Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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I.A Revolução de 1930 pôs fim à política do café com leite e levou Getúlio Vargas ao poder, estabelecendo um governo provisório que centralizou a autoridade federal.
II.Durante o Estado Novo, houve fortalecimento das instituições democráticas, ampla liberdade de imprensa e respeito aos partidos políticos, garantindo participação popular nas decisões do governo.
III.O período foi marcado por centralização do poder no Executivo, criação de leis trabalhistas, censura à imprensa e repressão a opositores, consolidando um regime autoritário.
IV.O governo Vargas promoveu modernização econômica e industrial, com investimentos em infraestrutura, criação de empresas estatais e estímulo à indústria nacional.
Assinale a alternativa correta:
Durante o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, o porto do Rio de Janeiro foi um dos principais espaços de negociação e conflito sobre questões trabalhistas no Brasil. Nesse contexto, os estivadores – responsáveis pelas atividades de carga e descarga – criaram associações e sindicatos para que suas demandas e reivindicações sobre o trabalho e a dignidade do trabalhador pudessem ganhar mais força.
Considerando esse processo histórico, melhor se expressa o papel dessas associações de estivadores na conformação das relações entre trabalhadores, Estado e capital em:
Os ideais iluministas da razão, da liberdade e da igualdade perante a lei inspiraram o modelo de cidadania moderna. No Brasil, tais princípios influenciaram a formação do Estado republicano, mas, em um contexto marcado por desigualdades sociais, raciais e políticas alguns tornaram-se mais iguais e livres que outros.
Considerando a relação entre o ideário iluminista e a configuração da cidadania brasileira entre o final do século XIX e meados do século XX, pode-se dizer que:
As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil, sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.
Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser interpretado como um:
Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como:
“O movimento Diretas Já mobilizou amplos setores sociais, evidenciando a reconfiguração do espaço público e o protagonismo da sociedade civil.” Analise as afirmativas a seguir:
I. A liberdade religiosa de 1988 institucionaliza o princípio da laicidade estatal, mas não elimina tensões históricas entre religião e esfera pública, sobretudo em um país marcado pela hegemonia católica e pela expansão de novas denominações.
II. Setores religiosos tiveram atuação ambígua no processo de redemocratização, participando tanto de mobilizações progressistas (como setores da Igreja Católica ligados à Teologia da Libertação) quanto de resistências conservadoras.
III. A Constituição de 1988 não impede o debate público de temas religiosos, permitindo que religiões influenciem discussões legislativas, educacionais e morais — o que gera tensões entre liberdade e laicidade.
IV. A redemocratização foi um processo linear, sem resistência militar ou desigualdades regionais, garantindo a aplicação imediata dos direitos constitucionais.
V. As religiões atuam no Brasil contemporâneo como atores políticos relevantes, disputando espaços institucionais e legislativos.
Após análise das proposições, é correto o que se afirma em:
Analise as proposições a seguir:
I. O regime utilizou Atos Institucionais, especialmente o AI-5 (1968), para concentrar poderes no Executivo, fechar o Congresso e institucionalizar a censura e a repressão.
II. A censura não foi apenas restritiva: ao incentivar metáforas, ironias e linguagens indiretas, gerou um campo de produção cultural resistente e sofisticado.
III. O “Milagre Econômico” (1968–1973) promoveu crescimento acelerado e infraestrutura, mas aprofundou desigualdades regionais e dependência externa, sem democratização econômica.
IV. A abertura política foi ampla, irrestrita e participativa desde os primeiros anos da ditadura, expressando um modelo de transição de base popular.
V. A repressão e a vigilância cotidiana produziram formas de autocensura e controle social, redefinindo sociabilidades públicas e privadas.
É correto o que se afirma em:
I. Rebeliões escravas e indígenas no período colonial e movimentos sociais no Império (como a Sabinada e a Balaiada) já evidenciavam formas de resistência coletiva anteriores ao século XX, desmentindo a visão evolucionista de movimentos sociais “modernos”.
II. O Movimento Operário (fins do XIX e início do XX), Negro (1930–1970), Feminista (1910–1980), Indígena e Ambientalista (1970) e MST (1984) expressam agendas distintas, mas articuladas por demandas por cidadania, redistribuição e reconhecimento.
III. Esses movimentos contribuíram para a Constituição de 1988, para políticas públicas de saúde, educação e igualdade racial, e para a ampliação da esfera pública democrática.
IV. Os movimentos sociais foram incapazes de formar alianças amplas e produzir efeitos duradouros, mantendo-se restritos a reivindicações setoriais e episódicas.
V. A redemocratização dos anos 1980 consolidou um campo de ação coletiva no qual movimentos se articularam em frentes amplas, como na campanha Diretas Já.
Após análise das afirmativas, é correto o que se afirma em:
Com base nas interpretações historiográficas clássicas (Francisco Adolfo de Varnhagen, Capistrano de Abreu, Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré) e nas perspectivas críticas contemporâneas (História Social, Cultural e estudos subalternos), analise as proposições:
I. A historiografia de Varnhagen, marcada pelo paradigma imperial e eurocêntrico do século XIX, concebeu indígenas e africanos como elementos secundários ou obstáculos ao “projeto civilizador” português, negando-lhes agência histórica.
II. Capistrano de Abreu avançou ao reconhecer a importância dos indígenas e africanos para a formação histórica brasileira, mas manteve um enfoque estrutural centrado na colonização portuguesa, sem incorporar plenamente as experiências subalternas como sujeitos históricos autônomos.
III. Gilberto Freyre destacou a centralidade das relações culturais entre portugueses, indígenas e africanos, valorizando a mestiçagem e os processos de adaptação mútua. Contudo, sua interpretação tende a suavizar as violências coloniais, privilegiando uma leitura harmonizadora das relações raciais.
IV. Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré romperam com as interpretações anteriores ao enfatizarem as estruturas econômicas, sociais e raciais da colonização, destacando a formação dependente e a permanência das hierarquias raciais como elementos estruturantes da sociedade brasileira.
V. As perspectivas contemporâneas da História Social e Cultural — influenciadas por E. P. Thompson, Roger Chartier e pelos estudos subalternos e pós-coloniais — radicalizaram a crítica ao centro colonial, evidenciando estratégias de resistência, agência política e reelaboração cultural de indígenas, africanos e seus descendentes, conectando passado colonial e racismo estrutural contemporâneo.
VI. A historiografia brasileira do século XX, de modo geral, ignorou a temática da resistência subalterna, tratando-a apenas como fenômeno folclórico, sem impacto na formação nacional.
Após análise das proposições, é correto o que se afirma em:
Observe o trecho a seguir e complete corretamente as lacunas:
"O processo de formação do Estado brasileiro envolveu importantes disputas políticas em torno da __________ do poder e da organização das __________, em meio a revoltas regionais e à necessidade de construir mecanismos estáveis de governo."
Qual das alternativas abaixo traz os termos que completam corretamente o texto?