Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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(Gersem S. Luciano. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, p. 79. Adaptado)
Partindo da obra mencionada, fazem parte do contexto em referência
(Lilia M. Schwarcz; Heloísa M. Starling. Brasil: uma biografia, p. 614)
Identifique a alternativa que corresponde ao contexto histórico delimitado pelo fragmento.
A referida tese parte da constatação de que
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 184. Adaptado)
No fragmento, Boris Fausto apresenta uma análise sobre
(L. M. Schwarcz; H.M. Starling. Brasil: uma biografia, p. 222. Adaptado)
O movimento em referência teve como parte de suas causas a
Observe o mapa:

No século 18, intensifica-se a ocupação do território colonial, impulsionada pelas atividades econômicas representadas no mapa.
Na legenda do mapa, os números 1, 2 e 3 correspondem, respectivamente, a
Assinale a alternativa que apresenta corretamente esses dois grupos
Os administradores Couto de Magalhães e Aristides de Souza Spínola ficaram impressionados com o número de moléstias reinantes na Cidade de Goiás na segunda metade do século XIX. (...) Na opinião de Magalhães, nenhum indivíduo sadio poderia ser encontrado na capital da Província.
MAGALHÃES, Sônia Maria de. Males do Sertão: alimentação, saúde e doenças em Goiás no século XIX. 2ª edição. São Paulo: Intermeios, 2024, p. 22.
O estudo histórico sobre a saúde em Goiás evidencia que
A relação entre memória e história no trabalho de produção de sentido indica os limites de uma história da produção do conhecimento histórico, o que obriga a incluir o memorialismo como parte integrante da reflexão historiográfica. Uma saída fácil seria indicar que a memória se constitui em fonte para reflexão do historiador, o que subtrai dela a capacidade de produção de sentido. Assim, essa inclusão nada teria de problemática, dada a posição de subalternidade a que foi submetida. Partilho de convicção distinta, a de que a memória organiza uma outra percepção do acontecimento, o que permite vislumbrar a multiplicidade do tempo histórico e até mesmo sugerir a especificidade da reflexão do memorialista na composição de uma consciência histórica (Rüsen, 2001). A memória inscreve o seu lugar de produção.
SANDES, Noé Freire. 1930: entre a memória e a história. História Revista, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 153, 2010.
O texto reforça qual característica da memória no saber histórico?
Energia para administrar fazendas, como as das Joaquinas do Pompeu; energia para dirigir a política partidária da família, em toda uma região, como as das Franciscas do Rio Formoso; energia guerreira, como a das matronas pernambucanas que se distinguiram durante a guerra contra os holandeses, não só nas duas marchas, para as Alagoas e para a Bahia, pelo meio das matas e atravessando rios fundos, como em Tejucupapo, onde é tradição que elas lutaram bravamente contra os hereges. Langsdorff, nos princípios do século XIX, visitou uma fazenda no Mato Grosso, onde o homem da casa era uma mulher. Vasta matrona de cinco pés e oito polegadas, o corpo proporcionado à altura, um colar de ouro no pescoço. Mulher já de seus cinquenta anos, andava entretanto por toda parte, a pé ou a cavalo, dando ordens aos homens com a sua voz dominadora, dirigindo o engenho, as plantações, o gado, os escravos.
FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos - Decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. Ed. Comemorativa, São Paulo: Global, 2013. p. 209. [Adaptado].
Gilberto Freyre usa exemplos como os do texto para
O avanço nas pesquisas do Grupo de Trabalho Interinstitucional Memorial DOI-Codi permitiu identificar, com base em evidências materiais, o espaço onde ocorreram mortes já reconhecidas como simuladas durante a Ditadura Militar brasileira. O estudo identificou que José Ferreira de Almeida e o jornalista Vladimir Herzog estiveram na mesma cela do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, conectando os dois casos a partir de elementos físicos do ambiente. A identificação foi possível a partir da reavaliação de laudos da época combinada com uma análise comparativa de remanescentes materiais. Os pesquisadores mapearam correspondências estruturais entre os ambientes descritos nos documentos oficiais, observando elementos como disposição de portas, grades, marcas nas paredes e características arquitetônicas do espaço. A convergência desses fatores permitiu associar ambos os casos à chamada “cela especial nº 1” e determinar sua localização no interior do prédio 2-A do conjunto do antigo DOI-Codi.
GABRIELLI, Ligia. Departamento de Comunicação da UNIFESP, 19 maio 2026. Disponível em: https://dci.unifesp.br/assessoria-de-imprensa-ejornalismo/releases/pesquisa-reconstroi-espaco-mortes-ditadura. Acesso em: 20 mai. 2026. [Adaptado].
O texto revela qual característica do período da Ditadura Militar?
Ao oferecer uma leitura dessa prática que se aproxima do conhecimento antropológico moderno sobre o assunto, Gonçalves Dias rompeu com toda uma tradição de literatura indianista no Brasil, que, por três séculos, representou e caricaturou o canibalismo como prova da barbárie primitiva do índio. De fato, ele é único no indianismo do século dezenove por essa interpretação, e, depois dele, teve-se que esperar pelo movimento modernista para que a significação ritual do canibalismo fosse novamente reafirmada. Tal revisão radical de uma das pedras fundamentais do discurso colonial fala alto pela notável contribuição deste poeta como uma das mais poderosas vozes dissidentes no seio da tradição romântica indianista.
REECE, David. Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indígena, e o estado-nação imperial. São Paulo: Nankin, Edusp, 2008. p. 191. [Adaptado].
Qual estereótipo do discurso colonizador o texto denuncia?
Segundo Ferreira Gomes, o Alvará de 28 de junho de 1859 concomitantemente expulsa os jesuítas do ensino – considerando "extintas" todas as escolas e cadeiras pelas quais eles eram responsáveis – e decreta no Reino e em seus domínios uma reforma geral nos estudos. Essa reforma principia pela criação da Diretoria dos Estudos e com a introdução de aulas de Gramática Latina, Grego, Retórica, etc., que se apresentassem como substitutivas da instrução recémsuprimida. Ninguém poderia, a partir dali, ensinar sem aprovação e licença do Diretor dos Estudos, que faria por examinar cada candidato ao Magistério à luz de critérios de "ciência e de prudência", dado que os requisitos de bons costumes eram essenciais para a avaliação do pretendente. No parecer de Laerte Ramos de Carvalho, os objetivos da reforma pombalina dos estudos menores teria sido o de proceder a uma adequação da instituição escolar à nova configuração necessária ao Estado moderno e, nesse sentido, agenciar o ensino de maneira a atender os interesses seculares da Coroa.
BOTO, Carlota. Iluminismo e educação em Portugal: o legado do século XVIII ao XIX. Rev. Fac. Educ., São Paulo, v. 22, n. 1, p. 182, 1996.
O texto demonstra qual característica da reforma proposta pombalina?
O primeiro deles, que contesta várias ideias sobre a colonização da América, é que a ibérica foi, em quase todos os sentidos, mais organizada, planejada e metódica que a anglosaxônica. Caso atribuamos valor à organização, é inegável que a colonização ibérica foi muito “melhor” que a anglo-saxônica. Na verdade, só podemos falar em projeto colonial nas áreas portuguesa e espanhola. Só nelas houve preocupação constante e sistemática quanto às questões da América. A colonização da América do Norte inglesa, por razões que veremos adiante, foi assistemática. No século XVII, quando a América espanhola já apresentava universidade, bispados, produções literárias e artísticas de várias gerações, a costa inglesa da América do Norte era um amontoado de pequenas aldeias atacadas por índios e rondadas pela fome. A península ibérica enviava ao Novo Mundo homens de toda espécie. Dentre os primeiros franciscanos que foram ao México, por exemplo, estava Pedro de Gante, parente do próprio imperador da Espanha. No Brasil, a nova e entusiasmada ordem dos jesuítas veio com o primeiro governador-geral. Imaginar o Brasil povoado só por ladrões e estupradores é tão falso como supor que apenas intelectuais piedosos foram para as 13 colônias.
KARNAL, L. Brasil e Estados Unidos: comparações incômodas. In: KARNAL, Leandro et al. História dos Estados Unidos. Campinas: Contexto, 2007. p. 28. [Adaptado].
O texto contesta qual narrativa sobre a colonização da América?