Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Coloque V para Verdadeiro e F para Falso e assinale a alternativa correspondente:
( ) - Preparar o cidadão para o exercício da cidadania não é um dos objetivos da educação de um país.
( ) - Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar para que sejam colocados em prática.
( ) - Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais.
Leia o texto a seguir:
Não obstante a grande obra de Marx ser a crítica ao modo de produção capitalista, sua análise não se faz apenas pelo aspecto econômico. Sua teoria considera a economia como parte da vida social, parte da história que é a produção da existência humana. Falamos, assim, sobre as classes sociais decorrentes da divisão social do trabalho, falamos da vida de homens e mulheres que não apenas trabalham. Eles comem, reproduzem-se, vivem em sociedade, relacionam-se, constroem laços de amizade e de colaboração e de competição, pertencem a diferentes grupos, têm ideologias, afetos, filiação religiosa etc. E constroem sua história em espaços-tempos determinados.
Ciavatta, M. Da Educação Politécnica à Educação Integrada: Como se escreve a história da educação Profissional. Disponível em: < https://www.fe.unicamp.br> Acesso em 20 ago. 2016.
Analise as alternativas a seguir e assinale a que
estiver em desconformidade com o desdobramento
do texto:
A integração com as áreas profissionais faz com que a Historiografia parta para as discussões temáticas. O estudante do Curso de Engenharia ou de um Técnico do Eixo Tecnológico de Infraestrutura deve conhecer as expressões construtivas ao longo dos tempos históricos. O papel do docente é justamente oportunizar este contato.
Sendo assim observe as imagens e assinale a alternativa que possui a correspondência correta:

Fonte:<http://www.estilosarquitetonicos.com.br> . Acesso em 20 ago. 2016.
A influência africana no processo de formação da cultura afro-brasileira começou a ser delineada a partir do tráfico negreiro, quando milhões de africanos "deixaram" forçadamente o continente africano e despontaram no Brasil para exercer o trabalho compulsório.
Sobre esta temática é correto afirmar que:
(1) ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia: São Paulo: EDUSP, 1982.
(2) VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil
Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro:
Objetiva, 2001.
Sobre Hobsbawm(1)
“Se eu me arrependo? Não, não creio. Tenho plena consciência de que a causa que abracei revelou-se infrutífera. Talvez não devesse ter seguido esse caminho. Mas, por outro lado, se os homens não cultivam o ideal de um mundo melhor, eles perdem algo. Se o único ideal dos homens é a busca da felicidade pessoal, por meio do acúmulo de bens materiais, a humanidade é uma espécie diminuída” Eric Hobsbawm - 1999
Com base nas publicações de Eric Hobsbawm analise os itens abaixo, julgue-os e assinale a alternativa correta.
I. Seria necessário muito esforço para vislumbrar no conjunto da obra de Eric Hobsbawm a presença da política. Seu projeto assim como seus métodos foram de uma complexidade desde seu primeiro livro, passando pelos artigos e incluindo até as mais informais entrevistas.
II. Sob a égide de valores que remontam ao século XVIII Iluminista, senão mesmo ao humanismo cívico renascentista, construiu e buscou delinear de forma coerente toda a sua trajetória intelectual.
III. O ideal da razão permeou, inclusive, seu olhar retrospectivo em sua autobiografia: Tempos Interessantes: uma vida no século XX. O comunismo, para Hobsbawm, foi parte da tradição da civilização moderna, desde as “Revoluções Americana e Francesa”, ou seja, do compromisso com a melhoria das condições de vida de todos os seres humanos.
IV. Fundamentou sua própria concepção de política, aquela que se desenvolve numa “esfera pública”, “na qual as pessoas articulam suas opiniões e se unem para alcançar objetivos coletivos”.
V. Concebeu a política como um sistema, não diferindo da definição apresentada por Robert Dahl, a saber, “qualquer estrutura persistente de relações humanas que envolva controle, influência, poder ou autoridade, em medida significativa”.
(1) CORREA, P. G. História, política e
revolução em Eric Hobsbawm e
François Furet. 2006. 241 folhas.
Dissertação (Mestrado) – Universidade
de São Paulo (USP). Disponível em: <
http://www.teses.usp.br/teses/disponive
is/8/8138/tde-06072007-120331/ptbr.php>
. Acesso em 20 ago. 2016.
Quando se aborda o tema “História e diversidade e gênero” no ambiente escolar, faz-se necessário compreender que conceitos sobre heterossexualidade, homossexualidade, entre tantos, por vezes polêmicos e carregados de tabus, precisam fazer parte do currículo escolar, pois só se promove a dignidade da pessoa humana, tal qual está posto nos artigos 1º e 3º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a partir do momento em que a visão de nossas construções socioculturais do presente estão ligadas a outras tantas que já existiram no passado, continuaram e se diferenciaram.
Sobre a história da homossexualidade (1) assinale a alternativa incorreta:
(1) DIETER. C. T. As raízes históricas da
homossexualidade, os avanços no campo
jurídico e o prisma constitucional.
Instituto Brasileiro de Direito de Familia. IBDFAM, abril/2012. Disponível em: <
http://www.ibdfam.org.br/artigos/autor/Crist
ina%20Ternes%20Dieter>. Acesso em: 20
ago. 2016.
A História da disciplina de história no currículo nacional é marcada por idas e vindas, avanços e retrocessos, continuidades e descontinuidades. Neste sentido o debate historiográfico sobre a disciplina de História(1), e o “estado da arte” têm elucidado momentos da História onde as perspectivas políticas, econômicas e socioculturais interferem na relevância do componente curricular e nas suas intencionalidades.
(1) ANDRADE. M.P.V. Concepção e ensino
de história na proposta de reorientação
curricular de Goiás do 6º ao 9º ano. II
Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação
em História. UFG/UCG, 14/15/16/set/2009.
Disponível em: <
https://pos.historia.ufg.br/up/113/o/IISPHist
09_MarciaAparraAndrade.pdf>. Acesso em:
20 ago. 2016.
Tendo em vista o exposto, História da História no currículo brasileiro, assinale a alternativa incorreta:
O documento não é inócuo. É, antes de mais nada, o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram, mas também das épocas sucessivas durante as quais continuou a viver, talvez esquecido, durante as quais continuou a ser manipulado, ainda que pelo silêncio. O documento é uma coisa que fica, que dura, e o testemunho, o ensinamento (para evocar a etimologia) que ele traz devem ser em primeiro lugar analisados, desmistificando-lhe o seu significado aparente. O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. (2003, p.537-538).
LE GOFF, Jacques. Documento/monumento. In: FONSECA, Thaís N. L. (orgs.). História e Memória. 5ª ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003, p. 525-541.
Sobre as considerações postas por Le Goff, é
correto afirmar que a Documentação:
Leia os excertos a seguir:
Excerto I
Uma das primeiras teorias sobre a tecnologia aborda enfaticamente seu caráter transformador da sociedade. Neder denominou essa corrente de pensamento instrumentalista; segundo ele, ― este seria como um suporte instrumental para realizar valores e desejos, sendo os meios tecnológicos neutros . Herdeira do otimismo com o progresso, desde a filosofia do iluminismo do século XVIII, a tecnologia materializa-se apenas em meios para atingir determinados fins.
Excerto II
Na concepção de Agazzi, até os anos cinquenta pode-se dizer que a ciência era considerada como o campo de investigação desinteressada, imparcial, e objetiva da verdade; como depósito do conhecimento infalível, descontaminada de pressões e influências externas. Bem estabelecida por cima de todo conflito ideológico e disposta de imediato a ajudar à humanidade a resolver qualquer tipo de problema graças à riqueza de seus instrumentos. O tom desse discurso se potencializou tanto por meio da autonomia da ciência em relação à sociedade quanto da sua neutralidade.
Excerto III
Dagnino descreve a respeito da concepção da neutralidade científica em sua obra. Para esse autor, enquanto o Iluminismo difundiu o ideal da neutralidade, o Positivismo, no século XIX, potencializou novos desdobramentos dessa percepção. Desvinculada do primado religioso, no positivismo, a razão subverteria a subjetividade para reproduzir a realidade fielmente, principalmente, ao reforçar o caráter de verdade do conhecimento científico. Assim, ainda segundo o autor, ―[...] a neutralidade da ciência parte de um juízo de que a ciência e a tecnologia não se relacionam com o contexto no qual são geradas. Assim, permanecer sempre isolada é um objetivo e uma regra da boa ciência.
SILVA, G.B; BOTELHO, M. I. V. Ciência, tecnologia e sociedade: apontamentos teóricos. Temporalidades – Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG. v. 8, n. 1 (jan./maio 2016) – Belo Horizonte: Departamento de História, FAFICH/UFMG, 2016. Disponível em:<www.fafich.ufmg.br/temporalidades> . Acesso em: 20 ago. 2016
Com base nos apontamentos teóricos expostos nos
excertos, podemos argumentar que os textos
demonstram:
Leia o texto a seguir:
A política no pódio: episódios de tensões e conflitos nos Jogos Olímpicos da Era Moderna
Flavio de Campos
Em tempos de protestos e conflitos em praças esportivas brasileiras, este artigo tem como objetivo retomar alguns episódios marcantes de tensões e enfrentamentos ideológicos ocorridos durante a história dos Jogos Olímpicos de Verão da Era Moderna. Pretende-se questionar a perspectiva, contida nos discursos oficiais do Comitê Olímpico Internacional, entre os organizadores dos mais diversos países e de setores expressivos da imprensa, de que a política e os esportes devem estar apartados em nome do espírito olímpico. A referência a tais episódios demonstra como as situações históricas revelam a recorrência das práticas e confrontos políticos mais ou menos explícitos.
CAMPOS, F. de. A política no pódio: episódios de tensões e conflitos nos Jogos Olímpicos da Era Moderna. História USP, São Paulo, n. 108, jan./mar. 2016. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br>. Acesso em: 20 ago. 2016.
O artigo publicado na Revista da Universidade de São Paulo (USP) traz inferências quanto a questões políticas, sociais e culturais (co)relacionadas à História das Olimpíadas.
Analise os itens a seguir, julgue-os e posteriormente assinale a alternativa correta:
I. Na Antiga Grécia, a trégua sagrada (εκεχερία – ekechería) era proclamada a cada quatro anos por emissários que anunciavam a realização dos Jogos Olímpicos. Assim, as hostilidades entre as póleis deveriam ser suspensas e garantidos salvo-condutos nos percursos de ida e volta da cidade de Olímpia, considerada como território neutro e inviolável durante as competições.
II. Em 393 d.C., Ambrósio, bispo de Milão, obteve do imperador romano Teodósio a proibição aos Jogos Olímpicos, a principal referência lúdica da cultura clássica. Em um contexto de afirmação do cristianismo e de luta contra os mais diversos paganismos, o combate aos jogos fúnebres e às reminiscências aos demais jogos helênicos (píticos, nemaicos e ístmicos) fez parte do programa de ação das lideranças cristãs que procuravam estabelecer a sua hegemonia diante de outros sistemas de crenças e práticas devocionais no Mediterrâneo.
III. O resgate dos Jogos Olímpicos no final do século XIX, capitaneado por Pierre de Freddy, o barão de Coubertin, foi estimulado pelas proposições do cristianismo atlético ou cristianismo muscular, que se desenvolvera, sobretudo nas escolas inglesas, articulando-o a uma visão idealizada do mundo grego, que serviria de preceptiva para as práticas esportivas dos sportsmen.
IV. Berlim foi a cidade escolhida para sediar os
Jogos de 1916. Os dirigentes do Comitê
Olímpico Internacional acreditavam que a
indicação da Alemanha pudesse contribuir para
evitar a eclosão da guerra, como se fosse
possível uma ekechería no mundo
contemporâneo. Pelo contrário, a guerra
impediu a realização da VI Olimpíada da Era
Moderna. O mesmo voltaria a acontecer em 1940
e em 1944, no contexto da Segunda Guerra
Mundial. Ainda assim, esses jogos são
oficialmente contados, mesmo que não
realizados.