O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)

As profundas mudanças concretizaram-se, segundo o artigo citado, com
Alternativas
Q3529036 História
Leia o texto a seguir:

     Para os metódicos (Gabriel Monod, Charles Seignobos, Charles Langlois e outros), grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015.)

Nesse sentido, segundo Marcos Napolitano, os historiadores metódicos entendiam que
Alternativas
Q3529033 História
Leia o texto a seguir:

    No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica: o anacronismo, o voluntarismo teórico e o descritivismo nominalista.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)

Marcos Napolitano define o voluntarismo teórico como 
Alternativas
Q3529032 História
De acordo com a obra A África na Sala de Aula, de Leila Leite Hernandez, é correto afirmar que os sistemas classificatórios europeus, em meados do século 18, concebiam os africanos como
Alternativas
Q3529030 História
Leia o texto a seguir:

    O século XVIII, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero.
(Hilário Franco Júnior. A Idade Média: nascimento do Ocidente, 2001.)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, é correto afirmar:
Alternativas
Q3529028 História
Segundo a obra A Idade Média: nascimento do Ocidente, de Hilário Franco Júnior, o conceito de Idade Média, elaborado no contexto do Renascimento europeu, indicava
Alternativas
Q3529024 História
Considerando a obra Apologia da história ou o ofício do historiador, de Marc Bloch, é correto afirmar que a História e o historiador
Alternativas
Q3529023 História
Leia o texto a seguir:

    Que historiador das religiões se contentaria em compilar tratados de teologia ou coletâneas de hinos? Ele sabe muito bem que as imagens pintadas ou esculpidas nas paredes dos santuários, a disposição e o mobiliários dos túmulos têm tanto a lhe dizer sobre as crenças e as sensibilidades mortas quanto muitos escritos.
Marc Bloch, Apologia da História ou o ofício do historiador, 2002.)

Segundo o excerto e a obra citada, Bloch
Alternativas
Q3529022 História
Em Apologia da História ou o ofício do historiador, Marc Bloch considera a História como
Alternativas
Q3528311 História

Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página – não para esquecê-lo, mas para não deixá-lo aprisionar-nos para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade sul-africana, em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito criadas à imagem de Deus.


Desmond Tutu, no encerramento da Comissão da Verdade na África do Sul. Disponível em: camara.leg.br. Acesso em: 29 maio, 2025.



O discurso acima, tendo sido produzido na virada do século XX para o XXI, revela a intencionalidade específica de 

Alternativas
Q3528310 História

TEXTO I



        Conceitos, na medida em que envolvem todo o processo semiótico, não podem ser definidos; apenas aquilo que não tem história pode ser definido.


NIETZSCHE, Friedrich, The Birth of Tragedy and The Genealogy of Morals, trans. Francis Golffing. New York: Doubleday, 1956 apud KOSELLECK, Reinhart. Introduction and Prefaces to the Geschichtliche Grundbegriffe. In: Contributions to the History of Concepts. Volume 6, Issue 1, Summer 2011.



TEXTO II



        Como todo conceito, o de História Pública possuí múltiplos significados. De 11 a 13 de fevereiro de 2015, na Villa Schifanoia, subúrbio de Florença, ocorreu o evento “História Pública e a Mídia” (2015). O encontro registra testemunhos de oito países europeus, todos respondendo a uma única pergunta: “o que é História Pública”? Para Argyri Panezi, trata-se da escrita da história “apresentada de forma acessível ao grande público”. Christine Dupont, fala da História Pública como “campo de comunicação da história”, no qual a historiadora “põe-se em perigo”, entendendo que sua formação é digna de ser compartilhada com um público maior do que o limitado círculo de pares. Étienne Deschamps lembra que se trata de uma “abordagem histórica firmada em uma formação acadêmica tradicional”, oriunda do meio universitário, mas que “se transforma em uma forma de engajamento com a sociedade (…), de maneira a responder às demandas sociais” (2015). Indo mais longe, Marta Carosio defende o envolvimento do público no “processo de pesquisa histórica”, de maneira a fazê-lo refletir sobre a relevância do passado na vida social. Jozefien de Bock leva esse argumento adiante, afirmando que História Pública “não é apresentar a história para uma audiência, mas o momento em que acadêmicos e não acadêmicos escrevem história juntos”


O que é História Pública? Disponível em: historiapublica.sites.ufsc.br. Acesso em: 15 maio, 2025.



Sobre a temática da História Pública, marque a alternativa correta. 

Alternativas
Respostas
1741: E
1742: B
1743: A
1744: A
1745: C
1746: C
1747: B
1748: A
1749: C
1750: B
1751: C
1752: E
1753: A
1754: B
1755: C
1756: B
1757: C
1758: E
1759: A
1760: D