Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q1054420 História
“Foi muito popular, no passado, a ideia de uma origem ligada às guerras, que conduziriam a capturas maciças de prisioneiros, transformados, então, em escravos. Em outras palavras, a oferta de escravos teria precedido e até suscitado a procura. Isto é falso. No passado micenico, homérico e do início da época Arcaica, houve grandes batalhas e foram feitos muitos prisioneiros. Por que, então, em certas circunstâncias, se preferia massacrar os homens aprisionados, conservando as mulheres, mais facilmente controláveis? É quando existe uma procura suficiente que se torna lógica a transformação sistemática de prisioneiros em escravos. Se as guerras podem explicar a intensificação do escravismo já existente, não esclarecem sua origem como modo de produção dominante”. CARDOSO, Ciro F. Trabalho Compulsório na Antiguidade. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
A leitura do fragmento desse texto possibilita algumas conclusões quanto às condições necessárias para a busca de escravizados no mundo grego da Antiguidade. Sobre essas condições, é INCORRETO afirmar que:
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Q1054418 História
“A gênese do homem branco nas mitologias indígenas difere em geral da gênese de outros ‘estrangeiros’ ou inimigos porque introduz, além da simples alteridade, o tema da desigualdade no poder e na tecnologia. O homem branco é muitas vezes, no mito, um mutante indígena, alguém que surgiu do grupo. Frequentemente também, a desigualdade tecnológica, o monopólio dos machados, espingardas e objetos manufaturados em geral, que foi dado aos brancos, deriva, no mito, de uma escolha que foi dada aos índios. Eles poderiam ter escolhido ou se apropriado desses recursos, mas fizeram uma escolha equivocada. Os Krahô e os Canela, por exemplo, quando lhes foi dada a opção, preferiram o arco e a cuia à espingarda e ao prato. Os exemplos dessa mitologia são legião: lembro apenas, além dos já citados, os Waurá que não conseguem manejar a espingarda que lhes é oferecida em primeiro lugar pelo Sol, os Tupinambá setecentistas do Maranhão cujos antepassados teriam escolhido a espada de madeira em vez da espada de ferro. Para os Kawahiwa, os brancos são os que aceitaram se banhar na panela fervente de Bahira: permaneceram índios os que recusaram. O tema recorrente que saliento é que a opção, no mito, foi oferecida aos índios, que não são vítimas de uma fatalidade, mas agentes de seu destino. Talvez escolheram mal. Mas fica salva a dignidade de terem moldado a própria história”. CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: FAPESP/SMC, 1992.
Ao entregar esse fragmento de texto a educandos do 7º ano, o professor deve ter por objetivo:
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Q1054417 História
“A história escolar é uma configuração própria da cultura escolar, oriunda de processos com dinâmica e expressões diferenciadas, mantendo na atualidade, relações e diálogos com o conhecimento histórico stricto sensu e com a história viva, o contexto das práticas e representações sociais. Fonte de saberes e legitimação, o conhecimento histórico ‘acadêmico’ permanece como a referência daquilo que é dito na escola, embora sua produção siga trajetórias bem específicas, com uma dinâmica que responde a interesses e demandas do campo científico e que são diferentes daquelas oriundas da escola, onde a dimensão educativa expressa as mediações com o contexto social”. MONTEIRO, Ana Maria. Narrativa e narradores no Ensino de História. In: Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas. Rio de Janeiro: Mauad-x/Faperj, 2007.
Com base na análise da historiadora citada, a estrutura narrativa no ensino de história pode ser reconhecida como:
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Q1054416 História
Ao iniciar a aula, o professor resolve colocar no quadro a seguinte sentença:
“O passado é, por definição, um dado que nada mais modificará. Mas o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa”. BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.
O objetivo do professor, ao destacar essa frase, é o de demonstrar que:
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Q1054415 História
“[...] o objeto da história é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. Mais que o singular, favorável à abstração, o plural, que é o modo gramatical da relatividade, convém a uma ciência da diversidade. Por trás dos grandes vestígios sensíveis da paisagem, [os artefatos ou máquinas], por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer capturar. Quem não conseguir isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição. Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça”. BLOCH, Marc. Apologia da História, ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
Os historiadores Marc Bloch e Lucien Febvre propuseram uma nova concepção de escrita da História pautada:
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Q1054414 História
I. “A história de toda a sociedade que até hoje existiu é a história da luta de classes” II. “A História é filha do seu tempo” III. “A História não é mais do que uma aplicação dos documentos”
A leitura das citações acima evidencia que essas se referem, respectivamente, às seguintes escolas históricas:
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Q1052558 História

Leia o texto para responder à questão 29 e inspirar-se para responder à questão 30.

Duas grandes motivações moviam Colombo. A primeira era a fascinação pelo ouro e pelas ilhas distantes onde abundava aquele metal.

Segundo Jaques Heers, esta obsessão se manifestou em todos os seus atos, seus projetos, suas iniciativas […]

A segunda mostra que Colombo foi plenamente um homem do Renascimento. Agia pela paixão do conhecimento. Sem ter recebido qualquer formação acadêmica, buscava a informação em qualquer tipo de livro. Lia assiduamente e anotava aplicadamente o que chamava a atenção do seu espírito curioso […].

Tradução livre de PASTOREAU, Mireille. Voies Océanes de l´ancient aux nouveau mondes. Paris, Edition Hervas, 1990.

Assinale a alternativa correta a respeito do Renascimento.
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Q1052557 História

Leia o texto para responder à questão 29 e inspirar-se para responder à questão 30.

Duas grandes motivações moviam Colombo. A primeira era a fascinação pelo ouro e pelas ilhas distantes onde abundava aquele metal.

Segundo Jaques Heers, esta obsessão se manifestou em todos os seus atos, seus projetos, suas iniciativas […]

A segunda mostra que Colombo foi plenamente um homem do Renascimento. Agia pela paixão do conhecimento. Sem ter recebido qualquer formação acadêmica, buscava a informação em qualquer tipo de livro. Lia assiduamente e anotava aplicadamente o que chamava a atenção do seu espírito curioso […].

Tradução livre de PASTOREAU, Mireille. Voies Océanes de l´ancient aux nouveau mondes. Paris, Edition Hervas, 1990.

O texto nos permite conhecer duas das inúmeras causas da Expansão Marítima dos séculos 15 e 16.

Assinale a alternativa em que tais motivações são corretamente apontadas.

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Q1052556 História

Na coluna 1 estão relacionadas algumas das sociedades do Mundo Antigo. Na coluna 2 estão listadas contribuições da Antiguidade que chegaram até nossos dias.

Associe corretamente as duas colunas. Um ou mais itens podem estar repetidos.

Coluna 1 Sociedades do Mundo Antigo

1. Chinesa

2. Egípcia

3. Fenícia

4. Grécia

5. Hebraica

6. Mesopotâmicas

Coluna 2 Contribuições

( ) Conceito de democracia

( ) Escrita (hieroglífica-religiosa, demótica)

( ) Fabricação do papel; pólvora; bússola.

( ) Invenção do alfabeto

( ) Monoteísmo

( ) Princípios de Direito (Código de Hamurabi, Lei de Talião)

( ) Uso da raiz quadrada e da raiz cúbica. (Conhecimentos e técnicas aplicados à área da arquitetura)

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo

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Q1052552 História

John Locke nasceu na Inglaterra, em 1632. Foi vigoroso crítico da teoria do direito divino dos reis. Para ele o Estado deveria servir ao povo e não o povo servir ao Estado.

Assinale a alternativa que identifica o pensamento político e econômico que pode ser associado às ideias de Locke.

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Q1042983 História
Com relação ao período entre 1945 e 1990, Eric Hobsbawm afirma: Uma grande mudança que afetou a classe operária, e também a maioria das sociedades desenvolvidas, foi o papel impressionantemente maior nela desempenhado pelas mulheres; e sobretudo – fenômeno novo e revolucionário – as mulheres casadas. A mudança foi de fato sensacional. (Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)
Entre essas mudanças,
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Q1042982 História
Catorze potências participaram da Conferência de Berlim (1884-1885), que no essencial estabeleceu uma espécie de “gentleman’s agreement”: cada potência europeia comprometia-se a não mais fazer aquisições selvagens sem notificar as outras, para permitir que estas apresentassem seus pleitos. Os povos ou reis africanos, considerados “res nullius”, não foram sequer consultados ou informados de todas essas discussões. (Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)
Acerca dos resultados dessa conferência, sabe-se
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Q1042981 História
“E se mais mundo houvera, lá chegara.” Ilustrando seus descobrimentos, essa orgulhosa epígrafe bem diz o que foram as viagens desses grandes exploradores que, ainda hoje, glorificam a tradição. De Vasco da Gama a Serpa Pinto, por mar e por terra, eles alcançaram os limites e o centro do planeta, “para lá levando a civilização”. Em sua Crônica de Guiné, escrita em meados do século XV, Gomes Eanes de Zurara já enunciava as “cinco e uma razões” dessas expedições. O infante d. Henrique, que as organizou, “é impelido pelo serviço de Deus”; acha que naqueles países existem cristãos, e que de lá será possível trazer mercadorias; que, se não houver cristãos, há de se saber até onde vai o poder dos infiéis; que talvez algum senhor estrangeiro queira ajudá-lo em sua guerra contra os inimigos da fé; que grande é seu desejo de propagar a Santa Fé de NSJC. (Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)
A partir do excerto, é correto afirmar que
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Q1042980 História
A administração e a autoridade reais da Inglaterra angevina não tinham qualquer equivalente fiel em toda a Europa do século XII. Mas, o poder pessoal do monarca logo foi seguido por precoces instituições de caráter coletivo da classe dominante feudal, com características singularmente unitárias: os Parlamentos. A existência na Inglaterra desses parlamentos medievais, a partir do século XIII, não constituía evidentemente uma particularidade nacional. O que os distinguia era mais o fato de se tratarem de instituições ao mesmo tempo “únicas” e “conglomeradas”. Em outras palavras, havia apenas uma assembleia, deste tipo, cujos limites coincidiam com os do próprio país, e não uma para cada província; no seio dessa assembleia, não existia a divisão tripartida de nobres, clero e burgueses, geralmente predominante no continente. Desde a época de Eduardo III, os cavaleiros e as cidades dispunham de representação regular no Parlamento inglês, lado a lado com os barões e bispos. A precoce centralização da organização política feudal inglesa gerou duas outras consequências. (Perry Anderson. Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
Uma dessas consequências foi
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Q1042970 História
No estudo da História, considera-se, ainda, a dimensão do tempo predominante no ritmo de organização da vida coletiva, ordenando e sequenciando, cotidianamente, as ações individuais e sociais. (Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História)
Nesse sentido, cabe
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Q1042969 História
Ao entrevistar a historiadora Natalie Zemon Davis, Maria Lucia Pallares-Burke pergunta:
Seu livro O Retorno de Martin Guerre, de 1983, gerou muitos debates e, ao lado de Montaillou, de Le Roy Ladurie, e O Queijo e os Vermes, de Ginzburg, tem sido elogiado como pertencente à tradição pós-modernista em historiografia. Concorda com essa visão? (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas)
Essas três obras têm em comum a tendência historiográfica
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Q1042962 História
O repúdio à História Política tradicional deveu-se à sua concentração no estudo do Estado-nação, dos comportamentos individuais dos grandes personagens, dos eventos circunstanciais e das situações conjunturais efêmeras. Esses acontecimentos eram organizados sob um racionalismo redutor das descontinuidades e das contradições. Dessa forma, a História Política passou a ser vista como retrato da ideologia dominante e ocultadora da verdadeira realidade. Ante as antigas acusações de demasiada preocupação com o efêmero e o meramente cronológico, há uma proposta atual de História Política. (Maria de Lourdes Monaco Janotti, História, política e ensino. Em: Circe Bittencourt (org.).O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
A “proposta atual de História Política”, segundo Janotti,
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Q1039813 História
Durante a II Guerra Mundial, o governo brasileiro implantou, no Ceará, o Serviço Especial de Mobilização dos Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA). Esse organismo foi
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Q1039812 História
O absolutismo, como o próprio termo sugere, tem como base o poder absoluto do governante, que dessa forma
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Q1037414 História
A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade, e envolveu diversos países em quatro continentes. Os participantes se aliaram em dois grupos, sendo eles os Aliados e os Países do Eixo. Marque a alternativa na qual estão relacionados os Países do Eixo.
Alternativas
Respostas
9261: D
9262: D
9263: B
9264: C
9265: C
9266: A
9267: A
9268: D
9269: B
9270: A
9271: C
9272: A
9273: D
9274: C
9275: E
9276: B
9277: E
9278: A
9279: E
9280: A