Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Fonte: ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Comunidades indígenas e Estado nacional: histórias, memórias e identidades em construção – Rio de Janeiro e México séculos XVIII e XIX. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel; CONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 202.
Analise as proposições a seguir:
I- Podemos perceber pelo menos três imagens de índios com valores diversos nos discursos históricos e políticos do período: os idealizados do passado, os bárbaros cruéis e os degredados.
II- No Brasil oitocentista, o índio cruel e ameaçador surgiu principalmente na figura dos aguerridos tupis-guaranis, contra os quais foi declarada guerra justa pela violenta reação que opuseram ao devassamento do seu território.
III- No projeto de construção da memória coletiva do Estado brasileiro, era preciso incorporar a imagem do índio de forma compatível com os ideais de progresso e superioridade europeia. Os índios eram considerados inferiores, porém redimíveis.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- No tempo entendido como cronologia, calendário, não há criação subjetiva, pois este tempo é unicamente físico, natural. Não existe criação cultural. Daí ser instrumento essencial na prática docente
II- Apoiado em ideias positivistas, o professor de História elege o acontecimento, o fato histórico como parte do passado, imóvel, pronto e acabado, separado por completo do tempo presente.
III- O professor de História que associa o seu fazer historiográfico unicamente à periodização segue, de certa forma, uma concepção unilateral de tempo histórico, que ainda encontra-se presente em alguns currículos e em determinados livros didáticos e que trazem a definição de História como “a ciência dos homens no tempo” (Marc Bloc).
IV- A utilização de documentos familiares na prática docente possibilita um ensino de História comprometido com a realidade vivida pelos alunos, relacionando a experiência vivida destes alunos com as experiências de outros sujeitos, definindo ações pedagógicas que privilegiam o tempo vivido do discente como ponto de partida para outros tempos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval.Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP. Edusc, 2005. p. 154.
Considerando as representações da sociedade medieval, assinale a alternativa CORRETA.
Fonte: MOLINA, Ana Heloísa. A formação de professores de História. In: PORTO JR., Gilson (Org.). História do tempo presente.Bauru-SP. Edusc, 2007. p 132.
Considerando este conhecimento histórico e a prática docente na educação básica, analise as proposições a seguir.
I- Uma das contribuições da Escola dos Annales, especialmente em sua terceira geração, é o exercício da prática interdisciplinar dialogando com outros campos do conhecimento, como a Linguística e a Literatura, a Política, a Psicanálise, a Antropologia, o Teatro, etc., possibilitando criticar com maior segurança as diferentes construções das memórias históricas.
II- Em uma concepção pós-moderna, a subjetividade faz parte do processo de construção histórica, do conhecimento histórico que não é resultado de uma neutralidade nem garante a objetividade, inclusive no espaço escolar, no exercício da docência.
III- Com o advento do século XXI, ocorreu uma unidade no pensar o ensino de História, um consenso teórico que privilegia a Nova História Cultural, o ensino crítico, erradicando, desta forma, uma História factual, excludente e marcada por uma noção de linearidade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: ENGEL, Magali. História e Sexualidade. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Orgs). Domínios da História: ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 308).
Analise as proposições a seguir.
I- A História não deve incorporar temas como sexualidade e o desejo no âmbito de sua produção e, sobretudo, no processo didático-pedagógico por serem temáticas específicas de outras disciplinas como a Ciência e a Antropologia.
II- Como afirma o historiador italiano Carlo Ginzburg, não existem fontes objetivas para o estudo destes temas, pois todo e qualquer discurso é socialmente produzido. Daí, destacarmos como fontes, entre outras, as cartas íntimas; os textos literários; os discursos eclesiásticos, médicos e jurídicos; os registros de cronistas e viajantes.
III- O professor de História, ao trabalhar com temas como sexualidade, o corpo, o amor, entre outros, pode ter um aprofundamento de reflexões bastante significativas, por exemplo, da vida cotidiana, espaço privilegiado da diversidade das vivências e ideias, das representações, dos fatos culturais, das tensões e conflitos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
"De 1914 até o seu final, a guerra assumiu seu lado mais cruel. Milhões de vidas foram ceifadas na chamada guerra de trincheiras, quando as tropas se limitavam a defender determinadas posições estratégicas".
De acordo com Bittencourt (2006), em Introdução à História Marítima Brasileira, a que conflito o fragmento de texto acima se refere?
Somente a partir do século XI é que se generalizou o grande comércio. Sua penetração combinou-se com o crescimento da produção local destinada ao mercado, com a progressiva substituição das oficinas confiadas aos servos na reserva senhorial para a fabricação de objetos de uso corrente pelas oficinas urbanas.” Vilar, Pierre. O renascimento das cidades: burguesias mercantis e corporações; in Santiago, Theo. Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica. São Paulo: Contexto, 2013; (Adaptado).
Marque a opção correta para os fatores da transição do feudalismo para o capitalismo:
“Os cristãos da época feudal, ao menos aqueles dos quais se podem conhecer as atitudes, mantém-se diante do poder divino nas posturas rituais de quem faz a consagração de si” Duby, G. Feudalidade e poder privado, in Duby, Georges (Organização): História da Vida Privada, 2: da Europa Feudal à Renascença.. São Paulo: Companhia das Letras, 2015; (Adaptado).
Sobre os processos de cristianização na Europa marque a opção correta:
DE CARVALHO, Platão Eugênio. Neocolonialismo: A expansão imperialista do século XIX. coleção tudo é história. Ed. Brasiliense, São Paulo. pg. 13. 1995
Sobre a partilha da África ocorrida no século XIX, no movimento conhecido por Neocolonialismo, assinale a alternativa correta:
BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História 2: das cavernas ao terceiro milênio. 4ª edição. São Paulo: Ed. Moderna, pg. 102. 2016.
Sobre a vida dos trabalhadores no período da Revolução Industrial, assinale a alternativa correta: