Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Em 1517, o monge alemão Martinho Lutero publicou as chamadas 95 teses, fato que marcou o início de um movimento religioso, que se voltou contra a Igreja Católica Romana.
Assinale a alternativa correta nas suas referências às consequências do movimento iniciado por Lutero.
Uma expedição espanhola, comandada por Cristóvão Colombo, chegou em outubro de 1492 à ilha de Guanahani (Caribe) no continente americano. O real objetivo do navegador, no entanto, não era chegar a um novo continente, mas a outra região, já conhecida dos europeus, onde supostamente existiam imensas riquezas.
Assinale a alternativa que indica corretamente o objetivo inicial da expedição de Colombo.
Assinale a alternativa que indica corretamente a antiga civilização que apresentou a primeira religião monoteísta e que proclamou o conceito de um Deus universal e transcendente que criou o universo e impôs sua vontade e lei.
Adaptado de Mario Sznadjer.
Assinale a alternativa que indica a civilização a que o texto faz referência.
Texto 2
Tendo uma perspectiva efetivamente conservadora “[...] na equiparação entre os métodos das ciências naturais e sociais, na afirmação literal da rigorosa neutralidade do cientista social, e na busca de leis gerais e invariáveis que regeriam as sociedades humanas” (Barros, 2011) é que se consolida um sistema em favor de uma ordem estabelecida.
Texto 3
Na historiografia, somente em meados do século XIX, com Taine, Renan e Buckler, as ideias de progresso “[...] geralmente relacionadas aos avanços tecnológicos e ao conjunto das explicações científicas para os diversos fenômenos naturais e sociais - e também aparecem as referências aos 'estágios da civilização', estabelecendo-se uma hierarquia entre sociedades que situa a Europa no topo e rebaixa paternalisticamente os povos americanos e africanos” (Barros, 2011). Nesse contexto é que se afirma essa nova corrente historiográfica.
Fonte: BARROS, José de D'Assunção. Teoria da História: os primeiros paradigmas: positivismo e historicismos. Petrópolis-RJ: Vozes, 2011 (v. II).
Ambos os textos nos remetem apenas ao:
“Uma boa parte dessa nova história é o produto de um pequeno grupo associado à revista Annales, criada em 1929. Embora esse grupo seja chamado geralmente de a 'Escola dos Annales', por se enfatizar o que possuem em comum, seus membros, muitas vezes, negam existência ao realçarem as diferentes contribuições individuais no interior do grupo” (Burke, 1997, p. 11).
Fonte: BURKE, Peter. A Escola dos Annales – 1929-1989: a revolução francesa da historiografia. Tradução de Nilo Odália. São Paulo: Fundação Editora UNESP, 1997.
Considere a Escola dos Annales, avalie as afirmativas a seguir.
I- Nos anos 1960 e 1970, uma importante mudança ocorreu nos Annales: o itinerário intelectual de alguns historiadores transferiu se da base econômica para a “superestrutura” cultural.
II- Philippe Ariès, que despertou a atenção para a história das mentalidades, tinha os seus interesses voltados para uma perspectiva quantitativa e para o mundo burocrático-industrial moderno.
III- Entre as ideias defendidas pelos Annales, é a substituição da tradicional narrativa de acontecimentos por uma história-problema.
É CORRETO o que se afirma em:
“A década de 1970 testemunhou a ascensão, ou pelo menos a definição, de um novo gênero histórico, a 'micro-história', associado a um pequeno grupo de historiadores italianos, como Carlo Ginzburg, Giovanni Levi e Edoardo Grendi” (Burke, 2005, p. 60).
Fonte: BURKE, Peter. O que é História Cultural? Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2005.
Tendo como premissa a micro-história, analise as afirmativas a seguir.
I- A micro-história foi uma reação contra um certo estilo de história social que seguia o modelo da história econômica, empregando métodos quantitativos e descrevendo tendências gerais.
II- A micro-história recebeu uma grande contribuição da antropologia porque os antropólogos ofereciam um modelo alternativo, a ampliação do estudo de caso, no qual havia espaço para a cultura, para a liberdade em relação ao determinismo social e econômico.
III- A micro-história fundamentalmente passou a valorizar uma história triunfalista, com grandes narrativas em busca do progresso e da consolidação da moderna civilização ocidental.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“Para os cristãos medievais, a hostilidade com os bizantinos não se fazia sem alguma crise de consciência, uma vez que mantinham relações com eles. Mas em relação aos muçulmanos parece não ter havido qualquer drama” (Le Goff, 2005, 138).
Fonte: LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP: Edusc, 2005.
Considerando as relações entre a cristandade e os muçulmanos, avalie as afirmativas a seguir.
I- As atitudes dos cristãos medievais com respeito aos muçulmanos foi marcada pela unidade de pensamento, pois viam nos infiéis um fanatismo, marcado por ações terroristas, e, a partir do século IX, percebiam Maomé como a besta do apocalipse.
II- No século XI, quando as cruzadas são preparadas, elas são orquestradas por toda uma propaganda que coloca em primeiro plano os ódios cristãos aos partidários de Maomé.
III- Na Terra Santa, principal lugar de enfrentamento bélico entre cristãos e muçulmanos, nunca estabeleceram, até os dias de hoje, coexistência pacífica.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto 01 e responda à questão.
Texto 01
“Não podemos imaginar que as comunidades indígenas estejam além das relações de poder. Apesar da não existência de um estrato de poder institucionalizado separado do corpo social, as relações de poder estão presentes no cotidiano das pessoas como práticas sociais de autoridade. [...] As relações de autoridade são vivenciadas no próprio cotidiano, entre os sujeitos, podendo envolver as amais diversas categorias de relações, dependendo da cultura da qual estejamos falando, disputas entre gerações, disputas entre homens e mulheres, entre homens e homens e entre mulheres e mulheres, tendo direções preferenciais, mas não predefinidas; durante esta disputa também vai ocorrendo a própria tessitura das atualizações culturais” (Caleffi, 2011, p. 37-38).
Fonte: CALEFFI, Paula. Educação autóctone nos séculos XVI ao XVIII ou Américo Vespúcio tinha razão? In: STEPHANOU, Maria. BASTOS, Maria Helena Camara (Orgs.). Histórias e memórias da Educação no Brasil: séculos XV – XVIII. Petrópolis–RJ: Vozes, 2011 (v. 1).
“Os estudiosos da cultura compreendem que os povos forjam visões de mundo peculiares, que marcam a sua identidade de povo. Mas quando um determinado grupo, com traços culturais característicos e uma visão de mundo própria entra em contato com outro grupo que apresenta práticas culturais distintas, o estranhamento e o medo são as reações mais comuns. O etnocentrismo nasce exatamente desse contato, quando a diferença é compreendida em termos de ameaça à identidade cultural”. (Dicionário de conceitos históricos / Kalina Vanderlei Silva, Maciel Henrique Silva; p.127/128).
I. De modo simples, o etnocentrismo pode ser definido como uma visão de mundo fundamentada rigidamente nos valores e modelos de uma dada cultura; por ele, o indivíduo julga e atribui valor à cultura do outro a partir de sua própria cultura.
II. Ao contrário das teorias propriamente racistas, que surgiram há apenas três séculos, o etnocentrismo é um comportamento universal e antiquíssimo.
III. O ápice do etnocentrismo talvez se situe entre os séculos XV e XIX, quando os europeus entraram em contato com vários povos na América, Ásia e África. Nesses processos de colonização, incompreensões de ambos os lados foram dando lugar a guerras, genocídios e etnocídios.
IV. O discurso etnocêntrico, exatamente por ser calcado em valores de nossa própria cultura, ganha aura de verdade absoluta, tendo também poder de convencimento entre os integrantes de um mesmo universo cultural.
A sequência correta é:
(https://www.revistacoletanea.com.br/index.php/coletan ea/article/view/97/70, Nathalia Borghi touriNo MariNs).
Dado esse contexto sobre historiografia, assinale a alternativa correta:
I. Na Idade Média, a principal parte da produção intelectual era feita por religiosos, já que os mosteiros eram os principais centros intelectuais da época, antes do surgimento e/ou consolidação das universidades (BASCHET, 2006), e isso tem um impacto grande na historiografia da época.
II. O objetivo da historiografia positivista é uma análise racional do passado. No século XIX, isso se confundia com o conceito de ciência, tendo, portanto, os historiadores positivistas a ideia de que a História deve ser avaliada por meio de evidências que testem hipóteses e narrativas sobre um determinado período de tempo (COLLIER, 2005).
III. Marx afirmava que a “a História é a História da Luta de Classes”. O que seria o proletariado, no entanto? Quem o liderava? Essas questões eram abstratas, porém não poderiam deixar de ser abordadas na tradição marxista. O economicismo dessa escola em certos aspectos levou à demora a um olhar para a arte, no entanto no século XX críticos diversos adotaram essa perspectiva.
IV. A historiografia feminista foi profícua nas artes e na história social. Linda Nochlin (1989) tenta dar uma resposta à pergunta “por que não existiram grandes artistas mulheres?”. Sua interpretação da historiografia até então mostra que essa questão é um pseudoproblema. A mulher na arte sempre foi negligenciada pelas instituições que as cercaram, favoráveis aos homens.
A sequência correta é:
“O tempo, como produção humana, é uma ferramenta da História, visível em instrumentos como o calendário e a cronologia. Cronologia é a forma de representar os acontecimentos históricos no tempo, o que exige um calendário e uma noção de contagem do tempo. Todas as civilizações possuem uma data que convencionam como o início do tempo e, logo, o início da história. Assim, contando a partir dessa data – que representa normalmente o início do mundo – demarcam os anos e os séculos, situando cada acontecimento”. (Dicionário de conceitos históricos / Kalina Vanderlei Silva, Maciel Henrique Silva; p.390/91).
I. Nessa perspectiva, o calendário, o ano, o século e a cronologia são invenções da mais alta importância para a História como a entendemos hoje.
II. Duas são as principais percepções filosóficas sobre o tempo: o tempo cíclico e o tempo linear.
III. Nessa perspectiva, o calendário, o ano, o século e a cronologia são invenções que não tem importância para a História como a entendemos hoje.
IV. Duas são as principais percepções filosóficas sobre o tempo: o tempo cíclico e o tempo lunar.
A sequência correta é:
De acordo com o conceito histórico de Patrimônio, assinale a alternativa correta:
I. É interessante observarmos que o conceito de patrimônio cultural não se restringe à produção material humana, mas abrange também a produção emocional e intelectual.
II. No início do século XXI, um dos campos de trabalho para os historiadores que mais crescem no Brasil é o de patrimônio histórico.
III. É interessante observarmos que o conceito de patrimônio cultural se restringe à produção material humana, não abrange a produção emocional e intelectual.
IV. Essa política mundial de preservação despertou o interesse crescente no patrimônio cultural na maioria dos países.
A sequência correta é:
(https://www.cafehistoria.com.br/historia-ambientalhistoriografia-comprometida-com-a-vida/, Gil Karlos Ferri)
Dado esse contexto sobre mundo contemporâneo e os problemas do meio ambiente, assinale a alternativa INCORRETA: